[Vídeo] DROPS #2 – Agências

Fuááá Oi gente!

Seguindo a série de Drops para tirar dúvidas sobre todo o universo de ser au pair na Holanda, o vídeo de hoje é sobre a questão da agência. Sim! O tão necessário item que todo e toda futuro/a au pair precisa se preocupar logo de início, afinal, para poder ir pra Holanda nesse tipo de intercâmbio você vai precisar de uma agência.

Aqui no blog tem também uma página dedicada exclusivamente ao assunto. Dá uma olhadinha!

Gostou? Ainda tem dúvidas? Comenta aqui, manda mensagem pelo formulário daqui do blog, deixa no lá no youtube. Fala comigo que eu falo com você!

Troca de Agências

Depois de muito pensar, mas tipo, pensar muito mesmo eu resolvi trocar de agência. Não que a HBN seja uma má agência ou qualquer coisa do tipo, ela funciona muito bem com muitas meninas. Mas eu acredito no que dizem por aí de que deve existir um “match” entre agência e candidata a au pair e refletindo muito sobre tudo o que estava rolando no meu caso com a HBN, resolvi que o melhor é seguir em frente.

Seguir em frente no meu caso foi trocar de agência e a escolhida foi a House Brazil, representante brasileira da agência holandesa House o Orange. Essa era a agência que eu teria escolhido quando desisti da família de Den Bosch, mas à época acabei escolhendo a HBN por questões financeiras (era uma diferença de 250 euros separando as inscrições das duas agências).

Acontece que com uma “nova” lei holandesa para o programa de au pair, todas as agências devem cobrar apenas uma taxa de 34 euros para a inscrição da au pair e a candidata deve pagar pela sua passagem de ida e volta para a Holanda. Ou seja, agora todas as agências estão em pé de igualdade na questão do dinheiro.

Acho que vou escrever um post só sobre meu novo o processo, agora com a House. Assim consigo ser mais específica.

Depois eu volto.

A entrevista com a agente holandesa.

Ok, o último passa antes das famílias começarem a aparecer foi dado ontem. Depois de preencher o RF, de preencher o Intakeform e da entrevista com a agente brasileira, veio a entrevista com a Lizzy, uma agente holandesa.

Entre a entrega do Intakeform para a Nadja e o contato da Lizzy se passaram 12 dias. Achei bem rápido, ainda mais considerando que a Nadja teve que ler o app todinho pra depois mandar para a Holanda. O email da Lizzy foi bem direto, me informando que já estava com minhas coisas e que gostaria de falar comigo. Ela me deu algumas opções de horários disponíveis e como eu não tinha muito o que esperar resolvi pegar o primeiro horário. A entrevista foi ontem às 08:30 da manhã no horário do Brasil.

A entrevista foi pelo skype, durou 1 hora e meia e, na verdade, foi uma conversa bem tranquila. Nós praticamente passamos por todas as perguntas que já estão no Intakeform. Falando assim pode parecer extremamente repetitivo, mas eu encarei essa entrevista como uma oportunidade para eu acrescentar algumas coisas e até mesmo explicar o que eu já tinha escrito. Ela me perguntou sobre minha motivação, sobre o tipo de família que eu gostaria de ter lá na Holanda, o tipo de criança que eu gosto, me perguntou sobre minhas experiências com crianças, sobre o que eu gosto de fazer, se eu me sinto à vontade tendo responsabilidades…

De certa maneira as perguntas eram sim repetidas, mas eu acho que é aquela coisa, eles querem garantir que as respostas que você deu são exatamente as que você quis dizer, sabe? E de toda maneira, se você foi sincera nas suas respostas do Intakeform, você já sabe a resposta para todas essas perguntas.

E sobre o inglês, a verdade é que eu falo muito em qualquer língua que eu saiba falar. A conversa foi longa e eu acho que a culpa foi minha, porque eu falei bastante. Eu sei que não é fácil para todo mundo sair falando verborragicamente num idioma que não se pratica muito, mas eu também acho que uma das coisas que a Lizzy queria era saber a minha capacidade de comunicação. É claro que depois de falar tanto eu devo ter cometido vários erros, mas Deus! Como eu falei! Nada de respostas curtas, ou monossilábicas. Não adianta ficar quieta quando o assunto é você. E se eu não me sinto segura sobre o que eu quero dizer, eu paro, penso no que eu quero dizer e daí digo, sem pressa e evitando pausas estranhas no meio do que estou falando. Não precisa criar também um silêncio longo, pede para a outra pessoas esperar, porque algumas perguntas nos fazem pensar mais mesmo. E se o seu problema for a pronúncia, fale com calma, não precisa apressar tudo, juntar uma palavra na outra e no final não falar nada com nada. Vá com calma e diga o que precisa ser dito.

