[vídeo] Travel Self(ies)

Fazia algum tempo já que eu queria fazer uma vídeo colagem com todas as selfies que tirei pelas minhas andanças, viajando sozinha ou acompanhada. E pra ser sincera, nunca tinha feito por pura preguiça…

Até que hoje sentei em frente ao computador e em pouco tempo o vídeo estava pronto. O que demorou mesmo foi encontrar as fotos em todas as milhares de pastas de todas as viagens.

Assiste pra ver como ficou!

Nas fotos, aparecem comigo: Fernanda, Lia, Jana, Ale, Ed, Paula, Isa, Helda, Thiago, Guilherme, Alana, Júlia, Monique, Katha, Vi, Luana, Cristiano, Dani, Clayton e, claro, o Augusto ❤

E quer saber onde as fotos foram tiradas?

Lisboa – 2009
Madri – 2009
Barcelona – 2011
Paris – 2009 | 2011
Versailles – 2009 | 2011
EuroDisney – 2011
Amsterdam – 2009 | 2013 | 2014
Zaanse Schans – 2009
Berlim – 2009 | 2011
Frankfurt – 2009
Roma – 2009
Buenos Aires – 2013
Londres – 2013
Glasgow – 2013
Edimburgo – 2013
Colônia – 2013
Munique – 2013
Viena – 2013
Budapeste – 2013 | 2014
Praga – 2014
Utrecht – 2013 | 2014
Zaandam – 2014
Rio de Janeiro – 2014
Brasília – Vários anos, nem sei hahaha.

E aí, o que acharam?

Top 3 clipes de músicas com assobio

Vez ou outra, mas com bastante frequencia até, surge uma música que gruda no ouvido da galera e fica difícil se livrar.

Agora mesmo, estamos sob o efeito da turminha do Foster the People que veio pro Brasil e no Lollapalooza (nem fui) conseguiu hipnotizar todo mundo presente com os assobios de Pumped Up Kicks e deixou geral em estado de êxtase logo antes de deixar o palco.

Pela atualidade, #1: Foster the People – Pumped Up Kicks

Há quem não saiba, mas ano passado a colorida francesa, também cantora e fofa Yelle veio pro Brasil e diz-se que foi lindo. Não a vi aqui, mas a vi no Sónar Barcelona (ano passado também) e tirando gringas loucas que precisavam de muito espaço pra dançar, o show foi bem bom. Ela tem uma ótima presença de palco e eu ali, na primeira fila, não queria nem piscar. Além disso, claro, a bonitinha entende de batidas e hit-chiclete, por isso mesmo não é difícil concluir que uma das suas músicas mais gostosinhas de se ouvir tenha assobios.

Pela fofura e pelas cores, #2: Ce Jeu – Yelle

Em 2008 teve uma invasão sueca linda e numa noite de semana pude ver no StudioSP Shout Out Louds e Peter Bjorn and John. A segunda banda lançou, em 2006, um disco que é daqueles para se dar o play e deixar tocar de cabo-a-rabo. Não diferente do Foster the People e da Yelle, eles fizeram uma música seguindo a fórmula que parece mágica: uma melodia gostosa com assobios já na música, só pra incentivar o óbvio, a gente tem que assobiar junto. Na minha família mesmo, gravei um CD com músicas deles pro carro do meu pai e juro, sempre que tocava, todos no carro acompanhavam!

Pelo alcance familiar, #3: Young Folks – Peter Bjorn and John

Vou contar aqui que tem uma música que inferniza minha vida. Enquanto outras músicas com assobios vem e vão, existe esta que mesmo que não esteja no meu consciente, ela vem, sempre, quando eu assobio (às vezes faço isso, é melhor do que bufar) ela vem como uma continuação. Quando eu vejo, já era, eu estou assobiando PATIENCE do GUNS AND ROSES.

Pela presença constante mesmo que subconsciente na minha cabeça, faixa bônus: Patience – Guns & Roses

Estando lá

Retomando e fechando de vez a parte dos preparativos, já tá acabando gente! Logo começa a parte boa: histórias! O que me dá um medinho, já que que pensei só nessa primeira parte e agora preciso repensar as viagens em si e pinçar as boas histórias.

Mas agora todo mundo já sabe como faço pra ir, para me guiar, organizar e para chegar até a tal da Europa, certo? Tá faltando uma parte bem importante, certo? Onde ficar? Hostel ou hotel? Couch surfing? Onde comer? Na rua, menu turístico, restaurantes que atendem mais os “locais” ou ir ao supermercado?

vista da área de convivência do hostel em Barcelona

Primeiro que eu acho que é agora que a gente tem que por a mão de verdade no bolso e pensar: qual é o meu orçamento? E isso define praticamente tudo o que diz respeito à viagem. Sim, esse passo pode ser tomado a qualquer momento durante o planejamento e não dá pra fugir, se você não souber quanto pode gastar, você não sai do lugar. Bem óbvio, né?

