Viajando com pouco ou meninas mochilando no frio.

Depois de procurar e assistir uma infinidade de vídeos sobre fazer malas no youtube o que eu descobri foi o que eu já sabia: a grande maioria das meninas não sabe fazer malas quando o assunto é carregar pouca coisa. Procurando vídeos de mochileiros então, só via dicas para homens (completamente adaptáveis para moças, mas nada realmente feito e dirigido para o público feminino).

E o que a gente vê online é muito do que a gente vê ao vivo. Não é difícil ver meninas viajando com malas enormes e as arrastando por ruas de paralelepípedo, sofrendo para subi-las em trens e pagando taxas para despachá-las ao viajar com cias low-fare. E o que sai de dentro delas dentro dos quartos de hostels são diversos modelos de calças, blusas para todas as ocasiões, pelo menos 3 opções de casacos, uma infinidade de acessórios, além de produtos de higiene pessoal em tamanho real e chapinha/secador de cabelo.

A mochila amiga de anos

Nesse post vou mostrar a mala que levei para minha viagem de fim de ano no meu ano de au pair. Foi um longo exercício de analisar tudo o que já tinha levado em outras viagens e não tinha utilizado. Eu tive uma vantagem pois meu deslocamento foi todo terrestre, isso me ajudou a não ter um limite obrigatório de peso e medidas da mala, mas eu também não queria ficar carregando minha mochila feito uma condenada por aí, então eu tentei manter tudo o mais compacto possível. Seriam 16 dias fora de casa, partindo no dia 21 de dezembro (saí de casa às 07:30 da manhã) e só chegando de volta na Holanda no dia 05 de janeiro.

A primeira dica que vou dar é: inclua a roupa que você vai usar quando sair para viajar já na conta do que vai “na mala”. Isso quer dizer que quando você estiver planejando o que levar, já programar que uma das calças/camisetas/casacos que você quer levar já estarão em uso. Isso é bem óbvio, mas é fácil de esquecer e evita que a gente leve peso morto. Outra dica é: saiba que viagem você quer fazer: se você gosta da vida noturna, ao invés de levar camisetas pro dia-a-dia e roupa de balada propriamente dita, eu sugeriria você levar roupas mais bonitas, intermediárias entre balada e dia-a-dia. Assim você pode usá-las tanto à noite quanto de dia. Isso também ajuda a não levar o dobro de bagagem.

Se você for como eu e quando viaja é do tipo diurno, que acorda relativamente cedo, come bem e sai para explorar e daí às 23:00 já tá pronta para ligar um vídeo no computador e dormir… ou se é como eu também que se sai não se importa de fazê-lo de calça jeans e camiseta, melhor ainda, as dicas que darei são pra você.

Luva, cachecol, casaco grosso, duas camadas por baixo, bota quentinha... <3

Luva, cachecol, casaco grosso, duas camadas por baixo, bota quentinha… Em Viena 🙂

Viajar no inverno europeu, ainda mais quando você vai cobrir uma longa distância significa que na verdade você vai encarar “diversos invernos”. Afinal, o inverno na Holanda é diferente do da Austria, que é diferente do Tcheco, que é diferente do Reino Unido… enfim. Mas a dica que serve em todos os casos é: você precisa se manter aquecida. Luvas, toucas, cachecóis e uma bota quentinha e impermeável são indispensáveis. É isso que você precisa pôr na lista, na mala, na cabeça e principalmente no corpo. Mas apesar do plural usado ali atrás leve apenas uma touca (se seu casaco já não tiver capuz), um par de botas (e esse par precisa ser extremamente confortável) e dois pares de luvas, porque a possibilidade de perder uma peça ou o par inteiro é real.

A próxima parte do vestuário são as roupas propriamente ditas: Se você já estiver acostumada ao frio, você pode viajar só de calça jeans, não tem problema, mas eu recomendo você levar também um par de calças térmicas ou de lã para usar por baixo da jeans. No caso, recomendo levar duas calças jeans (uma no corpo e outra na mala, isso se a viagem for longa, senão é só uma mesmo). Camisetas, depende do número de dias que a viagem durará… mas se for duas semanas, 14 dias, leve 1 camiseta no corpo e mais 6 na mala. Isso quer dizer que você usará cada camiseta por dois dias. Eu sei, mas no frio eu prometo que elas vão estar boas para usar por dois dias. Sutiã cada menina tem uma regra, mas não levem mais do que três, porquê né gente? Calcinhas, se você não vai ter tempo de lavar pode levar o número exato. Calcinha hoje em dia não ocupa muito espaço e higiene em primeiro lugar! Meias seguem praticamente a mesma ideia. Só não me leve nenhum desses itens à mais do número de dias da viagem, que aí não faz sentido… mas sério, calcinha e meia vai do feeling.

Camisetas, calças, calcinhas, meias, luvas, cachecol, touca, bota… está quase terminando a parte de vestuário. Além disso tudo leve também duas malhas ou moletons mais finos pra usar entre a camiseta e o casaco grosso. E por último vem o casaco: leve apenas um casaco grosso (eu levei dois e no fim usei o outro apenas porque já tinha levado, se tivesse deixado em casa teria sido melhor). Você vai perceber que no inverno ninguém troca de casaco. É sério, as pessoas dão sim, claro, uma variada, mas é pouco… todo mundo tem aquele casaco “de bater” e durante uma viagem ninguém vai reparar que você tá com o mesmo todo dia e o segredo é: compre casacos que não mostrem sujeira. A probabilidade de você ter que comprar um casaco na Europa é enorme. Os casacos do Brasil, por mais quentinhos que sejam, não costumam ser apropriados pro frio de lá e construir várias camadas principalmente durante uma viagem, não é muito recomendado. Então compre um casaco escuro e você o usará por muito tempo sem precisar lavá-lo.

Sobre as camadas: construir camada de camiseta, malha, moletom e casaco até parece uma boa ideia, não é mesmo? Mas na verdade não é prática. Enquanto as ruas são muito frias, geladas até, todos os lugares em que você entrar terão aquecedor e descascar todas essas camadas dá muito trabalho e você vai ficar com um monte de roupa na mão… O ideal é que você use uma camiseta, uma malha e um casaco realmente grosso e quentinho. Assim quando você entrar nos lugares só vai precisar tirar o casaco. Por isso outra dica é: além de comprar um casaco escuro, compre o casaco escuro mais quentinho que você conseguir encontrar.

Maquiagem e produtos de higiene: leve um hidratante de corpo (numa embalagem menor), um hidratante facial (muito importante!), mini shampoo, condicionador e sabonete líquido. Desodorante, escova de dentes, fio dental e pasta de dentes e toalha. Lápis de olho, blush, rímel, protetor labial e um perfuminho (se tiver amostra grátis, melhor ainda). É disso o que você precisa. Em diversos lugares é possível comprar embalagens com tamanho certo para viajar… você só precisa transferir os produtos para essas embalagens e pronto! E sim, o que cabe ali é exatamente o que você precisa. A maquiagem não precisa ser super produzida. E a toalha pode ser daquelas de natação/esportes ou apenas uma toalha de cabelo… daí você faz sua mágica.

A dica mais importante que posso dar é: A nossa cabeça precisa se adaptar à viagem que vamos fazer, mais do que a mala.

Agora listarei exatamente o que tinha na minha mochila durante minha viagem de 16 dias por Colônia e Munique (Alemanha), Viena (Áustria), Budapeste (Hungría) e Praga (República Tcheca):

2 pares de luva;
2 cachecóis;
2 calças de lã pra usar por baixo da jeans;
2 calças jeans;
2 moletons finos;
1 blusa de malha;
2 casacos grossos;
7 camisetas;
15 calcinhas;
2 sutiãs/tops;
10 pares de meia;
1 toalha de esportes;
1 minikit de viagens com shampoo, sabonete líquido e condicionador;
1 jogo de escova, pasta e fio dental pra viagens;
1 hidratante de corpo e rosto;
1 blush/rímel/protetor labial;
1 bota para neve;
1 descanso de pescoço.

O que foi na mochila, faltando acessórios...

O que foi na mochila, faltando acessórios…

Além da observação que já fiz sobre o casaco grosso – leve só um – vou dar a dica da toalha que comprei na Primark por 4 euros e é ótima! Vou dar também a dica da bota que comprei numa loja da Crocs, é super confortável, não pesa nada, macia, forradinha por dentro, é impermeável e é pra neve. Eu a usava com meias normais fininhas de algodão e meu pé ficava super quentinho. É melhor você investir num calçado mais quentinho do que comprar um não tão reforçado e ter que usar meias muito grossas… às vezes elas escorregam no nosso pé e a gente acaba fazendo bolhas… e ninguém quer isso.

Bota para neve da Crocs.

Bota para neve da Crocs.

Por último, entre mala de rodinhas e mochila, acredite: a mochila é muito mais prática. Ela normalmente cabe em espaços mais apertados e distribui o peso de forma igual nas costas, enquanto a gente precisa revezar os braços para arrastar a mala e nas ruas que a gente enfrenta por aí, juro. Mochila é o ideal.

Espero ter ajudado para quando a hora de fazer as malas chegar pra vocês também!

O frio que se aproxima!

Quando eu cheguei aqui na Holanda, no meio de Agosto, fiquei chocada. Saí de SP com aquele inverno fake que quebrou recordes e cheguei aqui em plenos 24ºC! Essa temperatura se manteve por cerca de um mês, sendo que nas duas primeiras semanas chegou a passar dos 30ºC! A partir do meio de setembro o termômetro passou a mostrar uma leve mudança: apesar de o clima continuar com momentos quentinhos e gostosos, o casaco leve já era item obrigatório sim. Dizem que aqui, mesmo no verão você tem que levar um casaco consigo… mas quando cheguei não era o caso.

Outubro começou com o frio mostrando as caras: muita chuva e temperaturas cada vez mais próximas da casa dos 10 graus e não dos 20ºC. Em setembro ainda, acho, inclusive, choveu granizo em mim hahaha. Eu tava agasalhadinha, mas levar gotas de gelo na cuca não é nada bom, ainda mais levando 2 crianças dentro da bakfiets. Porém, outubro, mesmo sem mandar granizo na cabeça, já avisou que o frio estava chegando e que não fazia diferença eu gostar ou não do frio.

É engraçado, antes de eu ir pro UK, o outono já se anunciava e denunciava. Árvores com menos folhas; folhas amarelas, vermelhas, marrons pelas calçadas, ruas, dentro de casa… temperaturas por volta dos 15ºC. Quando voltei do UK, mesmo passando apenas 9 dias fora, foi como se eu tivesse viajado no tempo. As árvores estavam completamente sem folhas, a temperatura caiu cerca de 4, 5ºC e o dia começou a mostrar que sim, ele vai ser curtinho quando o inverno chegar. Sobre o dia, claro, existe o fator de que além de a luz do sol durar menos mesmo, o fim do horário de verão (que aqui dura um absurdo), faz a gente levar um susto. Enquanto num dia, o sol está se ponto perto das 7 horas da noite (e há menos de 2 meses ele estava se pondo às 10 da noite), no outro ele está se pondo as 17:40… e numa questão de dias, de uma semana, você já liga o farol da bicicleta antes das 17 horas, porque a penumbra já se faz presente.

Agora o termômetro está variando: às vezes temos 8 graus, às vezes temos 5ºC. Às vezes chove e o frio entra debaixo da sua roupa quentinha, às vezes fica seco e o frio anuncia que quer corroer seus ossos. E novembro avisa: o frio de verdade ainda está para chegar. Do jeito que a temperatura tem caído, dezembro chega mesmo na casa dos 0ºC e a neve, a tal da neve, não tarda também.

Mas a melhor parte é que mesmo com o frio avançando de forma rápida, tá dando tempo de se acostumar e principalmente de aprender a se vestir: não é só uma questão de ficar quentinha, mas de ficar quentinha e não exagerar porque eu preciso usar a bakfiets aqui e ali e não tem nada pior que assar dentro da roupa de frio. – Enfim, pode mandar o frio aí, São Pedro!IMG_6028

2x Paris

O CCBB de São Paulo está com uma exibição bem legal dos impressionistas. As obras vieram do Museu D’Orsay lá de Paris. Eu já tive a oportunidade de visitá-lo duas vezes e ainda sinto que falta muita coisa que eu tenho que ver lá e ainda não vi. As duas vezes que estive lá foram nas duas vezes que estive na Cidade Luz.

Arco do Triunfo de dia e no calor.

Arco do Triunfo de noite e no frio.

A primeira vez que estive na cidade foi em janeiro de 2009 e eu devo admitir que eu não estava assim tão empolgada, quer dizer, eu já falei aqui, eu estava extasiada por estar na Europa, mas Paris, por incrível que pareça, nunca foi um dos meus principais destinos de desejo. Eu cheguei na cidade numa manhã gelada e passei os próximos dias tentando explorar todos os cantos da cidade. O lugar onde fiquei era lindo. Não vou dizer que era coladinho com o metro, próximo a atrações e central, porque ali só se escondendo de verdade pra não ser. Eu adorei a vibração da cidade, as boulevards, as pessoas das ruas, tudo ali me foi sedutor.

Verdade seja dita, depois de nove cidades em 7 países diferentes, eu voltei pro Brasil e principalmente pra São Paulo desejando que essa cidade linda fosse mais parecida com aquela pelo menos na malha metroviária.

A segunda vez em Paris foi há pouco mais de 1 ano, nas minhas férias do trabalho ano passado. Era verão e as altas temperaturas parisienses eram uma promessa empolgante. Imaginem minha surpresa quando ao chegar lá o tempo tinha virado e na próxima semana que passei por lá o tempo estava uma bunda murcha. Juro! E ainda por cima eu estava sem casacos bons, levei apenas 3 fininhos de meia estação que serviriam mais para barrar o vento do que aquecer realmente. Passei mais frio quando subi na Torre Eiffel numa tarde de junho (estava chovendo, inclusive) do que quando subi numa tarde de janeiro.

Paris no verão com um sol panha foi a minha realidade. Além disso a cidade estava cheia. Cheia mesmo. O metrô estava consideravelmente mais lotado, as ruas muito mais movimentadas e os habitantes da cidade estavam bem mais mal humorados. Sempre achei que as pessoas exageravam quando diziam que os franceses são rudes e mal educados, mas agora eu acredito, porque lidar com eles no ano passado não foi fácil. Assim como acredito que não é nada fácil para eles ter que lidar todo dia com um monte de babaca os atrapalhando enquanto eles querem apenas sobreviver ao dia a dia.

Céu sobre a Rue de Rivoli.

Céu feio sobre a Rue de Rivoli numa tarde de verão.

Quando penso em Paris tenho a mesma sensação que tenho em relação ao Museu D’Orsay. Ainda falta muito dali que eu preciso ver, por mais vezes que eu já tenha estado lá e visto muito. E uma das principais coisas que falta para eu ver é a cidade iluminada por um lindo e brilhante sol.

Vancouver-10

Amigos, não sei vocês, mas nas duas últimas semanas fui transportada por um universo incrível, com lindas paisagens, momentos estratégicos, onde as pessoas se moviam em alta velocidade e com uma levesa quase que poética. Esse lugar se chama Vancouver e esse transporte se deu pela transmissão ao vivo das Olimpíadas de Inverno.

Skis, patins, trenós e pedras que mais pareciam chaleiras conquistaram e refrescaram esse coração que morria de calor nesse país tropical.

Durante os jogos o blog de fotos do jornal norte-americano The Boston Globe, The Big Picture, publicou dois posts repletos de imagens lindas de competidores e torcedores durante as provas, como vocês podem ver a seguir. E pode clicar nelas à vontade, também, pra vê-las ainda maiores.

E acreditem, essas fotos são apenas um aperitivo, pra ver o resto, cliquem aqui e aqui.

Lisboa e o primeiro trem

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O plano era simples: Janeiro de 2009, inverno europeu, 1 continente, 7 países, 9 cidades, 21 noites, 23 dias, 2 garotas eventualmente perdidas: eu e a e inicialmente duas mochilas.

Primeira parada: Lisboa. O plano inicial era que passassemos dois dias na capital portuguesa, mas devido a neve em Paris (nossa conexão), o voo de São Paulo atrasou, o que nos fez perder o avião Paris-Lisboa e então ao inves de pegamors o voo das 12:45 e chegar em em Portugal as 14:30, pegamos o voo das 16 e tantas e só saímos do aeroporto de Lisboa, propriamente dito, umas 18 e tralalá. E acreditem, 4 horas perdidas pra quem só tem 24 é bastante coisa.

Com o atraso do voo, perdemos o transfer (ma oe) e já iniciamos nossa aventura pagando taxi em euros. Pegamos também avenidonas bonitas da cidade, o que nos lembrou as avenidas Indianopolis e Brasil e os predios eram bem parecidos com aqueles da região da avenida São Luís. Pegamos transito e ouvimos no radio as noticias sobre futebol. O internacional Cristiano Ronaldo havia dado perda-total no seu carro caro e veloz vermelho (Ferrari, Porsche?) num tunel lá nos United Kingdon.

Quando chegamos finalmente ao hotel, depois de passarmos por tuneis, rotatorias e vielinhas, fizemos o check-in, subimos para o quarto largamos as coisas, nos agasalhamos melhor – a gente saiu do avião em Paris e nos deparamos com 2ºC de temperatura e eu muito só tava preparada pra 13 graus… se bem que em Lisboa fazia uns 5 – olhamos o mapa rapidinho, lembramos que tinhamos visto um McDonalds ali perto e partimos.

Depois do lanchinho, seguimos pela avenida Politecnica partindo do Largo do Rato e fomos até onde achamos que conseguiriamos voltar e sentimos que haviamos explorado o suficiente depois de uma viagem tão longa. Voltamos para o apartamento e dormimos confortavelmente a nossa primeira noite europeia (urgh, brega!).

Ah sim, optamos por ficar em hoteis de categoria turística e não em hostels por dois motivos: programamos nossa viagem com uma agencia, pra evitar qualquer perrengue, que já tinha parceria com todos os hoteis que ficamos e a gente realmente queria a garantia de camas grandes, limpas, silencio e banheiros nossos.

Acordamos e a Fê tentou colocar fogo no hotel, descemos pra comer na maior migué e comemos como se não houvesse amanhã. Olhamos o mapa e saímos. Lá fora faziam humidos 8 graus e alo, aqui em São Paulo faz 9ºC as 5:30 am nas manhãs mais radicais, então estava frio! Descemos para o Largo do Rato novamente e mais uma vez seguimos pela Politécnica. Ela virou a D. Pedro V (!!) e só paramos ao chegar no Miradouro São Pedro (d’)Alcantara. De lá dá pra ter uma vista linda da parte baixa da cidade – até o Tejo – que encanta a qualquer um. Rua da Misericórdia, Praça Luís de Camões (do ladinho do Chiado), Rua do Alecrim (é tudo uma reta só), e continuamos descendo. Eis que saímos na Praça do Duque da Terceira. Pausa pro café, pra descansar e subir as meias, né Fê?

Cais do Sodré em obras (unlol), seguimos pela Ribeira das Naus até a Praça do Comércio, que tem uma vista linda, linda mesmo, pro rio. No Terreiro do Paço tivemos a idéia de pegar uma “balsa” até onde eu não tenho certeza, mas eu acho que é Barreiro. Chegamos lá que bonito que beleza, não tinha nada pra ser visto e então voltamos pro Terreiro do Paço na mesma “balsa” na qual fomos. De volta a Praça do Comércio, pegamos a rua Augusta até a Praça D. Pedro IV (!!) e voltamos pra pegar o Elevador de Santa Justa, o qual nos levou ao charmosinho Largo do Carmo. De lá seguimos até o Chiado e tiramos lindas fotos com nosso amigo de todas as horas, Pessoa.

Pegamos o metro no Chiado e descemos no Parque. O Parque Eduardo VII é bem grande, tem um jardim lindo, uma vista maravilhosa da cidade, te permitindo vislumbrar o jardim, a Praça do Marques de Pombal, a avenida Liberdade, a baixa, o rio e a diante. Descemos o parque em direção ao Marques de Pombal e de lá cortamos novamente para a nossa Travessa da Fabrica dos Pentes.

Quando chegamos ao hotel, além de guardar o que compramos em nossas mochilas no meio do hall, também arquitetamos nossa ida do hotel à Gare Oriente, estrategicamente situada do outro lado da cidade. O meio de transporte ideal era o metro, mas nenhuma das duas tinha (ainda) o know how para carregar mochilas realmente grandes por este meio de transporte. Dane-se não tinhamos tempo e depois de bater a mochila em vários cidadãos lisboetas, sofrer por escadas e se desajeitar pelas três linhas do metro da cidade, chegamos à estação de trem com uma vantagem de tempo segura para que entendessemos como o nosso passe do eurail funcionava, para daí então seguirmos efetivamente para Madri.

O trem, genial, tinha leitos. Mas leitos mesmo, tipo camas! Beliches! Além de um restaurante delicinha. Comemos bem, dormimos bem (acompanhadas de uma espanhola loira linda e barcelona) e para a nossa surpresa, quando fomos acordadas pelo mocinho do serviço de bordo, a região metropolitana da capital espanhola estava coberta de neve!

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.