[vídeo] TAG: 50 fatos sobre mim

Gente, aconteceu. Eu nem sei direito como, mas foi assim: eu sempre assisto essa TAG e sei 50 fatos aleatórios sobre um monte de gente que eu não conheço hahaha. E sei lá, acho que fui me inspirando nisso… uma bela noite, deitada na cama, me perguntei se seria capaz de juntar 50 fatos sobre a minha pessoa e achei que até daria certo.

Dias depois, me sentei com meu caderno lindo e enumerei as linhas de 1 a 50 e simplesmente fui escrevendo. O que eu descobri é que provavelmente iria até os 150 com bastante facilidade. Gente é gente, gente. Não adianta ficar quebrando a cabeça querendo contar coisas super interessantíssimas e empolgantes e diferentes sobre nós mesmos, porque tudo o que acontece com a gente é único, mesmo que outras pessoas tenham passado por situações muito similares. Foi com isso em mente que elaborei a minha lista, e foi com isso em mente que acredito que poderia listar muito mais coisas…

O resultado foi esse:

E falando com um amigo mais cedo, depois de mostrar esse vídeo para ele, ele disse que gostaria de ver ‘listas’ falando sobre música e também esportes… e eu acho que dá pra falar sobre muito mais, eu adoro falar sobre esses assuntos. Vou procurar se já existem TAGs do gênero, senão eu invento hahaha.

Programação para a Manga!

Eu concordo com vocês que fica complicado acompanhar qualquer coisa que não tenha uma frequência muito boa. Por isso não culpo ninguém que não consegue acompanhar muito bem esse blog.

Depois de muita reflexão, ponderação e outros sinônimos e similares, resolvi chacoalhar a poeira da minha mente e voltar a escrever/postar com mais cuidado e carinho no meu cantinho obscuro da inter-nets. Sim, eu estou falando desse blog lindo aqui, o Aceite esta Manga.

Me programei, criei até uma agenda no google calendar pra poder me organizar. Agora os dias da semana terão posts fixos, em teoria, mas eu vou tentar ao máximo me ater a eles.

Ai, que legal, né? Mas que conteúdo tão incrível é esse que vou compartilhar com vocês? Então… hahaha.

Aos domingos: tô pensando em compartilhar com vocês playlists legais com músicas bacanas para embalar a próxima semana. Só não sei ainda a plataforma que quero usar, pq sou preguiçosa. Alguém tem uma sugestão?
Segundas: vídeos sobre o processo de au pair. Sim, mas nas segundas vão ser vídeos mais sobre o processo mesmo, tipo app, agência, skype, visto e afins.
Terças: nada, também sou filha de Deus.
Quartas: um post pessoal, pode ser escrito, pode ser um vlog, pode ser o que eu quiser, ok?
Quintas: sério, me deixem descansar.
Sextas: outro vídeo sobre au pair. Eba! Só que dessa vez coisas mais práticas, como o inglês, o pocket money, custo de vida, coisas legais.
Sábados: sábado é dia de eu exercitar minha vision board com vocês, compartilhando lugares do mundo que eu adoraria visitar.

Tá bom? Acho que está. Pode melhorar? Com certeza. O importante é começar de algum lugar.

Curte o blog lá no facebook (tem a caixinha pra curtir aqui do lado, aproveita a praticidade) e sempre que um post novo vai pro ar, você recebe lá.

Ou segue o blog por email, é só colocar seu email aqui do lado também, aproveita essa praticidade também. Se você tiver conta no wordpress, segue o blog pelo botão de seguir deles.

Tem como seguir no google+ também. E se você quiser ficar sabendo dos vídeos, sem precisar entrar no blog, se inscreve lá no canal do youtube.

Olha só, várias opções.
Então é isso, tá? Até amanhã!

[Vídeo] DROPS #3 – 300 euros dá?

Um dos posts talvez mais aguardados está aqui!
Depois de uma enxurrada de comentários, emails e mensagens no facebook, gravei um vídeo respondendo a tão frequente dúvida: Dá pra se manter, se divertir e ainda viajar com os 300 euros que um(a) au pair recebe como pocket money?

Uma resposta mais completa você encontra no vídeo, junto com algumas dicas para fazer o nosso rico dinheirinho render. Quer saber? Dá o play!

