Destino de desejo: Bergen

 Dizem que a Noruega é um daqueles lugares onde chegar pode ser complicado, princípalmente por causa do clima e do alto custo, mas que quando você está lá, é tudo tão bonito, tudo tão impressionante que a única coisa da qual você se arrepende é de não ter ido antes.

Vista do Monte Fløyen

Bergen, na foto, é a segunda maior cidade do país, atrás apenas da capital. E enquanto Oslo fica no meio da península Escandinava, pertinho da Suécia, Bergen fica no litoral, em meio a fiórdes e com vista para o Mar do Norte. Dizem também que a viagem de trem entre as duas cidades é um passeio à parte e fazê-lo compensa bastante. Seus cerca de 250 mil habitantes têm uma localização privilegiada, como a cidade está entre 7 montanhas, ela é também a cidade mais chuvosa da Europa. Ó que legal!

Em dias de chuva dá pra visitar a Galeria de Arte de Bergen, com vários trabalhos de Munch, ela é um dos maiores museus de arte dos países nórdicos, então deve valer a pena. Tem também os Museus de Bergen, que pertencem à universidade da cidade e são dois: O de história cultural e o de história natural, ou seja, tem bastante opção.

Em dias secos (não necessáriamente de céu aberto) dá pra ir no Aquário da cidade, com uma boa documentação da vida marinha da Noruega, com focas e afins, e também uma boa variedade de peixes tropicais. Pra quem gosta desse tipo de passeio – eu adoro, parece ser bem legal!

Dá também pra pegar dois funiculares: o Fløibanen te leva pro topo do Monte Fløyen que te permite uma vista incrível e mais completa da cidade por estar numa posição mais central, e o Ulriksbanen que sobe até o topo do Monte Ulriken, a montanha mais alta da região, e chegando lá tem um restaurante onde você pode aproveitar a vista.

Tem também parques, o porto, dezenas de igrejas e também a região do Bryggen, patrimiônio mundial da UNESCO, que foi amplamente utilizada pela Liga Hanseática (alô aula de história!). Esse pedaço da cidade é cheio de atrações relacionadas ao tema.

Eu tentei encontrar vídeos legais da cidade, mas a produção amadora parece ser bem pobrinha por lá porque foi difícil encontrar alguma coisa bacana, então vai esse clipe mesmo do Kings of Convenience (o duo é da cidade), onde eles tocam num telhado da cidade e a vista é linda!

Destino de desejo: Kiev

Kiev, a capital da Ucrânia pode vir à sua mente rapidamente se você for ligadinho em geografia ou futebol. Mas é fato que quando a gente pensa nela, a gente não sabe muito o que pensar. Então fica aquele borrão. Kiev, Ucrânia e nenhuma referência visual.

Pois saiba você que a maior cidade desse país da Europa oriental foi também uma das cidades mais importantes da antiga URSS e até hoje cumpre um papel importante naquela região.

E a gente com isso? Ela possui cerca de 3 milhões de habitantes, uma ampla infraestrutura de transportes públicos e diversas faculdades. Isso quer dizer que a cidade é grande, você se locomove facilmente e pode contar com um amplo número de gente jovem nas ruas, bares e baladas.

E tem museu de guerra, catedrais, monastério com cavernas, parques e ruas lindas para caminhar sem medo de não ver algo interessante. Além disso, ela é banhada pelo rio Dniepre, o que garante passeios diferentes e igualmente bacanas

Em Kiev você também encontra acomodação a partir de 6,00 EUROS em lugar central! Sério, 6 euros deixa qualquer um feliz. E se o hostel for ruim, você não consegue nem reclamar, de tão barato que foi! hahaha.

Dá pra descobrir mais da cidade aqui. E dá pra ver um pouco da cidade aqui:

Estando lá

Retomando e fechando de vez a parte dos preparativos, já tá acabando gente! Logo começa a parte boa: histórias! O que me dá um medinho, já que que pensei só nessa primeira parte e agora preciso repensar as viagens em si e pinçar as boas histórias.

