Londres + Glasgow + Edimburgo!

Dia 17 de outubro completou-se 2 meses meus aqui e coincidentemente precedeu um dos “feriados” que tanto acontecem aqui na Holanda. Basicamente, foi uma férias de outono e meus hosts me deram a semana de férias para ficar livre e viajar.

O destino se deu sem pensar muito, das outras duas vezes que tinha vindo pra Europa eu nunca tinha cruzado o Canal da Mancha e pisado na terra da rainha. Logo, resolvi aproveitar a oportunidade que tive para ir lá conferir o que é que tem de bom por lá. Aproveitei que teria 9 dias livre para visitar outras cidades além de Londres, o destino mais óbvio. Na hora de me planejar decidi que preferia subir a ilha e encarar a Escócia: resolvi que depois de Londres seguiria para Glasgow e depois Edimburgo.

Eu acabei planejando tudo sozinha, a ideia era realmente ir sozinha, até porque demorei super pra reservar passagens e hostels e não queria prender ninguém no meu planejamento todo atrapalhado. Logo antes de viajar, no drama da reserva do hostel em Londres, onde o preço seria ridículo, descobri que poderia me hospedar na casa do namorado de uma das amigas mais queridas e presentes que fiz aqui, a Mirna (<3). Ela também ganhou alguns dias off naquela semana e estava indo pra lá, claro! Junto conosco também iria estar a Luana, outra au pair brasileira aqui da região que também aproveitou os férias pra ir conhecer Londres. Mas eu ficaria com elas só na capital inglesa… enquanto eu seguiria para a Escócia, ambas voltariam pras terras baixas da Holanda.

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E como foi a viagem?

Londres é cidade grande! Meu Deus, que saudade de cidade grande! Aqui em Baarn tudo é pequeno e fofo, Amsterdam é grande, mas ainda é tão pitoresca que não se compara… mas Londres! Ah, Londres! Não consigo me expressar muito bem sobre a impressão que tive lá. Achei tudo lindo, achei organizado, gostei de quase morrer subindo ou descendo as escadas dos ônibus de 2 andares… gostei de entrar naquele metro tão pequeno e bonitinho – mesmo lotado – que parece de brinquedo. Gostei de andar por horas a fio e gostei até mesmo da chuva que caia do nada, pra depois o sol voltar a brilhar como se nada tivesse acontecido. E achei incrível que toda vez que o sol voltava, a cidade se iluminava mais linda ainda.

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Glasgow foi a cidade surpresa. Eu morria de curiosidade de conhecê-la e não sei dizer ao certo porque. Era simplesmente uma cidade que me despertava curiosidade: um lugar pobre, urbano, reconstruído. Eu estava interessada. E apesar de realmente, não ser um destino super turístico, existem boas opções de museus, parques lindos, praças acolhedoras e vários outros pontos e opções de sightseeing que ocuparam boa parte do meu tempo me deixando completamente satisfeita pela minha escolha.

IMG_5433Edimburgo foi o destino final e sinto que fiz a escolha certa. Acordei cedo numa manhã chuvosa de Glasgow e segui para a rodoviária. Depois de ser bem tratada pela cordialidade escocesa e depois de pouco mais de uma hora cheguei em Edimburgo no clarear de um dia que teria em si todas as estações do ano. Enquanto caminhei da rodoviária para o hostel já fiquei maluca. Não tinha nada que eu via que não me impressionava. A arquitetura é linda, a estrutura da cidade… encantadora! Enquanto eu subia a North Bridge seguindo para a High Street numa garoa fina eu me sentia realizada. Senti um orgulho de mim mesma pela escolha do destino hahaha. Estar lá sozinha também me causou uma satisfação gostosa. Claro que viajar na companhia de amigos torna tudo mais agradável e divertido, mas estar lá sozinha tornou Edimburgo completa aos meus olhos. Eu tive tempo para mim mesma e para satisfazer minhas vontades com aquela cidade. Cada lugar que eu ia revelava uma nova perspectiva de algo que eu já tinha visto, mas que continuava lindo e interessante.

IMG_5826Voltei pra Holanda no domingo de manhã simplesmente cansada. Foi só quando cheguei aqui que me dei conta do quanto a viagem me consumiu… viagem que além de andança sem limites também incluiu subir um morro de 250 metros lá em Edimburgo no meu último dia. Subir no Arthur’s Seat me fez me sentir muito bem e completamente à vontade comigo mesma… mesmo que na descida, devido ao meu tênis de 5 euros, eu tenha escorregado de bunda algumas 7 vezes (sim, eu contei).

