[Vídeo] Meu Processo para ser au pair na Holanda

Oi!

Aqui no blog, no menu ali em cima, tem o link pra todas as informações que você precisa sobre o universo de au pair na Holanda. Se você está aqui no blog por esse motivo, você provavelmente já deu uma passadinha por lá, né? Lá, inclusive, tem uma parte que eu contei com dados e comentários sobre o meu processo. Dá uma olhadinha lá.

Mesmo assim, como estou gravando diversos vídeos sobre o tema, resolvi aproveitar e gravar um vídeo sobre o processo. Acho que dessa forma fica mais testemunhal e talvez ajude vocês a entenderem como foi tudo pra mim, desde o momento em que descobri o mundo do au pair até o momento em que cheguei lá na Holanda!

Então clica aqui embaixo e assiste.

(Eu também vou deixar o vídeo lá na página do meu processo permanentemente.)

A ficha que cai (ou não).

Há pouco mais de um mês tive meu match. Quase não acreditei e a felicidade se manifestou de formas que eu não esperava (veio muito mais calma e controlada).

Todo mundo fala sobre uma ficha que cai, você perceber que vai por um plano em prática… mas a minha ainda não caiu. Estou muito empolgada e tenho tido tantas coisas pra resolver que acho que ainda não tive tempo para me sentir ansiosa. Quer dizer… a minha agente, a Karin discordaria, porque ela acha que ter a maioria das coisas dentro da mala um mês antes do embarque é uma prova de ansiedade sim. Hahaha, pode ser, mas eu chamo mais de precaução mesmo.

Entre o match e hoje – que pode possívelmente ser o primeiro dia da minha última semana aqui em SP – muita coisa aconteceu. Recebi visitas, saí com amigos, fiz aniversário, tô curtindo muito a família e o namorado, mas também tive que fazer diversas visitas ao correio, algumas ao banco, ir em médico, consulado e trocar mil emails. Tá dando tudo certo.

Apesar de tudo estar mega encaminhado e os preparativos da mala estarem quase finalizados ainda falta a ficha cair. Tem gente que diz também que essa ficha só cai quando a gente tá no aeroporto, ou quando já chegou lá mesmo. Já ouvi dizer também que não tem ficha caindo coisa nenhuma. Mas não vou negar, eu fico esperando sim ver se rola um “click”, porque até agora eu não consigo acreditar que tô vivendo tudo isso mesmo…

Eu tô indo pra Holanda!

Essa é a ex-rainha Beatrix dando um rolê na fiets 

I have a match!

Placed

Olha ali o carimbinho que tanto desejei ver na minha fotinho!

 

Eu não tinha muito o que falar, lembra? Apesar de muitas, mas muitas mesmo, coisas estarem acontecendo. Agora aconteceu algo que vale a pena contar. Pois é, cerca de um ano após o primeiro post dessa novela começar, venho contar o novo capítulo!

Realmente, na vida, paciência é uma virtude. Mas pra ser au pair essa virtude é indispensável. Claro que algumas meninas têm a sorte de não precisar usar muito da tal paciência logo de cara, porque a fase pré-match é rápida, mas nem sempre é assim e quando as coisas começam a demorar um pouquinho a gente sempre tende a dar pulinhos de ansiedade e a andar em círculos sem foco só pensando porque tá demorando tanto.

Depois de muito exercitar minha paciência, depois de um tempo eu percebi que a gente não pode depositar nossas expectativas num objetivo só, então eu comecei a focar em outras coisas (eu mesma, por exemplo) e a espera se tornou muito mais confortável. Depois de 6 meses, a House me avisou que havia uma família interessada em me conhecer.

Quando li o perfil deles me senti segura, tudo o que eu li se encaixava exatamente no que eu esperava: número e idade das kids, schedule, tipo de cidade. E parecia que eu também poderia ser o que eles esperavam. Depois de uma conversa com a host mom (com participação especial e inesperada das kids), uma conversa com a atual au pair, uma conversa com o host dad e mais uma conversa com os hosts juntos eles ficaram de se decidir… e eu recebi um email deles me dizendo que adorariam que eu seja a nova au pair deles! Aceitei na hora. Todas as conversas foram ótimas pra mim e, tirando a primeira conversa com a host mom, não houve nervosismo, eu me senti bastante confortável.

Vou morar em Baarn, uma “little town” super charmosa (de acordo com o google street view) e bastante segura e gostosa de se morar (segundo a atual au pair deles, que também é brasileira). Lá tem bastante au pairs de outros países que não o Brasil, e elas acabam formando um bom círculo social internacional. Baarn fica perto de Amersfoort, Hilversum, Utrecht e parece que de trem demora-se cerca de 40 minutos para chegar na Amsterdam centraal (igual eu pra chegar na aiupa, só que pra chegar na aiupa eu demorava cerca de 1:30 hora hahahaha).

Me sinto assim:

 

Meus casos com a Holanda e com o Au Pair.

Eu não sei dizer ao certo quando minha história com a Holanda começou, só sei que é caso antigo e quando fui organizar meu primeiro mochilão tive que incluir Amsterdã como uma das cidades pelas quais passaria. Foi amor à primeira vista. Apesar de ter tomado chuva duas vezes (e na segunda vez ter sido uma chuva feia, longa e duradoura) e dos ventos serem cruéis eu não adorei somente a Amsterdã cheia de possibilidades de entretenimento, eu adorei o clima, as mulheres pedalando de saia social, as pessoas na rua até tarde mesmo, o preço das coisas, o jeito das calçadas, as casas altas de janelas compridas, os canais… enfim, tudo. E eu ainda pude conhecer Edam com seu Kaasmarkt (molhado e sem queijo), pude ver as ovelhinhas e vaquinhas pastando enquanto o ônibus cruzava os polderes, pude ver a diferença de nível entre as casas e o mar em Volendam, pude ver os moinhos de Zaanse Schans em Zaamdam… eu fiquei com um gostinho forte de quero mais.

A minha história com o Au Pair começou nessa mesma época, enquanto organizava o mochilão pela CI, li nas brochuras que era possível morar, estudar e trabalhar na Holanda como au pair. E a vontade nasceu e cresceu de lá pra cá. Quando me formei na faculdade resolvi então arranjar um emprego na área e juntar dinheiro para ir para a Holanda. Acontece que acabei encontrando um emprego na área e legal e eu acabei ficando, ficando e ficando. E o tempo passou e ano passado eu percebi que se eu não focasse nesse projeto eu não o realizaria.

Fui até a CI para conversar sobre o programa, mas infelizmente, por mais que a agência seja grande e tenha especialistas para esse intercâmbio específico, as especialistas não entendem muito do processo que te levará para a Holanda e por isso mesmo acabei levando as coisas com mais calma do que deveria.

Foi então que uma família caiu no meu colo. Uma companheira do rugby ficou sabendo que eu estava atrás de uma família e sabia de uma família que estava procurando uma au pair. Eles são pais de primeira viagem e a bebê tinha acabado de nascer. Isso não quer dizer nada, não é mesmo? Existem muitas meninas querendo ser au pair e muitas famílias precisando de au pair, quais as chances de match nessa situação? Olha, eu não sei uma porcentagem exata, mas só sei que entrei em contato com eles e tive uma resposta bastante positiva. Combinamos de nos falar via Skype e a conversa fluiu bem, tanto que gerou mais uma sessão de skype no dia seguinte, onde eu recebi um convite. Convite por mim aceito, match!

É engraçado falar sobre o match, porque ele pode acontecer de tantas maneiras, mas é incrível quando ele acontece… é como se mil possibilidades pipocassem na sua frente e você sente um prazer enorme só por poder apreciá-las.

Desde o match eu pesquisei bastante sobre o processo porque além de ser a minha primeira empreitada como au pair, eu e a família faríamos tudo por conta e eu também seria a primeira au pair deles. Tudo era novidade para ambos os lados. As pesquisas e a espera valeram a pena. Sábado passado fiquei sabendo que meu visto foi aprovado (vou contar depois em detalhes sobre o visto) e agora a contagem regressiva finalmente começou.