Meus casos com a Holanda e com o Au Pair.

Eu não sei dizer ao certo quando minha história com a Holanda começou, só sei que é caso antigo e quando fui organizar meu primeiro mochilão tive que incluir Amsterdã como uma das cidades pelas quais passaria. Foi amor à primeira vista. Apesar de ter tomado chuva duas vezes (e na segunda vez ter sido uma chuva feia, longa e duradoura) e dos ventos serem cruéis eu não adorei somente a Amsterdã cheia de possibilidades de entretenimento, eu adorei o clima, as mulheres pedalando de saia social, as pessoas na rua até tarde mesmo, o preço das coisas, o jeito das calçadas, as casas altas de janelas compridas, os canais… enfim, tudo. E eu ainda pude conhecer Edam com seu Kaasmarkt (molhado e sem queijo), pude ver as ovelhinhas e vaquinhas pastando enquanto o ônibus cruzava os polderes, pude ver a diferença de nível entre as casas e o mar em Volendam, pude ver os moinhos de Zaanse Schans em Zaamdam… eu fiquei com um gostinho forte de quero mais.

A minha história com o Au Pair começou nessa mesma época, enquanto organizava o mochilão pela CI, li nas brochuras que era possível morar, estudar e trabalhar na Holanda como au pair. E a vontade nasceu e cresceu de lá pra cá. Quando me formei na faculdade resolvi então arranjar um emprego na área e juntar dinheiro para ir para a Holanda. Acontece que acabei encontrando um emprego na área e legal e eu acabei ficando, ficando e ficando. E o tempo passou e ano passado eu percebi que se eu não focasse nesse projeto eu não o realizaria.

Fui até a CI para conversar sobre o programa, mas infelizmente, por mais que a agência seja grande e tenha especialistas para esse intercâmbio específico, as especialistas não entendem muito do processo que te levará para a Holanda e por isso mesmo acabei levando as coisas com mais calma do que deveria.

Foi então que uma família caiu no meu colo. Uma companheira do rugby ficou sabendo que eu estava atrás de uma família e sabia de uma família que estava procurando uma au pair. Eles são pais de primeira viagem e a bebê tinha acabado de nascer. Isso não quer dizer nada, não é mesmo? Existem muitas meninas querendo ser au pair e muitas famílias precisando de au pair, quais as chances de match nessa situação? Olha, eu não sei uma porcentagem exata, mas só sei que entrei em contato com eles e tive uma resposta bastante positiva. Combinamos de nos falar via Skype e a conversa fluiu bem, tanto que gerou mais uma sessão de skype no dia seguinte, onde eu recebi um convite. Convite por mim aceito, match!

É engraçado falar sobre o match, porque ele pode acontecer de tantas maneiras, mas é incrível quando ele acontece… é como se mil possibilidades pipocassem na sua frente e você sente um prazer enorme só por poder apreciá-las.

Desde o match eu pesquisei bastante sobre o processo porque além de ser a minha primeira empreitada como au pair, eu e a família faríamos tudo por conta e eu também seria a primeira au pair deles. Tudo era novidade para ambos os lados. As pesquisas e a espera valeram a pena. Sábado passado fiquei sabendo que meu visto foi aprovado (vou contar depois em detalhes sobre o visto) e agora a contagem regressiva finalmente começou.

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4 comentários sobre “Meus casos com a Holanda e com o Au Pair.

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