Outra coisa, é que foi só no final da viagem que eu percebi, ao mandar emails para minha família no Brasil que toda vez que eu estava dizendo que em alguns dias eu voltaria pra casa… toda vez que eu dizia “casa” eu queria dizer voltar pra cá, pra Holanda e foi uma constatação muito estranha. Até agora não sei dizer ao certo como me sinto em relação à isso. Nunca estive tão distante fisicamente deles e também nunca foi por tanto tempo. E interessantemente, as vezes que fiquei mais longe deles por tanto tempo foi quando eu estava aqui, viajando, me descobrindo, me divertindo na Europa. É um novo cenário que me deixa bastante contente, mas também me faz o coração apertar um tiquinho mais de saudade.

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Serviço:

Transporte:
Holanda – Londres: Ônibus – Eurolines (saindo de Utrecht)
Londres – Glasgow: Ônibus – Megabus (peguei o megabus gold opção sleeper, foi 10 libras mais caro, mas a viagem é incrível num ônibus com caminhas, com lanche, wifi, água e crianças não são permitidas)
Glasgow – Edimburgo: Ônibus – Megabus/Citylink
Edimburgo – Holanda: Easyjet 

Acomodação:
Glasgow: Euro Hostel Glasgow
Edimburgo: Castle Rock Hostel

 

 

Amor e preguiça em Brasília

Oi gente, tudo bom? Ah, comigo está tudo bem também, obrigada por se interessarem.

No começo de maio fui pra Brasília passar o feriado com o Augusto e quatro dias sempre é tempo pouco demais. Além de curtirmos uma preguicinha delicia típica de feriado, ele também me levou ao lago, à UNB e ao Itamaraty.

Eu esqueci de tirar fotos, mas achei a UNB super parecida com a USP e tive o mesmo sentimento quando estive na UFES. Arvores, grama boa pra dormir na sombra e prédios antigos. Não sei explicar, mas gosto do clima. Fomos até lá porque o Augusto tinha aula de física e eu fui junto. Apesar de ter passado parte do tempo jogando Freecell, gostei da aula mesmo não tendo muito background no tema de fluídos e trabalho, sei lá. Foi bem legal. De lá fomos para o lago e a vista era linda, o céu estava lindo e o fim de tarde foi bem legal.

Brasília é uma cidade bonita e aos poucos estou descobrindo suas belezas. Boa cidade.

Ah! E ainda tiramos uma foto de família com uma das nossas filhotas hahaha.

Amo você gustinho, vem logo. :~

Europa pela primeira vez: como cheguei lá mesmo?

A minha primeira viagem pra Europa não foi bem uma idéia minha. Quem sugeriu que eu viajasse, na verdade, foi minha mãe.

Eu estava no meio do terceiro ano da faculdade na época, e então decidi: iria para a Europa, que tal um mochilão? Precisaria então de duas coisas: encontrar alguém que topasse o rolê para ir comigo e planejar a viagem.

bora mochilar?

E foi mais fácil do que pensei que seria. Quer dizer, quando você comenta “estou pensando em ir mochilar na Europa” você normalmente ouve respostas positivas e empolgadas, mas depois de um pouco de ponderação, a empolgação vira dúvida antes de se tornar um “quem sabe mais pra frente” definitivo. Pois então, ao comentar meus planos com a  o que obtive foi uma resposta positiva que se tornou pura afirmação. Eu tinha companhia!

Planejar foi mais difícil, eu não sabia como nada funcionava e mesmo com a Fê, estavamos as duas com zero experiencia em territórios europeus. Foi assim que descobri o mochilão da CI, uma boa opção se você é noob e tem medo de planejar errado. Eles te ajudam em todo o processo pré embarque: montagem do roteiro, passe de trem, passagem de avião, reserva de hotel, agendamento de tours, seguro internacional. O preço deles inclui tudo isso, além de porta-cash, porta-voucher e de uma mochila enorme da trilha e rumos. O preço é mais salgado? Sim, botando na ponta do lápis saiu mais caro sim do que se tivéssemos planejado tudo sem nenhum amparo, mas a preocupação que tivemos foi mínima e mesmo assim fomos nós quem batemos todos os martelos, a agência só nos conduziu para a melhor viagem possível que poderiamos planejar.

Decidimos que gastaríamos 23 dias e 21 noites na viagem, marcada para janeiro de 2009. Seriam cerca de 5000 km percorridos de trem, indo de Lisboa a Roma, passando por Madri, Paris, Amsterdam, Berlim, Frankfurt, Salzburg e Veneza. 7 países, 9 cidades e a gente esperava: muito frio.

