Um post sobre Baarn

Baarn é um pedacinho de amor em forma de cidade na província de Utrecht. Com cerca de 24 mil habitantes, está localizada a 37 ou 46 minutos de Amsterdam via trem (depende se você vai de sprinter ou vai combinar sprinter + intercity). A cidade também está a 6 minutos de Hilversum, 17 minutos de Amersfoort e 32 minutos de Utrecht. Tudo de trem, tudo pertinho.

A cidade está próxima a outras também ricas e recheadas de au pairs, como Naardem, Bussum, Laren, Blaricum e Huizen… e pela proximidade com Amsterdam, muitos hosts trabalham fora de Baarn, transformando a cidade numa espécie de cidade-dormitório-de-luxo. A cidade, até o início do século XX era um reduto de campo para os afortunados da capital da Holanda do Norte, por isso mesmo possui uma região cheia de Villas, casas enormes cheias de quartos e de até 3 andares, com torres e sacadas. Foi esse pedaço da cidade que pude chamar de meu. Mas ela também é bem urbanizada ao melhor estilo holandês, mesmo que não ostente os famosos canais.

Foi em Baarn que nasceu a ex rainha do Reino dos Países Baixos, Beatrix, e foi na Nieuwe Baarnse School que o atual rei, Willen Alexander, e seus irmãos estudaram antes de se mudarem para Den Haag. Atualmente a ex rainha mora no Palácio de Soestdijk, que fica a 10 minutos de pedalada da estação de trem da cidade. A estação, inclusive possui uma sala de espera real, onde Beatrix e outros membros da família real provavelmente aguardam um possível trem que os levará de lá para outros lugares. Na verdade, nunca vi os membros reais a utilizando e não saberia dizer se eles pegam trens mesmo hahaha. Mas a sala de espera real existe, no último andar do prédio da estação.

Outro morador ilustre da cidade foi o artista plástico M.S. Escher, que morou por lá desde após a segunda guerra mundial, até um pouco antes da sua morte, no começo dos anos 70.

Baarn possui diversos playgrounds, várias escolas de educação infantil, uma praça central com igreja e coreto, alguns supermercados, o principal sendo o Albert Heijn da Eemnesserweg. A cidade também possui uma Hema de bom tamanho e bons cafés no Brink (adoro demais esse nome hahaha), que é a praça central da cidade e também várias lojas conhecidas por toda a Holanda, como a Zeeman, Blokker, Kruidvat, DA, Bruna, etc, etc na Laanstraat. Bancos também tem, Rabobank, ABN Amro e ING para o gosto do cliente. Na cidade você também encontra aves no parque da Bosstraat, “bambis” no parque coladinho com o Meander Medisch Centrum e seguindo pela Eemnesserweg sentido Groeneveld, você encontra um grande campo de pasto com três vacas bem peludas.

No verão, no parque da Bosstraat, é montado um mini restaurante que vende um prato nacional. As famosas poffertjes são nada menos que mini panquecas holandesas, feitas em uma forma de fritar especial e servidas juntinhas e um pouco bagunçadas, com açúcar de confeiteiro ou até mesmo com mel. Já na época do Natal, diversos moradores montam em seus jardins e em suas casas presépios nos mais diferentes estilos e é organizada uma rota para se visitar um a um.

Baarn é também lar da Associação holandesa de Escoteiros, do Groeneveld – uma casa/mansão de campo que virou museu com um enorme jardim com um riacho para caminhadas e pedaladas gostosas, de inúmeros bikepaths para você se perder com sua bicicleta por entre as árvores e de vários asilos. Sério, um amigo holandês me contou que o apelido em holandês da cidade é traduzido como “cemitério verde”, pois é destino de muitos aposentados… e também é muito arborizada.

Andar por Baarn é a certeza de sempre ver, em qualquer estação do ano, omas com seus netinhos pelos parques, cafés cheios de gente e pessoas pra lá e pra cá em suas bicicletas. O que eu nunca vi foram os ônibus das duas linhas que servem a cidade passando. Uma vez eu vi um homem parado num ponto de ônibus e me cocei muito para não parar e aguardar o ônibus com ele, só pra ver o tal do ônibus hahahaha.

Para se divertir, as au pairs costumam tomar café e comer kippnuggets com maionese no De Kerkbrink, um café simpático com preços bons no Brink; comer um sanduíche gostoso e tomar um sorvete no Petershof da Eemnesserweg; mandar uns kebabs doidos e deliciosos no Sultan Dönner da Niewstraat ou no Farao da Laanstraat; e tomar uma cerveja ou um vinho branco doce no Prins Hendrik, o famoso PH (pronuncia-se Pirrá, em holandês) querido e costumeiro de todas as au pairs. (Minha geração batia ponto lá, espero que as seguintes continuem hahaha.)

Baarn é uma cidade onde eu conheci o que qualidade de vida significa. Mesmo pequenininha, com jeitinho de vila, cheiode velhinhos pela rua, sem grandes baladas… Baarn foi a cidade que me fez feliz na Holanda, e quando eu me sentia grande demais para ela, eu estava há um trem de distância de outras cidades… ou há alguns minutos de pedalada de mim mesma.

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