A ficha que cai (ou não).

Há pouco mais de um mês tive meu match. Quase não acreditei e a felicidade se manifestou de formas que eu não esperava (veio muito mais calma e controlada).

Todo mundo fala sobre uma ficha que cai, você perceber que vai por um plano em prática… mas a minha ainda não caiu. Estou muito empolgada e tenho tido tantas coisas pra resolver que acho que ainda não tive tempo para me sentir ansiosa. Quer dizer… a minha agente, a Karin discordaria, porque ela acha que ter a maioria das coisas dentro da mala um mês antes do embarque é uma prova de ansiedade sim. Hahaha, pode ser, mas eu chamo mais de precaução mesmo.

Entre o match e hoje – que pode possívelmente ser o primeiro dia da minha última semana aqui em SP – muita coisa aconteceu. Recebi visitas, saí com amigos, fiz aniversário, tô curtindo muito a família e o namorado, mas também tive que fazer diversas visitas ao correio, algumas ao banco, ir em médico, consulado e trocar mil emails. Tá dando tudo certo.

Apesar de tudo estar mega encaminhado e os preparativos da mala estarem quase finalizados ainda falta a ficha cair. Tem gente que diz também que essa ficha só cai quando a gente tá no aeroporto, ou quando já chegou lá mesmo. Já ouvi dizer também que não tem ficha caindo coisa nenhuma. Mas não vou negar, eu fico esperando sim ver se rola um “click”, porque até agora eu não consigo acreditar que tô vivendo tudo isso mesmo…

Eu tô indo pra Holanda!

Essa é a ex-rainha Beatrix dando um rolê na fiets 

Mais um sobre a ansiedade…

Não encaro começos de ano como “recomeços” da mesma maneira que não enxergo as segundas-feiras como finalmente a oportunidade para começar uma nova dieta. Pra mim, a gente pode mudar o rumo das coisas à qualquer momento e é isso que costumo fazer. Começo uma nova rotina alimentar e de exercícios em plena quinta-feira, revejo o que quero mudar à qualquer semana do ano e assim vou levando.

De qualquer maneira, não importa como encaro essas coisas, a questão é que estamos no começo de 2013 e tudo está praticamente como estava nas últimas vezes que escrevi aqui… ainda estou no escuro, mas numa situação que não depende só de mim.

No final de dezembro recebi um e-mail da Karin me dizendo que 2 famílias estavam com o meu app e que só saberíamos se elas iriam querer falar comigo agora em janeiro, por isso mesmo eu deveria deixar isso de lado, curtir a família, os amigos, as festas. E foi isso o que eu fiz… e o tempo voou! Semana passada mandei um e-mail para ela apenas para confirmar como seria agora, quando a House of Orange voltaria de férias e tal. Ela me respondeu dizendo que a agência voltaria no dia 07 (última segunda) e já entraria em contato com as famílias para finalizar os matchs em andamento.

Ok, tudo certo. E daí que ferrou, né? Eu sei, a semana ainda nem terminou, mas só o fato de ainda não ter recebido um e-mail dizendo que uma família quer conversar comigo tá me deixando à flor da pele. Que coisa mais imbecil, não? Eu sou plenamente consciente que é possível que nenhuma das famílias queiram me conhecer e isso não quer dizer que há alguma coisa de errada comigo ou com meu application (pelo menos, acho que não à essa altura) e mesmo que uma delas queira falar comigo, sou plenamente consciente de que só se passaram 4 dias desde que a House voltou de férias e que isso não quer dizer necessariamente de que eles já tiveram tempo de dar andamento ao meu processo ou que a família já estava lá de prontidão com uma decisão tomada.

Enfim, a cabeça tá no lugar e o controle da ansiedade é conhecido como uma atividade contínua. O processo para se tornar uma au pair não é uma corrida de velocidade; é uma maratona. Por mais que para alguns seja rápido, a cota de ansiedade sempre atinge níveis altíssimos e cabe à nós saber controlá-la para não trocar os pés pelas mãos.

E o mais engraçado é que conforme vou escrevendo esses textos o que acontece é o seguinte: eu começo super racional, sou tomada pela ansiedade e concluo em plena serenidade. Eu sei que respirar e aguardar é o melhor que posso fazer e é o que me torna cada vez mais próxima do meu objetivo, porque é o que faz os dias passarem da melhor maneira possível.

Haja, viu?

Atordoada.

Por mais que eu adore falar, está realmente difícil me comunicar aqui no blog. Tem muita ideia rolando, várias coisas legais pra contar, mas simplesmente agora não é a hora, ou eu não sei direito como compartilhar. Então fica aquela coisa, o blog meio parado, mesmo com a cabeça à mil.

