A tentação de Santo Antonio.

Muitos pintores já retrataram as tentações pelas quais o Diabo fez Santo Antonio passar. Não pretendo entrar em detalhes, mas sim fazer um post daquela série nada frequente de: os quadros que me fazem ficar sem ar. Dos muitos pintores que já retrataram a história, Bosch e Dalí fizeram o serviço bem.

Bosch:

Bosch sempre me deixou maluca. Até hoje acho difícil acreditar que tudo isso foi pintado em 1500.

Dalí:

 

Dalí sempre me deixa maluca em praticamente tudo o que ele fez. Esse quadro tem uma força que me deixa arrepiada e eu posso olhá-lo por tanto tempo reparando nos detalhes que eu simplesmente… bem. Não vejo porque não apreciá-lo.

As filas, a arte e o tamanho dos quadros.

Depois de pegar uma fila considerável para ver os impressionistas (pré e neo também) no CCBB-SP (falando nisso, não anunciem que vão ter obras do Van Gogh se só vai ter um quadro onde ele copia o estilo do Gauguin – ou eu realmente pulei um pedaço da exibição?). E depois de estar quebrando a cabeça para encontrar um horário onde não pegarei a fila monstruosa que tem para ver o Caravaggio no Masp…

Lembrei do mar de orientais que tive que atravessar para conseguir ver a Gioconda para me surpreender com seu tamanho – mesmo todo mundo já tendo dito que o quadro é realmente pequeno, você se recusa acreditar e fica meio surpreso e meio frustrado quando vê o quanto o quadro é pequeno e descobre que cruzar o mar de orientais não adianta nada porque você ficará distante dele mesmo assim, já que a área de proteção em volta do quadro é ridícula. E daí você lembra que já ficou tão perto de tantas obras de tantos pintores e você broxa de vez.

E daí que o Louvre é tão bem pensado que você sai daquela sala tão desanimado que a única coisa que te faria feliz é ver uma sala cheia de Delacroix e é isso o que eles fizeram! Saudade dos Delacroix tão de perto assim. Depois dele, eu só fiquei emocionada de ver um quadro quando tive um ataque de viúva no Masp no final do ano passado vendo as obras do Van Gogh que estão no acervo do museu.

E não custa nada também dar o play no vídeo e rever a aventura que foi minha primeira visita ao Louvre. E também prestar atenção no comentário do Ed, que se você ver a foto da Gioconda online, você estará vendo maior do que vê ao vivo.

2x Paris

O CCBB de São Paulo está com uma exibição bem legal dos impressionistas. As obras vieram do Museu D’Orsay lá de Paris. Eu já tive a oportunidade de visitá-lo duas vezes e ainda sinto que falta muita coisa que eu tenho que ver lá e ainda não vi. As duas vezes que estive lá foram nas duas vezes que estive na Cidade Luz.

Arco do Triunfo de dia e no calor.

Arco do Triunfo de noite e no frio.

A primeira vez que estive na cidade foi em janeiro de 2009 e eu devo admitir que eu não estava assim tão empolgada, quer dizer, eu já falei aqui, eu estava extasiada por estar na Europa, mas Paris, por incrível que pareça, nunca foi um dos meus principais destinos de desejo. Eu cheguei na cidade numa manhã gelada e passei os próximos dias tentando explorar todos os cantos da cidade. O lugar onde fiquei era lindo. Não vou dizer que era coladinho com o metro, próximo a atrações e central, porque ali só se escondendo de verdade pra não ser. Eu adorei a vibração da cidade, as boulevards, as pessoas das ruas, tudo ali me foi sedutor.

Verdade seja dita, depois de nove cidades em 7 países diferentes, eu voltei pro Brasil e principalmente pra São Paulo desejando que essa cidade linda fosse mais parecida com aquela pelo menos na malha metroviária.

A segunda vez em Paris foi há pouco mais de 1 ano, nas minhas férias do trabalho ano passado. Era verão e as altas temperaturas parisienses eram uma promessa empolgante. Imaginem minha surpresa quando ao chegar lá o tempo tinha virado e na próxima semana que passei por lá o tempo estava uma bunda murcha. Juro! E ainda por cima eu estava sem casacos bons, levei apenas 3 fininhos de meia estação que serviriam mais para barrar o vento do que aquecer realmente. Passei mais frio quando subi na Torre Eiffel numa tarde de junho (estava chovendo, inclusive) do que quando subi numa tarde de janeiro.

Paris no verão com um sol panha foi a minha realidade. Além disso a cidade estava cheia. Cheia mesmo. O metrô estava consideravelmente mais lotado, as ruas muito mais movimentadas e os habitantes da cidade estavam bem mais mal humorados. Sempre achei que as pessoas exageravam quando diziam que os franceses são rudes e mal educados, mas agora eu acredito, porque lidar com eles no ano passado não foi fácil. Assim como acredito que não é nada fácil para eles ter que lidar todo dia com um monte de babaca os atrapalhando enquanto eles querem apenas sobreviver ao dia a dia.

Céu sobre a Rue de Rivoli.

Céu feio sobre a Rue de Rivoli numa tarde de verão.

Quando penso em Paris tenho a mesma sensação que tenho em relação ao Museu D’Orsay. Ainda falta muito dali que eu preciso ver, por mais vezes que eu já tenha estado lá e visto muito. E uma das principais coisas que falta para eu ver é a cidade iluminada por um lindo e brilhante sol.

Noite Estrelada como você nunca viu antes.

O usuário FlippyCat do youtube tem mais de 198 mil inscritos em seu canal. O que você encontra nele é uma explosão de movimentos e essas explosões já arrecadaram quase 10 mil fãs em sua página do facebook.

O que, afinal, ele divulga em seu canal? Vídeos de suas obras, que na real são dominós caindo e formando padrões e também algumas vezes obras de arte.

Há 1 semana mais ou menos ele publicou exatamente o Noite Estrelada de Van Gogh e apesar de alguns erros na sequencia, o resultado ficou bem legal. Segundo ele, foram duas tentativas, sendo que a segunda levou mais de 11 horas e 6.000 peças para ficar pronta.

Para ver outros vídeos dele é só entrar no canal.

Tem Mallu aqui não.

Atenção, este blog não falará sobre a nova Mallu Magalhães:

Tratarei de coisa melhor, aproveitando o gancho de clipe novo.

Mastodon lançou clipe novo semana passada. A banda que sempre faz o trabalho bem feito não deixou fez diferente dessa vez e soltou o vídeo de Dry Bone Valley na quarta feira passada.

Desde de que lançou o último álbum, The Hunter, no segundo semestre do ano passado a banda tem lançado clipes periódicamente e outros vídeos que deixam os fãs salivando e querendo mais. Justo! Tem vídeo da produção do vinil, tem vídeo da construção do boneco que tá na capa do álbum, tem clipe não oficial, clipe oficial…

O Dry Bone Valley foi dirigido e animado pelo ilustrador (e artista-faz-tudo) Tim Biskup que não deixou nem um pouco de colocar sua marca na tela.

I am trying to destroy you.

Clica no nome do Tim e seja transportado pro universo lindo que é o site dele!

E se você perdeu algum vídeo que o Mastodon já soltou no youtube, corre pro canal deles e vem ficar babando aqui comigo!

Um par de sapatos.

Een paar schoenen, 1886

Quando em Amsterdam, pude e fui visitar o Museu Van Gogh. Perdi horas naquele lugar. Pederia mais e mais horas, perderei mais e mais horas.

As naturezas-mortas de Van Gogh prendem a atenção e este quadro é simplesmente hipnotizante.