Guias podem recomendar que você faça uma média de 30 euros por dia. E isso é bem possível. Em países do leste europeu é possível encontrar hostels com diária em dormitórios por 6 euros. Isso mesmo, você não leu errado. No entanto, em lugares da europa ocidental, que atraem mais turistas, como Paris, é bem difícil você conseguir gastar apenas 30 euros. E digo isso porque é verdade, se você optar por pagar estadia, encontrar algum lugar por 15 euros/noite é exceção, não regra. O mais provável é que você encontre lugares por volta de 23 euros/noite. Faça as contas e veja se dá pra gastar 7 euros em transporte, alimentação e passeio. Não dá, né?

Pois bem, se você tem orçamento para ir, vá, faça as malas e pé na estrada, senão, veja se não é melhor fazer algum outro tipo de viagem ao invés de se aventurar pela Europa ocidental. Passar aperto até vai, mas passar fome ou coisa do gênero, nunca é legal.

Quer saber onde procurar hostels e comparar preços? O Hostel World é o lugar certo. Nele você encontra hostels (e agora hoteis e b&b também) em quase todos os lugares do mundo e além dos preços dá pra ver a localização direitinho, a descrição dos serviços e os comentários de quem já foi e o que achou. Além desses comentários, sempre dá pra dar uma olhada no TripAdvisor, pra ter uma “segunda” opnião. É aquela coisa: double check não custa nada. Se você viu algum lugar no guia e quer saber mais, esses são os sites que você deve olhar. O Lonely Planet oferece serviço parecido, então pronto, adiciona esse site também na lista na hora de procurar!

Agora, uma coisa que recomendo é sempre ir no site do próprio hostel na hora de fazer a reserva. Não é difícil encontrar preços diferentes de um site para o outro, e normalmente é no hostel world onde está mais caro. Algumas vezes também há diferença na disponibilidade. Eu aconselho de verdade que você faça a reserva no site do hostel e imprima toda e qualquer conversa/documentação que você tiver com o lugar, para o caso de dar alguma coisa errada. Então siga essa diquinha e economize um dinheirinho. 🙂

"couchsurfing" na casa dos amigos: bem melhor!

Hostels são uma boa maneira de fazer contatos e novas amizades durante a viagem. Mas se você quiser dar uma passo além na descoberta de novos amigos, o Couch Surfing taí pra isso. Através dele você tem a oportunidade de se hospedar na casa de um morador local e “surfar” no sofá deles. Não se paga (e não se pode cobrar) a estadia, mas a etiqueta indica que é bacana fazer umas comprinhas para ajudar na geladeira, além de é claro, você precisa estar disposto a ser um host quando estiver em sua cidade. Isso indica que você pode hospedar alguém ou se não puder, colaborar sendo uma espécie de guia turístico para os visitantes.

E não precisa ter medo, viu? O site se preocupa bastante com a segurança dos usuários e por mais que o cadastro seja aberto para todos, eles têm um sistema de “testemunho” onde as pessoas deixam depoimentos sobre aqueles que conheceram e a pessoa que recebe não tem a opção de recusá-lo ou apagá-lo. Se alguém não gostou de você e não tem medo de dizer, já era. E na hora de procurar por um sofá, é só atentar aos depoimentos também, além de ver se o perfil da pessoa combina com o seu. E a pessoa que recebe a proposta analisa o seu perfil e os seus testemunhos para saber se quer ou não te receber em casa. Enfim, quanto mais você participa, e participa positivamente, melhor pra você!

Eu parto do princípio de que essa viagem que você tá planejando é igual as minhas: orçamento pequeno, então hotel segue a mesma lógica que os hostels, só vale a pena se for bom, central e barato. Normalmente não é assim que funciona, então vamos nos concentrar nos hostels. E se você tiver algum amigo que tá morando em alguma cidade para onde está indo, não tenha vergonha, pergunta se pode se acomodar em algum canto da casa dele! Acho que todo mundo entende que não é um rolê barato e economizar é sempre bem vindo. E nessas situações seremos sempre gratos!

Agora, comida:

comida caseira em Berlim: delícia!

Comida é um negócio mais fácil. Você só precisa prestar atenção. Se tiver a oportunidade de comer em casa: coma. O problema é que ficando em hostel nem sempre é possível fazer uma refeição elaborada, certo? Sim, isso é um problema, mas dá pra driblar as adversidades, gente. Vem comigo.

