Um mês que parece um ano

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Hoje, dia 17 de setembro, comemora-se o primeiro mês de Larinha na Holanda! Posso afirmar que esse foi realmente o mês mais intenso da minha vida. E olha que já tive bastante oportunidades para intensidade.

A intensidade ainda não acabou, verdade, acho que se um dia acabar, não vai ser tão logo, mas agora já estou conseguindo processar e lidar com tudo o que tá rolando comigo desde que cheguei aqui. As duas primeiras semanas foram facílimas, unicamente pelo fato de que eu tinha a ex-au pair me acompanhando em tudo. Depois que ela se foi, eu achei que continuaria dominando tudo direitinho… foi quando eu comecei a sentir dores horríveis no rim(!). Uma coisa não está ligada à outra, mas elas aconteceram ao mesmo tempo e minha terceira semana aqui só teve um pensamento: quero voltar pro Brasil. Pode parecer “fraco”, mas ficar longe da sua família, tentar se adaptar à uma nova rotina, à novas pessoas que serão sua família nesse próximo ano e ficar doente ao mesmo tempo é simplesmente difícil… além disso, o sistema de saúde aqui é bastante diferente da maneira que rola no Brasil e lento, muito lento… muito lento pras dores que eu sentia.

Ficar doente aqui me fez sentir que eu não tava fazendo o que vim fazer aqui, apesar de ter continuado trabalhando normalmente, com exceção da segunda feira de manhã, que foi logo seguinte ao ápice da dor no rim. Eu sentia que estava deixando meus hosts na mão, não estava conseguindo ser eu mesma e agradar as kids e principalmente, eu não tinha ninguém que me compreendesse ao meu lado. Depender de skype e fuso horário pra conseguir que alguém que você ama te conforte é algo bastante chato. Ainda mais quando o toque não é possível.

Minha quarta semana aqui, a semana passada, foi marcada com a aceitação da situação que eu escolhi pra mim. Eu precisei me relembrar diversas vezes o porque estou aqui, o quanto eu quis tudo isso e que eu sempre soube que não seria fácil – só não precisava ser tão difícil. Depois de tudo isso, no meio de tudo isso, eu me peguei sentido saudade de coisas que imaginei que demoraria mais pra sentir… sentir saudade de pegar meus ônibus, de caminhar até o metro, de comer coxinha! Tudo isso aconteceu em tão pouco tempo!

Quando eu imagino que há 20 dias eu estava com a outra au pair aqui ainda, achando que tudo seria tão simples… parece que foi outra vida. E quando eu imagino que há 30 dias eu tocava quem eu mais amo nessa vida pela última vez pelos próximos, no mínimo, 6 meses… eu sinto e imagino que esse um ano já acabou e logo logo eu vou poder tocá-los novamente, mas não! Ainda faltam 11 meses e taaaaaaaanta coisa pra viver, que eu quero viver, que eu já me planejei tanto para viver!

Mesmo com tanta coisa chata, ainda deu tempo pra viver coisas muito boas e que me fizeram muito bem. Estou começando a criar laços, ou pelo menos a me enturmar, com as au pairs da minha cidade, estou confirmando amizades que sempre estiveram presentes e também descobrindo outras novas.

Espero voltar a escrever aqui com maior frequência… esse último mês foi uma montanha russa de emoções, muita coisa me deixou muito abalada e outras tantas coisas me acalmaram e só agora eu estou encontrando o eixo. Acho que logo tudo se acerta e eu vou conseguir contar tudo de bom que tem rolado também.

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2 comentários sobre “Um mês que parece um ano

  1. Patricia Gomes disse:

    Poxa Larissa … que bacana!!! (não pela dor rsrsrs) … A última vez que li um post seu, você estava com muita vontade de ir pra Holanda e agora .. olha você aí!!! muito legal! fico feliz! Você é um exemplo de perseverança e coragem!
    Muita força e aproveita bastante esses 11 meses .. aposto que eles vão passar tão rápido que logo logo tu vai estar aqui no Brasil se pegando sentindo saudades dos tempos na Holanda! rsrsrs

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    • Larissa Menon disse:

      Oi Patricia!
      Pois é, se uma lição que eu posso tirar de tudo o que essa decisão e aventura me causam é de que desistir fácil não é uma opção. Desistir sempre é, porque a gente tem que ser fiel à nossa felicidade e se ela não tá mais conectada ao que a gente quer, tem que saber reconhecer. Mas eu me sinto muito realizada e hoje, me sinto muito feliz por estar aqui!
      Obrigada por acompanhar 🙂

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