[vídeo] Travel Self(ies)

Fazia algum tempo já que eu queria fazer uma vídeo colagem com todas as selfies que tirei pelas minhas andanças, viajando sozinha ou acompanhada. E pra ser sincera, nunca tinha feito por pura preguiça…

Até que hoje sentei em frente ao computador e em pouco tempo o vídeo estava pronto. O que demorou mesmo foi encontrar as fotos em todas as milhares de pastas de todas as viagens.

Assiste pra ver como ficou!

Nas fotos, aparecem comigo: Fernanda, Lia, Jana, Ale, Ed, Paula, Isa, Helda, Thiago, Guilherme, Alana, Júlia, Monique, Katha, Vi, Luana, Cristiano, Dani, Clayton e, claro, o Augusto ❤

E quer saber onde as fotos foram tiradas?

Lisboa – 2009
Madri – 2009
Barcelona – 2011
Paris – 2009 | 2011
Versailles – 2009 | 2011
EuroDisney – 2011
Amsterdam – 2009 | 2013 | 2014
Zaanse Schans – 2009
Berlim – 2009 | 2011
Frankfurt – 2009
Roma – 2009
Buenos Aires – 2013
Londres – 2013
Glasgow – 2013
Edimburgo – 2013
Colônia – 2013
Munique – 2013
Viena – 2013
Budapeste – 2013 | 2014
Praga – 2014
Utrecht – 2013 | 2014
Zaandam – 2014
Rio de Janeiro – 2014
Brasília – Vários anos, nem sei hahaha.

E aí, o que acharam?

As bikes de Berlim.

Ultimamente tenho sentido uma certa nostalgia de Berlim.

Uma coisa é fato, ela é um dos meus lugares preferidos no mundo. Berlim é uma cidade absurdamente cosmopolita e urbana. E algo que eu acho incrível é como ela aceita bem as bicicletas. Sim, existe uma vantagem comum às grandes cidades europeias: Berlim é praticamente plana e isso facilita muito, mas não é só isso. Quem circula pela cidade, mesmo turistando, percebe o interesse que há, vindo de todos os envolvidos, em se investir em meios de transporte alternativos ao carro. Berlim tem um lindo sistema de transporte sobre trilhos com o s-bahn e o u-bahn, as linhas de ônibus são práticas e cobre todos os cantinhos da cidade e ainda do lado leste é possível pegar o tram. Com tanta gente nos meios transportes coletivos, sobra espaço pra quem quiser pedalar, e ainda, pelo o que me lembro, é possível levar sua bicicleta com bastante facilidade no s-bahn e no u-bahn (não me lembro muito como funcionava no restante, mas ficou forte na memória desde crianças até idosos com suas magrelas dentro dos trens).

Estacionadas em frente ao Mauerpark

Estacionadas dentro do Mauerpark

Em frente ao Checkpoint Charlie

Na Spreeweg, pertinho da Coluna da Vitória.

Entre amigos

Sinalização do lado de fora de um u-bahn

Sinalização dento de um vagão do u-bahn

Em frente ao Potsdamer Platz

Na Monbijoustrasse

Na Friedrichstrasse

Por todos os lados no Mauerpark

Na saída do Mauerpark

Elas estão em todos os lugares. ❤

Europa pela primeira vez: como cheguei lá mesmo?

A minha primeira viagem pra Europa não foi bem uma idéia minha. Quem sugeriu que eu viajasse, na verdade, foi minha mãe.

Eu estava no meio do terceiro ano da faculdade na época, e então decidi: iria para a Europa, que tal um mochilão? Precisaria então de duas coisas: encontrar alguém que topasse o rolê para ir comigo e planejar a viagem.

bora mochilar?

E foi mais fácil do que pensei que seria. Quer dizer, quando você comenta “estou pensando em ir mochilar na Europa” você normalmente ouve respostas positivas e empolgadas, mas depois de um pouco de ponderação, a empolgação vira dúvida antes de se tornar um “quem sabe mais pra frente” definitivo. Pois então, ao comentar meus planos com a  o que obtive foi uma resposta positiva que se tornou pura afirmação. Eu tinha companhia!