O melhor esquema para combater a fome que encontrei é o seguinte: café da manhã reforçado. Fácil, né? Algumas vezes sinto que não estou falando nenhuma novidade e sei que é verdade. Mas acho bacana deixar tudo em primeiro plano na nossa cabeça na hora de viajar. Tomar um café reforçado às 9:00 da manhã pode garantir que você só sentirá fome novamente lá pelas 15:00. Foram quase 5 horas sem parar pra pensar em comida (mas pensando sempre em água, heim gente? Tem que carregar garrafinha e garantir a hidratação). Esse almoço no meio da tarde é a chave para o sucesso. Você pode escolher comer um croquete de máquina no centro de Amsterdã ou pode procurar algo com mais sustância. Lembre-se você tem um orçamento a seguir, e você se lembra do planejamento? É legal contar com isso na hora de se organizar, porque você pode reservar um tempo para procurar um lugar que caiba no seu bolso, mas que não vai te deixar faminto daqui 2 horas e meia e completamente desfocado no restante dos passeios. É legal comer algo que vai te deixar de barriga cheia (sem pesar) até pelo menos umas 20:00.

paella e sangria no maremagnum em Barcelona

O cronograma diz que você vai ter comido de 5 em 5 horas. Começando às 9 e terminando as 20:00. Ainda dá tempo de bater um pouco mais de perna pela cidade, se for verão. Se for inverno você pode comer e correr pro quentinho do hostel. Isso funciona muito bem pra mim e é como eu costumo fazer.

Para procurar restaurantes legais e na região onde você estará, caso você já tenha feito aquela programação diária, dá pra acessar lá no TripAdvisor ou no Lonely Planet e ver os reviews que tem lá também. Não que por isso você seja obrigado a ir neles, mas é bacana ter uma opinião prévia e evitar um lugar que pode ser o paraíso do piriri.

Já estou acabando, mas antes de falar da opção mais barata, falarei da mais cara! Não há sistema digestório que aguente uma rotina de croquetes de máquina, mcdonalds e fast-foods similares. É barato, é sim e eu sou super a favor de frequentar lugares como estes, mas é bom se dar algum tipo de luxo também. Por isso eu sempre planejo uma, que seja, refeição mais rica. Não estou falando, claro, de gastar 50 euros num jantar. Tou falando de pequenos luxos, não de pagar de babaca. Se você economiza no avião e vai de Vueling porque raios gastaria tanto dinheiro numa única refeição? Estou falando daquelas escapadinhas para um menu turístico mais caprichado, que vai te cobrar 20 euros e você vai ficar feliz e afirmar depois que super valeu a pena. E depois de tanta porcaria, acreditem, vale mesmo! E daí é o mesmo esquema, olha bastante as cartas na porta dos restaurantes, lê legal as lousas com o cardápio do dia e vai fundo! Saboreie os três pratos com gosto e se tiver algum imprevisto intestinal depois, não me responsabilizo, hahaha.

Agora, o supermercado costuma ser a opção mais barata mesmo, não há como fugir: queijos, pães, defumados, refrigerante, vinho, biscoito, cerveja, chocolate, água, sanduíches prontos… se sua bolsa for grande, agende piqueniques descompromissados na hora das refeições. Sente ao ar livre e se esbalde nas comprinhas, vale bastante a pena e você dificilmente sairá do orçamento!

comida no parque: sucesso a preço de banana

Pronto gente! Terminou o planejamento! Agora é viajar, é ser feliz, é aproveitar até cansar e daí continuar aproveitando!

Contos europeus.

Devido à um novo projeto pessoal resolvi fazer aqui algo que nunca fiz antes: Falar das minhas andanças pelo velho continente.

Paris em janeiro de 2009

Pra não falar que nunca falei disso, em 2008 citei algumas coisas sobre os preparativos do meu primeiro mochilão e quando voltei fiz um texto mais abrangente de como foi a viagem.
Ainda não sei exatamente sobre o que, ou como, vou falar aqui. Talvez adote um tom mais narrativo mesmo, e daí, se julgar algo bacana, dou a dica. Como tenho boas lembranças, e sou um tanto detalhista nessas coisas, pode ser que o resultado seja legal e tudo isso sirva pra alguma coisa, ou melhor, seja de uso para alguém.
Não planejo fazer nenhum guia, porque né, viagem não tem regra, depende muito das pessoas que estão nela. Um achado incrível não vale pra todo mundo e eu só sei das coisas que deram certo pra mim.
Quero contar do brechó digno que fui em Paris, da paella que todo mundo desrecomendou em Barcelona, das muitas mutretas no transporte público de Berlim… tudo isso tá fresquinho ainda aqui na cabeça porque aconteceram apenas há quase um ano. Vou tentar resgatar algumas coisas do mochilão de 2009, como fazer mil roles no mesmo dia, onde precisa de mais tempo, onde dá pra passar batido (mentira, isso é impossível). Retratarei como rodei a Europa de trem e quais foram as vantagens e desvantagens.
Se alguém quiser me ajudar e sugerir aqui, ou no facebook (quero fingir que a página lá tá bacana), algum desses temas que vocês acham que seria interessante.
Vale lembrar que eu sou meio maniaca-da-organização-de-viagens, então não entro num avião sem saber como se sai do aeroporto de destino de transporte público, nem fico sem analisar todo o mapa metroviário – quando existente. Porém não vou contar essas coisas agora, porque não quero estragar um post vindouro. ha-ha.

Berlim em junho de 2011