[Vídeo] DROPS #2 – Agências

Fuááá Oi gente!

Seguindo a série de Drops para tirar dúvidas sobre todo o universo de ser au pair na Holanda, o vídeo de hoje é sobre a questão da agência. Sim! O tão necessário item que todo e toda futuro/a au pair precisa se preocupar logo de início, afinal, para poder ir pra Holanda nesse tipo de intercâmbio você vai precisar de uma agência.

Aqui no blog tem também uma página dedicada exclusivamente ao assunto. Dá uma olhadinha!

Gostou? Ainda tem dúvidas? Comenta aqui, manda mensagem pelo formulário daqui do blog, deixa no lá no youtube. Fala comigo que eu falo com você!

I have a match!

Placed

Olha ali o carimbinho que tanto desejei ver na minha fotinho!

 

Eu não tinha muito o que falar, lembra? Apesar de muitas, mas muitas mesmo, coisas estarem acontecendo. Agora aconteceu algo que vale a pena contar. Pois é, cerca de um ano após o primeiro post dessa novela começar, venho contar o novo capítulo!

Realmente, na vida, paciência é uma virtude. Mas pra ser au pair essa virtude é indispensável. Claro que algumas meninas têm a sorte de não precisar usar muito da tal paciência logo de cara, porque a fase pré-match é rápida, mas nem sempre é assim e quando as coisas começam a demorar um pouquinho a gente sempre tende a dar pulinhos de ansiedade e a andar em círculos sem foco só pensando porque tá demorando tanto.

Depois de muito exercitar minha paciência, depois de um tempo eu percebi que a gente não pode depositar nossas expectativas num objetivo só, então eu comecei a focar em outras coisas (eu mesma, por exemplo) e a espera se tornou muito mais confortável. Depois de 6 meses, a House me avisou que havia uma família interessada em me conhecer.

Quando li o perfil deles me senti segura, tudo o que eu li se encaixava exatamente no que eu esperava: número e idade das kids, schedule, tipo de cidade. E parecia que eu também poderia ser o que eles esperavam. Depois de uma conversa com a host mom (com participação especial e inesperada das kids), uma conversa com a atual au pair, uma conversa com o host dad e mais uma conversa com os hosts juntos eles ficaram de se decidir… e eu recebi um email deles me dizendo que adorariam que eu seja a nova au pair deles! Aceitei na hora. Todas as conversas foram ótimas pra mim e, tirando a primeira conversa com a host mom, não houve nervosismo, eu me senti bastante confortável.

Vou morar em Baarn, uma “little town” super charmosa (de acordo com o google street view) e bastante segura e gostosa de se morar (segundo a atual au pair deles, que também é brasileira). Lá tem bastante au pairs de outros países que não o Brasil, e elas acabam formando um bom círculo social internacional. Baarn fica perto de Amersfoort, Hilversum, Utrecht e parece que de trem demora-se cerca de 40 minutos para chegar na Amsterdam centraal (igual eu pra chegar na aiupa, só que pra chegar na aiupa eu demorava cerca de 1:30 hora hahahaha).

Me sinto assim:

 

Online no site da House.

Oi, tou vivona!

Então, né gente? No site da House of Orange existe uma lista com a candidatas a au pair que eles tem cadastradas. Pelo o que a Karin, da House of Brazil, disse, essa lista é apenas para as famílias interessadas em encontrar uma au pair pela agência veja as opções que tem, mas que no final, não faz muita diferença, porque as agentes lá da Holanda cruzam os dados dos applications das au pairs e das hosts families e estabelecem um ‘pre-match’ e desse pre-match é que saem os perfis das candidatas que as famílias analisarão. Ou seja, o seu perfil será entregue diretamente nas mãos das famílias, sendo bem diferente desse resuminho que aparece nessa lista.

De qualquer maneira, quando a gente manda o app pra House a gente fica curiosa pra ver quando vamos ficar “online”, faz parte de todo o ritual de ansiedade, é claro. E eu finalmente estou lá! Eu não sei dizer exatamente quando foi que eu apareci, porque sei que demorou um pouco, pois quando eu enviei meu app eu (e algumas amigas) ficamos checando a lista e eu não estava lá, então acabei deixando isso pra lá, porque é só mais uma coisa pra te deixar ansiosa (ainda mais quando se sabe que o seu perfil já está sendo oferecido para as famílias). Mas agora pouco fui olhar, porque lembrei do nada e me vi lá!

É banal, mas achei tão legal!

lista_house

Mais um sobre a ansiedade…

Não encaro começos de ano como “recomeços” da mesma maneira que não enxergo as segundas-feiras como finalmente a oportunidade para começar uma nova dieta. Pra mim, a gente pode mudar o rumo das coisas à qualquer momento e é isso que costumo fazer. Começo uma nova rotina alimentar e de exercícios em plena quinta-feira, revejo o que quero mudar à qualquer semana do ano e assim vou levando.