 

Se eu imaginei um final de 2012 pra mim, este não está como o imaginado. Muito menos como o planejado. Muitas mudanças aconteceram durante os últimos meses e eu juro que não me lembro o último ano que tenha sido esta montanha russa de emoções como este está sendo.

Se eu fosse escolher sentimentos que podem ser aplicados, assim, brevemente, à esse 2012 eu diria: ansiedade, insegurança, curiosidade e perseverança. É engraçado, mas eu acho que eu nunca estive tão pé no chão como estou agora, ciente de tudo, sabe? Mas ao mesmo tempo é um pouco assustador (não consegui encontrar palavra melhor), parar para pensar de como estamos vulneráveis às vontades dos outros. O que eu quero pra mim não é algo tão difícil de se conseguir, eu sei de pessoas tão preparadas quanto eu e às vezes menos ainda, que conseguiram e isso é, de certa maneira, encorajador. Às vezes é só um tanto frustrante.

E se eu deixar a ansiedade a e insegurança tomarem conta, me encontrem no meu quarto, em posição fetal. Só que não, não vou deixar. O que eu mais tenho em mim é essa vontade de conseguir, do jeito que for, do jeito que será melhor. Perseverança é a palavra pra esses próximos dois meses. Estou vulnerável? Sim. Mas posso também fazer minha parte e estou fazendo. Só espero que 2013 seja melhor. Cansei desses turbilhão de sentimentos me atacando o tempo todo. Haja autocontrole. Haja pragmatismo.

E é por isso que não tenho escrito tanto aqui. Porque, como percebe-se, a mente não pára e além de não ser bacana pra vocês ficarem lendo minhas pirações, eu não curto mesmo me expor tanto assim, como acabei de fazer.

Agora já foi.

Lidando com a ansiedade.

Tenho lentamente conseguido conquistar algumas das coisas que tenho planejado.

E eu sou aquele tipo de pessoa que se vira sozinha por saber que fazendo do meu jeito, sairá como eu quero. Mas né? Na vida as coisas não funcionam bem assim e por mais que um projeto seja meu, o mundo faz o favor de se envolver. Quer dizer, projetos de vida não se constrói sozinho, não é um trabalho de faculdade ou uma tarefa do dia-a-dia. Planejar coisas que vão mudar sua vida, se não definitivamente, por algum tempo, requer que tudo seja calculado com a adição de um fator: o fator humano.

E o fator humano significa que contratempos existirão. Significa também que as coisas podem muito bem não sair como eu estava planejando e eu precisarei ter um belo de um jogo de cintura. Eu não diria que sou cabeça dura, mas também não sou tão rápida de reagir (positivamente) quando algo sai dos meus planos. Eu até aceito, mas fico com um gostinho amargo por um tempo, desejando que as coisas voltassem ao que eu tinha em mente.

Fazer, o que? Eu entendo, as coisas podem não ser perfeitas, mas ainda assim fazem parte da minha vida e se eu me manter fiel demais às minhas idéias eu posso acaber perdendo o trem. Pois é, é difícil saber pesar. É difícil calcular exatamente o quanto a gente quer que o fator humano influencie nossos planos.

E mais difícil é ter paciência, saber lidar com a ansiedade. Eu vejo as coisas acontecendo e tenho vontade de ir eu lá e resolver. E daí eu me lembro que é preciso dar tempo e espaço para que as pessoas façam a parte delas. Se apertar demais pode estourar.

E tem mais, ansiosa que sou, por mais que eu consiga esperar, entender como funciona, eu não consigo deixar de planejar, e replanejar e planejar mais um pouquinho. Eu tenho vontade de deixar tudo já pronto, tenho vontade de terminar logo com minhas literaturas, tenho vontade de que a hora chegue logo. E isso quer dizer que sim, eu sofro por antecipação.

É difícil saber quanto de espaço se dá à essa ansiedade. Fazer planos é bom, me assegurar de que não deixarei nada passar é ótimo, mas será que não estou muito lá na frente? Será que não estou vivendo no futuro? Afinal, ainda tenho muito a fazer, muito pra realizar aqui e agora. O fator humano está trabalhando, minha parte nisso eu já fiz.

Talvez se eu olhar melhor, eu perceba (talvez até mesmo eu já saiba) que realizando coisas menores agora eu facilite o processo ali na frente. Às vezes o melhor jeito de realizar alguma coisa é perdendo o foco.