5 albums that remind you of high school

Resolvi fazer uma listinha dos 5 albuns que me fazem lembrar do colegial, ali no facebook. Eis que na hora de publicar o resultado eu comecei a divagar… Sem pensar direito acabei colocando os seguintes albuns na seguinte ordem:

Straight Ahead – Pennywise

Enema of the State – Blink 182

Sonho Médio – Dead Fish

Taito Nâo Engole Fichas – Carbona

A Continuade da Máquina – Sugar Kane.

E isso foi o que eu disse:

Sou tão imbecil que sou incapaz de me lembrar do que mais ouvia quando tinha 15 anos, mas tenho certeza que – como eu ouvi esses discos durante a minha adolescencia – alguns desses discos podem até estar corretos. Acontece que nunca fui de ligar o que eu ouvia diretamente ao que acontecia na escola, já que a escola sempre foi disconexa do restante da minha vida… não em bg, porque eu adorava a escola, mas sempre completamente separada daquilo que eu trouxe pra “vida adulta”.

Continuando… Resolvi ligar aqui o Continuidade enquanto continuo minhas divagações. É difícil pra mim, explicar o que foram aqueles anos que passei no colegial. Descontando os erros e acertos, foram 4 anos que me parecem tão distantes que quase me sinto à vontade para me referir à eles na terceira pessoa. O que melhor me lembro é que a partir de 2003 eu não via a hora que chegasse o fim de semana para que eu pudesse sair com meus amigos – antes disso, não me lembro de nada. E não é como se eu não tivesse amigos na escola, eu fiz bons amigos naquele periodo, amigos que gostaria de tê-los mantido mais próximos.

Refletindo sobre tudo isso, foi preciso que eu resgatasse nos meus finais de semana o que eu ouvia nos tempos de colegial. Me lembrei que essa lista está incrívelmente correta. A primeira parte do meu ensino médio foi recheada com shows no hangar 110 e bandas nacionais. Fórum do Blink 182 e o gosto pelas músicas do Pennywise, enquanto os outros ouviam New Found Glory. Blind Pigs, Mukeka di Rato e mais uma porrada (e alguns tapas na cara) de outras bandas. Shows, shows, shows…

A segunda parte é vertiginosamente diferente disso tudo. Os shows das bandas de amigos no Vila Rock foram substituídos por RG’s falsos e madrugadas no Atari Club – quem lembra? Eu confesso que não lembro de todas. Strokes, Le Tigre… e eu já não me lembro. Dançar até morrer até mesmo na pista do Outs. Shows do Forgotten Boys ao lado da Débora Falabella e eu já não me lembro.

Blind pigs, Blink 182, Le Tigre, Dead Fish, Sugar Kane, quase não os ouço mais e não sei ao menos dizer o porque. Algumas coisas ficam marcadas no tempo e nós inconscientemente acabamos deixando que tudo vire apenas memórias. Talvez uma falsa ilusão de que “crescemos”, a pretensa idéia de que “evoluímos”. De tudo o que vivi nos tempos de colégio, o que trouxe comigo foram os amigos que não foram feitos no pátio da escola ou na sala de aula; acabei trazendo aquelas amizades que construí nas filas de shows, nas rodinhas suadas, naqueles momentos em que levantamos as mãos e as vozes pra cantar um refrão grudento, seja na pista de dança ou na frente de um palco.

O Continuidade ainda tá rolando aqui, com um gosto extremamente saudosista.

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