Planejar foi mais difícil, eu não sabia como nada funcionava e mesmo com a Fê, estavamos as duas com zero experiencia em territórios europeus. Foi assim que descobri o mochilão da CI, uma boa opção se você é noob e tem medo de planejar errado. Eles te ajudam em todo o processo pré embarque: montagem do roteiro, passe de trem, passagem de avião, reserva de hotel, agendamento de tours, seguro internacional. O preço deles inclui tudo isso, além de porta-cash, porta-voucher e de uma mochila enorme da trilha e rumos. O preço é mais salgado? Sim, botando na ponta do lápis saiu mais caro sim do que se tivéssemos planejado tudo sem nenhum amparo, mas a preocupação que tivemos foi mínima e mesmo assim fomos nós quem batemos todos os martelos, a agência só nos conduziu para a melhor viagem possível que poderiamos planejar.

Decidimos que gastaríamos 23 dias e 21 noites na viagem, marcada para janeiro de 2009. Seriam cerca de 5000 km percorridos de trem, indo de Lisboa a Roma, passando por Madri, Paris, Amsterdam, Berlim, Frankfurt, Salzburg e Veneza. 7 países, 9 cidades e a gente esperava: muito frio.

O planejamento me deixou muito empolgada, eu mal podia esperar para chegar logo o dia do embarque! Só tinha um problema: eu nunca tinha andado de avião e morria de medo! Tudo isso me deixava bem tensa, somando com a ansiedade é uma combinação terrível para os nervos de qualquer pessoa. Nunca ter andado de avião e fazer uma viagem de 12 horas não é para qualquer um. 12 horas num negócio que te dá medo, ainda por cima? Indo para um lugar que você tá morrendo de vontade de conhecer? Pois é, esta era eu cerca de um mês antes da viagem!

Fazer a mala foi um desafio tremendo, eu queria levar todas minhas roupas, queria levar livros; eu estava completamente fora de mim! Tanto que quando cheguei no aeroporto minha mochila já tinha 11 quilos, sendo que a idéia era levar o mínimo necessário, visto que né, não estava no auge da boa forma física e ficar carregando uma mochila por trens e metros não é uma tarefa muito fácil.

Para completar, estávamos viajando de Air France e na hora do check-in descobrimos que nosso voo estava atrasado devido à neve na pista do aeroporto lá em Paris. Isso significava que perderiamos nossa conexão, pois o destino final era Lisboa. A transferência que demoraria cerca de uma hora acabaria demorando quase 5. E a minha finalmente entrada no avião também demoraria mais! Lá estava eu, prestes a enfrentar um dos meus maiores medos e tendo que fingir calma e discontração. Meu deus!

No fim, entramos no avião e enquanto a Fê estava lá na frente, perto de uma janela, eu estava no meio do avião, no corredor, com uma criança ao meu lado e uma mulher que, obviamente, só estava falando coisa chata e pedante. Para minha sorte, a própria comissária perguntou se eu gostaria de trocar de assento, porque que a criança poderia se agitar durante o voo. Eu a avisei que minha amiga que viajava comigo estava em outro lugar do avião e que gostaria de ficar próxima a ela. Deu-se então que nos sentaram no fundo do avião, numa fileira de janela, com apenas duas poltronas, sem ninguém para nos atrapalhar.

A Fê, muito bondosa, me deixou sentar na janela e eu juro que eu passei praticamente o voo inteiro, quando não estava comendo e dormindo, com a testa colada naquela janelinha. E viajamos a noite, não havia nada que eu pudesse ver, principalmente porque a maior parte do tempo o avião ficou sobre o oceano atlântico e era um breu só. Mas eu não conseguia evitar: eu olhava o mapinha na tela, olhava a janela, olhava a janela, olhava o mapinha na tela. Essa rotina se prolongou bastante enquanto a minha companheira dormia tranquilamente, até que eu também me rendi ao sono.

Ao clarear, não tardei a acordar e novamente colei na janela, dessa vez podendo ver tudo pequenininho lá embaixo, um pedaço da África, a península ibérica, a baía de Biscay e enfim a França!

Chegamos em Paris quando os termômetros marcavam 4 graus, mas o frio estava em talvez oitavo plano, tamanha era minha empolgação! Iriamos ficar boas horas ali esperando o próximo voo, dessa vez bem mais curto, com destino à Lisboa!

Estando lá

Retomando e fechando de vez a parte dos preparativos, já tá acabando gente! Logo começa a parte boa: histórias! O que me dá um medinho, já que que pensei só nessa primeira parte e agora preciso repensar as viagens em si e pinçar as boas histórias.

