Posts atrasados: Finalmente Colônia!

Chegou a hora, não tem mais como adiar! Vou falar sobre a viagem de fim de ano… DO ANO PASSADO! hahahaha

Como já falei algumas vezes, saí de Baarn para Colônia na Alemanha no trem das 8:21 da manhã, sentido Utrecht. De lá, precisei de outras trocas de trem, 2 na Holanda e outra já em território alemão. Aproveitei a parada em Mochengladbach (sempre vou adorar esse nome) para almoçar antes de chegar no meu destino.

A chegada em Colônia foi meio boba e ao longo do texto vou explicar por quê. A passagem era até a estação central da cidade e a indicação de caminho do hostel também partia de lá, então quando o trem parou em sua penúltima parada, eu, claro, não desci. Saí do trem e segui para o metrô. Ver a Catedral de Colônia logo assim na chegada, cansada de tanto trocar de trens foi uma surpresa das boas. O trajeto de metrô era bem simples e a navegação foi fácil. Saindo da estação indicada já dei de cara com o Hostel, super bem localizado.

Como cheguei antes das 14:00 aproveitei para descansar enquanto o quarto ainda não estava liberado… uma rotina bem comum pra mim em viagens. Sentei no café, conectei a internet e pronto, modo descanso ativado.

Quarto liberado, me estabeleci e resolvi explorar as redondezas. Próximo ao hostel ficava um parque enorme e uma torre da T-mobile haha, mas como praquela direção ficava também o centro da cidade, resolvi rumar para a outra direção. A rua do hostel era bem movimentada, cheia de comércio e restaurantes de comidas étnicas. Tinha tailandês, chinês, árabe (claro), japonesa… Era um lugar que respirava vida local e eu entrava em todos os cantos para dar uma conferida.

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A única desvantagem de se viajar no inverno é o dia que acaba mais cedo. Lá pelas 16:30 já estava completamente escuro e como o corpo já estava pedindo arrego, eu decidi caminhar de volta sentido hostel e fazer algumas comprinhas no mercado que tinha ali perto. Um segredo: não sabe o que comer e não sabe ler o que tá escrito ali? Compre salmão defumado, cream cheese e pão. Fim. Se quiser, manda ver no tomatinho também e outros embutidos universalmente conhecidos e reconhecíveis.

A janta foi uma vitória e como meu corpo pedia arrego, voltei pro quarto, liguei o computador e resolvi colocar em dia o compromisso de assistir a todos os filmes do Wes Anderson.

O outro dia começou relativamente cedo. O quarto não tinha banheiro e o banheiro do corredor (individual) era bem pequeno, tanto a parte do chuveiro quanto a parte para se secar/vestir, mas era bem limpo, então ok.

Dessa vez, ao pisar na rua, caminhei na direção oposta à do dia anterior. Seguindo sentido centro passei pelo enorme parque que abriga a torre da T-mobile e segui em frente. E agora eu explico o porque da chegada ter sido boba. Logo que passei o parque dei de cara exatamente com a penúltima estação onde meu trem do dia anterior havia parado. Ou seja, eram apenas 2 quarteirões entre aquela estação e o hostel. Me senti meio palerma por não saber disso antes, porque bom, andar dois quarteirões e andar toda a estação central de Colônia, sair dela, atravessar a praça, pegar o metrô, gastar dinheiro com o metrô… sei lá, na hora eu preferia ter caminhado dois quarteirões. Mas agora valorizo mais a vista da Catedral que tive, assim que cheguei.

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A estação que eu poderia ter decido :~

A estação que eu poderia ter decido :~

Do hostel para o centro da cidade é uma caminhada bem tranquila e rápida, por isso mesmo resolvi dar umas voltas. Antes de sair para explorar a cidade, peguei um mapa dos mercados de natal da cidade que estava disponível na recepção. Alguns atalhos e outras quebradas depois estava no meu primeiro mercado.

Mercados de natal são lindos. LINDOS, mas preciso admitir: eles também são todos iguais e vendem exatamente as mesmas coisas. Visto o primeiro mercado em Colônia, não havia mais muita novidade, pois eu já tinha visto cinco deles em Münster alguns fins de semana antes. Mas não desisti. Continuei caminhando e explorando todos os mercados possíveis até chegar no principal, que fica oposto à praça da estação central da cidade, do outro lado da catedral.

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Aquele mercado obviamente estava abarrotado de tudo quanto é tipo de gente e eu aproveitei para entrar na igreja depois de espiar algumas barracas (com nenhuma novidade). O lado de dentro da Catedral de Colônia é tão impressionante quanto o lado de fora. Eu sei que pra muita gente, ver igreja não tem graça… eles são como os mercados de natal, a proposta é a mesma, a execução é parecida. Mas não sei explicar, mesmo não sendo católica, não manjando nada nem de santos (eu tinha certeza que santo Antônio era nordestino), eu gosto muito da arquitetura. Muitas vezes as igrejas mantem o que o entorno perdeu ao atualizar seu estilo arquitetônico e urbanístico. Sei lá, pronto, expliquei, eu curto. O pé direito da nave central é absurdamente alto. Eu ouvi dizer que é possível inclusive subir na torre da catedral, mas eu apenas espiei, observei e assisti um pouco da missa em alemão que estava rolando naquele momento. A acústica é perfeita. E se pensar que durante a segunda guerra mundial, tudo ao redor dela ficou destruído e ela intacta, sei lá… uau.

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Depois de ver igreja fui comer. Um clássico: mcdonald’s. Eu tava faminta quase comendo o meio fio então entrei no primeiro lugar que encontrei. Dividi a mesa com uma vovó e duas crianças lindas com idades parecidas com as das crianças que cuidei em Baarn. Como eu os tinha visto há apenas 2 dias, eu não conseguia desviar o olhar das crianças, porque a memória estava muito recente! E pq eles usavam baby-german e eu conseguia entender o que eles falavam hahahahaha.

Depois que comi, dei a volta na Catedral e segui em direção ao rio Reno e caminhei um pouco pela margem daquele lado. Subi então numa de suas pontes, esta ferroviária, já que a estação central é logo ao lado do rio. Em toda sua extensão suas grades estão cobertas por aqueles “cadeados do amor” sei lá como o povo fala isso em português, mas vocês sabem do que eu estou falando, né? É tão bonito e colorido! O rio é largo a ponte longa, quando cheguei do outro lado o dia que estava cinza começava a ganhar vida. Ainda não estava aquele sol maravilhoso de inverno que chegou a se formar, mas a promessa era boa.

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Na margem oposta ao centro da cidade um longo parque acompanhava o Reno e foi seguindo por ele que vi o dia abandonar aquela aura acinzentada e ficar simplesmente lindo. Acompanhei também, por algum tempo, ao longe, uma moça passear com seu cão, bem à margem do rio, com o cachorro pulando na água e tudo! Daquele lado o rio forma uma praia de pedras, simplesmente lindo. Depois de uma pausa para um lanchinho observando o movimento do Reno, decidi descer até a praia e conferir de perto aquelas pedrinhas que formam uma cor tão bacana. Uma vez lá, não resisti. Aproveitei que meu sapato era impermeável e coloquei os pés na água. É coisa boba, mas sou dessas… eu senti e agora posso sempre me lembrar que eu estive no Reno.

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Uma coisa sobre viagens pra mim é que ter amigos e descobrir amigos ao seu lado enquanto você está na estrada é sempre fenomenal, mas os lugares… são os lugares que roubam meu coração e são os lugares que tornam a companhia mais atraente e divertida. Eu não consigo explicar o poder que os lugares têm sobre mim.

Segui por aquela margem mais um bom tanto e por volta das 4 da tarde cheguei numa ponte de onde pude ver Colônia por um ângulo simplesmente lindo e próxima ao zoológico que ao Jardim Botânico. Até considerei ver os animaizinhos, mas o preço não compensava pelo tempo que eu ainda tinha de luz do dia. Segui então para o Jardim e após me sentir especialista em botânica, resolvi sentar e escrever nos postais que havia comprado mais cedo. Quando o passeio estava acabando, a luz do dia também. Fui então até a estação de metrô mais próxima e rumei de volta ao hostel, descansei os pés, falei com a família e o amado e saí para comer.

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Na minha última janta em Colônia, minha primeira parada na viagem de fim de ano resolvi bater um kebab num restaurante árabe bem em frente aonde estava hospedada. A decoração era bem engraçada, com pinturas de cabritos nas paredes, uma televisão de tubo pequenininha e bem antiga e mesas e cadeiras numa madeira escura. Resolvi comer no local, o que me deixou meio apreensiva quando sentei (depois de sofrer um horror, porque meu alemão básico ainda não tinha sido treinado pra pedir kebab no idioma. Tentei adaptar do holandês e vários minutos e mal entendidos depois, consegui meu durum <3). Fiquei apreensiva porque o lugar estava completamente vazio e demorou muito para algum movimento começar a ser percebido. Fiquei aliviada quando vi que o que bombava mais por lá era o famoso takeout, todo mundo entrava, pedia rapidinho, aguardava em pé, pagava e saia com sua quentinha. A janta estava uma delícia.

Voltei pro hostel já era quase 8 da noite e como no dia seguinte eu tinha que estar as 6:30 da manhã no terminal de ônibus rodoviário que eu não sabia direito onde era, tomei um banho, fiquei online um tiquinho, subi pro quarto, liguei o Wes Anderson e não tardou muito para que eu pegasse no sono.

Essa foi Colônia.

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2 comentários sobre “Posts atrasados: Finalmente Colônia!

  1. Denise Valadão disse:

    Boa tarde Larissa,

    Você indicaria esse hostel que ficou em Colonia ? Poderia por favor passar o nome ? Se tiver alguma outra indicação agradeço.
    abs,
    Denise

    Curtir

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