[vídeo] DROPS #7 – Perguntas para a Host Family

O Drops de hoje é sobre as mil perguntas que a gente quer, pode e deve fazer para os host parents durante nossos skypes e emails. O quanto a gente deve perguntar no primeiro skype? E o que devemos deixar para os próximos? Eu acho que a host family tem que estar disposta a falar de schedule e contrato desde a primeira interação e gostava muito quando eram elas que tomavam a iniciativa de tocar no assunto.

Se você não consegue organizar os pensamentos ou se está nervosa sobre o que perguntar, no vídeo abaixo eu falo de maneira geral quais perguntas não podem ficar de fora. E se você quiser vê-las listadas e em inglês, desce a página e dá só uma olhadinha na seleção (separada por assuntos) que fiz!

Perguntas para os Host Parents

Como vocês se conheceram? How did you meet?
Há quanto tempo estão juntos? How long have you been together?
Com o que vocês trabalham? What kind of job do you have?
Vocês gostam do trabalho que executam? Do you like your job?
Onde ficam seus empregos? Where do you work and where it is?
Quantas horas por dia vocês trabalham? How many hours a day do you work?
O que vocês gostam de fazer no tempo livre? What do you like to do on your free time?
Vocês têm algum hobby? Do you have any hobbies?
Vocês gostam de viajar? Do you like to travel?
Vocês costumam viajar nos feriados e férias? Do you travel on holidays and on your vacation from work?
Como vocês se descreveriam (a si mesmos e um ao outro)? How would you describe yourself and each other?
Porque decidiram ter au pair? Why did you decide to have au pairs?
Quais qualidades vocês esperam de uma au pair? What qualities do you expect from an au pair?

Perguntas sobre (ou para) as Kids

Quais os nomes e idades das crianças? What are the kids names and ages?
Eles já falam inglês? Do they speak English already?
Eles gostam de ir pra escola? Do they enjoy going to school?
Onde fica a escola deles? Where their school is located?
Eles praticam algum tipo de esporte? Do they practice any sports?
Com o que eles gostam de brincar? What kind of games do they like to play?
Eles costumam brincar com amiguinhos? Do they have playdates?
Eles costumam assistir televisão? Do They watch television?
Quais programas e personagens de televisão eles gostam? Which tv shows and characters do they like?
Eles já têm uma rotina estabelecida? Do they have a fixed schedule?
Eles têm alguma dieta especial ou restrições alimentares? Do they have any special diet or any food restriction?
Eles dão trabalho para comer? Do they have trouble to eat?
Eles tomam algum medicamento de uso contínuo ou fazem algum tratamento médico? Do they take any prescribed medication or are under any medical treatment?
Eles necessitam de algum cuidado especial por questões de saúde? Do they require any special care do to health issues?
Como você descreveria o temperamento das crianças? How would you describe their temper?
Eles têm problemas de sono? Do they have trouble to sleep?
Como eles lidam com a rotina de higiene? How do they take their hygiene routine?
Como eles lidam com as novas au pairs quando elas chegam? How do they behave towards the new au pair when she arrives?

Perguntas sobre a cidade

Quantos habitantes a cidade tem? How many people live in the city/town/village?
Onde ela fica localizada? Where is it located?
A cidade fica longe de Amsterdam? Is it far from Amsterdam?
A cidade tem estação de trem? Does the city/town/village have a train station?
A cidade tem algum clube comunitário? Does the city have a community club?
O que as au pairs fazem para se divertir na cidade? What do the au pairs do for fun?
Existe algum museu na cidade? Are there any museuns in the city?
Existe alguma biblioteca na cidade? Are there any libraries in the city?
Existem academias na cidade? Are there any gyms in the city?
Quantas au pairs, em média, eles têm conhecimento de que existem na cidade? Do you know how many au pairs might live in the city with other host families?
O curso que eu farei fica na cidade? Is the course I’ll attend in the city?

Perguntas sobre o schedule e o contrato

Eu terei uma rotina fixa? Will I have a fixed schedule?
Quantas horas por semana eu vou trabalhar? How many hours per week will I work?
Em quantas horas por dia as horas da semana serão dividas? For how many hours per day will these hours be divided?
Vocês têm alguma regra da casa que devo seguir? Are there any house rules I should follow?
Eu terei toque de recolher? Will I have curfew?
Quais responsabilidades são esperadas de mim? What responsabilities are expected from me?
Que tipo de atividades vou realizar com as crianças? What kind of activities will I do with the children?
Que tipo de atividades vocês consideram trabalho de casa leve? What kind of activities do you consider light house work?
De quanto será o meu pocket money? What will be my pocket money?
Como vocês preferem me pagar? How do you prefer to pay me?
Como vocês diferem horas trabalhadas de horas gastas em família? How do you distinguish working hours from family hours?
O que eu posso fazer no meu tempo livre? What can I do on my free time?
Em que dia da semana e em qual horário vocês esperam que eu faça meu curso? At what time of the day and day of the week do you expect me to attend my course?
Eu terei que trabalhar nos finais de semana? Will I have to work on weekends?
Eu terei que ficar de babá? Will I have to do babysittings?
Eu terei que ficar de babá em finais de semana? Are any of these babysittings on weekends?
Vocês consideram ficar de babá no fim de semana como trabalho extra ou descontam essas horas das 30 horas de trabalho semaias? Do you consider them to be extra work or do you count them on the 30 hours per week work?
Vocês costumam dar folga para as au pairs durante os feriados? Do you usually give the holidays off to the au pair?
Onde é o quarto da au pair? Where in the house is the au pair room?
Como é o quarto da au pair?How is the au pair room?
Eu irei dividir o banheiro com as crianças ou outros membros da família? Will I share the bathroom with the kids or the rest of the family?

Tem alguma que ficou de fora e você acha super importante? Conta nos comentários! E aproveita e me diz, quando você acha que a gente deve discutir questões de schedule e contrato com a host family?

Beijos!

[vídeo] DROPS #6 – Certidão de Nascimento

Oi gente!

Eu sei que o dia de vídeo sobre au pair foi ontem, mas vocês sabem como é, né?

Seguindo a rotina de vídeos que tiram dúvidas sobre o processo de ser au pair na Holanda, o vídeo da vez explica o que a página “certidão de nascimento e consulado” já diz sobre a parte da certidão (inclusive, o vídeo está lá pra sempre pra quem quiser assistir), mas acho que reforçar as informações numa mídia diferente poderia ser legal pra todo mundo.

Curtiu? Dá um joinha lá no youtube, assim o youtube sabe que todo mundo adora, mostra mais nos resultados das pesquisas e mais gente assiste o vídeo e é ajudada 🙂
E não se esquece de se inscrever lá no canal

[Vídeo] DROPS #4 – Application

Mas já tem vídeo tirando mais dúvidas sobre como é ser au pair na Holanda? Sim!

Hoje, o que o vídeo traz são mais dicas e “conselhos” de como preencher seu application – o famoso APP. O segundo passo após a escolha da agência envolve muita auto análise e auto conhecimento. E também bastante poder de síntese hahaha.

[Vídeo] DROPS #2 – Agências

Fuááá Oi gente!

Seguindo a série de Drops para tirar dúvidas sobre todo o universo de ser au pair na Holanda, o vídeo de hoje é sobre a questão da agência. Sim! O tão necessário item que todo e toda futuro/a au pair precisa se preocupar logo de início, afinal, para poder ir pra Holanda nesse tipo de intercâmbio você vai precisar de uma agência.

Aqui no blog tem também uma página dedicada exclusivamente ao assunto. Dá uma olhadinha!

Gostou? Ainda tem dúvidas? Comenta aqui, manda mensagem pelo formulário daqui do blog, deixa no lá no youtube. Fala comigo que eu falo com você!

[vídeo] DROPS #0 – O que é au pair?

Eu acho que todo mundo que busca o termo no google sabe do que se trata o intercâmbio de au pair, não é mesmo? Mas se resta alguma dúvida, estou aqui para responder!

No vídeo novo eu explico o que é au pair e quais são as funções que você realiza quando vai ser au pair na Holanda.

Ficou com alguma dúvida ainda? Dá uma lida nesse post de 2012! Ainda quer saber mais? Deixa aqui nos comentários ou envia pelo formulário de contato aqui do blog o que você quer saber, mas não fica sem perguntar, heim?

Beijos!

[Vídeo] DROPS #1 – Pré requisitos

Como eu falei no último vídeo, aquele sobre o meu processo, resolvi criar uma série de vídeos (que vou ao máximo tentar manter) curtos respondendo as dúvidas mais frequentes sobre o au pair na Holanda, que recebo tanto aqui nos comentários do blog, como no email de contato dele, via inbox no facebook e em outros lugares…

No primeiro vídeo começo do início e listo e comento um pouco sobre os PRÉ REQUISITOS necessários que você precisa cumprir para se inscrever no programa. Quer ver quais são?

Aqui no blog já tem uma página também dedicada ao tema, além de relacionar também quais são os benefícios que recebemos quando estamos lá na Holanda.