O planejamento me deixou muito empolgada, eu mal podia esperar para chegar logo o dia do embarque! Só tinha um problema: eu nunca tinha andado de avião e morria de medo! Tudo isso me deixava bem tensa, somando com a ansiedade é uma combinação terrível para os nervos de qualquer pessoa. Nunca ter andado de avião e fazer uma viagem de 12 horas não é para qualquer um. 12 horas num negócio que te dá medo, ainda por cima? Indo para um lugar que você tá morrendo de vontade de conhecer? Pois é, esta era eu cerca de um mês antes da viagem!

Fazer a mala foi um desafio tremendo, eu queria levar todas minhas roupas, queria levar livros; eu estava completamente fora de mim! Tanto que quando cheguei no aeroporto minha mochila já tinha 11 quilos, sendo que a idéia era levar o mínimo necessário, visto que né, não estava no auge da boa forma física e ficar carregando uma mochila por trens e metros não é uma tarefa muito fácil.

Para completar, estávamos viajando de Air France e na hora do check-in descobrimos que nosso voo estava atrasado devido à neve na pista do aeroporto lá em Paris. Isso significava que perderiamos nossa conexão, pois o destino final era Lisboa. A transferência que demoraria cerca de uma hora acabaria demorando quase 5. E a minha finalmente entrada no avião também demoraria mais! Lá estava eu, prestes a enfrentar um dos meus maiores medos e tendo que fingir calma e discontração. Meu deus!

No fim, entramos no avião e enquanto a Fê estava lá na frente, perto de uma janela, eu estava no meio do avião, no corredor, com uma criança ao meu lado e uma mulher que, obviamente, só estava falando coisa chata e pedante. Para minha sorte, a própria comissária perguntou se eu gostaria de trocar de assento, porque que a criança poderia se agitar durante o voo. Eu a avisei que minha amiga que viajava comigo estava em outro lugar do avião e que gostaria de ficar próxima a ela. Deu-se então que nos sentaram no fundo do avião, numa fileira de janela, com apenas duas poltronas, sem ninguém para nos atrapalhar.

A Fê, muito bondosa, me deixou sentar na janela e eu juro que eu passei praticamente o voo inteiro, quando não estava comendo e dormindo, com a testa colada naquela janelinha. E viajamos a noite, não havia nada que eu pudesse ver, principalmente porque a maior parte do tempo o avião ficou sobre o oceano atlântico e era um breu só. Mas eu não conseguia evitar: eu olhava o mapinha na tela, olhava a janela, olhava a janela, olhava o mapinha na tela. Essa rotina se prolongou bastante enquanto a minha companheira dormia tranquilamente, até que eu também me rendi ao sono.

Ao clarear, não tardei a acordar e novamente colei na janela, dessa vez podendo ver tudo pequenininho lá embaixo, um pedaço da África, a península ibérica, a baía de Biscay e enfim a França!

Chegamos em Paris quando os termômetros marcavam 4 graus, mas o frio estava em talvez oitavo plano, tamanha era minha empolgação! Iriamos ficar boas horas ali esperando o próximo voo, dessa vez bem mais curto, com destino à Lisboa!

Guiando-se

Certo, ficou combinado que contarei para vocês dos meus passeios internacionais. E por internacionais eu quero dizer Europa, que é pra onde eu fui, né? Já estou falando de algo que sei só uma parte, não falarei daquilo que não sei. Antes de começar gostaria de compartilhar também algumas das providências que tomei (e pretendo tomar novamente no futuro) antes de embarcar.

O que vou contar aqui pode soar um pouco control freak demais, mas assim: essa sou eu. Pra eu me sentir segura num lugar que é 14.000 km longe da minha casa, eu acho justo fazer as coisas assim e quem julga alguma dessas coisas desnecessária não precisa copiar, ué.

Vamos lá? Vamos!

Depois de decidido o destino gosto de comprar um guia. Sim, aquele livro que pode ser pesado e enorme e que contém todas as informações que a gente pode encontrar online. E o motivo de eu comprar o guia é que nele eu consigo manter o foco e ter uma base pra tudo: passeios, museus, estadia, comida e transporte. Afinal, o guia é editado, certo? A internet provém muita informação e as coisas podem ficar um pouquinho confusas, principalmente nessa primeira fase do planejamento.

Das duas vezes que fui até o velho continente passei por diferentes países e se da primeira vez foi uma maratona (7 países, 9 cidades e 20 e poucos dias), na segunda vez pude fazer as coisas com mais calma, tendo apenas três cidades para visitar em quase um mês.

Da primeira vez comprei O Guia Criatiativo para O Viajante Independente na Europa, que é um guia enorme e super últil. Por que? Porque ele é um guia continental, ou seja, ele seleciona as principais atrações das principais cidades de vários países da Europa.

Considerando que  numa viagem tempo = detalhes, um guia como esse é o ideial; Não ele não vai te dar dicas super quentes sobre lugares super curiosos, mas  isso não quer dizer que você vai sair de Paris sem ver o Louvre porque não tinha no guia. Minha primeira vez no velho continente eu não tinha muito tempo e uma vez estando na capital francesa eu não poderia sair de lá sem passar exatamente por suas principais atrações. E eu uso a cidade luz aqui como um mero exemplo, isso é aplicável em quase todos os destinos.

O guia me serviu muito bem e eu saí de Paris com a sensação de que não perdi nenhuma atração.

Na minha segunda vez viajando, como tinha mais tempo, usei guias mais específicos: o guia de Berlim do Lonely Planet se revelou incrível, o guia de passeios em Paris da Folha se revelou hiper detalhado e o guia Barcelona De A a Z se mostrou uma opção barata e bem completa.

Enfim, acho impossível nomear aqui o melhor guia, mas nas livrarias daqui de São Paulo é fácil de encontrar os já famosos Guia da Folha, os Lonely Planet, os Fodor’s e também os Frommer’s. A lista de opções é extensa, mas vou aproveitar pra dizer que se você é um jovem viajante, desbravador do mundo, provavelmente não vai encontrar muitas dicas quentes nos guias Michellin. Não farei muitos comentários, mas sintam-se avisados.

Ah! Outro detalhe bacana: antes de comprar um guia, dê uma olhada na data da edição, pra garantir que as informações não estejam muito ultrapassadas.

Escolheu o guia? Agora é a hora de desbravar. O guia. Lembre-se, o guia é seu e com certeza, depois de tantos resumos feitos na escola, você já tá craque em destacar aquilo que julga importante e bem, agora é a hora. Destaque tudo o que julga necessário. Eu gosto de marcar as páginas com clipes e de grifar os lugares que me interessam. É assim que eu edito o guia e fazendo assim eu sei exatamente o que procurar quando folhear aquelas páginas novamente.

Já cansou? Completamente compreensível, mas relaxa que já estamos terminando.

Agora o que eu normalmente faço é procurar tudo o que eu selecionei no guia online (o que?!). Pode parecer loucura, mas agora eu já sei o que quero ver e só quero confirmar se o serviço que o guia traz está certinho, atualizado e, no caso de museus, terá alguma exposição temporária quando eu estiver na cidade. Isso se faz pelos sites dos próprios museus. Os guias que trazem opção de hospodagem são bem úteis, mas é também legal verificar os preços online, além de ser mais importante ainda dar uma olhadinha em sites como o tripadvisor ou o hostel world onde outros viajantes que já passaram pelo lugar deixam suas impressões.

Terminada esta etapa, eu pego toda a informação nova recolhida e colo no guia. Colo post-its, anoto no cantinho e atualizo meu guia.

Tudo isso é lindo pra mim, porque quando chega lá na hora, no centro da alguma cidade cujo idioma eu não conheço, eu posso recorrer ao guia – sem precisar de nenhum chip especial, sem precisar usar 3g com roamming, nem nada – e pronto, ali está minha solução.

Prontinho! Fazer tudo isso só torna a viagem ainda mais real pra mim!

Contos europeus.

Devido à um novo projeto pessoal resolvi fazer aqui algo que nunca fiz antes: Falar das minhas andanças pelo velho continente.

Paris em janeiro de 2009

Pra não falar que nunca falei disso, em 2008 citei algumas coisas sobre os preparativos do meu primeiro mochilão e quando voltei fiz um texto mais abrangente de como foi a viagem.
Ainda não sei exatamente sobre o que, ou como, vou falar aqui. Talvez adote um tom mais narrativo mesmo, e daí, se julgar algo bacana, dou a dica. Como tenho boas lembranças, e sou um tanto detalhista nessas coisas, pode ser que o resultado seja legal e tudo isso sirva pra alguma coisa, ou melhor, seja de uso para alguém.
Não planejo fazer nenhum guia, porque né, viagem não tem regra, depende muito das pessoas que estão nela. Um achado incrível não vale pra todo mundo e eu só sei das coisas que deram certo pra mim.
Quero contar do brechó digno que fui em Paris, da paella que todo mundo desrecomendou em Barcelona, das muitas mutretas no transporte público de Berlim… tudo isso tá fresquinho ainda aqui na cabeça porque aconteceram apenas há quase um ano. Vou tentar resgatar algumas coisas do mochilão de 2009, como fazer mil roles no mesmo dia, onde precisa de mais tempo, onde dá pra passar batido (mentira, isso é impossível). Retratarei como rodei a Europa de trem e quais foram as vantagens e desvantagens.
Se alguém quiser me ajudar e sugerir aqui, ou no facebook (quero fingir que a página lá tá bacana), algum desses temas que vocês acham que seria interessante.
Vale lembrar que eu sou meio maniaca-da-organização-de-viagens, então não entro num avião sem saber como se sai do aeroporto de destino de transporte público, nem fico sem analisar todo o mapa metroviário – quando existente. Porém não vou contar essas coisas agora, porque não quero estragar um post vindouro. ha-ha.

Berlim em junho de 2011

Cambé, saudades, etc.

Estou prestes a fazer uma viagem que estou morta de vontade de fazer já há algum tempo.

E é interessante pensar nos motivos que há tanto me separam desse destino. Primeiro veio a faculdade e os compromissos inadiáveis, depois veio o trabalho e a responsabilidade intransferível. Pode parecer pouco, mas o tempo está contra a gente e um dia passa voando, semanas vão embora sem serem vistas e os anos correm e passam por nós em direção ao passado.

Como fiquei tantos anos sem retornar eu não sei, mas agora a empolgação é tanta que não consigo acreditar: estou indo pra Cambé!

Cambé? Sim! Interior do Paraná, pedacinho de terra vermelha, cidade coladinha em Londrina. Não é pólo turístico? Acredito que não, acho que nunca nem fiz turismo lá. Conheço os parques, a praça central, a Igreja matriz e o centro cultural.

É uma cidade de interior daquelas de dar água na boca. E tinha um sorvete muito bom que lembrei agora, falando de água na boca hahaha.

Estou indo visitar uma parte da minha vida, uma parte da minha família. É a formatura da minha amiga Tamires, mas eu digo que é da minha prima. Estou indo rever todos, a família inteira! Pra mim são todos meus parentes, a tia Vânia é minha tia sem ser irmã de nenhum dos meus pais!

E depois de tanto tempo, não vejo a hora de dar um abraço longo nela. De apertar a Tamires, a Jéssica, o Max, o tio Zézinho (!!!). Estou ansiosa pra sentar na sala deles e ver televisão. Posso ser sincera? Eu adoro o feijão daquela casa!

É ao mesmo tempo estranho perceber que já não me lembro mais também quando foi a última vez que estive lá. 5 anos? 6? Que terrível permitir que a saudade cresça tanto!

Mas estou chegando, quem me conhece sabe, já estou planejando a mala! Contando os dias e pouco ansiosa que sou já estava achando que iria pra lá hoje, mas não, ainda tenho que esperar uma semana. – que tem a mesma medida de tempo que todas as outras e passará voando.

O que é bom, porque em fevereiro poderei matar outra saudade absurda de outra pessoa absurdamente importante na minha vida.

Oba!

Lisboa e o primeiro trem

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O plano era simples: Janeiro de 2009, inverno europeu, 1 continente, 7 países, 9 cidades, 21 noites, 23 dias, 2 garotas eventualmente perdidas: eu e a e inicialmente duas mochilas.

Primeira parada: Lisboa. O plano inicial era que passassemos dois dias na capital portuguesa, mas devido a neve em Paris (nossa conexão), o voo de São Paulo atrasou, o que nos fez perder o avião Paris-Lisboa e então ao inves de pegamors o voo das 12:45 e chegar em em Portugal as 14:30, pegamos o voo das 16 e tantas e só saímos do aeroporto de Lisboa, propriamente dito, umas 18 e tralalá. E acreditem, 4 horas perdidas pra quem só tem 24 é bastante coisa.

Com o atraso do voo, perdemos o transfer (ma oe) e já iniciamos nossa aventura pagando taxi em euros. Pegamos também avenidonas bonitas da cidade, o que nos lembrou as avenidas Indianopolis e Brasil e os predios eram bem parecidos com aqueles da região da avenida São Luís. Pegamos transito e ouvimos no radio as noticias sobre futebol. O internacional Cristiano Ronaldo havia dado perda-total no seu carro caro e veloz vermelho (Ferrari, Porsche?) num tunel lá nos United Kingdon.

Quando chegamos finalmente ao hotel, depois de passarmos por tuneis, rotatorias e vielinhas, fizemos o check-in, subimos para o quarto largamos as coisas, nos agasalhamos melhor – a gente saiu do avião em Paris e nos deparamos com 2ºC de temperatura e eu muito só tava preparada pra 13 graus… se bem que em Lisboa fazia uns 5 – olhamos o mapa rapidinho, lembramos que tinhamos visto um McDonalds ali perto e partimos.

Depois do lanchinho, seguimos pela avenida Politecnica partindo do Largo do Rato e fomos até onde achamos que conseguiriamos voltar e sentimos que haviamos explorado o suficiente depois de uma viagem tão longa. Voltamos para o apartamento e dormimos confortavelmente a nossa primeira noite europeia (urgh, brega!).

Ah sim, optamos por ficar em hoteis de categoria turística e não em hostels por dois motivos: programamos nossa viagem com uma agencia, pra evitar qualquer perrengue, que já tinha parceria com todos os hoteis que ficamos e a gente realmente queria a garantia de camas grandes, limpas, silencio e banheiros nossos.

Acordamos e a Fê tentou colocar fogo no hotel, descemos pra comer na maior migué e comemos como se não houvesse amanhã. Olhamos o mapa e saímos. Lá fora faziam humidos 8 graus e alo, aqui em São Paulo faz 9ºC as 5:30 am nas manhãs mais radicais, então estava frio! Descemos para o Largo do Rato novamente e mais uma vez seguimos pela Politécnica. Ela virou a D. Pedro V (!!) e só paramos ao chegar no Miradouro São Pedro (d’)Alcantara. De lá dá pra ter uma vista linda da parte baixa da cidade – até o Tejo – que encanta a qualquer um. Rua da Misericórdia, Praça Luís de Camões (do ladinho do Chiado), Rua do Alecrim (é tudo uma reta só), e continuamos descendo. Eis que saímos na Praça do Duque da Terceira. Pausa pro café, pra descansar e subir as meias, né Fê?

Cais do Sodré em obras (unlol), seguimos pela Ribeira das Naus até a Praça do Comércio, que tem uma vista linda, linda mesmo, pro rio. No Terreiro do Paço tivemos a idéia de pegar uma “balsa” até onde eu não tenho certeza, mas eu acho que é Barreiro. Chegamos lá que bonito que beleza, não tinha nada pra ser visto e então voltamos pro Terreiro do Paço na mesma “balsa” na qual fomos. De volta a Praça do Comércio, pegamos a rua Augusta até a Praça D. Pedro IV (!!) e voltamos pra pegar o Elevador de Santa Justa, o qual nos levou ao charmosinho Largo do Carmo. De lá seguimos até o Chiado e tiramos lindas fotos com nosso amigo de todas as horas, Pessoa.

Pegamos o metro no Chiado e descemos no Parque. O Parque Eduardo VII é bem grande, tem um jardim lindo, uma vista maravilhosa da cidade, te permitindo vislumbrar o jardim, a Praça do Marques de Pombal, a avenida Liberdade, a baixa, o rio e a diante. Descemos o parque em direção ao Marques de Pombal e de lá cortamos novamente para a nossa Travessa da Fabrica dos Pentes.

Quando chegamos ao hotel, além de guardar o que compramos em nossas mochilas no meio do hall, também arquitetamos nossa ida do hotel à Gare Oriente, estrategicamente situada do outro lado da cidade. O meio de transporte ideal era o metro, mas nenhuma das duas tinha (ainda) o know how para carregar mochilas realmente grandes por este meio de transporte. Dane-se não tinhamos tempo e depois de bater a mochila em vários cidadãos lisboetas, sofrer por escadas e se desajeitar pelas três linhas do metro da cidade, chegamos à estação de trem com uma vantagem de tempo segura para que entendessemos como o nosso passe do eurail funcionava, para daí então seguirmos efetivamente para Madri.

O trem, genial, tinha leitos. Mas leitos mesmo, tipo camas! Beliches! Além de um restaurante delicinha. Comemos bem, dormimos bem (acompanhadas de uma espanhola loira linda e barcelona) e para a nossa surpresa, quando fomos acordadas pelo mocinho do serviço de bordo, a região metropolitana da capital espanhola estava coberta de neve!

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