Mas agora todo mundo já sabe como faço pra ir, para me guiar, organizar e para chegar até a tal da Europa, certo? Tá faltando uma parte bem importante, certo? Onde ficar? Hostel ou hotel? Couch surfing? Onde comer? Na rua, menu turístico, restaurantes que atendem mais os “locais” ou ir ao supermercado?

vista da área de convivência do hostel em Barcelona

Primeiro que eu acho que é agora que a gente tem que por a mão de verdade no bolso e pensar: qual é o meu orçamento? E isso define praticamente tudo o que diz respeito à viagem. Sim, esse passo pode ser tomado a qualquer momento durante o planejamento e não dá pra fugir, se você não souber quanto pode gastar, você não sai do lugar. Bem óbvio, né?

Guias podem recomendar que você faça uma média de 30 euros por dia. E isso é bem possível. Em países do leste europeu é possível encontrar hostels com diária em dormitórios por 6 euros. Isso mesmo, você não leu errado. No entanto, em lugares da europa ocidental, que atraem mais turistas, como Paris, é bem difícil você conseguir gastar apenas 30 euros. E digo isso porque é verdade, se você optar por pagar estadia, encontrar algum lugar por 15 euros/noite é exceção, não regra. O mais provável é que você encontre lugares por volta de 23 euros/noite. Faça as contas e veja se dá pra gastar 7 euros em transporte, alimentação e passeio. Não dá, né?

Pois bem, se você tem orçamento para ir, vá, faça as malas e pé na estrada, senão, veja se não é melhor fazer algum outro tipo de viagem ao invés de se aventurar pela Europa ocidental. Passar aperto até vai, mas passar fome ou coisa do gênero, nunca é legal.

Quer saber onde procurar hostels e comparar preços? O Hostel World é o lugar certo. Nele você encontra hostels (e agora hoteis e b&b também) em quase todos os lugares do mundo e além dos preços dá pra ver a localização direitinho, a descrição dos serviços e os comentários de quem já foi e o que achou. Além desses comentários, sempre dá pra dar uma olhada no TripAdvisor, pra ter uma “segunda” opnião. É aquela coisa: double check não custa nada. Se você viu algum lugar no guia e quer saber mais, esses são os sites que você deve olhar. O Lonely Planet oferece serviço parecido, então pronto, adiciona esse site também na lista na hora de procurar!

Agora, uma coisa que recomendo é sempre ir no site do próprio hostel na hora de fazer a reserva. Não é difícil encontrar preços diferentes de um site para o outro, e normalmente é no hostel world onde está mais caro. Algumas vezes também há diferença na disponibilidade. Eu aconselho de verdade que você faça a reserva no site do hostel e imprima toda e qualquer conversa/documentação que você tiver com o lugar, para o caso de dar alguma coisa errada. Então siga essa diquinha e economize um dinheirinho. 🙂

"couchsurfing" na casa dos amigos: bem melhor!

Hostels são uma boa maneira de fazer contatos e novas amizades durante a viagem. Mas se você quiser dar uma passo além na descoberta de novos amigos, o Couch Surfing taí pra isso. Através dele você tem a oportunidade de se hospedar na casa de um morador local e “surfar” no sofá deles. Não se paga (e não se pode cobrar) a estadia, mas a etiqueta indica que é bacana fazer umas comprinhas para ajudar na geladeira, além de é claro, você precisa estar disposto a ser um host quando estiver em sua cidade. Isso indica que você pode hospedar alguém ou se não puder, colaborar sendo uma espécie de guia turístico para os visitantes.

E não precisa ter medo, viu? O site se preocupa bastante com a segurança dos usuários e por mais que o cadastro seja aberto para todos, eles têm um sistema de “testemunho” onde as pessoas deixam depoimentos sobre aqueles que conheceram e a pessoa que recebe não tem a opção de recusá-lo ou apagá-lo. Se alguém não gostou de você e não tem medo de dizer, já era. E na hora de procurar por um sofá, é só atentar aos depoimentos também, além de ver se o perfil da pessoa combina com o seu. E a pessoa que recebe a proposta analisa o seu perfil e os seus testemunhos para saber se quer ou não te receber em casa. Enfim, quanto mais você participa, e participa positivamente, melhor pra você!