Apenas lembrando que casa, comida e roupa lavada são providenciados pela host family… quer dizer, né? Você lava a sua roupa. Mas casa e comida deve ser provido pelos hosts por contrato. É claro que sua host family provavelmente não vai encher o armário de guloseimas pra você, mas a comida do dia a dia está garantida. Um gasto fixo além do chocolatinho, e dos que eu citei no vídeo, são os produtos de higiene pessoal, mas eu juro pra vocês que os preços são super em conta e não atrapalham muito o nosso orçamento de au pair.

[vídeo] Travel Self(ies)

Fazia algum tempo já que eu queria fazer uma vídeo colagem com todas as selfies que tirei pelas minhas andanças, viajando sozinha ou acompanhada. E pra ser sincera, nunca tinha feito por pura preguiça…

Até que hoje sentei em frente ao computador e em pouco tempo o vídeo estava pronto. O que demorou mesmo foi encontrar as fotos em todas as milhares de pastas de todas as viagens.

Assiste pra ver como ficou!

Nas fotos, aparecem comigo: Fernanda, Lia, Jana, Ale, Ed, Paula, Isa, Helda, Thiago, Guilherme, Alana, Júlia, Monique, Katha, Vi, Luana, Cristiano, Dani, Clayton e, claro, o Augusto ❤

E quer saber onde as fotos foram tiradas?

Lisboa – 2009
Madri – 2009
Barcelona – 2011
Paris – 2009 | 2011
Versailles – 2009 | 2011
EuroDisney – 2011
Amsterdam – 2009 | 2013 | 2014
Zaanse Schans – 2009
Berlim – 2009 | 2011
Frankfurt – 2009
Roma – 2009
Buenos Aires – 2013
Londres – 2013
Glasgow – 2013
Edimburgo – 2013
Colônia – 2013
Munique – 2013
Viena – 2013
Budapeste – 2013 | 2014
Praga – 2014
Utrecht – 2013 | 2014
Zaandam – 2014
Rio de Janeiro – 2014
Brasília – Vários anos, nem sei hahaha.

E aí, o que acharam?

agora eu sou uma padaria

Agora eu sou uma padaria :)

agora eu sou uma padaria

Agora eu sou uma padaria!

Oba!

Desde que me mudei pra Brasília o forno tem sido meu grande aliado.

Bolos gordinhos, bolos de frutas, pães de todos os jeitos e agora panetones… Estou também começando a experimentar os bolos diets da série Dukan, se ficarem gostosos conto pra vocês, mas isso só em janeiro.

O fim de ano chegou e a corrida pelos panetones é maluca, mas não vejo nada no mercado que me estimule a comprar. Eu sei que se eu fizer em casa vai ficar tão gostoso quanto e muito melhor recheado. A melhor parte vem de que eu sei exatamente tudo o que tá no panetone que eu fiz em casa, sei que não tem conservantes malucos, que o sabor é do que eu coloquei lá, não de essências e afins. A cor dele também é a cor que fica. Se ficou lindão do jeito que ficou, é porque eu acertei na mão hahaha.

Mas também não é só uma questão do que eu acho. Eu gosto bastante de receber visitas e assar uma sobremesa, um bolinho pra todo mundo ficar feliz. E o feedback positivo me colocou nesse caminho.

As vendas começam com os panetones, mas logo tem novidade para todo mundo encomendar, pão de cebola, pães recheados, pães integrais, massa de pizza congelada… e os tais dos bolos.

Para acompanhar os doces, brigadeiro de colher substituindo a cobertura e geleias de frutas.

Tudo feito na minha cozinha, tudo natural. Tô feliz!

E encomendem seus panetones, prometo e há quem comprove, eles são uma delícia!

header novo

(pode clicar em qualquer uma das imagens que elas te levam pra padaria do facebook 😉 )

Esse post será em inglês.

lariherald

Hello my fellow readers!

I know I have a few visitors every now and then from countries where the spoken language is not Portuguese. I do consider that maybe these readers are just Brazilian people reading it, but perhaps they can be English, American, Canadian, or European readers that for some reason the search engines sent here and all they face is a blog written in Brazilian Portuguese with some recurring English terms, some world cultural references and that’s it.

