Endorfina, eu te amo.

Eu odeio o clima das academias. São grandes, expansivas, frias e nem um pouco amigaveis. Parece que pra gente que tá fora de forma, ali não é o lugar pra gente estar. Minha vida inteira eu me matriculei em academias para fugir delas. Desde os 13 anos eu vou lá pra tentar emagrecer, vou 15 dias, enrolo os outros 15 e nunca mais volto. O mais engraçado é que eu vou lá pra entrar em forma, mas não entro no ritmo e quando volto pra acadeia (seis meses, um ano, dois anos depois…), eu to mais fora de forma ainda!
O rugby me cobra uma boa forma fisica bem mais do que qualquer outra atividade ou pressão psicologica já me cobrou. Ironicamente eu estou mais gorda que nunca, mas é chegada a hora de tomar vergonha na cara e correr de braços abertos pra endorfina. Afinal, não há chocolate no mundo que me faça me sentir melhor que uma boa corrida, ou depois que eu fiz força. Não há, simplesmente não há.
Aliando a minha sede por chutar bundas no rugby, com a pressão psicologica da minha mãe, mais meu gosto pelas endorfinas fui pra academia. O plano inicial era ir lá, fazer tudo com má vontade e no final curtir meu bem estar pós exercicio, mas após me matricular eu acabei subindo até o shopping e comprei um chinelo lindo e quando eu desci pra academia novamente era o horário da aula de bike.
Há quem chame aquilo de spinin, whatever, entrei na sala com a minha mãe e já tinha gente pedalando. Escolhemos as bicicletas lá do fundo pra ninguém ver a gente não aguentando, ajustamos os bancos, subimos na meninota e nos pusemos a pedalar. 5 minutos depois entrou o professor todo simpático, fazendo a gente prometer que acontecesse o que acontecesse a gente não ia parar de pedalar. Ele ligou um putz-putz genérico e contagiante e gritou “Pedala! Quero ver giraaaar!“. Pedalei horrores, sem parar por 45 minutos, as vezes com muita carga, as vezes sem carga nenhuma, parecia que eu ia sair voando como naquela cena do E.T., foi lindo.
A sala é um lugar separado do restante da academia, com as paredes altas e pintadas de azul escuro ela fica toda fechada, o que permite que o professor ligue a música super alto. O clima é extremamente envolvente! Todo mundo tá lá fazendo a mesma coisa que você, no mesmo ritmo que você, o professor tá lá na frente te motivando e chega uma hora que ele apaga a luz. Você fica na luz negra pedalando sem parar, o mais rápido o possível e daí ele liga o estroboscópio e você tenta pedalar na velocidade em que a luz pisca. É lindo.
To achando tudo tão lindo também porque estou repleta de endorfina ainda. E olha, serei aluna presente em todas as aulas de bike, porque libera uma endorfina fudida e endorfina, eu te amo.

Ah sim, voltei pra academia e além da bike também vou puxar peso e afins. Vem endorfina, vem!

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2 comentários sobre “Endorfina, eu te amo.

  1. marly disse:

    Tudoo amiga tamo junto siempre
    meu esse ano eu sabia q ia ser diferente foi o destino estamos perseguindo a mesma coisa!!!arrasa nas pedaladas beeeeeeeeshaaaaa
    es nosotros:)

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  2. glauber disse:

    sim, eu AMO canto, Lari (H)

    ah não, meu! pára com isso!
    vc já deve ter visto em vários lugares que academia está no meu “Top 5 de coisas que eu jamais faria”
    pára, meu! sabe o que parece? parece que somos aqueles ratinhos que ficam andando sem parar naquelas “roda-gigante” de laboratório, tá ligada? eu fico com maior dózinha dos ratinhos e do meu corpitcho, que não merece essas coisas horrorosas
    sem contas as músicas horrorosas que tocam nessas merdas! pqp! chega!
    prefiro trabalhar ouvindo Ramones, como estou fazendo agora! e o melhor: quem tá ouvindo Ramones é a minha chefe!

    bjocas, gata
    te pego na saída

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