Eu parto do princípio de que essa viagem que você tá planejando é igual as minhas: orçamento pequeno, então hotel segue a mesma lógica que os hostels, só vale a pena se for bom, central e barato. Normalmente não é assim que funciona, então vamos nos concentrar nos hostels. E se você tiver algum amigo que tá morando em alguma cidade para onde está indo, não tenha vergonha, pergunta se pode se acomodar em algum canto da casa dele! Acho que todo mundo entende que não é um rolê barato e economizar é sempre bem vindo. E nessas situações seremos sempre gratos!

Agora, comida:

comida caseira em Berlim: delícia!

Comida é um negócio mais fácil. Você só precisa prestar atenção. Se tiver a oportunidade de comer em casa: coma. O problema é que ficando em hostel nem sempre é possível fazer uma refeição elaborada, certo? Sim, isso é um problema, mas dá pra driblar as adversidades, gente. Vem comigo.

O melhor esquema para combater a fome que encontrei é o seguinte: café da manhã reforçado. Fácil, né? Algumas vezes sinto que não estou falando nenhuma novidade e sei que é verdade. Mas acho bacana deixar tudo em primeiro plano na nossa cabeça na hora de viajar. Tomar um café reforçado às 9:00 da manhã pode garantir que você só sentirá fome novamente lá pelas 15:00. Foram quase 5 horas sem parar pra pensar em comida (mas pensando sempre em água, heim gente? Tem que carregar garrafinha e garantir a hidratação). Esse almoço no meio da tarde é a chave para o sucesso. Você pode escolher comer um croquete de máquina no centro de Amsterdã ou pode procurar algo com mais sustância. Lembre-se você tem um orçamento a seguir, e você se lembra do planejamento? É legal contar com isso na hora de se organizar, porque você pode reservar um tempo para procurar um lugar que caiba no seu bolso, mas que não vai te deixar faminto daqui 2 horas e meia e completamente desfocado no restante dos passeios. É legal comer algo que vai te deixar de barriga cheia (sem pesar) até pelo menos umas 20:00.

paella e sangria no maremagnum em Barcelona

O cronograma diz que você vai ter comido de 5 em 5 horas. Começando às 9 e terminando as 20:00. Ainda dá tempo de bater um pouco mais de perna pela cidade, se for verão. Se for inverno você pode comer e correr pro quentinho do hostel. Isso funciona muito bem pra mim e é como eu costumo fazer.

Para procurar restaurantes legais e na região onde você estará, caso você já tenha feito aquela programação diária, dá pra acessar lá no TripAdvisor ou no Lonely Planet e ver os reviews que tem lá também. Não que por isso você seja obrigado a ir neles, mas é bacana ter uma opinião prévia e evitar um lugar que pode ser o paraíso do piriri.

Já estou acabando, mas antes de falar da opção mais barata, falarei da mais cara! Não há sistema digestório que aguente uma rotina de croquetes de máquina, mcdonalds e fast-foods similares. É barato, é sim e eu sou super a favor de frequentar lugares como estes, mas é bom se dar algum tipo de luxo também. Por isso eu sempre planejo uma, que seja, refeição mais rica. Não estou falando, claro, de gastar 50 euros num jantar. Tou falando de pequenos luxos, não de pagar de babaca. Se você economiza no avião e vai de Vueling porque raios gastaria tanto dinheiro numa única refeição? Estou falando daquelas escapadinhas para um menu turístico mais caprichado, que vai te cobrar 20 euros e você vai ficar feliz e afirmar depois que super valeu a pena. E depois de tanta porcaria, acreditem, vale mesmo! E daí é o mesmo esquema, olha bastante as cartas na porta dos restaurantes, lê legal as lousas com o cardápio do dia e vai fundo! Saboreie os três pratos com gosto e se tiver algum imprevisto intestinal depois, não me responsabilizo, hahaha.

Agora, o supermercado costuma ser a opção mais barata mesmo, não há como fugir: queijos, pães, defumados, refrigerante, vinho, biscoito, cerveja, chocolate, água, sanduíches prontos… se sua bolsa for grande, agende piqueniques descompromissados na hora das refeições. Sente ao ar livre e se esbalde nas comprinhas, vale bastante a pena e você dificilmente sairá do orçamento!

comida no parque: sucesso a preço de banana

Pronto gente! Terminou o planejamento! Agora é viajar, é ser feliz, é aproveitar até cansar e daí continuar aproveitando!