Therefore, in the beginning of the year, this year, 2014, I decided to create a new blog, The Lari Herald, to exercise my English writing, since I have already exercised my reading and speaking in a great extent.

There are a lot of things I still need to practice, I feel I write very much in the same way I talk, which is very much colloquial. Although I have read all the classics in its original, (by classics, I meant mainly the novels by Miss Austen and the Bronte sisters hahaha and some others), I cannot and I feel I should not write in that manner.

Anyways, The Lari Herald came in its existence so my foreign friends could read to whatever I was to write to keep them updated to my exciting life back in Brazil. The fact is, I have to admit, I did not write that much, so I neither exercised my writing skills nor updated my friends on my life events. Actually, I feel I did not even advertise it to my world spread friends, so no one is really reading it. Ironic, huh?

If you can only read English when you fall on your butt on this blog and you wish you could read it better… (google translate does do the job, but oh my god, why is he so bad at it?), you can always click on the “read in English” link over there on the menu bar, but I have to warn you: the content is not always the same… actually, I’d say it’s fairly the same, or not the same at all hahaha.

But now we have some news on that! You can comment on that posts using the facebook comment box app, and if you feel like reading some content somewhat similar to what I’ve been writing in Portuguese, you can always let me know.

I do have a contact form you can fill here on this blog as well, or you can write to contato.aceiteestamanga@gmail.com and we can talk about it. I’d love to hear from you.

De volta à programação com uma pausa para uma novidade:

Bom, final de agosto e acho que é hora de pôr a conversa em dia.

Eu prometo que vou contar tudo sobre o fim da Holanda e tal. (ME COBREM!) Mas antes tenho novidades mais quentes pra compartilhar :D.

Quando eu voltei da Holanda eu estava morrendo de saudades do meu namorado, o Augusto, vocês já conhecem… e no dia que eu cheguei em São Paulo, ele também chegou pra um bate-volta de boas-vindas! Logo depois ele veio melhor programado e como de costume passou as férias comigo. Fomos pro Rio, ficamos de preguicinha em SP. Aquela coisa gostosa. Logo depois, foi a minha vez de passar algum tempo com ele em Brasília.

Sabe o que é? A volta da Holanda, por mais que tenha sido pensada, decidida, digerida e tudo o mais, ainda assim foi muito rápida, e eu pude me dar o tempo que precisei pra “me recuperar”. Eu acho, conversando com outras ex-au pairs, que essa é uma sensação que todas sentimos, a volta é sempre “abrupta”. Mas eu também acho que quando você termina o seu ano, você tem um processo de assimilação um pouco diferente, aquela coisa de dever cumprido, meta batida, vida que segue. Muitas meninas voltam da Holanda e já estão prontas para partir pra outra, mesmo tendo passado os últimos dias lá nos Países Baixos rezando pras horas passarem mais lentamente e elas terem mais tempo por lá.

Estou falando tudo isso porque o meu tempo de assimilação do meu retorno foi maior do que de costume, mas também isso me possibilitou um tempo maior com o Augusto.

Eu sempre pensei mais ou menos que quando eu voltasse do intercâmbio, a gente, o Augusto e eu, iria noivar, marcar a data do casamento pra mais ou menos um ano após a minha volta e então iriamos finalmente juntar as gatas e dividir o mesmo teto. E foi mais ou menos isso o que aconteceu. A gente conversou e decidimos nos casar após ele se formar, em Agosto de 2015.

A questão foi que todo esse tempo junto logo após todo aquele tempo separado fez uma ficha cair aqui. O que esperar? O tempo passar? Basicamente era isso o que esperaríamos. Quando a gente para pra pensar, sempre existe um “talvez em outra oportunidade seja melhor”, “talvez quando tal coisa acontecer será melhor”… enfim. A vida sempre vai ter atribulações, a gente sempre vai ter pouco tempo, vai querer ter mais dinheiro. A gente passaria por apertos e ‘aventuras’ com ele na faculdade ou não e foi por isso é que a gente mudou os planos super rápido de novo.

Resolvemos antecipar para este ano e em abril começamos a nos programar. Em maio vim à Brasília para darmos entrada no processo de habilitação para casamento e no final de Julho ele, a família e alguns amigos dele foram para São Paulo pro nosso casamento pequeno e aconchegante.