De qualquer maneira, não importa como encaro essas coisas, a questão é que estamos no começo de 2013 e tudo está praticamente como estava nas últimas vezes que escrevi aqui… ainda estou no escuro, mas numa situação que não depende só de mim.

No final de dezembro recebi um e-mail da Karin me dizendo que 2 famílias estavam com o meu app e que só saberíamos se elas iriam querer falar comigo agora em janeiro, por isso mesmo eu deveria deixar isso de lado, curtir a família, os amigos, as festas. E foi isso o que eu fiz… e o tempo voou! Semana passada mandei um e-mail para ela apenas para confirmar como seria agora, quando a House of Orange voltaria de férias e tal. Ela me respondeu dizendo que a agência voltaria no dia 07 (última segunda) e já entraria em contato com as famílias para finalizar os matchs em andamento.

Ok, tudo certo. E daí que ferrou, né? Eu sei, a semana ainda nem terminou, mas só o fato de ainda não ter recebido um e-mail dizendo que uma família quer conversar comigo tá me deixando à flor da pele. Que coisa mais imbecil, não? Eu sou plenamente consciente que é possível que nenhuma das famílias queiram me conhecer e isso não quer dizer que há alguma coisa de errada comigo ou com meu application (pelo menos, acho que não à essa altura) e mesmo que uma delas queira falar comigo, sou plenamente consciente de que só se passaram 4 dias desde que a House voltou de férias e que isso não quer dizer necessariamente de que eles já tiveram tempo de dar andamento ao meu processo ou que a família já estava lá de prontidão com uma decisão tomada.

Enfim, a cabeça tá no lugar e o controle da ansiedade é conhecido como uma atividade contínua. O processo para se tornar uma au pair não é uma corrida de velocidade; é uma maratona. Por mais que para alguns seja rápido, a cota de ansiedade sempre atinge níveis altíssimos e cabe à nós saber controlá-la para não trocar os pés pelas mãos.

E o mais engraçado é que conforme vou escrevendo esses textos o que acontece é o seguinte: eu começo super racional, sou tomada pela ansiedade e concluo em plena serenidade. Eu sei que respirar e aguardar é o melhor que posso fazer e é o que me torna cada vez mais próxima do meu objetivo, porque é o que faz os dias passarem da melhor maneira possível.

Haja, viu?

Encontrando famílias e o match

Depois que você descobre o intercâmbio de au pair e descobre que pode ser uma, uma dúvida surge: como chegar até lá? Pois é, por mais idiota que essa pergunta pareça, respondê-la é uma das partes mais importantes de todo o processo.

Para ser au pair na Holanda você (ainda) pode seguir dois caminhos que dão no mesmo lugar: você pode ir “por conta” ou entrar para alguma agência. Ir por conta quer dizer que você fará todo o processo em busca da família sozinha. Ir por agência quer dizer que você terá alguém que te ajudará na missão de encontrar a família e em outras partes do processo. A Holanda já tem um projeto que regulamenta mais ainda esse tipo de intercâmbio e quando ele entrar em vigor, as au pairs só poderão ir para o país pelo meio de agências.

Ir sem agência pode também significar fazer alguma economia, já que as agências cobram taxas de participação e de placement, por mais que cada uma cobre e chame essas taxas de nomes diferentes.

Sites como o au pair world (APW) e o great au pair (GAP) são velhos conhecidos das meninas que escolhem ir sem agência. Neles a futura au pair cria um perfil, responde as perguntas do formulário, coloca fotos bonitas e torce os dedos. Mentira, depois que o seu perfil já está prontinho para ser encontrado, outra parte começa: você sai procurando por famílias. No APW eles te sugerem algumas famílias compatíveis, mas você pode entrar na parte de procurar por famílias. Lá é interessante você colocar que você é da Holanda e que está procurando por uma família da Holanda. Não é magia não, mas o número de famílias disponíveis que aparecem é muito maior. Isso acontece, porque as famílias (e as au pairs também, só que ao contrário) podem escolher as localidades de onde querem que as au pairs venham (ou seja, a au pair precisa preencher pra onde quer ir), mas na verdade muitas famílias são flexíveis e estão dispostas a conhecer uma garota brasileira, mesmo que em seu perfis elas digam que preferem garotas neozelandesas e/ou panamenhas. Encontradas famílias que te interessem você pode enviar mensagens e dar início a conversas. Eu nunca usei o GAP, mas pelo o que já conversei com outras meninas, o processo para encontrar famílias é bem parecido.

Ir com agência pode também significar economizar energia e tempo, já que depois de preenchido o formulário (app) das agências e fazer algumas entrevistas, as futuras au pairs não precisam se preocupar em procurar manualmente por uma família.

Duas agências holandesas são bastante recomendadas por au pairs que já estão lá ou que já voltaram para o Brasil. São elas: HBN (Huisje Boompje Nanny) e House Of Orange (House Brazil ou só House mesmo). Ambas agências são agências online aqui no Brasil, isso quer dizer que suas sedes ficam lá na Holanda, mas que possuem algumas agentes espalhadas pelo nosso país e que realizam todo o processo via e-mail, skype e também correio. Depois de feito o teste de inglês e de preenchido e entregues os formulários, algumas entrevistas são feitas e a futura au pair pode “descansar” porque a agência começará o seu trabalho. As agências analisam tanto o app quanto a entrevista feita com a garota e cruza com as análises feitas dos apps e entrevistas das famílias. Quando os gostos e estilos de vida são parecidos e os objetivos combinam, a agência informa a família e a aspirante a au pair e surgindo o interesse, um contato direto entre as duas pontas é combinado.

O grande objetivo da busca pela família é que aconteça um “match”, ou seja, quando futura au pair e família se entendem bem, o convite é feito: ‘será que a garota gostaria de passar seu ano na Holanda com eles?’. Aceito o convite, o match foi feito! Agora é só fazer as malas e correr pro abraço!

Pareceu fácil, né? Mas não é tão fácil assim. Não né? Não poderia ser. E não é simples porque durante as conversas com as famílias, principalmente por skype, a gente pode travar. Triste, né? Mas lembre-se: essas conversas são na verdade uma entrevista mútua, você precisa perguntar tudo o que precisa saber sobre como a família é e como será quando você estiver lá. A mesma coisa acontece com eles, eles querem saber mais sobre você e descobrir se você pode dar a eles o que eles esperam.

O mais importante, principalmente na hora do skype (ou num telefonema mesmo), é que você não se intimide com a família. Mantenha a calma e tudo irá bem. Esse conselho não quer dizer que eu espere que você não vá ficar nervosa, mas controle esse sentimento e você vai se dar bem.

Quando eu digo para não deixar a família te intimidar é apenas para que você tenha confiança e segurança em si mesma. Não importa que o inglês deles é mais claro que o seu, ou pior, não deixe passar algumas falas deles porque você não entendeu muito bem o que eles disseram e tem vergonha de pedir pra repetir. Tudo nessas conversas precisa ficar claro, então se precisar, pergunte sim para que eles repitam, até você entender direitinho. E não se incomode se eles pedirem para que você também repita o que está dizendo.

Por mais que as agências enviem um pequeno dossiê sobre as famílias e que muitas famílias do APW e do GAP já coloquem o que eles esperam da au pair em seus perfis, é importante que você esclareça tudo. Pergunte quantas crianças são, como é o temperamento de cada uma delas (ou no singular, caso seja só uma kid), quais são os horários das crianças, como elas lidam com a rotina, do que elas gostam de brincar, se elas gostam de estudar, se elas tem horários específicos para ver televisão, como elas são para comer, se elas são independentes. Pergunte quais serão suas horas de trabalho (lembrando que na Holanda a au pair trabalha 30 horas por semana distribuídas por no máximo 5 dias, além de fazer babysitting por no máximo 3 vezes por semana também), quais serão os seus dias livres, quais funções você terá que realizar, que tipo de trabalho você terá que fazer na casa (é importante esclarecer o que é o light housework para eles), se você terá curfew… é legal também se informar sobre a casa, onde ela fica na cidade, se é no subúrbio ou se é central, se a cidade é grande, se tem opções de lazer e entretenimento, em qual região do país ela fica (se é longe e quanto tempo demora para chegar em Amsterdã).

Outras dúvidas certamente surgirão e é importante sempre perguntar conforme elas vão surgindo. Também é muito importante ser sincera nas suas respostas, dizer o que você acha que vai agradar só para conseguir logo uma família e embarcar para a Holanda pode ser um grande erro. O match vai acontecer quando as duas partes se entenderem baseadas em verdades e assim o programa está mais inclinado a ser um sucesso.

Algumas famílias, independentemente se você está indo com ou sem agência, pedem para que a au pair ajude com os gastos referentes à passagem, mas isso nem sempre acontece. Então é possível que você vá para a Holanda sem gastar nada (sem pagar agência e sem pagar passagem) e também é possível que você pague a agência e acabe tendo que pagar parte da passagem. Isso tudo depende não só da família, mas também do que a au pair está disposta a aceitar e custear.

Boa sorte!