Sanger indaga

Sanger, sangi, san, sancho. Uma das pessoas mais doces que já conheci na face dessa Terra. Grande amigo grande, com abraço acolhedor e conselhos a serem ouvidos e levados em conta, ficar longe por muito tem faz mal e causa saudades absurdas. Eu sei, porque já fiquei. Guitarrista doidão de metal do diabo, fã de Yu Yu Hakusho, apaixonado. Esse é o sanger. Essas são as perguntas dele:

Sanger: Você se sente limitada/sem privacidade por ter que dividir um computador?

Larissa: Vamos por partes: sem privacidade? Não. Mais do que um computador eu sempre dividi quarto com pelo menos um dos meus irmãos. Sim, aos 21 anos de idade a minha experiência de ter meu próprio quarto é mínima e aconteceu quando eu tinha apenas 7 anos. Dividindo um quarto outra pessoa, eu aprendi a, digamos, me preservar. Não é perder toda a privacidade, perder ou não ter… é conviver num espaço restrito. No computador não é muito diferente, eu aprendi a não largar arquivos comprometedores no desktop, a não salvar arquivos em lugares acessíveis e enfim… sei lá o quanto a gente precisa de privacidade num computador. Agora se eu me sinto limitada? Sim, além da eterna escala de horários para uso do bendito, existe também a questão HD, haahahaha, eu não posso ficar salvando tudo o que bem entendo aqui porque o meu irmão (com quem divido quarto e computador) também tem seu espaço. Então não é limite. É espaço. Meu espaço que seria certamente maior (e será) acaba sendo “limitado” pela divisão com outra pessoa. Tem também o detalhe de eu precisar instalar programas super pesados aqui e que não posso porque esse computador tecnicamente é do meu irmão (o de antes sim era meu, mas quebrou :~~). Mas sei lá, não é algo realmente incômodo.

Sanger: Segundo recentes rumores, você aderiu ao movimento fashion “New Rave”. O quanto você se preocupa com o que você veste?

Larissa: É relativo. Eu me preocupo o suficiente para que eu me sinta bonita e confortável. Isso não é muita coisa, eu vou de pijamas e chinelo pra faculdade e para chegar lá ou eu pego metro ou eu pego dois ônibus, tudo lotado. Eu uso roupa rasgada, manchada, desbotada e sem passar. Mas preciso pensar também que não estou em forma e que nem tudo me cai bem, então não posso usar blusinhas e coisas coladas. Pra mim, mais do que moda ou movimentos fashion, existe algo chamado gosto pessoal. Eu gosto de calças jeans, blusas coloridas, molentons, tênis grandes, vestidos, chinelos e sapatilhas. Sou apaixonada pelos anos 80, sempre fui e todo mundo sabe. O new rave surgiu resgatando as cores e as formas da virada da década, aquele pedacinho do final dos 80 e começo dos 90 que muita gente tenta esquecer, porém não dá pra negar a genialidade modista em transformar algo extremamente brega e antiquado em algo extremamente brega e pós-moderno numa releitura crua, versátil e cheia de cor e energia. Moda pra mim é isso: é bem estar e bom humor. Eu me preocupo pouco com o que eu visto, eu me preocupo em me vestir e estar confortável. Seja do jeito que eu estiver. Eu gosto de me sentir bonita e isso depende dos meus padrões de beleza. Não tem muito a ver com a moda em vigor, apesar d’ela ser fator determinante na hora de comprar itens de vestimenta. (Alor?)

Sanger: Fora em família, você convive com pessoas que considera chatas? Porque?

Larissa: Vou lançar a real: eu não convivo com o povo chato da família porque não faço questão, se é chato e tá por perto eu não dirijo a palavra. Eu tenho um tio absurdamente crianção e paspalho. Um verdadeiro imbecil. Agüentei o indivíduo por toda minha infância e adolescência, praticamente. Aos 17 anos perdi a paciência e mandei ele ficar quieto. Depois disso foi carta branca pra eu poder evitá-lo e ignorá-lo da maneira que acho eficaz. Minha família também, apesar de grande de ambos lados não é lá muito unida e ele é praticamente o único caso de familiar chato que tenho. Fora da família não é diferente. A pessoa me irritou um pouco eu já deixo falando sozinho, paro de olhar na cara, passo reto… Total arrogante, ou não. Cortar relações com que considero chato é o mais cordial que eu posso fazer, afinal, não gera falsidade da minha parte e evita futuras discussões que podem ocorrer devido a minha incapacidade de conter minha acidez. Sim, acontece. É bem comum, quando eu não consigo fugir das pessoas “chatas” d’eu fazer questão em me tornar insuportável até a pessoa não querer mais sequer ver minha cara e aí eu me livro dela :D. Ajuda.

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3 comentários sobre “Sanger indaga

  1. Mulherão disse:

    Também sou assim, não me obrigo a conviver, ou ser agradável com pessoas chatas. Ignoro, corto relaçoes, melhor do que despejar toda a minha hostilidade e os meus criativos deboches e ironias. Não que dê pra ser uma lady o tempo inteiro, mas eu tento!

    Beijos.

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  2. Gorete disse:

    vc escreve muito legal. amei seu estilo. e, se me permite, vou voltar sempre. espero que esteja mochilando pra valer e retorne com novidades para seus leitores. adoro viajar e viajar nas viagens dos amigos. bjs

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