Chegando lá

Percebi que tenho bastante história que quero contar e então o melhor a fazer (depois de explicar como descubro o que fazer num destino e como chego nesses “o que fazer” quando já estou no meu destino), é dar dicas úteis de verdade.

Antes de mais nada: para brasileiros entrarem em países da União Européia não é necessário nenhum tipo de visto, desde que o brasileiro comprove que não passará mais de 90 dias por lá e que tem como se manter nesse período. Então antes de embarcar é sempre bom ter os comprovantes de reserva em mãos, alguns euros e os cartões que usará por lá, além de, é claro, um passaporte válido.

Existem dezenas de empresas aéreas que podem te levar até a Europa partindo do Brasil. Isso você já deve saber. O difícil é descobrir qual empresa aérea pode te levar até lá da melhor maneira possível pelo menor preço.

O decolar.com é apenas um dos diversos sites que mostram as opções de voos mais baratos para os mais diversos destinos. Além dele, o submarino viagens é outra boa opção nacional. Entre as gringas o sky scanner cumpre muito bem essa função e agora o site tem uma versão em português do Brasil. O hipmunk é uma alternativa mais engraçada, moderninha e traz as informações de um jeito bem bacana: o site te mostra não só as viagens, mas também quanto de agonia elas irão te trazer. Uma barrinha bonitinha te mostra o tempo de voo, o tempo de solo e você consegue visualizar melhor se vale a pena ou não aquela conexão de 10 horas pra pagar 300 reais mais barato numa passagem.

Ah! E isso também é bem legal de reparar! Algumas vezes, em todos as opções supracitadas, encontramos algumas pechinchas, mas antes de sair clicando em comprar, é legal ver se tem conexão ou escala e quanto tempo elas levam. Porque acontece exatamente o que falei ali em cima: você pode pagar menos, mas já chega no destino de porre e muitas vezes cansado. Eu prefiro procurar sem parar, quase obsessivamente por passagens antes de ir viajar (o que não falei até agora que não pareceu um pouco obsessivo, né? hahaha). Os voos costumam mudar com frequencia, então é bacana anotar em algum lugar os voos interessantes. Eu já pensei em comprar passagem mais barata com uma conexão um pouco mais longa, porque né, economizar é sempre legal, mas ficando sempre de olho nunca precisei comprar tal passagem, porque vira e mexe aparece passagens boas por preços bacanas. O legal então é começar a procurar pela passagem pelo menos uns 3 meses antes da viagem, pra ter uma folga maior pra procurar uma passagem melhor e não ter que sofrer com passagens caras como as passagens ficam quando a data do voo se aproxima.

Sobre as cias aéreas não dá pra inovar muito no discurso. Já cruzei o Atlântico de Air France voando de São Paulo pra Lisboa, com conexão em Paris. O voo daqui para Paris foi super tranquilo, apesar de longo, e eu digo isso como alguém que nunca tinha andado de avião e até então morria de medo! A comida é boa, os comissários eram bem atenciosos e tinha bastante opção de entretenimento a bordo. Ano passado fui de Lufthansa de São Paulo para Berlim, com conexão em Munique e me apaixonei! O avião é bem menor que o da Air France, o atendimento impecável, a comida deliciosa e mil opções de filmes e música bem atualizadas. Tinha os dois cds da Adele bombando, por exemplo.

Quanto à locomoção dentro do continente, os europeus – e nós, os turistas – tem várias opções. Se você quiser manter suas raízes brasileiras por lá, dá pra encontrar centenas de rotas de e para diversos países feitas por onibus e a Eurolines não vai te deixar na mão. Eu nunca andei de Eurolines, mas já fucei o site e dá pra encontrar bastante coisa legal, e conheço também algumas pessoas que usaram e elogiam.

Existe também uma opção bem diferente da que estamos acostumados e garanto: é uma delícia! Viajar de trem é algo que só experimentando dá pra ter noção. Posso estar romanceando demais, mas há algo romântico mesmo em viajar de trem. As amplas janelas, as mesinhas, a paisagem. Tudo vale a pena. Os preços não são tão em conta quanto o onibus, isso é verdade, mas a viagem compensa. Cada país tem sua operadora dos trens, mas a Eurail te oferece uma timetable bem completa de praticamente todos os destinos imagináveis. Nem sempre os preços das passagens são amigáveis, mas eles oferecem também “passes” que te permitem viajar x vezes em um determinado período de tempo, não importando quantos trens você pegou, mas sim a viagem feita. Eu usei o passe que me permitia viajar acho que 10 vezes num período de 3 meses e super recomendo. Os trens são rápidos, eficientes e apesar de uma viagem de trem demorar mais do que uma de avião, por exemplo, as estações normalmente são centrais, ou no mínimo, melhor localizadas que os aeroportos.

