Voltei viva.

Tenho tentando (desde que cheguei em casa) escrever sobre a viagem.

paris

Foram 23 dias sem descanso andando e carregando e depois puxando malas por um belo percurso em território europeu. Saiu melhor do que planejado. Visitei lugares onde pensei que não visitaria e deixei de visitar lugares também que queria muito visitar. Toda viagem tem espaço pra isso e a minha certamente teve.

O avião me causou medinhos tranquilos, cinto afivelado, 12 horas sentada, uma janela, filmes, comidas boas. A luz acende e você balança. Eu não morri. Avisem ao mundo, é isso mesmo, eu não morri.

Cada cidade surpreende à sua maneira, cada cidade é de um jeito, um espaço tão pequeno e tanta cultura, tanta diferença cultural. Era delicioso de se ver e de se viver. Caminhar por aí com coisas escritas e indicações em linguas que eu mal me lembro agora como se diz bom dia ou se agradece. Eu sorria e fingia entender tudo, qualquer coisa o inglês tava ali pra salvar. Ter pesquisado nomes de ruas, mapas de metro e todos esses detalhezinhos foi muito bom, e é algo que não quer dizer que não nos perdemos nem tivemos supresas. Mestre não fica em Veneza? Então tudo bem.

Nos perdemos um cidades grandes e radiais (valeu París), nos perdemos em cidades pequenas e sem problemas nenhum de navegação (valeu Salzburg). Caminhamos, descemos a linda Lisboa até o Tejo, atravessamos o Sena pra lá e pra cá, vimos o rio Tibre (e não tigre!), atravessamos mil canais em Amsterdã e em Veneza e vimos o rio bonito e sua linda skyline de Frankfurt. Madri tem rio? Salzburg eu sei que tem. Berlim tem também? Aquario eu sei que tem, e zoologico então? Ah! Como eu sei que tem.

Abraços, high fives, comprimentos em inúmeras línguas e muitos danks, mercis, grazies e gracias. Fomos turistas divertidas e educadas. Fomos turistas. Encontramos mil brasileiros, mil estrangeiros, 14 milhões de asiáticos (onde podemos contar os turistas de olhos puxados e os trabalhadores vindos da índia e paquistão). Tiramos fotos, olhamos mapas, visitamos museus, odiamos os “japoneses” e suas cameras enormes, que não respeitam o espaço cultural e muito menos os outros turistas.

Subimos no Elevador da Glória (santa quem?), na Torre Eiffel, no moinho de vento, na fortaleza/castelo, na Basílica de São Pedro. Pegamos trens gostosos, confortaveis e rápidos. Andamos em todos os metros que tivemos direito. Abrimos as portas nos sentindo malandras, burlamos o sistema de Berlim e não percebemos nossa malandragem. Pegamos trans, autobusses, biketaxi, boattaxi e boatbus…

É tanto pra contar, mas tanto! Foram 23 dias sem parar. Deixem-me respirar e eu conto algum causo. Voltei viva e cheia de histórias. (e de bagagem)

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4 comentários sobre “Voltei viva.

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