Mas agora todo mundo já sabe como faço pra ir, para me guiar, organizar e para chegar até a tal da Europa, certo? Tá faltando uma parte bem importante, certo? Onde ficar? Hostel ou hotel? Couch surfing? Onde comer? Na rua, menu turístico, restaurantes que atendem mais os “locais” ou ir ao supermercado?

vista da área de convivência do hostel em Barcelona

Primeiro que eu acho que é agora que a gente tem que por a mão de verdade no bolso e pensar: qual é o meu orçamento? E isso define praticamente tudo o que diz respeito à viagem. Sim, esse passo pode ser tomado a qualquer momento durante o planejamento e não dá pra fugir, se você não souber quanto pode gastar, você não sai do lugar. Bem óbvio, né?

Guias podem recomendar que você faça uma média de 30 euros por dia. E isso é bem possível. Em países do leste europeu é possível encontrar hostels com diária em dormitórios por 6 euros. Isso mesmo, você não leu errado. No entanto, em lugares da europa ocidental, que atraem mais turistas, como Paris, é bem difícil você conseguir gastar apenas 30 euros. E digo isso porque é verdade, se você optar por pagar estadia, encontrar algum lugar por 15 euros/noite é exceção, não regra. O mais provável é que você encontre lugares por volta de 23 euros/noite. Faça as contas e veja se dá pra gastar 7 euros em transporte, alimentação e passeio. Não dá, né?

Pois bem, se você tem orçamento para ir, vá, faça as malas e pé na estrada, senão, veja se não é melhor fazer algum outro tipo de viagem ao invés de se aventurar pela Europa ocidental. Passar aperto até vai, mas passar fome ou coisa do gênero, nunca é legal.

Quer saber onde procurar hostels e comparar preços? O Hostel World é o lugar certo. Nele você encontra hostels (e agora hoteis e b&b também) em quase todos os lugares do mundo e além dos preços dá pra ver a localização direitinho, a descrição dos serviços e os comentários de quem já foi e o que achou. Além desses comentários, sempre dá pra dar uma olhada no TripAdvisor, pra ter uma “segunda” opnião. É aquela coisa: double check não custa nada. Se você viu algum lugar no guia e quer saber mais, esses são os sites que você deve olhar. O Lonely Planet oferece serviço parecido, então pronto, adiciona esse site também na lista na hora de procurar!

Agora, uma coisa que recomendo é sempre ir no site do próprio hostel na hora de fazer a reserva. Não é difícil encontrar preços diferentes de um site para o outro, e normalmente é no hostel world onde está mais caro. Algumas vezes também há diferença na disponibilidade. Eu aconselho de verdade que você faça a reserva no site do hostel e imprima toda e qualquer conversa/documentação que você tiver com o lugar, para o caso de dar alguma coisa errada. Então siga essa diquinha e economize um dinheirinho. :)

"couchsurfing" na casa dos amigos: bem melhor!

Hostels são uma boa maneira de fazer contatos e novas amizades durante a viagem. Mas se você quiser dar uma passo além na descoberta de novos amigos, o Couch Surfing taí pra isso. Através dele você tem a oportunidade de se hospedar na casa de um morador local e “surfar” no sofá deles. Não se paga (e não se pode cobrar) a estadia, mas a etiqueta indica que é bacana fazer umas comprinhas para ajudar na geladeira, além de é claro, você precisa estar disposto a ser um host quando estiver em sua cidade. Isso indica que você pode hospedar alguém ou se não puder, colaborar sendo uma espécie de guia turístico para os visitantes.

E não precisa ter medo, viu? O site se preocupa bastante com a segurança dos usuários e por mais que o cadastro seja aberto para todos, eles têm um sistema de “testemunho” onde as pessoas deixam depoimentos sobre aqueles que conheceram e a pessoa que recebe não tem a opção de recusá-lo ou apagá-lo. Se alguém não gostou de você e não tem medo de dizer, já era. E na hora de procurar por um sofá, é só atentar aos depoimentos também, além de ver se o perfil da pessoa combina com o seu. E a pessoa que recebe a proposta analisa o seu perfil e os seus testemunhos para saber se quer ou não te receber em casa. Enfim, quanto mais você participa, e participa positivamente, melhor pra você!