Quando viajar de onibus e de trem pode significar perder horas importantes existe sempre a opção de viajar de avião e é agora que a coisa fica boa: existem dezenas (juro) de empresas aéreas que cobram baratinho de um destino a outro. São as chamadas empresas low cost ou low fare. O nome do segmento delas não importa muito, o que é bom ter sempre em mente são os nomes das empresas. A easyjet provavelmente te levará de qualquer lugar para qualquer lugar por um preço bem em conta e o serviço, eu garanto, é bem parecido com o da Gol aqui no Brasil. Ela não é a única e nem sempre é a mais barata, mas é uma das que possuem o maior número de destinos. A wizzair, a ryanair, a transavia e a vueling são só algumas das outras empresas que te transportam de maneira rápida entre cidades do continente europeu, mas mantenha em mente que os preços baixos implicam na provável ausência do lanchinho à bordo, em assentos menores e também em restrições de bagagem. E a easyjet não escapa disso.

Dalí e Van Gogh curtindo o voo.

Organizando-se

Certo, você já sabe o que quer visitar, ver e conhecer quando estiver no seu destino, certo?

Agora é a hora de organizar toda essa informação. Mais: encare isso como um pré-roteiro das suas férias. E para fazer isso você só precisa fazer uma matemática simples: divida o número de atrações pelo número de dias na cidade. Depois disso, eu simplesmente pego o guia, abro o google maps e arranjo algum lugar onde possa tomar nota.

Eu acho que uma boa maneira de otimizar o tempo é separando a cidade por áreas, identificar o que fica perto do que e daí traçar um percurso. Na minha cabeça faz muito mais sentido se deslocar até uma parte da cidade e daí explorá-la do que ficar indo de um lado pro outro completamente errante. Ainda mais porque quando as coisas são perto uma da outra e você se desloca a pé, tem a oportunidade de ver coisas bonitas, curiosas, estranhas e encantadoras no trajeto; enquanto quando as coisas são longe a gente sempre opta pelo metro (quando tem) pra poder percorrer as distancias de maneira rápida e tudo o que vê são tuneis.

Eu uso o google maps sem dó de gastá-lo. Uso principalmente a ferramenta de rotas dele pra ver qual seria o caminho ideal e as estações de metro e pontos de onibus próximos aos pontos turísticos. Tudo isso porque acredito que a solução para qualquer e possível problema é a informação. Se eu tomar cuidado pra saber tudo isso antes, não vou precisa perder muito tempo tentando descobrir durante a viagem como me deslocar pela cidade.

Um exemplo que eu acho que ilustra bem o que eu digo é da primeira vez que estive em Berlim. Não dei a atenção que a cidade merecia e no fim descobri que um caminho que seria feito por uma caminhada por uma avenida linda foi feito através de baldeações de u-bahn. E foram baldeações mesmo: peguei 3 linhas de u-bahn diferentes para sair num lugar que ficava no final da avenida do hotel! Tudo isso porque o mapa da cidade que eu tinha comigo não tinha uma escala boa e o mapa do metro não dizia “filha, vai a pé”.

E isso foi em 2009, não faz muito tempo, mas os apps de celular não eram tão famosos. E mesmo agora que são, eu ainda prefiro me programar antes a ficar parada em pé checando o app no meio da rua.

Outra coisa: sou adepta do caderno de viagem. Mais do que usá-lo como um diário, carrego o livreto para ter sempre comigo informações importantes. Quais são as informações que vão para suas páginas?

– Local pelo qual chegarei na cidade

– Nome e localização de onde estarei hospedada (telefone do lugar fecha o combo)

– Meio de deslocamento estação/aeroporto até o local de hospedagem

– Estações, pontos de onibus e/ou tram e avenidas próximas ao local de hospedagem

Sou daquelas que evita quantos taxis forem possíveis durante uma viagem. Não porque seja um absurdo de caro, porque analisando melhor, não é. Mas se existe a possibilidade de “viajar mais” eu a aproveitarei. É claro que as vezes, dependendo do seu estilo de viagem, não rola pegar um onibus até o centro da cidade e de lá pegar o metro, porque sua mala vai te atrapalhar e você já chega no lugar onde vai ficar cansado. Porém, se você não se cansa fácil ou se está tendo uma viagem mais prática, essa dica é ouro: a maioria dos aeroportos tem algum meio de transporte que te liga diretamente não só ao centro, mas principalmente a ele, das cidades a que servem. E normalmente o preço é bem camarada!

O processo de chegar e sair de uma cidade é basicamente o mesmo processo de descobrir como faz pra ir de onde estarei hospedada para as atrações que quero conhecer. Entrar no site das empresas que cuidam dos meios de transportes também é legal, para ter uma noção melhor de rotas (google maps erra tanto na gringa quanto erra aqui no Brasil) e também uma noção melhor de preços. E o maps sempre mostra qual é a empresa. Isso não é complicado.

Descobrir e entender o lugar que desbravarei com antecedência me poupa tempo in loco e aumenta minha segurança enquanto viajante. É claro que imprevistos acontecerão e você vai precisar mudar algum dos planos que fez com antecedência. Toda viagem precisa de espaço pra isso e você deve respeitá-lo e ter cabeça fria quando acontecer. Mas esse pré roteiro te ajuda a não deixar aquilo que você quer ver pra trás. Ele não garante, mas ajuda. Assim como ter um conhecimento prévio dos transportes que servem a cidade te ajudam a se virar melhor na hora do ir e vir.

Todas as imagens que ilustram o post é da minha segunda vez em Berlim. Dessa vez bem informada!

Contos europeus.

Devido à um novo projeto pessoal resolvi fazer aqui algo que nunca fiz antes: Falar das minhas andanças pelo velho continente.

Paris em janeiro de 2009

Pra não falar que nunca falei disso, em 2008 citei algumas coisas sobre os preparativos do meu primeiro mochilão e quando voltei fiz um texto mais abrangente de como foi a viagem.
Ainda não sei exatamente sobre o que, ou como, vou falar aqui. Talvez adote um tom mais narrativo mesmo, e daí, se julgar algo bacana, dou a dica. Como tenho boas lembranças, e sou um tanto detalhista nessas coisas, pode ser que o resultado seja legal e tudo isso sirva pra alguma coisa, ou melhor, seja de uso para alguém.
Não planejo fazer nenhum guia, porque né, viagem não tem regra, depende muito das pessoas que estão nela. Um achado incrível não vale pra todo mundo e eu só sei das coisas que deram certo pra mim.
Quero contar do brechó digno que fui em Paris, da paella que todo mundo desrecomendou em Barcelona, das muitas mutretas no transporte público de Berlim… tudo isso tá fresquinho ainda aqui na cabeça porque aconteceram apenas há quase um ano. Vou tentar resgatar algumas coisas do mochilão de 2009, como fazer mil roles no mesmo dia, onde precisa de mais tempo, onde dá pra passar batido (mentira, isso é impossível). Retratarei como rodei a Europa de trem e quais foram as vantagens e desvantagens.
Se alguém quiser me ajudar e sugerir aqui, ou no facebook (quero fingir que a página lá tá bacana), algum desses temas que vocês acham que seria interessante.
Vale lembrar que eu sou meio maniaca-da-organização-de-viagens, então não entro num avião sem saber como se sai do aeroporto de destino de transporte público, nem fico sem analisar todo o mapa metroviário – quando existente. Porém não vou contar essas coisas agora, porque não quero estragar um post vindouro. ha-ha.

Berlim em junho de 2011

Lá se foi outro post…

Passei algum tempo escrevendo sobre distâncias, sobre como moro longe do meu emprego, sobre como passo por 3 linhas da CPTM para chegar em casa. Desisti.

Antes pensava em escrever sobre uma série de televisão engraçadíssima, mas não consegui me dedicar.

A questão é que às vezes não importa o quanto a gente evita um assunto, algumas coisas precisam ser ditas e outras tantas virão para completar.

Tudo isso aqui é pra dizer que logo volto com o que preciso escrever e que o restante vem quando isso sair da frente.

Até lá, deixo uma foto querida, de um lugar que morro de saudade.

Dalí e Van Gogh na margem do Spree em Berlim