A gente programou e organizou tudo em cerca de 3 meses e mesmo assim eu não vejo como poderia ter saído melhor. Talvez sim, com um ano e meio de janela para organizar tudo tivesse sido tão bom quanto. Mas pra mim do jeito que foi, foi perfeito. Teve chá de lingerie, teve chá de cozinha, teve a cerimônia que eu sempre quis! Só rostos de pessoas muito queridas num almoço com comida muito boa <3.

Agora estou aqui, em Brasília. Essa é a novidade! Um mês de casada, com o Augusto pertinho o tempo todo, com as gatas dormindo nos nossos pés e uma vida nova inteira pela frente. 🙂

Sobre o fim.

IMG_7846

Sim, faz muito tempo que não atualizo e vou tentar explicar direitinho o porquê. Esse canto é cheio de buracos e me dou esse direito porque o aceite esta manga é acima de tudo e ainda, um blog pessoal. Quando quero e consigo: escrevo.

A verdade é que eu voltei da Holanda em Janeiro e sim, quem sabia o que eu tava fazendo ali sabia exatamente que eu deveria ter ficado um ano, mas depois do começo conturbado que tive por lá eu decidi que ficaria enquanto fosse incrível. Problemas, dificuldades, todas au pairs passam, mas eu acho que a intensidade, a maneira como eles se apresentam e também a maneira como a enfrentamos varia de família pra família e de au pair para au pair. Eu gosto de conversar sobre os problemas, mantenho o bem humor e sempre – enquanto estive lá – tentei fazer o trabalho de equipe, seguir as ordens do capitão, mas demonstrando proatividade.

A questão é que a minha host mom era ausente, trabalhava infinitamente mais que o host dad durante a semana e apesar de tivermos tido diversas conversas sobre como as coisas deveriam acontecer, eu nunca fui realmente guiada, eu nunca recebi um “faça assim, não faça assim”, apenas recebia feedbacks (e que eu adorava, já que era a única coisa que conseguia ter deles) “você fez isso e não foi bom” e raríssimos “você fez isso, funcionou, repita”. Meu host dad era um pai super carinhoso, presente e consciente: ele via o que acontecia com as crianças no sentido emocional e encarava o problema de maneira objetiva. Minha host mom era super carinhosa, mas não tão presente nem consciente. Ela tinha uma visão bem firme de como ela queria criar os filhos, mas não estava lá para aplicar o método. E inúmeras vezes tirava o poder e desmoralizava os feitos e escolhas do pai na frente das crianças. Imagina como era comigo?

Depois dos primeiros meses eu me acostumei com o jeito dela, mas achava muito injusto e todas as conversas que tínhamos não chegavam à lugar nenhum… dúvidas que eu tinha e perguntava a opinião dela eram recebidas como sinal de fraqueza, coisas que eu resolvia por mim, nunca pareciam agradar… enfim.

Mas o pior mesmo foi o fato de eu descobrir que ela falava mal de mim na frente dos filhos. O meu relacionamento com ambos era muito bom de início, com alguns problemas pontuais (que eu não podia abordar da maneira que eu abordaria, porque, por exemplo, eu não podia colocá-los de castigo). O menino era o que me dava mais trabalho: ele não gostava de se trocar para ir pra escola e eu era a responsável por essa função. As saídas que encontrei e que davam certo não foram bem aceitas pela mãe, mas a realidade é que não importava como eu fizesse, ou como o host dad fizesse… o menino queria que a mãe o ajudasse. Ponto, quando depois de muita gritaria da parte do menino, ela finalmente atendia, ele estava pronto em menos de 3 minutos. Ele também encarava a relação com a irmã de forma competitiva, queria sempre ganhar, sempre ter mais atenção e no momento da janta, quando estávamos sozinhos, ele aproveitava para fazer um show. Depois de muito tempo eu consegui contornar a situação, mas ainda não era o idealizado pela mãe. Depois de um tempo o menino começou a me perguntar se eu queria ir embora em janeiro. Começou a me dizer que já sabia quem seria a próxima au pair que ficaria no meu lugar e afins. Eram coisas que ele ouvia da mãe.