Tá gostando dos vídeos que tenho feito? Se inscreve no canal e aí você não perde nada, porque a programação é continuar colocando novos sempre.

E você tem alguma dúvida que quer ver respondida num vídeo? Me diz qual é ela!

 

Pesquisa sobre au pair!

imagem via google images

Oi vocês!
Gente, estou com um novo projeto sobre o universo aupairiano na Holanda e como eu quero que ele seja lindo e ajude à todas futuras e atuais au pairs, eu adoraria que vocês respondessem essa pesquisa àbaixo, claro… se você visita este blog por causa desse assunto… senão, deixa pra lá, né?

Se você é ex au pair e também dá suas passadinhas por aqui, não deixe de respondê-la também. O projeto que tenho em mente e que está tomando forma contará e muito com a opinião de vocês que já fora, viram e venceram o desafio de ser au pair na Holanda!

Já aproveito e agradeço de montão à quem dispensou alguns minutinhos para responder isso aqui. Juro estou trabalhando para que o resultado seja o mais legal possível para tod@s 😀

Sobre o fim.

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Sim, faz muito tempo que não atualizo e vou tentar explicar direitinho o porquê. Esse canto é cheio de buracos e me dou esse direito porque o aceite esta manga é acima de tudo e ainda, um blog pessoal. Quando quero e consigo: escrevo.

A verdade é que eu voltei da Holanda em Janeiro e sim, quem sabia o que eu tava fazendo ali sabia exatamente que eu deveria ter ficado um ano, mas depois do começo conturbado que tive por lá eu decidi que ficaria enquanto fosse incrível. Problemas, dificuldades, todas au pairs passam, mas eu acho que a intensidade, a maneira como eles se apresentam e também a maneira como a enfrentamos varia de família pra família e de au pair para au pair. Eu gosto de conversar sobre os problemas, mantenho o bem humor e sempre – enquanto estive lá – tentei fazer o trabalho de equipe, seguir as ordens do capitão, mas demonstrando proatividade.

A questão é que a minha host mom era ausente, trabalhava infinitamente mais que o host dad durante a semana e apesar de tivermos tido diversas conversas sobre como as coisas deveriam acontecer, eu nunca fui realmente guiada, eu nunca recebi um “faça assim, não faça assim”, apenas recebia feedbacks (e que eu adorava, já que era a única coisa que conseguia ter deles) “você fez isso e não foi bom” e raríssimos “você fez isso, funcionou, repita”. Meu host dad era um pai super carinhoso, presente e consciente: ele via o que acontecia com as crianças no sentido emocional e encarava o problema de maneira objetiva. Minha host mom era super carinhosa, mas não tão presente nem consciente. Ela tinha uma visão bem firme de como ela queria criar os filhos, mas não estava lá para aplicar o método. E inúmeras vezes tirava o poder e desmoralizava os feitos e escolhas do pai na frente das crianças. Imagina como era comigo?

Depois dos primeiros meses eu me acostumei com o jeito dela, mas achava muito injusto e todas as conversas que tínhamos não chegavam à lugar nenhum… dúvidas que eu tinha e perguntava a opinião dela eram recebidas como sinal de fraqueza, coisas que eu resolvia por mim, nunca pareciam agradar… enfim.

Mas o pior mesmo foi o fato de eu descobrir que ela falava mal de mim na frente dos filhos. O meu relacionamento com ambos era muito bom de início, com alguns problemas pontuais (que eu não podia abordar da maneira que eu abordaria, porque, por exemplo, eu não podia colocá-los de castigo). O menino era o que me dava mais trabalho: ele não gostava de se trocar para ir pra escola e eu era a responsável por essa função. As saídas que encontrei e que davam certo não foram bem aceitas pela mãe, mas a realidade é que não importava como eu fizesse, ou como o host dad fizesse… o menino queria que a mãe o ajudasse. Ponto, quando depois de muita gritaria da parte do menino, ela finalmente atendia, ele estava pronto em menos de 3 minutos. Ele também encarava a relação com a irmã de forma competitiva, queria sempre ganhar, sempre ter mais atenção e no momento da janta, quando estávamos sozinhos, ele aproveitava para fazer um show. Depois de muito tempo eu consegui contornar a situação, mas ainda não era o idealizado pela mãe. Depois de um tempo o menino começou a me perguntar se eu queria ir embora em janeiro. Começou a me dizer que já sabia quem seria a próxima au pair que ficaria no meu lugar e afins. Eram coisas que ele ouvia da mãe.