Eu parto do princípio de que essa viagem que você tá planejando é igual as minhas: orçamento pequeno, então hotel segue a mesma lógica que os hostels, só vale a pena se for bom, central e barato. Normalmente não é assim que funciona, então vamos nos concentrar nos hostels. E se você tiver algum amigo que tá morando em alguma cidade para onde está indo, não tenha vergonha, pergunta se pode se acomodar em algum canto da casa dele! Acho que todo mundo entende que não é um rolê barato e economizar é sempre bem vindo. E nessas situações seremos sempre gratos!

Agora, comida:

comida caseira em Berlim: delícia!

Comida é um negócio mais fácil. Você só precisa prestar atenção. Se tiver a oportunidade de comer em casa: coma. O problema é que ficando em hostel nem sempre é possível fazer uma refeição elaborada, certo? Sim, isso é um problema, mas dá pra driblar as adversidades, gente. Vem comigo.

O melhor esquema para combater a fome que encontrei é o seguinte: café da manhã reforçado. Fácil, né? Algumas vezes sinto que não estou falando nenhuma novidade e sei que é verdade. Mas acho bacana deixar tudo em primeiro plano na nossa cabeça na hora de viajar. Tomar um café reforçado às 9:00 da manhã pode garantir que você só sentirá fome novamente lá pelas 15:00. Foram quase 5 horas sem parar pra pensar em comida (mas pensando sempre em água, heim gente? Tem que carregar garrafinha e garantir a hidratação). Esse almoço no meio da tarde é a chave para o sucesso. Você pode escolher comer um croquete de máquina no centro de Amsterdã ou pode procurar algo com mais sustância. Lembre-se você tem um orçamento a seguir, e você se lembra do planejamento? É legal contar com isso na hora de se organizar, porque você pode reservar um tempo para procurar um lugar que caiba no seu bolso, mas que não vai te deixar faminto daqui 2 horas e meia e completamente desfocado no restante dos passeios. É legal comer algo que vai te deixar de barriga cheia (sem pesar) até pelo menos umas 20:00.

paella e sangria no maremagnum em Barcelona

O cronograma diz que você vai ter comido de 5 em 5 horas. Começando às 9 e terminando as 20:00. Ainda dá tempo de bater um pouco mais de perna pela cidade, se for verão. Se for inverno você pode comer e correr pro quentinho do hostel. Isso funciona muito bem pra mim e é como eu costumo fazer.

Para procurar restaurantes legais e na região onde você estará, caso você já tenha feito aquela programação diária, dá pra acessar lá no TripAdvisor ou no Lonely Planet e ver os reviews que tem lá também. Não que por isso você seja obrigado a ir neles, mas é bacana ter uma opinião prévia e evitar um lugar que pode ser o paraíso do piriri.

Já estou acabando, mas antes de falar da opção mais barata, falarei da mais cara! Não há sistema digestório que aguente uma rotina de croquetes de máquina, mcdonalds e fast-foods similares. É barato, é sim e eu sou super a favor de frequentar lugares como estes, mas é bom se dar algum tipo de luxo também. Por isso eu sempre planejo uma, que seja, refeição mais rica. Não estou falando, claro, de gastar 50 euros num jantar. Tou falando de pequenos luxos, não de pagar de babaca. Se você economiza no avião e vai de Vueling porque raios gastaria tanto dinheiro numa única refeição? Estou falando daquelas escapadinhas para um menu turístico mais caprichado, que vai te cobrar 20 euros e você vai ficar feliz e afirmar depois que super valeu a pena. E depois de tanta porcaria, acreditem, vale mesmo! E daí é o mesmo esquema, olha bastante as cartas na porta dos restaurantes, lê legal as lousas com o cardápio do dia e vai fundo! Saboreie os três pratos com gosto e se tiver algum imprevisto intestinal depois, não me responsabilizo, hahaha.