Como eu estava decidida que ficaria enquanto fosse incrível e maravilhoso e como eu não queria enfrentar mais dramas, no final de dezembro conversamos e ficou decidido que após minhas férias de fim de ano, nosso contrato estava terminado. Eu poderia ter escolhido e brigado pelo rematch, mas pra ser sincera, vejam vocês: eu estou no Brasil há 3 meses e até agora não recebi um email da agência. No dia da nossa conversa eu até liguei pra lá, mas como sempre, ninguém atendeu. A verdade é que depois de um tempo, a cada vez que a minha host mom me dava uma resposta torta e completamente gratuita, eu sentia que eu estava perdendo meu tempo lá.

Eu sei, eu sei, ser au pair é uma experiência única. Eu entendi diversas coisas sobre mim e sobre meu relacionamento com o mundo, com outras pessoas. Morar na Holanda é outra experiência única. Eu amava minha bicicleta com todo o meu coração, eu morria de prazer ao pedalar aquela Baarn inteirinha. Eu me sentia viva quando descia pedalando rápido pra estação e o vento gelado cortava meu rosto e eu então saltava e travava minha bicicleta e corria pra pegar o trem. O trem que me levava pra um dos lugares que mais amo no mundo. Planejar viagens me mostrou que sim, não há prazeres igual sair por aí com sua mochila e conhecer o mundo, ao seu tempo, à sua maneira, qualquer lugar – perto ou longe – é só apontar o dedo, conferir o orçamento e ir! Não me entendam mal, tudo o que eu vivi lá foi lindo e foi intenso e foi maravilhoso. É uma experiência que eu nunca vou deixar de recomendar… quem quiser, quem puder: vá! Vai que você vai se sentir vivo.

Acontece que quando eu fui, eu já tinha esperado muito, mas muito tempo mesmo pra ir. Eu comecei projetos porque não podia ficar parada enquanto esperava e tive que interrompê-los. Eu adiei planos que são primordiais pra minha felicidade pra ter essa experiência. Eu coloquei no fundo da mente coisas que sempre quis fazer para priorizar a experiência de ir para a Holanda. Quando eu percebi que eu tinha deixado tudo isso parado no Brasil para realizar um sonho… e quando a gente percebe que sonhos transformados em realidade são isso mesmo: realidade, e a realidade vem acompanhada de tudo o que é real, inclusive dor, decepção e dúvida… Pesei tudo e vi que o sonho por mais maravilhoso que fosse, não estava compensando o que eu deixei aqui. E quando chegou a hora de decidir: tentar o rematch ou voltar, eu escolhi voltar. Eu escolhi tirar do “pause” tudo o que mais me importa.

A gente tem que fazer escolhas baseadas no que nos deixarão feliz à longo prazo. Eu fui muito feliz, apesar dos trancos e barrancos, nos meus 5 meses na Holanda. Eu fiz amizades que se tornaram importantíssimas enquanto estava lá e que se mostram duradouras, mas os 5 meses foram o suficiente pra mim. Meu intercâmbio tinha data de validade desde o começo, eu só escolhi que ele acabasse antes, porque o que me faz feliz pra vida toda estava aqui e não lá. Nunca esteve lá e disso eu sempre soube.

 

Spakenburg!

IMG_5952

Domingo convidei a outra brasileira daqui de Baarn para irmos pedalando até um vilarejo de pescadores que tem aqui perto. Eu falei para ela que seria uma pedala descompromissada e realmente, fomos sem pressa, parando para tirar fotos da paisagem e aproveitando o solzinho que aquecia um pouco nossos corações, porque a temperatura estava bem próxima dos 0ºC.

No total, ida e volta, são 20km planos para se pedalar sem medo. Existem dois jeitos de ir pra lá: pela via ao lado da estrada que liga as duas cidades ou através dos campos, mas eu até agora não entendi como é feito esse percurso, porque dizem que por esse caminho precisa pegar uma balsa e eu não sei o quê exatamente essa balsa atravessaria… enfim! A vista é linda, campos e algumas vacas e ovelhinhas preenchem a paisagem e lá na frente é possível ver um parque eólico conforme nos aproximamos de Spakenburg.

IMG_5923

A cidade em si é super pequena, é realmente um lugar para ser chamado de vilarejo e toda a ação acontece na região central da cidade, onde fica a Spuiplein e uma marina, onde barcos lindos ficam atracados. Considerando o fato de que fomos num domingo, não havia ação nenhuma na cidade! O comércio estava todo fechado, as pessoas fora das ruas e tirando um bar e algumas pizzarias italianas (que na verdade eram restaurantes árabes), todo o resto estava fora de serviço. O que se via eram algumas família passeando, alguns jovens transitando e alguns homens trabalhando em seus barcos. 

IMG_5971

Seguindo pela Havenstraat a partir da Spuiplein e beirando a marina, é possível alcançar um pier que te coloca bem no (que eu acho que é o) Eemmeer e te dá uma vista privilegiada das águas, da saída da marina e do parque eólico que antes se via de longe.

IMG_6006 IMG_6015

Meu plano é pedalar até lá novamente num dia mais movimentado, talvez num sábado, que é quando o mercado está aberto e várias barracas ocupam o centro da cidade e é possível ver de pertinho os holandeses e as holandesas que até hoje ainda usam os trajes tradicionais da região.

IMG_5927

Pra saber mais: www.visitspakenburg.com

O frio que se aproxima!

Quando eu cheguei aqui na Holanda, no meio de Agosto, fiquei chocada. Saí de SP com aquele inverno fake que quebrou recordes e cheguei aqui em plenos 24ºC! Essa temperatura se manteve por cerca de um mês, sendo que nas duas primeiras semanas chegou a passar dos 30ºC! A partir do meio de setembro o termômetro passou a mostrar uma leve mudança: apesar de o clima continuar com momentos quentinhos e gostosos, o casaco leve já era item obrigatório sim. Dizem que aqui, mesmo no verão você tem que levar um casaco consigo… mas quando cheguei não era o caso.

Outubro começou com o frio mostrando as caras: muita chuva e temperaturas cada vez mais próximas da casa dos 10 graus e não dos 20ºC. Em setembro ainda, acho, inclusive, choveu granizo em mim hahaha. Eu tava agasalhadinha, mas levar gotas de gelo na cuca não é nada bom, ainda mais levando 2 crianças dentro da bakfiets. Porém, outubro, mesmo sem mandar granizo na cabeça, já avisou que o frio estava chegando e que não fazia diferença eu gostar ou não do frio.

É engraçado, antes de eu ir pro UK, o outono já se anunciava e denunciava. Árvores com menos folhas; folhas amarelas, vermelhas, marrons pelas calçadas, ruas, dentro de casa… temperaturas por volta dos 15ºC. Quando voltei do UK, mesmo passando apenas 9 dias fora, foi como se eu tivesse viajado no tempo. As árvores estavam completamente sem folhas, a temperatura caiu cerca de 4, 5ºC e o dia começou a mostrar que sim, ele vai ser curtinho quando o inverno chegar. Sobre o dia, claro, existe o fator de que além de a luz do sol durar menos mesmo, o fim do horário de verão (que aqui dura um absurdo), faz a gente levar um susto. Enquanto num dia, o sol está se ponto perto das 7 horas da noite (e há menos de 2 meses ele estava se pondo às 10 da noite), no outro ele está se pondo as 17:40… e numa questão de dias, de uma semana, você já liga o farol da bicicleta antes das 17 horas, porque a penumbra já se faz presente.

Agora o termômetro está variando: às vezes temos 8 graus, às vezes temos 5ºC. Às vezes chove e o frio entra debaixo da sua roupa quentinha, às vezes fica seco e o frio anuncia que quer corroer seus ossos. E novembro avisa: o frio de verdade ainda está para chegar. Do jeito que a temperatura tem caído, dezembro chega mesmo na casa dos 0ºC e a neve, a tal da neve, não tarda também.

Mas a melhor parte é que mesmo com o frio avançando de forma rápida, tá dando tempo de se acostumar e principalmente de aprender a se vestir: não é só uma questão de ficar quentinha, mas de ficar quentinha e não exagerar porque eu preciso usar a bakfiets aqui e ali e não tem nada pior que assar dentro da roupa de frio. – Enfim, pode mandar o frio aí, São Pedro!IMG_6028