Como eu estava decidida que ficaria enquanto fosse incrível e maravilhoso e como eu não queria enfrentar mais dramas, no final de dezembro conversamos e ficou decidido que após minhas férias de fim de ano, nosso contrato estava terminado. Eu poderia ter escolhido e brigado pelo rematch, mas pra ser sincera, vejam vocês: eu estou no Brasil há 3 meses e até agora não recebi um email da agência. No dia da nossa conversa eu até liguei pra lá, mas como sempre, ninguém atendeu. A verdade é que depois de um tempo, a cada vez que a minha host mom me dava uma resposta torta e completamente gratuita, eu sentia que eu estava perdendo meu tempo lá.

Eu sei, eu sei, ser au pair é uma experiência única. Eu entendi diversas coisas sobre mim e sobre meu relacionamento com o mundo, com outras pessoas. Morar na Holanda é outra experiência única. Eu amava minha bicicleta com todo o meu coração, eu morria de prazer ao pedalar aquela Baarn inteirinha. Eu me sentia viva quando descia pedalando rápido pra estação e o vento gelado cortava meu rosto e eu então saltava e travava minha bicicleta e corria pra pegar o trem. O trem que me levava pra um dos lugares que mais amo no mundo. Planejar viagens me mostrou que sim, não há prazeres igual sair por aí com sua mochila e conhecer o mundo, ao seu tempo, à sua maneira, qualquer lugar – perto ou longe – é só apontar o dedo, conferir o orçamento e ir! Não me entendam mal, tudo o que eu vivi lá foi lindo e foi intenso e foi maravilhoso. É uma experiência que eu nunca vou deixar de recomendar… quem quiser, quem puder: vá! Vai que você vai se sentir vivo.

Acontece que quando eu fui, eu já tinha esperado muito, mas muito tempo mesmo pra ir. Eu comecei projetos porque não podia ficar parada enquanto esperava e tive que interrompê-los. Eu adiei planos que são primordiais pra minha felicidade pra ter essa experiência. Eu coloquei no fundo da mente coisas que sempre quis fazer para priorizar a experiência de ir para a Holanda. Quando eu percebi que eu tinha deixado tudo isso parado no Brasil para realizar um sonho… e quando a gente percebe que sonhos transformados em realidade são isso mesmo: realidade, e a realidade vem acompanhada de tudo o que é real, inclusive dor, decepção e dúvida… Pesei tudo e vi que o sonho por mais maravilhoso que fosse, não estava compensando o que eu deixei aqui. E quando chegou a hora de decidir: tentar o rematch ou voltar, eu escolhi voltar. Eu escolhi tirar do “pause” tudo o que mais me importa.

A gente tem que fazer escolhas baseadas no que nos deixarão feliz à longo prazo. Eu fui muito feliz, apesar dos trancos e barrancos, nos meus 5 meses na Holanda. Eu fiz amizades que se tornaram importantíssimas enquanto estava lá e que se mostram duradouras, mas os 5 meses foram o suficiente pra mim. Meu intercâmbio tinha data de validade desde o começo, eu só escolhi que ele acabasse antes, porque o que me faz feliz pra vida toda estava aqui e não lá. Nunca esteve lá e disso eu sempre soube.

 

3 meses de Holanda!

Oi!

Aposto que vocês já não aguentam… “ai que chato, lá vem ela com mais um post nos contanto há quanto tempo ela está lá na tal da Holanda”… e pois é gente, é isso mesmo!

Hoje faz 3 meses que desembarque aqui nas terras baixas da Holanda. São 3 meses pedalando (o que me faz achar que estou sempre muito lenta quando preciso caminhar), 3 meses passeando de trem pra lá e pra cá apreciando vaquinhas e ovelhinhas e cavalinhos na paisagem campestre. Basicamente é isso.

Sim, pra ser superficial é isso, mas ao mesmo tempo é tanta coisa mais! Meu deus do céu, eu não consigo transportar todas as ideias pra cá. Eu fiz tanto nesses três meses do que tanto desejei e planejei nos últimos tempos que não me caibo de felicidade. A sensação de ter ultrapassado a fase de adaptação também é deliciosa.

No que diz respeito às viagens, bom, eu conheci diversas cidades aqui na Holanda já e ainda tenho muitas outras para visitar, já fiz a minha primeira viagem internacional e pude visitar 3 cidades que sempre me deixaram curiosa. No que diz respeito à alimentação eu tenho conseguido manter um belo equilíbrio gastronômico (e prometo fazer um post só sobre isso) e tenho conseguido manter o foco na ideia principal que rege minha vida não importa onde: continuar emagrecendo. Sim, ao contrário do que é temido, eu tenho conseguido perder peso e também, com a ajuda da bicicleta eu tenho conseguido me exercitar – de graça – de uma maneira bem mais prazerosa do que eu conhecia no Brasil.