Depois de tudo o que eu falei e ouvi, o que posso dizer é que estou bem empolgada, apesar de saber que as famílias não vão começar a aparecer do dia para a noite. Agora é a hora de ser paciente e confiar.

O processo pela HBN.

Então! Semana passada foi uma correria pra mim, eu voltei de Brasília só na quarta-feira à noite e desde então os dias voaram.

Sábado, dia 08, precisei tomar uma decisão muito importante e ela adiou a minha ida para a Holanda. Fiz isso de coração leve e por isso a cabeça não acusa nada, sei que tomei a decisão certa. E agora estou aqui para contar como foram os 3 primeiros passos do processo pela HBN!

Primeiro, a minha agente aqui no Brasil é a Nadja e ela é super atenciosa e prestativa. Eu não posso reclamar. Como estou com um pouco de pressa, fiz tudo entre o dia 08 e o dia 11 e ela acompanhou muito bem o meu ritmo. Ela já foi au pair na Holanda e o blog dela, por coincidência, foi um dos primeiros que li sobre o assunto. Vale a pena fuçar os arquivos do A Caçadora de Esmeraldas.

Pois bem, depois do primeiro contato, ela me explicou como o processo ocorreria e como sinalizei que estava interessada em começá-lo imediatamente, ela me enviou o RF – Registration Form. Ele é bem simples de preencher e eu não tive muitos problemas. As perguntas estão divididas em categorias (personal info, lifestyle, qualifications e preferences) e requerem respostas simples. Além das perguntas, e aí vem a parte complicada, eu precisei escrever uma carta no estilo “Dear Host family”.  Essa parte é complicada sim, mas não é nenhum bicho de sete cabeças e para ajudar, no espaço reservado para essa cartinha já tem algumas perguntas que você pode ir respondendo conforme vai escrevendo. O problema é que pra mim é sempre complicado falar sobre mim mesma, mas acho que fiz um bom trabalho e gostei do resultado. Junto com o RF você precisa também enviar fotos. É bacana enviar pelo menos uma de cada categoria (yourself, with friends, with family e with kids) que eles pedem e a Nadja me recomendou que eu enviasse montagens com 4 fotos.

As resposta que você dá no RF estarão no seu app final e é importante que você já comece sendo o mais sincera possível. Não floreie as respostas, mas ressalte as partes mais positivas e chame a atenção para suas qualidades. Na carta para a host family é bacana lembrar de descrever bem sua família, o que ela representa para você e em que ela te ajudou durante sua formação. Descrever a cidade em que você vive o que você gosta de fazer nela é muito importante também. Se você está fazendo ou já estiver formada na faculdade é bacana dizer o que te motivou a estudar o que você estuda/estudou. Dizer quais são suas atividades favoritas e como elas se relacionam a quem você é, é legal, assim como você não pode esquecer de citar quais são as suas motivações para o au pair e principalmente para o au pair na Holanda. Você também precisa abordar sua experiência com crianças. São vários itens que vão te ajudar a escrever uma boa ‘carta’ e o mais importante de tudo é escrever isso sucintamente. Seja objetiva.

O Intakeform é o appele reúne as informações que você colocou no RF e abre um espaço para perguntas dissertativas. O bom da HBN é que você pode preencher o Intakeform pelo computador mesmo, porque são 37 perguntas (se eu não contei errado) divididas por temas: who are you and what’s your background, characteristics and personality, motivations and expectations. Algumas meninas demoram semanas para completar o app, mas eu demorei menos de 12 horas no meu. Acho que quebrei algum recorde, haha, mas mesmo assim algumas perguntas me custaram um pouco mais de tempo e eu vou mostrar para vocês quais foram.

  • Can you give me some examples of how you receive constructive criticism?
  • What do you think makes you uniquely qualified to be an au pair?
  • Which 3 questions would you ask your potential host family?
  • Do you have any special wishes?

Acho que dentre todas as perguntas, as que realmente causam dificuldade variam de menina para menina, mas o meu conselho é que você se dedique igualmente para responder a todas. Algumas demoram menos tempo, outras mais, mas o mais importante é ser objetiva, clara, positiva e principalmente sincera. Mais uma vez: não floreie as respostas, não exagere só para parecer melhor, mas chame a atenção para o que é positivo. Se você for flexível em alguns pontos, deixe clara a sua flexibilidade. Se você acha que certos pontos podem ser negociados, dependendo da família, deixe isso claro também.

O último passo foi a entrevista via skype com a agente brasileira. A conversa foi super tranquila e a mair parte dela foi em inglês. A Nadja usou o bate-papo para sentir o meu inglês, me perguntar principalmente sobre minha experiência com crianças e sobre o que eu espero da minha futura host family. Ela me passou o perfil das famílias que a agência tem, o número de crianças que elas costumam ter e as regiões onde elas costumam morar. Além disso, nós conversamos sobre o Intakeform e ela me deu conselhos que me ajudaram bastante a preencher o que faltava (quando nos falamos na terça-feira, dia 11, à noite, faltavam só umas 5 perguntas para eu terminar) e também a melhorar algumas respostas que eu já tinha escrito.

Depois de desligar o skype eu voltei para o app e terminei de preenchê-lo levando a conversa que tive com a Nadja em consideração. Na terça-feira mesmo enviei tudo para ela e agora meu Intakeform já está na Holanda. Agora só estou esperando para que a equipe holandesa da HBN entre em contato comigo para que o processo continue. Eu vou tentar ser mais rápida na atualização sobre esse assunto, para vocês acompanharem em tempo real (não que vocês se importem tanto assim, né?).

Se alguém estiver pela HBN e estiver travada tanto na ‘dear family letter’ quanto nas respostas dissertativas podem dar um alô que eu vou tentar ajudar no que puder.

Voltar à estaca zero…

É engraçado, mas às vezes a gente convive com uma sensação meio indescritível, mas é uma sensação como se a gente já soubesse o que vai acontecer. Você não sabe exatamente quando, nem como vai acontecer e você torce para que não aconteça. Mas acontece.

Resumindo: cancelado o embarque para a Holanda este mês. O visto com a família com quem eu tive o match já tinha sido aprovado e a última coisa que faltava antes de comprar a passagem era levar o passaporte para o consulado em São Paulo. Os últimos passos de um longo processo… de espera.

Estava há meses esperando a família se organizar e a cada mês uma nova e não positiva surpresa aparecia. Mas eu adorei a família e adoraria que meu ano lá fosse com eles, mas infelizmente o tempo não pára. Já estamos em setembro e eu não sou mais apenas uma menina com uma vontade. Eu tenho planos maiores que o intercâmbio e quero colocá-los logo em prática, mas ao mesmo tempo não quero deixar esse desejo de lado. Eu ainda tenho tempo para ir para a Holanda, mas preciso que isso aconteça agora. E preciso fazer isso com uma família com que eu me sinta confortável e na qual eu confie. Depois de tantas adversidades eu simplesmente não consigo me sentir segura de que outro problema não vá aparecer. Estou tomando essa decisão talvez um pouco tarde, mas estou tomando com a certeza de que vai ser melhor assim.

Ontem mesmo já encontrei em contato com a HBN e estou preenchendo o RF, registration form, que é um cadastro onde a futura au pair escreve suas informações básicas. Nome, idade, hobbies, aspirações e motivações além da sua experiência com crianças fazem parte das coisas que você deve preencher. Essa é a primeira parte do processo e é bem simples.

Vamos ver onde essa decisão vai me levar.

Encontrando famílias e o match

Depois que você descobre o intercâmbio de au pair e descobre que pode ser uma, uma dúvida surge: como chegar até lá? Pois é, por mais idiota que essa pergunta pareça, respondê-la é uma das partes mais importantes de todo o processo.

Para ser au pair na Holanda você (ainda) pode seguir dois caminhos que dão no mesmo lugar: você pode ir “por conta” ou entrar para alguma agência. Ir por conta quer dizer que você fará todo o processo em busca da família sozinha. Ir por agência quer dizer que você terá alguém que te ajudará na missão de encontrar a família e em outras partes do processo. A Holanda já tem um projeto que regulamenta mais ainda esse tipo de intercâmbio e quando ele entrar em vigor, as au pairs só poderão ir para o país pelo meio de agências.

Ir sem agência pode também significar fazer alguma economia, já que as agências cobram taxas de participação e de placement, por mais que cada uma cobre e chame essas taxas de nomes diferentes.

Sites como o au pair world (APW) e o great au pair (GAP) são velhos conhecidos das meninas que escolhem ir sem agência. Neles a futura au pair cria um perfil, responde as perguntas do formulário, coloca fotos bonitas e torce os dedos. Mentira, depois que o seu perfil já está prontinho para ser encontrado, outra parte começa: você sai procurando por famílias. No APW eles te sugerem algumas famílias compatíveis, mas você pode entrar na parte de procurar por famílias. Lá é interessante você colocar que você é da Holanda e que está procurando por uma família da Holanda. Não é magia não, mas o número de famílias disponíveis que aparecem é muito maior. Isso acontece, porque as famílias (e as au pairs também, só que ao contrário) podem escolher as localidades de onde querem que as au pairs venham (ou seja, a au pair precisa preencher pra onde quer ir), mas na verdade muitas famílias são flexíveis e estão dispostas a conhecer uma garota brasileira, mesmo que em seu perfis elas digam que preferem garotas neozelandesas e/ou panamenhas. Encontradas famílias que te interessem você pode enviar mensagens e dar início a conversas. Eu nunca usei o GAP, mas pelo o que já conversei com outras meninas, o processo para encontrar famílias é bem parecido.

Ir com agência pode também significar economizar energia e tempo, já que depois de preenchido o formulário (app) das agências e fazer algumas entrevistas, as futuras au pairs não precisam se preocupar em procurar manualmente por uma família.

Duas agências holandesas são bastante recomendadas por au pairs que já estão lá ou que já voltaram para o Brasil. São elas: HBN (Huisje Boompje Nanny) e House Of Orange (House Brazil ou só House mesmo). Ambas agências são agências online aqui no Brasil, isso quer dizer que suas sedes ficam lá na Holanda, mas que possuem algumas agentes espalhadas pelo nosso país e que realizam todo o processo via e-mail, skype e também correio. Depois de feito o teste de inglês e de preenchido e entregues os formulários, algumas entrevistas são feitas e a futura au pair pode “descansar” porque a agência começará o seu trabalho. As agências analisam tanto o app quanto a entrevista feita com a garota e cruza com as análises feitas dos apps e entrevistas das famílias. Quando os gostos e estilos de vida são parecidos e os objetivos combinam, a agência informa a família e a aspirante a au pair e surgindo o interesse, um contato direto entre as duas pontas é combinado.

O grande objetivo da busca pela família é que aconteça um “match”, ou seja, quando futura au pair e família se entendem bem, o convite é feito: ‘será que a garota gostaria de passar seu ano na Holanda com eles?’. Aceito o convite, o match foi feito! Agora é só fazer as malas e correr pro abraço!

Pareceu fácil, né? Mas não é tão fácil assim. Não né? Não poderia ser. E não é simples porque durante as conversas com as famílias, principalmente por skype, a gente pode travar. Triste, né? Mas lembre-se: essas conversas são na verdade uma entrevista mútua, você precisa perguntar tudo o que precisa saber sobre como a família é e como será quando você estiver lá. A mesma coisa acontece com eles, eles querem saber mais sobre você e descobrir se você pode dar a eles o que eles esperam.

O mais importante, principalmente na hora do skype (ou num telefonema mesmo), é que você não se intimide com a família. Mantenha a calma e tudo irá bem. Esse conselho não quer dizer que eu espere que você não vá ficar nervosa, mas controle esse sentimento e você vai se dar bem.

Quando eu digo para não deixar a família te intimidar é apenas para que você tenha confiança e segurança em si mesma. Não importa que o inglês deles é mais claro que o seu, ou pior, não deixe passar algumas falas deles porque você não entendeu muito bem o que eles disseram e tem vergonha de pedir pra repetir. Tudo nessas conversas precisa ficar claro, então se precisar, pergunte sim para que eles repitam, até você entender direitinho. E não se incomode se eles pedirem para que você também repita o que está dizendo.

Por mais que as agências enviem um pequeno dossiê sobre as famílias e que muitas famílias do APW e do GAP já coloquem o que eles esperam da au pair em seus perfis, é importante que você esclareça tudo. Pergunte quantas crianças são, como é o temperamento de cada uma delas (ou no singular, caso seja só uma kid), quais são os horários das crianças, como elas lidam com a rotina, do que elas gostam de brincar, se elas gostam de estudar, se elas tem horários específicos para ver televisão, como elas são para comer, se elas são independentes. Pergunte quais serão suas horas de trabalho (lembrando que na Holanda a au pair trabalha 30 horas por semana distribuídas por no máximo 5 dias, além de fazer babysitting por no máximo 3 vezes por semana também), quais serão os seus dias livres, quais funções você terá que realizar, que tipo de trabalho você terá que fazer na casa (é importante esclarecer o que é o light housework para eles), se você terá curfew… é legal também se informar sobre a casa, onde ela fica na cidade, se é no subúrbio ou se é central, se a cidade é grande, se tem opções de lazer e entretenimento, em qual região do país ela fica (se é longe e quanto tempo demora para chegar em Amsterdã).

Outras dúvidas certamente surgirão e é importante sempre perguntar conforme elas vão surgindo. Também é muito importante ser sincera nas suas respostas, dizer o que você acha que vai agradar só para conseguir logo uma família e embarcar para a Holanda pode ser um grande erro. O match vai acontecer quando as duas partes se entenderem baseadas em verdades e assim o programa está mais inclinado a ser um sucesso.

Algumas famílias, independentemente se você está indo com ou sem agência, pedem para que a au pair ajude com os gastos referentes à passagem, mas isso nem sempre acontece. Então é possível que você vá para a Holanda sem gastar nada (sem pagar agência e sem pagar passagem) e também é possível que você pague a agência e acabe tendo que pagar parte da passagem. Isso tudo depende não só da família, mas também do que a au pair está disposta a aceitar e custear.

Boa sorte!