Agora, o supermercado costuma ser a opção mais barata mesmo, não há como fugir: queijos, pães, defumados, refrigerante, vinho, biscoito, cerveja, chocolate, água, sanduíches prontos… se sua bolsa for grande, agende piqueniques descompromissados na hora das refeições. Sente ao ar livre e se esbalde nas comprinhas, vale bastante a pena e você dificilmente sairá do orçamento!

comida no parque: sucesso a preço de banana

Pronto gente! Terminou o planejamento! Agora é viajar, é ser feliz, é aproveitar até cansar e daí continuar aproveitando!

Destino de desejo: Wuppertal

Num pedacinho da Alemanha composto por cidades como Colônia, Düsseldorf, Essen, Dortmund e até mesmo Bonn, existe outra que me deixou bastante curiosa: Wuppertal.

A cidade tem apenas cerca de 350 mil habitantes e não é um polo turístico, é verdade, mas possui o Engelshaus, um pequeno museu sobre Friedrich Engels (sim, o do Manifesto Comunista) e também o museu Von der Heydt-Museum que tem uma boa coleção de arte que abrange os séculos 17 ao 20, com ênfase nos períodos de 1800 e começo dos 1900. Se você gosta de museu, pronto!

Se você aprecia outros tipos de arte, a cidade é a do grupo de dança da Pina Bausch e você pode descobrir aqui quando o grupo estará se apresentando na cidade.

Ao ar livre parece ser possível flanar bastante, além de visitar um parque repleto de jardins chamado Hardt. Tem também um zoológico e eu piro num zoológico, então já era.

Apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção foi outra coisa, foi o Schwebebahn:

Esse monotrilho ao contrário me deixou maluca quando o vi no documentário sobre a Pina e o que eu mais queria era correr na internet e descobrir onde ele ficava. E foi mais óbvio do que eu pensava, haha, ele fica na própria cidade da companhia de dança! E eu preciso andar nesse negócio! Ele vai a 8 metros de altura em relação ao solo e a 12 quando passa sobre o rio Wupper e foi inaugurado em 1901. Desde então ele se expandiu e até hoje é utilizado normalmente como meio de transporte na cidade!

Se um dia eu conseguir andar nesse negócio eu não vou deixar de contar aqui, então quem sabe? Aguardem e fiquem ligadinhos!

Chegando lá

Percebi que tenho bastante história que quero contar e então o melhor a fazer (depois de explicar como descubro o que fazer num destino e como chego nesses “o que fazer” quando já estou no meu destino), é dar dicas úteis de verdade.

Antes de mais nada: para brasileiros entrarem em países da União Européia não é necessário nenhum tipo de visto, desde que o brasileiro comprove que não passará mais de 90 dias por lá e que tem como se manter nesse período. Então antes de embarcar é sempre bom ter os comprovantes de reserva em mãos, alguns euros e os cartões que usará por lá, além de, é claro, um passaporte válido.

Existem dezenas de empresas aéreas que podem te levar até a Europa partindo do Brasil. Isso você já deve saber. O difícil é descobrir qual empresa aérea pode te levar até lá da melhor maneira possível pelo menor preço.

O decolar.com é apenas um dos diversos sites que mostram as opções de voos mais baratos para os mais diversos destinos. Além dele, o submarino viagens é outra boa opção nacional. Entre as gringas o sky scanner cumpre muito bem essa função e agora o site tem uma versão em português do Brasil. O hipmunk é uma alternativa mais engraçada, moderninha e traz as informações de um jeito bem bacana: o site te mostra não só as viagens, mas também quanto de agonia elas irão te trazer. Uma barrinha bonitinha te mostra o tempo de voo, o tempo de solo e você consegue visualizar melhor se vale a pena ou não aquela conexão de 10 horas pra pagar 300 reais mais barato numa passagem.

