O primeiro do 2008

Nem Dostoiévski está sendo capaz de prender minha atenção. Olho pro lado, fecho o livro. Um copo rouba meus pensamentos e minha concentração. Já conheço essas histórias, a do livro e a da minha cabeça. Não sei como a primeira se desenrola nem como acaba, mas a que me rouba a concentração… essa eu já vim, vi e venci. Milhares de vezes.
Digo pra minha amiga de infancia e que veio me visitar, que preocupação com o já acontecido só serve para causar gastrite. “Ó a gastrite, Tata, ó a gastrite”. Mas na minha vez fico remexendo, remoendo e reclamando, ainda. E é assim sempre, não? A preocupação que a gente manda o outro esquecer, mas não para de pensar; a atitude que a gente manda o outro tomar, mas que a gente mesmo nunca toma; o regime que os outros nos mandam fazer, mas continuam se empanturrando de comida… enfim.
Esse 2008 era pra ser diferente, não era? Foi o que eu disse. “Você não precisa esperar o ano mudar pra mudar também”. O ano mudou já… eu não mudei nem antes, nem depois dele. Não to falando que o ano está perdido (ele nem começou, afinal), mas coisinhas pontuais que se eu não começar a fazer agora, será como em todos os outros anos.
Fechei o livro de novo, penso em fazer algo nesse domingo a noite. Fazer o que? eu nunca faço nada nos domingos a noite…

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Um comentário sobre “O primeiro do 2008

  1. Rafael Takano disse:

    Publiquei antes de você!!!!
    Pra mim as coisas mudaram antes de 2007 acabar. Mas acho que a mudança de ano realmente renova o que tem dentro da gente. Acho que é um tipo de esperança.
    E mesmo sem saber de onde, eu tirei a minha e 2008 começou melhor que qualquer outro ano!

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