Cesare, Augustus

A gente nunca sabe se o que a gente deseja vai se realizar, a gente nunca sabe se o que a gente deseja é real ou não. A gente não sabe se o que a gente sente é de verdade até sentir de verdade.
A gente cria expectativas, faz promessas, tem sonhos, deseja sem a garantia da realização. A gente diz que gosta, a gente sente que ama, a gente sente falta.
A gente faz planos e não conta para o outro, a gente precisa contar para o outro cada minutinho do que aconteceu com a gente. A gente fecha os olhos e lembra de um sorriso, do jeito do outro de andar, de um fato engraçado e de momentos aconchegantes.
A gente às vezes se arrepende do que não fez, torce por outra oportunidade e cuida para que ela venha.
Mas a gente não manda no tempo e ele passa sem que se note.
Mas também a gente nota, a gente deita a cabeça no travesseiro com o pensamento longe e se perguntando se chegará o dia em que o outro estará com a cabeça no travesseiro ao lado. Ou com os pés na cabeceira e a cabeça lá nos pés. Às vezes o outro é assim, todo cheio de detalhes. Detalhes que a gente ama e que faz a gente amar.
E tem dias como hoje, em que o beijo vai ter que esperar, o abraço apertado fica para depois e o presente permanece guardado.
E a gente sabe que esperar faz bem, o desejo tá feito e o sentimento guardado no peito.
E então só se pode escrever por aí “feliz 23. Há mais a ser dito, mas não são por palavras escritas que eu devo dizer”.

Te amo.

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4 comentários sobre “Cesare, Augustus

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