Ah! E isso também é bem legal de reparar! Algumas vezes, em todos as opções supracitadas, encontramos algumas pechinchas, mas antes de sair clicando em comprar, é legal ver se tem conexão ou escala e quanto tempo elas levam. Porque acontece exatamente o que falei ali em cima: você pode pagar menos, mas já chega no destino de porre e muitas vezes cansado. Eu prefiro procurar sem parar, quase obsessivamente por passagens antes de ir viajar (o que não falei até agora que não pareceu um pouco obsessivo, né? hahaha). Os voos costumam mudar com frequencia, então é bacana anotar em algum lugar os voos interessantes. Eu já pensei em comprar passagem mais barata com uma conexão um pouco mais longa, porque né, economizar é sempre legal, mas ficando sempre de olho nunca precisei comprar tal passagem, porque vira e mexe aparece passagens boas por preços bacanas. O legal então é começar a procurar pela passagem pelo menos uns 3 meses antes da viagem, pra ter uma folga maior pra procurar uma passagem melhor e não ter que sofrer com passagens caras como as passagens ficam quando a data do voo se aproxima.

Sobre as cias aéreas não dá pra inovar muito no discurso. Já cruzei o Atlântico de Air France voando de São Paulo pra Lisboa, com conexão em Paris. O voo daqui para Paris foi super tranquilo, apesar de longo, e eu digo isso como alguém que nunca tinha andado de avião e até então morria de medo! A comida é boa, os comissários eram bem atenciosos e tinha bastante opção de entretenimento a bordo. Ano passado fui de Lufthansa de São Paulo para Berlim, com conexão em Munique e me apaixonei! O avião é bem menor que o da Air France, o atendimento impecável, a comida deliciosa e mil opções de filmes e música bem atualizadas. Tinha os dois cds da Adele bombando, por exemplo.

Quanto à locomoção dentro do continente, os europeus – e nós, os turistas – tem várias opções. Se você quiser manter suas raízes brasileiras por lá, dá pra encontrar centenas de rotas de e para diversos países feitas por onibus e a Eurolines não vai te deixar na mão. Eu nunca andei de Eurolines, mas já fucei o site e dá pra encontrar bastante coisa legal, e conheço também algumas pessoas que usaram e elogiam.

Existe também uma opção bem diferente da que estamos acostumados e garanto: é uma delícia! Viajar de trem é algo que só experimentando dá pra ter noção. Posso estar romanceando demais, mas há algo romântico mesmo em viajar de trem. As amplas janelas, as mesinhas, a paisagem. Tudo vale a pena. Os preços não são tão em conta quanto o onibus, isso é verdade, mas a viagem compensa. Cada país tem sua operadora dos trens, mas a Eurail te oferece uma timetable bem completa de praticamente todos os destinos imagináveis. Nem sempre os preços das passagens são amigáveis, mas eles oferecem também “passes” que te permitem viajar x vezes em um determinado período de tempo, não importando quantos trens você pegou, mas sim a viagem feita. Eu usei o passe que me permitia viajar acho que 10 vezes num período de 3 meses e super recomendo. Os trens são rápidos, eficientes e apesar de uma viagem de trem demorar mais do que uma de avião, por exemplo, as estações normalmente são centrais, ou no mínimo, melhor localizadas que os aeroportos.

Quando viajar de onibus e de trem pode significar perder horas importantes existe sempre a opção de viajar de avião e é agora que a coisa fica boa: existem dezenas (juro) de empresas aéreas que cobram baratinho de um destino a outro. São as chamadas empresas low cost ou low fare. O nome do segmento delas não importa muito, o que é bom ter sempre em mente são os nomes das empresas. A easyjet provavelmente te levará de qualquer lugar para qualquer lugar por um preço bem em conta e o serviço, eu garanto, é bem parecido com o da Gol aqui no Brasil. Ela não é a única e nem sempre é a mais barata, mas é uma das que possuem o maior número de destinos. A wizzair, a ryanair, a transavia e a vueling são só algumas das outras empresas que te transportam de maneira rápida entre cidades do continente europeu, mas mantenha em mente que os preços baixos implicam na provável ausência do lanchinho à bordo, em assentos menores e também em restrições de bagagem. E a easyjet não escapa disso.

Dalí e Van Gogh curtindo o voo.

Organizando-se

Certo, você já sabe o que quer visitar, ver e conhecer quando estiver no seu destino, certo?

Agora é a hora de organizar toda essa informação. Mais: encare isso como um pré-roteiro das suas férias. E para fazer isso você só precisa fazer uma matemática simples: divida o número de atrações pelo número de dias na cidade. Depois disso, eu simplesmente pego o guia, abro o google maps e arranjo algum lugar onde possa tomar nota.

Eu acho que uma boa maneira de otimizar o tempo é separando a cidade por áreas, identificar o que fica perto do que e daí traçar um percurso. Na minha cabeça faz muito mais sentido se deslocar até uma parte da cidade e daí explorá-la do que ficar indo de um lado pro outro completamente errante. Ainda mais porque quando as coisas são perto uma da outra e você se desloca a pé, tem a oportunidade de ver coisas bonitas, curiosas, estranhas e encantadoras no trajeto; enquanto quando as coisas são longe a gente sempre opta pelo metro (quando tem) pra poder percorrer as distancias de maneira rápida e tudo o que vê são tuneis.

Eu uso o google maps sem dó de gastá-lo. Uso principalmente a ferramenta de rotas dele pra ver qual seria o caminho ideal e as estações de metro e pontos de onibus próximos aos pontos turísticos. Tudo isso porque acredito que a solução para qualquer e possível problema é a informação. Se eu tomar cuidado pra saber tudo isso antes, não vou precisa perder muito tempo tentando descobrir durante a viagem como me deslocar pela cidade.

Um exemplo que eu acho que ilustra bem o que eu digo é da primeira vez que estive em Berlim. Não dei a atenção que a cidade merecia e no fim descobri que um caminho que seria feito por uma caminhada por uma avenida linda foi feito através de baldeações de u-bahn. E foram baldeações mesmo: peguei 3 linhas de u-bahn diferentes para sair num lugar que ficava no final da avenida do hotel! Tudo isso porque o mapa da cidade que eu tinha comigo não tinha uma escala boa e o mapa do metro não dizia “filha, vai a pé”.

E isso foi em 2009, não faz muito tempo, mas os apps de celular não eram tão famosos. E mesmo agora que são, eu ainda prefiro me programar antes a ficar parada em pé checando o app no meio da rua.

Outra coisa: sou adepta do caderno de viagem. Mais do que usá-lo como um diário, carrego o livreto para ter sempre comigo informações importantes. Quais são as informações que vão para suas páginas?

- Local pelo qual chegarei na cidade

- Nome e localização de onde estarei hospedada (telefone do lugar fecha o combo)

- Meio de deslocamento estação/aeroporto até o local de hospedagem

- Estações, pontos de onibus e/ou tram e avenidas próximas ao local de hospedagem

Sou daquelas que evita quantos taxis forem possíveis durante uma viagem. Não porque seja um absurdo de caro, porque analisando melhor, não é. Mas se existe a possibilidade de “viajar mais” eu a aproveitarei. É claro que as vezes, dependendo do seu estilo de viagem, não rola pegar um onibus até o centro da cidade e de lá pegar o metro, porque sua mala vai te atrapalhar e você já chega no lugar onde vai ficar cansado. Porém, se você não se cansa fácil ou se está tendo uma viagem mais prática, essa dica é ouro: a maioria dos aeroportos tem algum meio de transporte que te liga diretamente não só ao centro, mas principalmente a ele, das cidades a que servem. E normalmente o preço é bem camarada!

O processo de chegar e sair de uma cidade é basicamente o mesmo processo de descobrir como faz pra ir de onde estarei hospedada para as atrações que quero conhecer. Entrar no site das empresas que cuidam dos meios de transportes também é legal, para ter uma noção melhor de rotas (google maps erra tanto na gringa quanto erra aqui no Brasil) e também uma noção melhor de preços. E o maps sempre mostra qual é a empresa. Isso não é complicado.

Descobrir e entender o lugar que desbravarei com antecedência me poupa tempo in loco e aumenta minha segurança enquanto viajante. É claro que imprevistos acontecerão e você vai precisar mudar algum dos planos que fez com antecedência. Toda viagem precisa de espaço pra isso e você deve respeitá-lo e ter cabeça fria quando acontecer. Mas esse pré roteiro te ajuda a não deixar aquilo que você quer ver pra trás. Ele não garante, mas ajuda. Assim como ter um conhecimento prévio dos transportes que servem a cidade te ajudam a se virar melhor na hora do ir e vir.

Todas as imagens que ilustram o post é da minha segunda vez em Berlim. Dessa vez bem informada!

Guiando-se

Certo, ficou combinado que contarei para vocês dos meus passeios internacionais. E por internacionais eu quero dizer Europa, que é pra onde eu fui, né? Já estou falando de algo que sei só uma parte, não falarei daquilo que não sei. Antes de começar gostaria de compartilhar também algumas das providências que tomei (e pretendo tomar novamente no futuro) antes de embarcar.

O que vou contar aqui pode soar um pouco control freak demais, mas assim: essa sou eu. Pra eu me sentir segura num lugar que é 14.000 km longe da minha casa, eu acho justo fazer as coisas assim e quem julga alguma dessas coisas desnecessária não precisa copiar, ué.

Vamos lá? Vamos!

Depois de decidido o destino gosto de comprar um guia. Sim, aquele livro que pode ser pesado e enorme e que contém todas as informações que a gente pode encontrar online. E o motivo de eu comprar o guia é que nele eu consigo manter o foco e ter uma base pra tudo: passeios, museus, estadia, comida e transporte. Afinal, o guia é editado, certo? A internet provém muita informação e as coisas podem ficar um pouquinho confusas, principalmente nessa primeira fase do planejamento.

Das duas vezes que fui até o velho continente passei por diferentes países e se da primeira vez foi uma maratona (7 países, 9 cidades e 20 e poucos dias), na segunda vez pude fazer as coisas com mais calma, tendo apenas três cidades para visitar em quase um mês.

Da primeira vez comprei O Guia Criatiativo para O Viajante Independente na Europa, que é um guia enorme e super últil. Por que? Porque ele é um guia continental, ou seja, ele seleciona as principais atrações das principais cidades de vários países da Europa.

Considerando que  numa viagem tempo = detalhes, um guia como esse é o ideial; Não ele não vai te dar dicas super quentes sobre lugares super curiosos, mas  isso não quer dizer que você vai sair de Paris sem ver o Louvre porque não tinha no guia. Minha primeira vez no velho continente eu não tinha muito tempo e uma vez estando na capital francesa eu não poderia sair de lá sem passar exatamente por suas principais atrações. E eu uso a cidade luz aqui como um mero exemplo, isso é aplicável em quase todos os destinos.

O guia me serviu muito bem e eu saí de Paris com a sensação de que não perdi nenhuma atração.

Na minha segunda vez viajando, como tinha mais tempo, usei guias mais específicos: o guia de Berlim do Lonely Planet se revelou incrível, o guia de passeios em Paris da Folha se revelou hiper detalhado e o guia Barcelona De A a Z se mostrou uma opção barata e bem completa.

Enfim, acho impossível nomear aqui o melhor guia, mas nas livrarias daqui de São Paulo é fácil de encontrar os já famosos Guia da Folha, os Lonely Planet, os Fodor’s e também os Frommer’s. A lista de opções é extensa, mas vou aproveitar pra dizer que se você é um jovem viajante, desbravador do mundo, provavelmente não vai encontrar muitas dicas quentes nos guias Michellin. Não farei muitos comentários, mas sintam-se avisados.

Ah! Outro detalhe bacana: antes de comprar um guia, dê uma olhada na data da edição, pra garantir que as informações não estejam muito ultrapassadas.

Escolheu o guia? Agora é a hora de desbravar. O guia. Lembre-se, o guia é seu e com certeza, depois de tantos resumos feitos na escola, você já tá craque em destacar aquilo que julga importante e bem, agora é a hora. Destaque tudo o que julga necessário. Eu gosto de marcar as páginas com clipes e de grifar os lugares que me interessam. É assim que eu edito o guia e fazendo assim eu sei exatamente o que procurar quando folhear aquelas páginas novamente.

Já cansou? Completamente compreensível, mas relaxa que já estamos terminando.

Agora o que eu normalmente faço é procurar tudo o que eu selecionei no guia online (o que?!). Pode parecer loucura, mas agora eu já sei o que quero ver e só quero confirmar se o serviço que o guia traz está certinho, atualizado e, no caso de museus, terá alguma exposição temporária quando eu estiver na cidade. Isso se faz pelos sites dos próprios museus. Os guias que trazem opção de hospodagem são bem úteis, mas é também legal verificar os preços online, além de ser mais importante ainda dar uma olhadinha em sites como o tripadvisor ou o hostel world onde outros viajantes que já passaram pelo lugar deixam suas impressões.

Terminada esta etapa, eu pego toda a informação nova recolhida e colo no guia. Colo post-its, anoto no cantinho e atualizo meu guia.

Tudo isso é lindo pra mim, porque quando chega lá na hora, no centro da alguma cidade cujo idioma eu não conheço, eu posso recorrer ao guia – sem precisar de nenhum chip especial, sem precisar usar 3g com roamming, nem nada – e pronto, ali está minha solução.

Prontinho! Fazer tudo isso só torna a viagem ainda mais real pra mim!

Contos europeus.

Devido à um novo projeto pessoal resolvi fazer aqui algo que nunca fiz antes: Falar das minhas andanças pelo velho continente.

Paris em janeiro de 2009

Pra não falar que nunca falei disso, em 2008 citei algumas coisas sobre os preparativos do meu primeiro mochilão e quando voltei fiz um texto mais abrangente de como foi a viagem.
Ainda não sei exatamente sobre o que, ou como, vou falar aqui. Talvez adote um tom mais narrativo mesmo, e daí, se julgar algo bacana, dou a dica. Como tenho boas lembranças, e sou um tanto detalhista nessas coisas, pode ser que o resultado seja legal e tudo isso sirva pra alguma coisa, ou melhor, seja de uso para alguém.
Não planejo fazer nenhum guia, porque né, viagem não tem regra, depende muito das pessoas que estão nela. Um achado incrível não vale pra todo mundo e eu só sei das coisas que deram certo pra mim.
Quero contar do brechó digno que fui em Paris, da paella que todo mundo desrecomendou em Barcelona, das muitas mutretas no transporte público de Berlim… tudo isso tá fresquinho ainda aqui na cabeça porque aconteceram apenas há quase um ano. Vou tentar resgatar algumas coisas do mochilão de 2009, como fazer mil roles no mesmo dia, onde precisa de mais tempo, onde dá pra passar batido (mentira, isso é impossível). Retratarei como rodei a Europa de trem e quais foram as vantagens e desvantagens.
Se alguém quiser me ajudar e sugerir aqui, ou no facebook (quero fingir que a página lá tá bacana), algum desses temas que vocês acham que seria interessante.
Vale lembrar que eu sou meio maniaca-da-organização-de-viagens, então não entro num avião sem saber como se sai do aeroporto de destino de transporte público, nem fico sem analisar todo o mapa metroviário – quando existente. Porém não vou contar essas coisas agora, porque não quero estragar um post vindouro. ha-ha.

Berlim em junho de 2011

Zelfportret

Zelfportret, selbstporträt, autoportrait, autoritratto, autorretrato ou auto-retrato. Holanda, Alemanhã, França, Italia, Espanha, Portugal; respectivamente.

Eu, idiota que sou – ou não -, estava revendo as fotos lá do mochilão. Aproveitando que o Augusto tá lá no velho continente, aproveitei pra dar uma olhada no que eu já aproveitei… Me vi diante de vários auto-retratos.

Eis-los

Rossio – Lisboa

Plaza del Oriente – Madri

Pont d’Iéna – Paris

Rue Geoffroy Marie x Rue du Faubourg Montmartre – Paris

Na Torre Eiffel, Invalides ao fundo – Paris

Versailles

Molen De Poelenburg – Zaandam (Holanda)

Eiserner Steg – Frankfurt am Main

Coliseo – Roma

Amsterdam

Ok então.