No que diz respeito à host family, eu só posso dizer que sim: eu estou bastante feliz com o meu match e agora que o fantasma da fase de adaptação finalmente saiu da casa, eu me sinto muito confortável na companhia deles, gosto muito do espaço que eles me dão, além das oportunidades. O início foi BEM difícil, mas agora que as coisas encontraram o ritmo eu posso dizer que eu não tenho do que reclamar… apesar de que claro, às vezes alguma coisa acontece e a gente precisa desabafar, mas nada é ruim que não seja superado e esquecido em 5 minutos.

Ser au pair é, dentre muitas coisas, um eterno exercício de paciência e auto-controle. Eu já falei sobre isso e apesar de os motivos serem outros, esse exercício já começa quando iniciamos o processo e continua, provavelmente, até o fim do programa. Mas cada coisinha que acontece, cada contratempo, cada birra das kids, elas só somam. Só nos deixam mais fortes e nos fazem perceber que ao lidar com humanos a gente tem sim certa responsabilidade, mas precisamos entender que o resultado final da relação não depende só de nós… enfim, ser au pair também nos ajuda a perceber melhor a medida das coisas.

Sobre os 3 meses… eu não posso acreditar! Quando cheguei aqui, a Isabella, uma linda que mora em Amsterdam <3, estava me falando sobre a crise dos 6 meses que ela estava sofrendo, por estar exatamente no meio do programa. Ela disse que era um misto de realização por tudo o que fez no seu primeiro semestre aqui com a sensação de que os próximos 6 meses não seriam o suficiente para fazer tudo, além da antecipação do fim, que seria algo muito ruim. Enfim, passado o primeiro semestre ela já sabia que ela não quer ir embora. Eu estou sentindo algo parecido. Eu sinto que já fiz muito, estou muito feliz, mas ao mesmo tempo estou com medo e me prometendo fazer um melhor planejamento pro meu tempo aqui em 2014: eu quero fazer tanta coisa que tô com medo de que se eu não me programar, eu não vou conseguir realizar. Eu não posso acreditar que eu só tenho mais 9 meses aqui!

I have a match!

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Olha ali o carimbinho que tanto desejei ver na minha fotinho!

 

Eu não tinha muito o que falar, lembra? Apesar de muitas, mas muitas mesmo, coisas estarem acontecendo. Agora aconteceu algo que vale a pena contar. Pois é, cerca de um ano após o primeiro post dessa novela começar, venho contar o novo capítulo!

Realmente, na vida, paciência é uma virtude. Mas pra ser au pair essa virtude é indispensável. Claro que algumas meninas têm a sorte de não precisar usar muito da tal paciência logo de cara, porque a fase pré-match é rápida, mas nem sempre é assim e quando as coisas começam a demorar um pouquinho a gente sempre tende a dar pulinhos de ansiedade e a andar em círculos sem foco só pensando porque tá demorando tanto.

Depois de muito exercitar minha paciência, depois de um tempo eu percebi que a gente não pode depositar nossas expectativas num objetivo só, então eu comecei a focar em outras coisas (eu mesma, por exemplo) e a espera se tornou muito mais confortável. Depois de 6 meses, a House me avisou que havia uma família interessada em me conhecer.

Quando li o perfil deles me senti segura, tudo o que eu li se encaixava exatamente no que eu esperava: número e idade das kids, schedule, tipo de cidade. E parecia que eu também poderia ser o que eles esperavam. Depois de uma conversa com a host mom (com participação especial e inesperada das kids), uma conversa com a atual au pair, uma conversa com o host dad e mais uma conversa com os hosts juntos eles ficaram de se decidir… e eu recebi um email deles me dizendo que adorariam que eu seja a nova au pair deles! Aceitei na hora. Todas as conversas foram ótimas pra mim e, tirando a primeira conversa com a host mom, não houve nervosismo, eu me senti bastante confortável.

Vou morar em Baarn, uma “little town” super charmosa (de acordo com o google street view) e bastante segura e gostosa de se morar (segundo a atual au pair deles, que também é brasileira). Lá tem bastante au pairs de outros países que não o Brasil, e elas acabam formando um bom círculo social internacional. Baarn fica perto de Amersfoort, Hilversum, Utrecht e parece que de trem demora-se cerca de 40 minutos para chegar na Amsterdam centraal (igual eu pra chegar na aiupa, só que pra chegar na aiupa eu demorava cerca de 1:30 hora hahahaha).

Me sinto assim: