[Vídeo] DROPS #4 – Application

Mas já tem vídeo tirando mais dúvidas sobre como é ser au pair na Holanda? Sim!

Hoje, o que o vídeo traz são mais dicas e “conselhos” de como preencher seu application – o famoso APP. O segundo passo após a escolha da agência envolve muita auto análise e auto conhecimento. E também bastante poder de síntese hahaha.

TAG: Au pair Responde

Resolvi entrar na dança e meio que roubei uma TAG que está rolando entre as au pairs que estão nos Estados Unidos.

A TAG chama “Au pair Responde” e foi criada pela Michelle Alves, au pair nos EUA e dona do blog Cabide Colorido. São 10 perguntas que qualquer au pair pode responder sem problemas nenhum, é só adaptar o país. E foi isso o que eu fiz!

As perguntas estão logo após o vídeo e se você quiser saber minhas respostas, é só dar o play!

PERGUNTAS:
1) Nome, idade, e quanto tempo está ou ficou na Holanda?
2) Qual sua cidade e estado no Brasil e na Holanda?
3) Qual é a agência de au pair e quantas kids você cuida, quantos anos?
4) Qual é a coisa que mais gosta na Holanda?
5) Qual é a coisa que menos gosta na Holanda?
6) O que o intercâmbio ensinou -até agora- ?
7) Qual é o lado bom de ser au pair?
8) Qual é o lado ruim de ser au pair?
9) O que pretende fazer após o programa ?
10) Deixe sua dica pessoal pra quem quer ser au pair!

Pensou nas respostas que você daria? Que tal gravar um vídeo também? Ou então deixa aqui nos comentários, se você for tímida. Gravar TAG dá bastante vergonha hahaha.

Beijos!

Troca de Agências

Depois de muito pensar, mas tipo, pensar muito mesmo eu resolvi trocar de agência. Não que a HBN seja uma má agência ou qualquer coisa do tipo, ela funciona muito bem com muitas meninas. Mas eu acredito no que dizem por aí de que deve existir um “match” entre agência e candidata a au pair e refletindo muito sobre tudo o que estava rolando no meu caso com a HBN, resolvi que o melhor é seguir em frente.

Seguir em frente no meu caso foi trocar de agência e a escolhida foi a House Brazil, representante brasileira da agência holandesa House o Orange. Essa era a agência que eu teria escolhido quando desisti da família de Den Bosch, mas à época acabei escolhendo a HBN por questões financeiras (era uma diferença de 250 euros separando as inscrições das duas agências).

Acontece que com uma “nova” lei holandesa para o programa de au pair, todas as agências devem cobrar apenas uma taxa de 34 euros para a inscrição da au pair e a candidata deve pagar pela sua passagem de ida e volta para a Holanda. Ou seja, agora todas as agências estão em pé de igualdade na questão do dinheiro.

Acho que vou escrever um post só sobre meu novo o processo, agora com a House. Assim consigo ser mais específica.

Depois eu volto.

O processo pela HBN.

Então! Semana passada foi uma correria pra mim, eu voltei de Brasília só na quarta-feira à noite e desde então os dias voaram.

Sábado, dia 08, precisei tomar uma decisão muito importante e ela adiou a minha ida para a Holanda. Fiz isso de coração leve e por isso a cabeça não acusa nada, sei que tomei a decisão certa. E agora estou aqui para contar como foram os 3 primeiros passos do processo pela HBN!

Primeiro, a minha agente aqui no Brasil é a Nadja e ela é super atenciosa e prestativa. Eu não posso reclamar. Como estou com um pouco de pressa, fiz tudo entre o dia 08 e o dia 11 e ela acompanhou muito bem o meu ritmo. Ela já foi au pair na Holanda e o blog dela, por coincidência, foi um dos primeiros que li sobre o assunto. Vale a pena fuçar os arquivos do A Caçadora de Esmeraldas.

Pois bem, depois do primeiro contato, ela me explicou como o processo ocorreria e como sinalizei que estava interessada em começá-lo imediatamente, ela me enviou o RF – Registration Form. Ele é bem simples de preencher e eu não tive muitos problemas. As perguntas estão divididas em categorias (personal info, lifestyle, qualifications e preferences) e requerem respostas simples. Além das perguntas, e aí vem a parte complicada, eu precisei escrever uma carta no estilo “Dear Host family”.  Essa parte é complicada sim, mas não é nenhum bicho de sete cabeças e para ajudar, no espaço reservado para essa cartinha já tem algumas perguntas que você pode ir respondendo conforme vai escrevendo. O problema é que pra mim é sempre complicado falar sobre mim mesma, mas acho que fiz um bom trabalho e gostei do resultado. Junto com o RF você precisa também enviar fotos. É bacana enviar pelo menos uma de cada categoria (yourself, with friends, with family e with kids) que eles pedem e a Nadja me recomendou que eu enviasse montagens com 4 fotos.

As resposta que você dá no RF estarão no seu app final e é importante que você já comece sendo o mais sincera possível. Não floreie as respostas, mas ressalte as partes mais positivas e chame a atenção para suas qualidades. Na carta para a host family é bacana lembrar de descrever bem sua família, o que ela representa para você e em que ela te ajudou durante sua formação. Descrever a cidade em que você vive o que você gosta de fazer nela é muito importante também. Se você está fazendo ou já estiver formada na faculdade é bacana dizer o que te motivou a estudar o que você estuda/estudou. Dizer quais são suas atividades favoritas e como elas se relacionam a quem você é, é legal, assim como você não pode esquecer de citar quais são as suas motivações para o au pair e principalmente para o au pair na Holanda. Você também precisa abordar sua experiência com crianças. São vários itens que vão te ajudar a escrever uma boa ‘carta’ e o mais importante de tudo é escrever isso sucintamente. Seja objetiva.

O Intakeform é o appele reúne as informações que você colocou no RF e abre um espaço para perguntas dissertativas. O bom da HBN é que você pode preencher o Intakeform pelo computador mesmo, porque são 37 perguntas (se eu não contei errado) divididas por temas: who are you and what’s your background, characteristics and personality, motivations and expectations. Algumas meninas demoram semanas para completar o app, mas eu demorei menos de 12 horas no meu. Acho que quebrei algum recorde, haha, mas mesmo assim algumas perguntas me custaram um pouco mais de tempo e eu vou mostrar para vocês quais foram.

  • Can you give me some examples of how you receive constructive criticism?
  • What do you think makes you uniquely qualified to be an au pair?
  • Which 3 questions would you ask your potential host family?
  • Do you have any special wishes?

Acho que dentre todas as perguntas, as que realmente causam dificuldade variam de menina para menina, mas o meu conselho é que você se dedique igualmente para responder a todas. Algumas demoram menos tempo, outras mais, mas o mais importante é ser objetiva, clara, positiva e principalmente sincera. Mais uma vez: não floreie as respostas, não exagere só para parecer melhor, mas chame a atenção para o que é positivo. Se você for flexível em alguns pontos, deixe clara a sua flexibilidade. Se você acha que certos pontos podem ser negociados, dependendo da família, deixe isso claro também.

O último passo foi a entrevista via skype com a agente brasileira. A conversa foi super tranquila e a mair parte dela foi em inglês. A Nadja usou o bate-papo para sentir o meu inglês, me perguntar principalmente sobre minha experiência com crianças e sobre o que eu espero da minha futura host family. Ela me passou o perfil das famílias que a agência tem, o número de crianças que elas costumam ter e as regiões onde elas costumam morar. Além disso, nós conversamos sobre o Intakeform e ela me deu conselhos que me ajudaram bastante a preencher o que faltava (quando nos falamos na terça-feira, dia 11, à noite, faltavam só umas 5 perguntas para eu terminar) e também a melhorar algumas respostas que eu já tinha escrito.

Depois de desligar o skype eu voltei para o app e terminei de preenchê-lo levando a conversa que tive com a Nadja em consideração. Na terça-feira mesmo enviei tudo para ela e agora meu Intakeform já está na Holanda. Agora só estou esperando para que a equipe holandesa da HBN entre em contato comigo para que o processo continue. Eu vou tentar ser mais rápida na atualização sobre esse assunto, para vocês acompanharem em tempo real (não que vocês se importem tanto assim, né?).

Se alguém estiver pela HBN e estiver travada tanto na ‘dear family letter’ quanto nas respostas dissertativas podem dar um alô que eu vou tentar ajudar no que puder.

Voltar à estaca zero…

É engraçado, mas às vezes a gente convive com uma sensação meio indescritível, mas é uma sensação como se a gente já soubesse o que vai acontecer. Você não sabe exatamente quando, nem como vai acontecer e você torce para que não aconteça. Mas acontece.

Resumindo: cancelado o embarque para a Holanda este mês. O visto com a família com quem eu tive o match já tinha sido aprovado e a última coisa que faltava antes de comprar a passagem era levar o passaporte para o consulado em São Paulo. Os últimos passos de um longo processo… de espera.

Estava há meses esperando a família se organizar e a cada mês uma nova e não positiva surpresa aparecia. Mas eu adorei a família e adoraria que meu ano lá fosse com eles, mas infelizmente o tempo não pára. Já estamos em setembro e eu não sou mais apenas uma menina com uma vontade. Eu tenho planos maiores que o intercâmbio e quero colocá-los logo em prática, mas ao mesmo tempo não quero deixar esse desejo de lado. Eu ainda tenho tempo para ir para a Holanda, mas preciso que isso aconteça agora. E preciso fazer isso com uma família com que eu me sinta confortável e na qual eu confie. Depois de tantas adversidades eu simplesmente não consigo me sentir segura de que outro problema não vá aparecer. Estou tomando essa decisão talvez um pouco tarde, mas estou tomando com a certeza de que vai ser melhor assim.

Ontem mesmo já encontrei em contato com a HBN e estou preenchendo o RF, registration form, que é um cadastro onde a futura au pair escreve suas informações básicas. Nome, idade, hobbies, aspirações e motivações além da sua experiência com crianças fazem parte das coisas que você deve preencher. Essa é a primeira parte do processo e é bem simples.

Vamos ver onde essa decisão vai me levar.

Meus casos com a Holanda e com o Au Pair.

Eu não sei dizer ao certo quando minha história com a Holanda começou, só sei que é caso antigo e quando fui organizar meu primeiro mochilão tive que incluir Amsterdã como uma das cidades pelas quais passaria. Foi amor à primeira vista. Apesar de ter tomado chuva duas vezes (e na segunda vez ter sido uma chuva feia, longa e duradoura) e dos ventos serem cruéis eu não adorei somente a Amsterdã cheia de possibilidades de entretenimento, eu adorei o clima, as mulheres pedalando de saia social, as pessoas na rua até tarde mesmo, o preço das coisas, o jeito das calçadas, as casas altas de janelas compridas, os canais… enfim, tudo. E eu ainda pude conhecer Edam com seu Kaasmarkt (molhado e sem queijo), pude ver as ovelhinhas e vaquinhas pastando enquanto o ônibus cruzava os polderes, pude ver a diferença de nível entre as casas e o mar em Volendam, pude ver os moinhos de Zaanse Schans em Zaamdam… eu fiquei com um gostinho forte de quero mais.

A minha história com o Au Pair começou nessa mesma época, enquanto organizava o mochilão pela CI, li nas brochuras que era possível morar, estudar e trabalhar na Holanda como au pair. E a vontade nasceu e cresceu de lá pra cá. Quando me formei na faculdade resolvi então arranjar um emprego na área e juntar dinheiro para ir para a Holanda. Acontece que acabei encontrando um emprego na área e legal e eu acabei ficando, ficando e ficando. E o tempo passou e ano passado eu percebi que se eu não focasse nesse projeto eu não o realizaria.

Fui até a CI para conversar sobre o programa, mas infelizmente, por mais que a agência seja grande e tenha especialistas para esse intercâmbio específico, as especialistas não entendem muito do processo que te levará para a Holanda e por isso mesmo acabei levando as coisas com mais calma do que deveria.

Foi então que uma família caiu no meu colo. Uma companheira do rugby ficou sabendo que eu estava atrás de uma família e sabia de uma família que estava procurando uma au pair. Eles são pais de primeira viagem e a bebê tinha acabado de nascer. Isso não quer dizer nada, não é mesmo? Existem muitas meninas querendo ser au pair e muitas famílias precisando de au pair, quais as chances de match nessa situação? Olha, eu não sei uma porcentagem exata, mas só sei que entrei em contato com eles e tive uma resposta bastante positiva. Combinamos de nos falar via Skype e a conversa fluiu bem, tanto que gerou mais uma sessão de skype no dia seguinte, onde eu recebi um convite. Convite por mim aceito, match!

É engraçado falar sobre o match, porque ele pode acontecer de tantas maneiras, mas é incrível quando ele acontece… é como se mil possibilidades pipocassem na sua frente e você sente um prazer enorme só por poder apreciá-las.

Desde o match eu pesquisei bastante sobre o processo porque além de ser a minha primeira empreitada como au pair, eu e a família faríamos tudo por conta e eu também seria a primeira au pair deles. Tudo era novidade para ambos os lados. As pesquisas e a espera valeram a pena. Sábado passado fiquei sabendo que meu visto foi aprovado (vou contar depois em detalhes sobre o visto) e agora a contagem regressiva finalmente começou.