Ice skating na Museumplein

Aparentemente eu contei pra vocês já sobre Spakenburg e tbm sobre o Hoge Veluwe… um dos meus últimos “passeios” foi ir patinar na famigerada pista de gelo que é montada no espelho d’água que tem em frente ao Rijskmuseum na Museumplein.

Chegou dezembro e as fotos das outras au pairs se arriscando no gelo começaram a pipocar… e eu preciso fazer um parentese aqui: quando estive em Amsterdam em 2009, antes de visitar o Van Gogh Museum eu vi a pista de patinação (bem mais humilde na época e também estava vazia porque era 9 da manhã num dia útil.) e quis muuuuuuito me aventurar, mas fui aconselhada pela Fer a adiar o contato com o gelo/neve pesada para Salzburg. Achei uma boa sugestão e acabei não patinando naquela vez… ou seja, agora eu estava muito, mas muito empolgada pela possibilidade.

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Falei com a Vitória e combinamos que num domingo de dezembro iriamos patinar. Pegamos um trem na hora do almoço e quando chegamos estávamos famintas… não tenho certeza se foi nesse dia que fomos numa hamburgueria delícia chamada Burger Bar ali na Kolksteeg… e bom, se não foi, de qualquer jeito fica a dica! O lugar é minúsculo, mas os sanduíches tem um tamanho de respeito e são saborosos! Se não comemos ali nesse dia, foi em outro… talvez nesse dia a gente tenha ido no Sabor de Maria? Gente, já não me lembro! Ambas opções são ótimas e baratas… e no Sabor de Maria ainda tem a vantagem de ser comida brasileira com gostinho de caseira maravilhosa e também tem vários quitutes incríveis (alô coxiiiinha)!

Mas não, péra, eu acho que comemos o hamburguer mesmo, passamos, olhamos umas lojas e então rumamos para a Museumplein. Vale lembrar que o dia que escolhemos ir foi um domingo e mesmo assim, o lugar estava LOTADO, mesmo que tenhamos chegado já no final do dia. E o pior, o lugar estava lotado de adolescentes kamikazis que não estavam preocupados com a segurança dos demais patinadores e sim em praticar algo que chamei de boliche humano. Eu sei, eu sei… foi um infortúnio meu mesmo… as outras meninas não vivenciaram tal experiência tão estressante quanto foi pra mim e a Vitória não pareceu se incomodar tanto quanto eu também. No final, tinhamos pagado por 2 horas de utilização da pista e acabamos ficando apenas cerca de 40 minutos. Não me entendam mal, eu achei divertido, mas é um pouco complicado pegar o jeito da coisa e eu achei mais difícil ainda ao tentar desviar de adolescentes errantes em altas velocidades.

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toda torta

Outro detalhe é que além de lotado o lugar, não havia lotação máxima e também não havia nenhum fiscal vendo se já tinham ou não acabado as duas horas das pessoas na pista, pra completar, não tinha guarda-volumes, então você acabava entrando no ring de patinação com sua bolsa, ou a deixava escondidinha junto com seu sapato debaixo de algum banco e tal. É claro, os holandeses achavam seguro, mas eu sempre tenho aquela paranoia de não confiar nem em mim mesma hahahahaha. Deixei a bota lá, não lembro se deixei a bolsa, mas mesmo a bota fiquei preocupada de largar sozinha, tava achando que ia voltar descalça pra casa.

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quantos likes essas gatinhas merecem?

Saindo de lá, com as botas calçadas, resolvemos tomar um chocolate quente ali na Museumplein, tem um café/restaurante bem do lado da lojinha dos museus… a mesma onde comprei minha coleção de amigos pintores-bonecos de dedo em 2009 <3. Lá experienciamos outra maravilhoso atendimento holandês, onde o cliente não é prioridade. A Isa nos encontrou lá e depois de sermos mal atendidas pra tomar aquele chocomel horroroso que é o chocomel, fomos para a Leidsplein onde também tinha uma pista de patinação, infinitamente mais vazia e organizada, e menor também é verdade. Aproveitamos para comermos várias Oliebollen deliciosas e outras coisinhas gordas e gostosas numas barraquinhas do “mercado de natal de Amsterdã”. A gente comeu muito esse dia, foi ótimo hahahaha.

Pronto, esse foi o dia que patinamos em Amsterdã.

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Sobre o fim.

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Sim, faz muito tempo que não atualizo e vou tentar explicar direitinho o porquê. Esse canto é cheio de buracos e me dou esse direito porque o aceite esta manga é acima de tudo e ainda, um blog pessoal. Quando quero e consigo: escrevo.

A verdade é que eu voltei da Holanda em Janeiro e sim, quem sabia o que eu tava fazendo ali sabia exatamente que eu deveria ter ficado um ano, mas depois do começo conturbado que tive por lá eu decidi que ficaria enquanto fosse incrível. Problemas, dificuldades, todas au pairs passam, mas eu acho que a intensidade, a maneira como eles se apresentam e também a maneira como a enfrentamos varia de família pra família e de au pair para au pair. Eu gosto de conversar sobre os problemas, mantenho o bem humor e sempre – enquanto estive lá – tentei fazer o trabalho de equipe, seguir as ordens do capitão, mas demonstrando proatividade.

A questão é que a minha host mom era ausente, trabalhava infinitamente mais que o host dad durante a semana e apesar de tivermos tido diversas conversas sobre como as coisas deveriam acontecer, eu nunca fui realmente guiada, eu nunca recebi um “faça assim, não faça assim”, apenas recebia feedbacks (e que eu adorava, já que era a única coisa que conseguia ter deles) “você fez isso e não foi bom” e raríssimos “você fez isso, funcionou, repita”. Meu host dad era um pai super carinhoso, presente e consciente: ele via o que acontecia com as crianças no sentido emocional e encarava o problema de maneira objetiva. Minha host mom era super carinhosa, mas não tão presente nem consciente. Ela tinha uma visão bem firme de como ela queria criar os filhos, mas não estava lá para aplicar o método. E inúmeras vezes tirava o poder e desmoralizava os feitos e escolhas do pai na frente das crianças. Imagina como era comigo?

Depois dos primeiros meses eu me acostumei com o jeito dela, mas achava muito injusto e todas as conversas que tínhamos não chegavam à lugar nenhum… dúvidas que eu tinha e perguntava a opinião dela eram recebidas como sinal de fraqueza, coisas que eu resolvia por mim, nunca pareciam agradar… enfim.

Mas o pior mesmo foi o fato de eu descobrir que ela falava mal de mim na frente dos filhos. O meu relacionamento com ambos era muito bom de início, com alguns problemas pontuais (que eu não podia abordar da maneira que eu abordaria, porque, por exemplo, eu não podia colocá-los de castigo). O menino era o que me dava mais trabalho: ele não gostava de se trocar para ir pra escola e eu era a responsável por essa função. As saídas que encontrei e que davam certo não foram bem aceitas pela mãe, mas a realidade é que não importava como eu fizesse, ou como o host dad fizesse… o menino queria que a mãe o ajudasse. Ponto, quando depois de muita gritaria da parte do menino, ela finalmente atendia, ele estava pronto em menos de 3 minutos. Ele também encarava a relação com a irmã de forma competitiva, queria sempre ganhar, sempre ter mais atenção e no momento da janta, quando estávamos sozinhos, ele aproveitava para fazer um show. Depois de muito tempo eu consegui contornar a situação, mas ainda não era o idealizado pela mãe. Depois de um tempo o menino começou a me perguntar se eu queria ir embora em janeiro. Começou a me dizer que já sabia quem seria a próxima au pair que ficaria no meu lugar e afins. Eram coisas que ele ouvia da mãe.

Como eu estava decidida que ficaria enquanto fosse incrível e maravilhoso e como eu não queria enfrentar mais dramas, no final de dezembro conversamos e ficou decidido que após minhas férias de fim de ano, nosso contrato estava terminado. Eu poderia ter escolhido e brigado pelo rematch, mas pra ser sincera, vejam vocês: eu estou no Brasil há 3 meses e até agora não recebi um email da agência. No dia da nossa conversa eu até liguei pra lá, mas como sempre, ninguém atendeu. A verdade é que depois de um tempo, a cada vez que a minha host mom me dava uma resposta torta e completamente gratuita, eu sentia que eu estava perdendo meu tempo lá.

Eu sei, eu sei, ser au pair é uma experiência única. Eu entendi diversas coisas sobre mim e sobre meu relacionamento com o mundo, com outras pessoas. Morar na Holanda é outra experiência única. Eu amava minha bicicleta com todo o meu coração, eu morria de prazer ao pedalar aquela Baarn inteirinha. Eu me sentia viva quando descia pedalando rápido pra estação e o vento gelado cortava meu rosto e eu então saltava e travava minha bicicleta e corria pra pegar o trem. O trem que me levava pra um dos lugares que mais amo no mundo. Planejar viagens me mostrou que sim, não há prazeres igual sair por aí com sua mochila e conhecer o mundo, ao seu tempo, à sua maneira, qualquer lugar – perto ou longe – é só apontar o dedo, conferir o orçamento e ir! Não me entendam mal, tudo o que eu vivi lá foi lindo e foi intenso e foi maravilhoso. É uma experiência que eu nunca vou deixar de recomendar… quem quiser, quem puder: vá! Vai que você vai se sentir vivo.

Acontece que quando eu fui, eu já tinha esperado muito, mas muito tempo mesmo pra ir. Eu comecei projetos porque não podia ficar parada enquanto esperava e tive que interrompê-los. Eu adiei planos que são primordiais pra minha felicidade pra ter essa experiência. Eu coloquei no fundo da mente coisas que sempre quis fazer para priorizar a experiência de ir para a Holanda. Quando eu percebi que eu tinha deixado tudo isso parado no Brasil para realizar um sonho… e quando a gente percebe que sonhos transformados em realidade são isso mesmo: realidade, e a realidade vem acompanhada de tudo o que é real, inclusive dor, decepção e dúvida… Pesei tudo e vi que o sonho por mais maravilhoso que fosse, não estava compensando o que eu deixei aqui. E quando chegou a hora de decidir: tentar o rematch ou voltar, eu escolhi voltar. Eu escolhi tirar do “pause” tudo o que mais me importa.

A gente tem que fazer escolhas baseadas no que nos deixarão feliz à longo prazo. Eu fui muito feliz, apesar dos trancos e barrancos, nos meus 5 meses na Holanda. Eu fiz amizades que se tornaram importantíssimas enquanto estava lá e que se mostram duradouras, mas os 5 meses foram o suficiente pra mim. Meu intercâmbio tinha data de validade desde o começo, eu só escolhi que ele acabasse antes, porque o que me faz feliz pra vida toda estava aqui e não lá. Nunca esteve lá e disso eu sempre soube.

 

Estando lá

Retomando e fechando de vez a parte dos preparativos, já tá acabando gente! Logo começa a parte boa: histórias! O que me dá um medinho, já que que pensei só nessa primeira parte e agora preciso repensar as viagens em si e pinçar as boas histórias.

Mas agora todo mundo já sabe como faço pra ir, para me guiar, organizar e para chegar até a tal da Europa, certo? Tá faltando uma parte bem importante, certo? Onde ficar? Hostel ou hotel? Couch surfing? Onde comer? Na rua, menu turístico, restaurantes que atendem mais os “locais” ou ir ao supermercado?

vista da área de convivência do hostel em Barcelona

Primeiro que eu acho que é agora que a gente tem que por a mão de verdade no bolso e pensar: qual é o meu orçamento? E isso define praticamente tudo o que diz respeito à viagem. Sim, esse passo pode ser tomado a qualquer momento durante o planejamento e não dá pra fugir, se você não souber quanto pode gastar, você não sai do lugar. Bem óbvio, né?

Guias podem recomendar que você faça uma média de 30 euros por dia. E isso é bem possível. Em países do leste europeu é possível encontrar hostels com diária em dormitórios por 6 euros. Isso mesmo, você não leu errado. No entanto, em lugares da europa ocidental, que atraem mais turistas, como Paris, é bem difícil você conseguir gastar apenas 30 euros. E digo isso porque é verdade, se você optar por pagar estadia, encontrar algum lugar por 15 euros/noite é exceção, não regra. O mais provável é que você encontre lugares por volta de 23 euros/noite. Faça as contas e veja se dá pra gastar 7 euros em transporte, alimentação e passeio. Não dá, né?

Pois bem, se você tem orçamento para ir, vá, faça as malas e pé na estrada, senão, veja se não é melhor fazer algum outro tipo de viagem ao invés de se aventurar pela Europa ocidental. Passar aperto até vai, mas passar fome ou coisa do gênero, nunca é legal.

Quer saber onde procurar hostels e comparar preços? O Hostel World é o lugar certo. Nele você encontra hostels (e agora hoteis e b&b também) em quase todos os lugares do mundo e além dos preços dá pra ver a localização direitinho, a descrição dos serviços e os comentários de quem já foi e o que achou. Além desses comentários, sempre dá pra dar uma olhada no TripAdvisor, pra ter uma “segunda” opnião. É aquela coisa: double check não custa nada. Se você viu algum lugar no guia e quer saber mais, esses são os sites que você deve olhar. O Lonely Planet oferece serviço parecido, então pronto, adiciona esse site também na lista na hora de procurar!

Agora, uma coisa que recomendo é sempre ir no site do próprio hostel na hora de fazer a reserva. Não é difícil encontrar preços diferentes de um site para o outro, e normalmente é no hostel world onde está mais caro. Algumas vezes também há diferença na disponibilidade. Eu aconselho de verdade que você faça a reserva no site do hostel e imprima toda e qualquer conversa/documentação que você tiver com o lugar, para o caso de dar alguma coisa errada. Então siga essa diquinha e economize um dinheirinho. 🙂

"couchsurfing" na casa dos amigos: bem melhor!

Hostels são uma boa maneira de fazer contatos e novas amizades durante a viagem. Mas se você quiser dar uma passo além na descoberta de novos amigos, o Couch Surfing taí pra isso. Através dele você tem a oportunidade de se hospedar na casa de um morador local e “surfar” no sofá deles. Não se paga (e não se pode cobrar) a estadia, mas a etiqueta indica que é bacana fazer umas comprinhas para ajudar na geladeira, além de é claro, você precisa estar disposto a ser um host quando estiver em sua cidade. Isso indica que você pode hospedar alguém ou se não puder, colaborar sendo uma espécie de guia turístico para os visitantes.

E não precisa ter medo, viu? O site se preocupa bastante com a segurança dos usuários e por mais que o cadastro seja aberto para todos, eles têm um sistema de “testemunho” onde as pessoas deixam depoimentos sobre aqueles que conheceram e a pessoa que recebe não tem a opção de recusá-lo ou apagá-lo. Se alguém não gostou de você e não tem medo de dizer, já era. E na hora de procurar por um sofá, é só atentar aos depoimentos também, além de ver se o perfil da pessoa combina com o seu. E a pessoa que recebe a proposta analisa o seu perfil e os seus testemunhos para saber se quer ou não te receber em casa. Enfim, quanto mais você participa, e participa positivamente, melhor pra você!

Eu parto do princípio de que essa viagem que você tá planejando é igual as minhas: orçamento pequeno, então hotel segue a mesma lógica que os hostels, só vale a pena se for bom, central e barato. Normalmente não é assim que funciona, então vamos nos concentrar nos hostels. E se você tiver algum amigo que tá morando em alguma cidade para onde está indo, não tenha vergonha, pergunta se pode se acomodar em algum canto da casa dele! Acho que todo mundo entende que não é um rolê barato e economizar é sempre bem vindo. E nessas situações seremos sempre gratos!

Agora, comida:

comida caseira em Berlim: delícia!

Comida é um negócio mais fácil. Você só precisa prestar atenção. Se tiver a oportunidade de comer em casa: coma. O problema é que ficando em hostel nem sempre é possível fazer uma refeição elaborada, certo? Sim, isso é um problema, mas dá pra driblar as adversidades, gente. Vem comigo.

O melhor esquema para combater a fome que encontrei é o seguinte: café da manhã reforçado. Fácil, né? Algumas vezes sinto que não estou falando nenhuma novidade e sei que é verdade. Mas acho bacana deixar tudo em primeiro plano na nossa cabeça na hora de viajar. Tomar um café reforçado às 9:00 da manhã pode garantir que você só sentirá fome novamente lá pelas 15:00. Foram quase 5 horas sem parar pra pensar em comida (mas pensando sempre em água, heim gente? Tem que carregar garrafinha e garantir a hidratação). Esse almoço no meio da tarde é a chave para o sucesso. Você pode escolher comer um croquete de máquina no centro de Amsterdã ou pode procurar algo com mais sustância. Lembre-se você tem um orçamento a seguir, e você se lembra do planejamento? É legal contar com isso na hora de se organizar, porque você pode reservar um tempo para procurar um lugar que caiba no seu bolso, mas que não vai te deixar faminto daqui 2 horas e meia e completamente desfocado no restante dos passeios. É legal comer algo que vai te deixar de barriga cheia (sem pesar) até pelo menos umas 20:00.

paella e sangria no maremagnum em Barcelona

O cronograma diz que você vai ter comido de 5 em 5 horas. Começando às 9 e terminando as 20:00. Ainda dá tempo de bater um pouco mais de perna pela cidade, se for verão. Se for inverno você pode comer e correr pro quentinho do hostel. Isso funciona muito bem pra mim e é como eu costumo fazer.

Para procurar restaurantes legais e na região onde você estará, caso você já tenha feito aquela programação diária, dá pra acessar lá no TripAdvisor ou no Lonely Planet e ver os reviews que tem lá também. Não que por isso você seja obrigado a ir neles, mas é bacana ter uma opinião prévia e evitar um lugar que pode ser o paraíso do piriri.

Já estou acabando, mas antes de falar da opção mais barata, falarei da mais cara! Não há sistema digestório que aguente uma rotina de croquetes de máquina, mcdonalds e fast-foods similares. É barato, é sim e eu sou super a favor de frequentar lugares como estes, mas é bom se dar algum tipo de luxo também. Por isso eu sempre planejo uma, que seja, refeição mais rica. Não estou falando, claro, de gastar 50 euros num jantar. Tou falando de pequenos luxos, não de pagar de babaca. Se você economiza no avião e vai de Vueling porque raios gastaria tanto dinheiro numa única refeição? Estou falando daquelas escapadinhas para um menu turístico mais caprichado, que vai te cobrar 20 euros e você vai ficar feliz e afirmar depois que super valeu a pena. E depois de tanta porcaria, acreditem, vale mesmo! E daí é o mesmo esquema, olha bastante as cartas na porta dos restaurantes, lê legal as lousas com o cardápio do dia e vai fundo! Saboreie os três pratos com gosto e se tiver algum imprevisto intestinal depois, não me responsabilizo, hahaha.

Agora, o supermercado costuma ser a opção mais barata mesmo, não há como fugir: queijos, pães, defumados, refrigerante, vinho, biscoito, cerveja, chocolate, água, sanduíches prontos… se sua bolsa for grande, agende piqueniques descompromissados na hora das refeições. Sente ao ar livre e se esbalde nas comprinhas, vale bastante a pena e você dificilmente sairá do orçamento!

comida no parque: sucesso a preço de banana

Pronto gente! Terminou o planejamento! Agora é viajar, é ser feliz, é aproveitar até cansar e daí continuar aproveitando!

Cidades em 360º

Pra quem não sabe, eu sou apaixonada (obcecada e viciada) pelo Google Maps e no Google Earth e passo muito do meu tempo, senão o tempo todo online visitando cidades de países de todos os continentes. Tô lendo algo no reader e me vem o nome de uma cidade que eu desconheço? Google Earth nele.

Há quem diga que baixar o software do Google seja desnecessário, bem mais prático usar o Maps e tranquilo. Só que o Maps por mais que seja prático e viável, não possui as dezenas (centenas?) de aplicativos que o Earth possui. E eu não tou falando da ferramenta de régua, da possiblidade de gravar e compartilhar um passeio virtual ou até mesmo aquela opção de mostrar a luz do sol.

A cada nova versão do Earth, o Google fecha parceria com centenas de empresas e sites que possuem serviços de informação pelo mundo. Um exemplo clássico e presente no Maps é o Panoramio, site onde as pessoas compartilham fotos e podem localizar no mapa mundi o local exato onde elas foram tiradas. Com a parceria com o Google, no periodo de um mês sua foto é analisada e se adequada à algumas regrinhas, suas fotos podem ser seleciondas e compartilhadas no Maps e no Earth (algumas que eu tirei durante o mochilão e que coloquei lá, de Lisboa, Madri e Paris, foram seleciondas!).

Enfim… existem aplicativos da Nasa, do Discovery Channel, da Agencia Espacial Européia, da Revista National Geographic, Youtube e com o 360 Cities. Dentre todos eu acho que ele é um dos meus preferidos.  A possibilidade de poder navegar por imagens de alta definição em 360 graus me encantou de uma maneira que eu sempre deixo ativada a opção de manter esse aplicativo visível no mapa.

Claro que com a opção visão de rua, os tours virtuais já tinham dado um grande passo, mas no caso do 360 Cities a história é diferente, porque enquanto essa opção do google caminha lentamente cidade por cidade e levando em consideração um grau de importancia das cidades, no 360 são usuários cadastrados que com suas cameras vão tirando fotos ao redor do mundo e compartilhando no site. Não são apenas ruas que são registradas, são ruas, praças, parques, museus, estações de metro, comodos de casas… qualquer lugar que o fotografo achar que dá uma boa foto. Tirou a foto, subiu pro site, localizou no mapa e o mundo pode conhecer mais do próprio mundo.

Separei aqui alguns exemplos de lugares que eu achei ótimos, são apenas uma dezena dentre milhares que valem a pena serem clicados (todo panorama é um link pra imagem em 360º)

São Paulo:

Arpoador, Rio de Janeiro:

Parque Eduardo VII, Lisboa:

O topo da Sears Tower, Chicago:

Debaixo da Torre Eiffel, Paris:

Amsterdam:

O Jardim Botanico no inverno de Kiev:

Um cruzamento, São Petersburgo:

O centro da cidade em Kustanay, Cazaquistão:

Um cruzamento, Tokyo: