Spakenburg!

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Domingo convidei a outra brasileira daqui de Baarn para irmos pedalando até um vilarejo de pescadores que tem aqui perto. Eu falei para ela que seria uma pedala descompromissada e realmente, fomos sem pressa, parando para tirar fotos da paisagem e aproveitando o solzinho que aquecia um pouco nossos corações, porque a temperatura estava bem próxima dos 0ºC.

No total, ida e volta, são 20km planos para se pedalar sem medo. Existem dois jeitos de ir pra lá: pela via ao lado da estrada que liga as duas cidades ou através dos campos, mas eu até agora não entendi como é feito esse percurso, porque dizem que por esse caminho precisa pegar uma balsa e eu não sei o quê exatamente essa balsa atravessaria… enfim! A vista é linda, campos e algumas vacas e ovelhinhas preenchem a paisagem e lá na frente é possível ver um parque eólico conforme nos aproximamos de Spakenburg.

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A cidade em si é super pequena, é realmente um lugar para ser chamado de vilarejo e toda a ação acontece na região central da cidade, onde fica a Spuiplein e uma marina, onde barcos lindos ficam atracados. Considerando o fato de que fomos num domingo, não havia ação nenhuma na cidade! O comércio estava todo fechado, as pessoas fora das ruas e tirando um bar e algumas pizzarias italianas (que na verdade eram restaurantes árabes), todo o resto estava fora de serviço. O que se via eram algumas família passeando, alguns jovens transitando e alguns homens trabalhando em seus barcos. 

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Seguindo pela Havenstraat a partir da Spuiplein e beirando a marina, é possível alcançar um pier que te coloca bem no (que eu acho que é o) Eemmeer e te dá uma vista privilegiada das águas, da saída da marina e do parque eólico que antes se via de longe.

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Meu plano é pedalar até lá novamente num dia mais movimentado, talvez num sábado, que é quando o mercado está aberto e várias barracas ocupam o centro da cidade e é possível ver de pertinho os holandeses e as holandesas que até hoje ainda usam os trajes tradicionais da região.

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Pra saber mais: www.visitspakenburg.com

Destino de desejo: Bergen

 Dizem que a Noruega é um daqueles lugares onde chegar pode ser complicado, princípalmente por causa do clima e do alto custo, mas que quando você está lá, é tudo tão bonito, tudo tão impressionante que a única coisa da qual você se arrepende é de não ter ido antes.

Vista do Monte Fløyen

Bergen, na foto, é a segunda maior cidade do país, atrás apenas da capital. E enquanto Oslo fica no meio da península Escandinava, pertinho da Suécia, Bergen fica no litoral, em meio a fiórdes e com vista para o Mar do Norte. Dizem também que a viagem de trem entre as duas cidades é um passeio à parte e fazê-lo compensa bastante. Seus cerca de 250 mil habitantes têm uma localização privilegiada, como a cidade está entre 7 montanhas, ela é também a cidade mais chuvosa da Europa. Ó que legal!

Em dias de chuva dá pra visitar a Galeria de Arte de Bergen, com vários trabalhos de Munch, ela é um dos maiores museus de arte dos países nórdicos, então deve valer a pena. Tem também os Museus de Bergen, que pertencem à universidade da cidade e são dois: O de história cultural e o de história natural, ou seja, tem bastante opção.

Em dias secos (não necessáriamente de céu aberto) dá pra ir no Aquário da cidade, com uma boa documentação da vida marinha da Noruega, com focas e afins, e também uma boa variedade de peixes tropicais. Pra quem gosta desse tipo de passeio – eu adoro, parece ser bem legal!

Dá também pra pegar dois funiculares: o Fløibanen te leva pro topo do Monte Fløyen que te permite uma vista incrível e mais completa da cidade por estar numa posição mais central, e o Ulriksbanen que sobe até o topo do Monte Ulriken, a montanha mais alta da região, e chegando lá tem um restaurante onde você pode aproveitar a vista.

Tem também parques, o porto, dezenas de igrejas e também a região do Bryggen, patrimiônio mundial da UNESCO, que foi amplamente utilizada pela Liga Hanseática (alô aula de história!). Esse pedaço da cidade é cheio de atrações relacionadas ao tema.

Eu tentei encontrar vídeos legais da cidade, mas a produção amadora parece ser bem pobrinha por lá porque foi difícil encontrar alguma coisa bacana, então vai esse clipe mesmo do Kings of Convenience (o duo é da cidade), onde eles tocam num telhado da cidade e a vista é linda!

Guiando-se

Certo, ficou combinado que contarei para vocês dos meus passeios internacionais. E por internacionais eu quero dizer Europa, que é pra onde eu fui, né? Já estou falando de algo que sei só uma parte, não falarei daquilo que não sei. Antes de começar gostaria de compartilhar também algumas das providências que tomei (e pretendo tomar novamente no futuro) antes de embarcar.

O que vou contar aqui pode soar um pouco control freak demais, mas assim: essa sou eu. Pra eu me sentir segura num lugar que é 14.000 km longe da minha casa, eu acho justo fazer as coisas assim e quem julga alguma dessas coisas desnecessária não precisa copiar, ué.

Vamos lá? Vamos!

Depois de decidido o destino gosto de comprar um guia. Sim, aquele livro que pode ser pesado e enorme e que contém todas as informações que a gente pode encontrar online. E o motivo de eu comprar o guia é que nele eu consigo manter o foco e ter uma base pra tudo: passeios, museus, estadia, comida e transporte. Afinal, o guia é editado, certo? A internet provém muita informação e as coisas podem ficar um pouquinho confusas, principalmente nessa primeira fase do planejamento.

Das duas vezes que fui até o velho continente passei por diferentes países e se da primeira vez foi uma maratona (7 países, 9 cidades e 20 e poucos dias), na segunda vez pude fazer as coisas com mais calma, tendo apenas três cidades para visitar em quase um mês.

Da primeira vez comprei O Guia Criatiativo para O Viajante Independente na Europa, que é um guia enorme e super últil. Por que? Porque ele é um guia continental, ou seja, ele seleciona as principais atrações das principais cidades de vários países da Europa.

Considerando que  numa viagem tempo = detalhes, um guia como esse é o ideial; Não ele não vai te dar dicas super quentes sobre lugares super curiosos, mas  isso não quer dizer que você vai sair de Paris sem ver o Louvre porque não tinha no guia. Minha primeira vez no velho continente eu não tinha muito tempo e uma vez estando na capital francesa eu não poderia sair de lá sem passar exatamente por suas principais atrações. E eu uso a cidade luz aqui como um mero exemplo, isso é aplicável em quase todos os destinos.

O guia me serviu muito bem e eu saí de Paris com a sensação de que não perdi nenhuma atração.

Na minha segunda vez viajando, como tinha mais tempo, usei guias mais específicos: o guia de Berlim do Lonely Planet se revelou incrível, o guia de passeios em Paris da Folha se revelou hiper detalhado e o guia Barcelona De A a Z se mostrou uma opção barata e bem completa.

Enfim, acho impossível nomear aqui o melhor guia, mas nas livrarias daqui de São Paulo é fácil de encontrar os já famosos Guia da Folha, os Lonely Planet, os Fodor’s e também os Frommer’s. A lista de opções é extensa, mas vou aproveitar pra dizer que se você é um jovem viajante, desbravador do mundo, provavelmente não vai encontrar muitas dicas quentes nos guias Michellin. Não farei muitos comentários, mas sintam-se avisados.

Ah! Outro detalhe bacana: antes de comprar um guia, dê uma olhada na data da edição, pra garantir que as informações não estejam muito ultrapassadas.

Escolheu o guia? Agora é a hora de desbravar. O guia. Lembre-se, o guia é seu e com certeza, depois de tantos resumos feitos na escola, você já tá craque em destacar aquilo que julga importante e bem, agora é a hora. Destaque tudo o que julga necessário. Eu gosto de marcar as páginas com clipes e de grifar os lugares que me interessam. É assim que eu edito o guia e fazendo assim eu sei exatamente o que procurar quando folhear aquelas páginas novamente.

Já cansou? Completamente compreensível, mas relaxa que já estamos terminando.

Agora o que eu normalmente faço é procurar tudo o que eu selecionei no guia online (o que?!). Pode parecer loucura, mas agora eu já sei o que quero ver e só quero confirmar se o serviço que o guia traz está certinho, atualizado e, no caso de museus, terá alguma exposição temporária quando eu estiver na cidade. Isso se faz pelos sites dos próprios museus. Os guias que trazem opção de hospodagem são bem úteis, mas é também legal verificar os preços online, além de ser mais importante ainda dar uma olhadinha em sites como o tripadvisor ou o hostel world onde outros viajantes que já passaram pelo lugar deixam suas impressões.

Terminada esta etapa, eu pego toda a informação nova recolhida e colo no guia. Colo post-its, anoto no cantinho e atualizo meu guia.

Tudo isso é lindo pra mim, porque quando chega lá na hora, no centro da alguma cidade cujo idioma eu não conheço, eu posso recorrer ao guia – sem precisar de nenhum chip especial, sem precisar usar 3g com roamming, nem nada – e pronto, ali está minha solução.

Prontinho! Fazer tudo isso só torna a viagem ainda mais real pra mim!

Cidades em 360º

Pra quem não sabe, eu sou apaixonada (obcecada e viciada) pelo Google Maps e no Google Earth e passo muito do meu tempo, senão o tempo todo online visitando cidades de países de todos os continentes. Tô lendo algo no reader e me vem o nome de uma cidade que eu desconheço? Google Earth nele.

Há quem diga que baixar o software do Google seja desnecessário, bem mais prático usar o Maps e tranquilo. Só que o Maps por mais que seja prático e viável, não possui as dezenas (centenas?) de aplicativos que o Earth possui. E eu não tou falando da ferramenta de régua, da possiblidade de gravar e compartilhar um passeio virtual ou até mesmo aquela opção de mostrar a luz do sol.

A cada nova versão do Earth, o Google fecha parceria com centenas de empresas e sites que possuem serviços de informação pelo mundo. Um exemplo clássico e presente no Maps é o Panoramio, site onde as pessoas compartilham fotos e podem localizar no mapa mundi o local exato onde elas foram tiradas. Com a parceria com o Google, no periodo de um mês sua foto é analisada e se adequada à algumas regrinhas, suas fotos podem ser seleciondas e compartilhadas no Maps e no Earth (algumas que eu tirei durante o mochilão e que coloquei lá, de Lisboa, Madri e Paris, foram seleciondas!).

Enfim… existem aplicativos da Nasa, do Discovery Channel, da Agencia Espacial Européia, da Revista National Geographic, Youtube e com o 360 Cities. Dentre todos eu acho que ele é um dos meus preferidos.  A possibilidade de poder navegar por imagens de alta definição em 360 graus me encantou de uma maneira que eu sempre deixo ativada a opção de manter esse aplicativo visível no mapa.

Claro que com a opção visão de rua, os tours virtuais já tinham dado um grande passo, mas no caso do 360 Cities a história é diferente, porque enquanto essa opção do google caminha lentamente cidade por cidade e levando em consideração um grau de importancia das cidades, no 360 são usuários cadastrados que com suas cameras vão tirando fotos ao redor do mundo e compartilhando no site. Não são apenas ruas que são registradas, são ruas, praças, parques, museus, estações de metro, comodos de casas… qualquer lugar que o fotografo achar que dá uma boa foto. Tirou a foto, subiu pro site, localizou no mapa e o mundo pode conhecer mais do próprio mundo.

Separei aqui alguns exemplos de lugares que eu achei ótimos, são apenas uma dezena dentre milhares que valem a pena serem clicados (todo panorama é um link pra imagem em 360º)

São Paulo:

Arpoador, Rio de Janeiro:

Parque Eduardo VII, Lisboa:

O topo da Sears Tower, Chicago:

Debaixo da Torre Eiffel, Paris:

Amsterdam:

O Jardim Botanico no inverno de Kiev:

Um cruzamento, São Petersburgo:

O centro da cidade em Kustanay, Cazaquistão:

Um cruzamento, Tokyo: