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Luiz questiona. Julho 28, 2008

Posted by Larissa Menon in exposição, interweb, rugby, sentimentalismo.
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Voltando ao joguinho básico das 3 perguntas, hoje respondo as do Luiz.

Luiz “Bejota”, dos primórdios das minhas experiências internéticas até hoje em dia. Distância saudável, memória presente. O cara que provavelmente melhor me conheceu durantes meus circa 15 anos. Companheiro de zona leste, santista de coração, punkrocker desde que o conheço por gente.

Luiz: Lari, como foi evoluir daquela menina feliz e saltitante que digitava “tim bim” e gostava de blink para a celebridade internética que você é hoje?
Larissa: Oi q? Enquanto a Globo não vier tomar café na minha cozinha eu não me considerarei celebridade internética. E sei lá, outro dia um cara me perguntou o que eu fazia na vida real e eu respondi pra ele que isso é a vida real. Não é a tela de um computador e o poder de pensar o que vou dizer antes de digitar que me transformam em outra pessoa… sempre me envolvi demais com o que acontece nesse mundinho virtual, seja em foruns da vida, em blogs, fotolog, msn… A Larissa Menon que vocês leem aqui é a mesma Larissa Menon que vocês encontram na rua. E bla bla blá, falei tudo isso apenas pra dizer que sim, houve sim uma evolução da garota que escrevia “tim bim” para a garota que escreve também e morre de raiva de quem abrevia palavras. A questão é que a vida cobra isso da gente… Você pode até continuar a pessoa retardada de piadas sem graça e conteúdo interno que só os seus amigos vão entender, mas a questão é que não é possivel ser assim o tempo todo e mais. A vida te apresenta situações, questões, problemas, vivências e elementos (entre outras mil coisas) que te acrescentam. Simples assim, ou você acha que eu não ouço mais Blink182? (ok, eu não escuto mesmo hahah), eu ainda fecho os olhos pra cantar Carroussel quando ela toca. Mas sei lá (e eu nunca sei), tudo isso que a vida joga na nossa cara faz com que a gente mude nossos parametros, a média sobe e um 5 não é mais suficiente. Deu pra entender?

Luiz: Como é a vida de uma jogadora de rugby, no mundo atual? Rola muito preconceito por parte da sociedade, pelo fato de você ser menina?
Larissa: No meu mundo atual a vida de uma jogadora de rugby não existe, hahahahaha… acontece que meu tornozelo ainda está zuado e eu ainda não terminei minhas sessões de fisioterapia. Mãs, falando de uma maneira geral a vida de uma jogadora de rugby no Brasil é quase como a vida de um jogador de rugby no Brasil, contando que as dificuldades talvez sejam dobradas. Os torneios são poucos, os times são poucos, as jogadoras são poucas e o apoio é pouco. A parte boa dessa história é que quando uma mulher entra pro rugby ela leva pra vida, vira amor, é impossivel abandonar… A gente até se afasta, mas esse esporte entra no coração, no sangue e não sai mais! A parte melhor ainda é que se você se leva a sério e leva o esporte a sério também você pode se destacar, começar a treinar com a seleção e levar o nome do Brasil pra fora. Vale lembrar que a nossa seleção de Sevens é super bem cotada, campeã sul-americana e tudo mais e esse ano conseguiu se classificar pra copa do mundo feminina de sevens (chequem essa informação, minha memória pode ser falha). É uma delicia, sabia? E sim, rola preconceito sim! Há quem ache, pense e diga que mulher jogando rugby é só um jeito de se aproximar de homem. Balela pura, ninguém pratica um esporte por 7 anos apenas pra pegar cara, chega a ser patético esse tipo de pensamento.

Luiz: Você se sente segura em afirmar que a vida não deve ser assim?
Larissa: Não, não me sinto… mas afirmo. Não vou discutir o clichê do “uns com tanto e outros com tão pouco” de maneira socio-economica, nem politico-social. Só digo que não existe porra de segredo nenhum e não há pensamento positivo no mundo que ajude. Não é tudo o que eu quiser que o cara lá de cima vai me dar e isso é uma merda. A gente corre atrás, corre e corre mais um pouco e as vezes as coisas simplesmente não mudam, ou mudam em passos de formiga e a gente não tem tempo pra esperar… ou não quer.
A vida não deveria ser assim, a gente deveria ser mais paciente, a gente deveria se esforçar mais ainda e o mundo deveria ser mais fácil. Pirei? Talvez… a verdade é que enquanto tem gente que por motivos de timing (eu super acredito nisso) conseguem as coisas, outros não. Por isso digo que a gente deveria saber esperar, porque quando a gente aceita a lentidão do universo as coisas acontecem e a vida é do jeito que ela deveria ser.
Oi?

Untitled Maio 3, 2008

Posted by Larissa Menon in aparelho, bacana, bandas legais, cansaço, rugby.
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To numa vibe de vocal feminino… Regininha Spektor, Katiazinha Nash, vocês sabem. Mas Joanninha Newsom chuta a bunda das bonitinhas ali. Acho que o que a poe na frente delas é que Joanna É diferente, sabe? A voz dela lembra a da Bjork, mas com algum tipo de retardamento mental, os gritinhos dela cabem nas musicas, casam com a harpa… e aaah ELA TEM UMA HARPA! É muito bonito tudo junto e ela faz musicas longas… e eu adoro musicas longas!
Penultimo feriado prolongavel do ano tá indo embora, no proximo: JUCA, sem rugby feminino.
Tornozelo ainda zuado, academia bombando, aparelho doendo, consciencia pesando e coração batendo… volto depois.

Só mais dois feriados. Janeiro 24, 2008

Posted by Larissa Menon in bacana, dia-a-dia, faculdade, música, rugby, sentimentalismo.
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Aí vem o aniversário de São Paulo, mas não me perguntem quantos anos a cidade está fazendo. Gosto daqui como gosto de dormir, mas pra mim já basta conhecer algumas de suas partes, alguns de seus pedaços. Dei um google: o site de música da UOL diz que são 454 anos e que terá show da Beth Carvalho. Você vai? Eu não vou, vou estar viajando… Só não sei se será na praia com a ou na chacara da minha vó em São Roque com meus pais.
Na praia vai ser gostoso, a Fê deixou no meu msn enquanto eu estava capotada na cama que um amigo dela também vai e que será bacana, mas na chacara poderei dormir a vontade, avançar umas talvez 200 páginas no russo que se sente abandonado e sei lá…
Quando a gente ver já é dia 28 e em alguns dias será o carnaval. Por que o carnaval é tão cedo esse ano? Fim de semana de desfiles, segunda que passa voando, terça que vem e ninguém viu. Quarta-feira de cinzas. E daí?
Daí acabou, minha gente. Daí se foram as férias, daí chegou o derradeiro dia do trote, que esse ano só intento em ter meu copo cheio de cerveja. Adeus bixos, adeus tinta, adeus farinha. Vem em mim terceiro ano.
Eu que não fui viajar nem até a praia pra molhar e melecar os pés, que não soube o que é pegar estrada e que não vi as arvores passando rápido. Planejei viagem miada de rugby pra Curitiba que aconteceria aí agora nesse primeiro feriado. Fiquei em casa em pseudo-meus-computadores sem poder fazer download, tendo que me logar toda vez nesses malditos sites e que eu sempre confundo a senha.
Só mais dois feriados e tudo isso acaba, daí é hora direção de arte, edição, interpretação e curriculos sendo enviados na loucura e velocidade com que as horas passam. Só mais dois feriados pra eu ouvir em paz a rádio da tag post-rock do last.fm

Endorfina, eu te amo. Janeiro 16, 2008

Posted by Larissa Menon in bacana, dia-a-dia, endorfina, rugby.
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Eu odeio o clima das academias. São grandes, expansivas, frias e nem um pouco amigaveis. Parece que pra gente que tá fora de forma, ali não é o lugar pra gente estar. Minha vida inteira eu me matriculei em academias para fugir delas. Desde os 13 anos eu vou lá pra tentar emagrecer, vou 15 dias, enrolo os outros 15 e nunca mais volto. O mais engraçado é que eu vou lá pra entrar em forma, mas não entro no ritmo e quando volto pra acadeia (seis meses, um ano, dois anos depois…), eu to mais fora de forma ainda!
O rugby me cobra uma boa forma fisica bem mais do que qualquer outra atividade ou pressão psicologica já me cobrou. Ironicamente eu estou mais gorda que nunca, mas é chegada a hora de tomar vergonha na cara e correr de braços abertos pra endorfina. Afinal, não há chocolate no mundo que me faça me sentir melhor que uma boa corrida, ou depois que eu fiz força. Não há, simplesmente não há.
Aliando a minha sede por chutar bundas no rugby, com a pressão psicologica da minha mãe, mais meu gosto pelas endorfinas fui pra academia. O plano inicial era ir lá, fazer tudo com má vontade e no final curtir meu bem estar pós exercicio, mas após me matricular eu acabei subindo até o shopping e comprei um chinelo lindo e quando eu desci pra academia novamente era o horário da aula de bike.
Há quem chame aquilo de spinin, whatever, entrei na sala com a minha mãe e já tinha gente pedalando. Escolhemos as bicicletas lá do fundo pra ninguém ver a gente não aguentando, ajustamos os bancos, subimos na meninota e nos pusemos a pedalar. 5 minutos depois entrou o professor todo simpático, fazendo a gente prometer que acontecesse o que acontecesse a gente não ia parar de pedalar. Ele ligou um putz-putz genérico e contagiante e gritou “Pedala! Quero ver giraaaar!“. Pedalei horrores, sem parar por 45 minutos, as vezes com muita carga, as vezes sem carga nenhuma, parecia que eu ia sair voando como naquela cena do E.T., foi lindo.
A sala é um lugar separado do restante da academia, com as paredes altas e pintadas de azul escuro ela fica toda fechada, o que permite que o professor ligue a música super alto. O clima é extremamente envolvente! Todo mundo tá lá fazendo a mesma coisa que você, no mesmo ritmo que você, o professor tá lá na frente te motivando e chega uma hora que ele apaga a luz. Você fica na luz negra pedalando sem parar, o mais rápido o possível e daí ele liga o estroboscópio e você tenta pedalar na velocidade em que a luz pisca. É lindo.
To achando tudo tão lindo também porque estou repleta de endorfina ainda. E olha, serei aluna presente em todas as aulas de bike, porque libera uma endorfina fudida e endorfina, eu te amo.

Ah sim, voltei pra academia e além da bike também vou puxar peso e afins. Vem endorfina, vem!

2007. Dezembro 17, 2007

Posted by Larissa Menon in bacana, dia-a-dia, exposição, faculdade, rugby, sentimentalismo.
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Odeio essas porras de restropectiva que a Globo faz. Ainda mais quando fazem muito cedo. Do meio até o final de Dezembro muita coisa pode acontecer. Tipo quando a Cassia Eller morreu… eu fiquei revoltada porque a restopectiva foi no meio do mês e reclamava que era muito cedo, que muita coisa podia acontecer ainda… e não é que aconteceu mesmo? A Cassia Eller morreu e ficou de fora. Ninguém lembrou que ela tinha morrido, um ano depois… às vezes até hoje mesmo eu esqueço que ela morreu. Mas vamos parar de falar dela, porque ela era uma porcaria.
A questão é: está, ou não está muito cedo pra fazer um balanço desse ano que passou super rápido, mas ainda não acabou?
2007 passou diante dos meus olhos e eu não vi. Tava ocupada vivendo. Tava mesmo? Não vou responder essa pergunta não. Em doismilesete eu conheci pessoas maravilhosas que mudaram minha perspectiva sobre muita coisa ao meu redor. Foi esse ano que eu pude conhecer melhor também aqueles que já estavam por perto, por pouco ou por muito tempo. Foram professores, colegas e amigos que um por um me fizeram assim.
Esse ano eu descobri que amor é calmaria e certeza, amor não é dor coisa nenhuma, amor é quando você respira fundo e sorri. Paixão é incerteza e um dia acaba. Esse ano eu amei e me apaixonei, não só por pessoas.
O show do Deftones foi outro dia, outro dia aí, ow. O show da UDR no lugar que chovia suor então, nem falo. A viagem pra Curitiba, com o centro academico foi ontem. Comida de marmita super gostosa, discussões sobre a qualidade do ensino, a angustia de ser uma radialista no meio de um monte de jornalistas, o Nelson me levando pra sair com a Teka e todo aquele clima universitário.
Esse ano eu soube me preservar enquanto voltava a ter um blog, que eu sei que gente que eu nem imagino lê.
2007 foi ano de Fenix, de JUCA, de Paulista, de Jundiaí e claro, de Lions. Ano de jogar e assistir muito rugby (na verdade to vendo um jogo nesse exato momento hahahaha). Afinal tivemos uma bela copa do mundo. O melhor esporte do mundo, presente todos os dias do ano na minha vida. Ano fazendo amigas no rugby e levando amigas pro rugby!
2005 voltou à tona pelo menos umas 4 vezes. Nem eu sabia que 2005 tinha marcado tanto.
Enquanto tudo isso acontecia, eu descobria minha paixão pelo figurinismo, descobria também que deixar pessoas pra trás é escolha e a dor (que doi) não é tão aguda assim e que dá para esquece-la, se livrar dela não, mas um dia você acorda e esquece que ela está ali.
O Corinthians caiu, o Dunga tá com um balanço legal, o Muricy vive sendo xingado por sãopaulinos apesar deles não assumirem, o Juvetus ainda ocupa meu coração, assim como o Arsenal lá na Inglaterra. O Kaká é o melhor do mundo e eu acho que ele verbaliza bem melhor em italiano.
Na faculdade eu entrei pro CAVH, tirei notas vermelhas, beirei a desgraça em tecnologia e fechei com um 4º Bimestre que me valeu um 10 na matéria. Escrevi textos que minha mãe não acredita até agora que fui eu mesma quem escreveu. Odiei economia e a economia me odiou. Amanhã faço o exame, torçam por mim… afinal não posso pegar DP, preciso de 6, vamos lá, torçam por mim.
Ano de aparelhos cretinos na minha boca, que me irritaram e irritam tanto, mas que na verdade é pura frescura minha, porque até mesmo a dor é super convivível e eu me apeguei a ambos, tanto que fiquei com o antigo e eu adoro escolher cores novas de borrachinhas pro novo.
Esse ano foi um ano que defino desde o começo de amor e ódio. Fui do céu ao inferno em questão de horas em diversos dias, diversos mesmo.
Esse ano ainda não acabou, também… por isso mesmo não sei vale a pena já fazer essa pseudo-restrospectiva.

Diarréia Mental #1. Outubro 29, 2007

Posted by Larissa Menon in bacana, cansaço, exposição, faculdade, rugby.
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Sinto que minha sorte está mudando… pra melhor, pra pior, whatever, o que importa é que ela está mudando.
Outubro foi definitivamente o melhor mês desse segundo semestre (não digo do ano, porque já esqueci do que aconteceu no começo, praticamente hahahaha). Uma mudança de habitos (sério??), um descaso com o mundo, um pouco de esforço da minha parte e cá estamos, sorrindo nessa noite de segunda-feira.
Outubro de dia das crianças (feriado!), Outubro de aniversário do meu pai (comi horrores ontem huhuhuhuhu), Outubro de postergação dos trabalhos, Outubro de coisas, pessoas e situações novas… ou não tão novas assim… ou não tão novas at all.
Meu tornozelo está na posição que faz doer, mas não mudo… acho que gosto dessa dor, já a sinto a tanto tempo que me apeguei a ela. Nas férias vou ao ortopedista, vou olhar meus tornozelos que doem, meus joelhos e ombros que estralam e tudo o mais que eu machucar ou dar mal jeito até lá. Meu joelho direito que travou no treino esse sábado depois que o Marcelo bonito jogou o Gui levinho em cima dele em um ruck. O treino tá sendo misto enquanto o masculino treina para a FUPE, nós somos a oposição. Não que um monte de garotinha realmente impeça a passagem deles, mas nossa oposição faz eles pensarem e isso às vezes eles esquecem de fazer quando tão em campo.
Preciso também ir no oftalmologista ver essa história do grau que aumentou… ontem meu irmão achou meu óculos, mas isso não quer dizer que eu vá usa-lo, afinal ele não tá servindo pra nada com o grau daquelas lentes.
Esse calor maldito ataca minha rinite, que só fica melhor quando eu mexo com pelúcia. Ai que tudo! Queria mesmo é uma Heineken.

Why can’t u see? Outubro 10, 2007

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Se no sábado eu chorei antes de dormir, o domingo compensou.
Não me lembro da última vez que chorei de verdade, por motivos meus, como aconteceu no sábado.
Mas o domingo compensou e como! Celebrando o rugby, vendo o masculino vencer o Eng Mack por 12 a 10 e depois a Argentina ganhar por um placar que não me lembro.
Auto-estima é tudo e se você negar estará mentindo. Eu não gosto de mentiras.
Meus pensamentos ultrapassam o bom senso e quando digo meus pensamentos me refiro a todos eles, mesmo.
Posto ao som de New Order porque gosto de lembrar que há coisas que ainda me fazem muito feliz.
Coisas mínimas como uma música, ou até mesmo um trabalho da faculdade.
Não exijam muito de mim, eu aprendi a não esperar nada de ninguém.

Oba! e obrigada. Outubro 1, 2007

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O clima bom voltou, meu computador voltou.
Então posso escrever aqui ouvindo Q and not U e ficar feliz. Oba!
Um oba! também pro meu fim de semana que apesar do meu sabado “de lixo” foi super bacana.
O treino de ontem foi um lixo pra mim que estava com os dois tornozelos doendo e ainda tive a sorte de ser escolhida pelo Timmy como a pessoa que ele iria pegar no pé durante o treino. Eu acho ótimo ele pegar no pé das pessoas e super encorajo ele a fazer isso, mas ontem não era um bom dia pra ele me escolher, outro dia seria ótimo… gosto da pressão, funciono melhor sob ela. Mas ontem não e pra piorar ele ainda deu mais da metade do treino só de tackle e de um jeito que eu particularmente acho meio cretino, mas beleza, tacklear é sempre bom, porém levar aqueles tackles acabaram comigo e agora minhas laterias doem tanto. O telefone disse que é porque eu não sei cair, mas eu acho que é porque do jeito que o treino é, a gente cai em camera lenta e então a base do contato pele/chão é maior e o tempo de contado demora mais. Vai saber…
Depois do treino fomos pra Cásper participar do primeiro Pentaclo Moderno da Cásper que tem como esportes: Touch (ou como eles chamaram: soft rugby), Futebol de botão, Tenis de mesa, Dominó e domingo que vem tem o truco, lá na Cervejada.
Joguei em dois times do torneio de touch que funionou na regra básica, ou seja, dois tempos de 7 minutos com dois times de 4 pessoas onde só se passa a bola pra trás, se marca o try com a bola encostando o chão enquanto ainda toca seu corpo e o touch só vale se tocar com duas mãos o corpo do adversário com a bola apenas da cintura pra baixo. O primeiro era formado por mim, pelo Leandro, pelo Caio e pelo Seu Jorge. Concluíndo: 3 pilares e 1 ponta, ganhamos. O segundo time tinha eu, o Israel, o Reis e um estranho que era magro. Concluíndo: 2 centros, 1 provavelmente ponta e eu, 1 pilar. Perdemos e eu nem liguei. A grande final do Touch meu time de pilares perdeu pro time equilibrado.
Mas a grande emoção do dia mesmo foi quando eu no torneio de dominó passei por Israel, Paulinha e Jojo para chegar à final contra o Telefone que jogando no mesmo estilo que eu (velho de praça) venceu o Gué e seu estilo taxista de jogar dominó. A final foi tensa e equilibrada até o final, mas na minha ultima peça (ele ainda tinha 3), eu tive que comprar 3 peças e acabei perdendo. Ele subiu na cadeira, gritou, dançou e até meio que me humilhou, mas tudo bem… eu faria o mesmo se tivesse ganhado dele só que com um gritinho estridente que minha voz aguda me permite e é um sucesso.
A noite de ontem foi agradavel com a presença das minhas bonitas (dani, quel, telefone e marta) na Cepam – a melhor padaria da região – e aqui em casa. Dormimos charmosas e quentinhas (menos o macho que foi largado na porta de algum metro da zona leste por volta das 22h) e hoje fui pra casa do Leandro acompanhar a gloriosa campanha da vizinha Argentina.
Argentina contra Irlanda, Africa do sul contra US and A, Gales contra Fiji e ainda Tropa de Elite que pega o headshot na cabeça da mina no melhor algulo possivel: Minha tarde foi ótima.
Obrigada.

Union Setembro 24, 2007

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É isso aí, união. Não é isso que é o rugby? Acho que é essa a palavra, e também é o nome do formato clássico: 15 de cada lado.

2 pilares, 1 hooker, 2 segundas linhas, 2 asas, 1 oitava, 1 scrum-half, 1 abertura, 1 primeiro centro, 1 segundo centro, 2 pontas e 1 fullback. Esse é o time.

Ontem essa foi a palavra, esse foi o formato.

O feminio da Cásper foi pra Jundiaí cedo de manhã, com receio por jogar nesse estilo, nunca antes jogado por nós e ainda a incerteza de se jogariamos mesmo. Chegamos lá um hora do horário marcado para o jogo e descobrimos que talvez jogariamos no final do dia apenas. Depois de algum tempo e muita conversa jogamos no horário antes combinado. Muita conversa porque as meninas dos times do interior não conseguiam decidir se jogariam todas, se seria union mesmo ou se seria 12 ou 10 ou 7’s. Muitas delas tinham acabado de comer e não queriam jogar por isso, mas o tesão pelo rugby sempre fala mais alto e enfim: jogamos.

Perdemos, sem medo ou vergonha de admitir, mas fizemos bonito. Nosso time tem 1 ano de existência e muitas das nossas meninas (jack, raquel, samara, didi, luana, flávia) nunca tinham jogado nada além do touch nos treinos. Union sempre nos pareceu distante e do nada estavamos lá, 16 meninas, prontas pra por em prática tudo o que aprendemos nos treinos e assistindo a jogos e olha, acho que aprendemos bastante, porque o que nos impediu de ganhar não foi o fato de sermos ruins (não somos!), mas sim pequenos detalhes que no final interferem no placar:

falta de confiança e apoio. Tudo isso a gente trabalha no treino e nos jogos que vierem, definitivamente isso não foi problema.

Didi de hooker, eu de oitava, mell de scrum-half, gabi de abertura, jack lá na ponta… cada uma em sua posição mostrando que não temos medo. O primeiro jogo foi a prova de que nosso potencial é enorme e que garra temos sobrando. No segundo jogo, que já foi no fim da tarde, estavamos mais espertas e com menos medo, rolaram algumas mudanças das meninas em algumas posições, mas mesmo assim estava todo mundo cuidando pra sairmos de lá com aquele sentimento ótimo de dever cumprido.

Pra mim o dia foi além de especial, porque incluído nisso tudo estava eu lá, sendo a oitava. Minha posição dos sonhos que pensei que nunca conseguiria ocupar. Quando jogaria union? e quem disse que eu seria a oitava caso jogassemos? Quando surgiu a noticia no sábado de que jogariamos em 15, virei pro Timmy e pedi se poderia ser a oitava, ele concordou num tom de “veremos” e foi. Ontem eu fui a oitava! Não dá nem pra explicar o que senti, ainda mais depois quando ele me elogiou e no segundo jogo ainda me colocou de scrum-lider. Ele nunca tinha nomeado uma scrum-lider pra nenhum dos nossos outros jogos. Felicidade dupla!

Depois do segundo jogo falei uma verdade, ontem eu joguei ao lado de 14 amigas.

E o rugby é isso, não é? Union.

Outro sobre o nada. Setembro 13, 2007

Posted by Larissa Menon in cansaço, rugby.
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A preguiça é tanta que tenho sentido por antecipação. Em plena quinta-feira já sinto preguiça pelo treino que nesse sábado será as 7:30 da manhã, lá no Villa-Lobos.
Sei que é besteira, porque sempre sinto isso e vou e é sempre maravilhoso treinar (e o terceiro tempo), mas hoje essa preguiça por antecipação (que é como resolvi chamar) veio com tudo e eu to uó, talvez ela tenha vindo assim porque apesar do Café Filosófico, que foi ótimo, eu não fiz mais nada.
Sábado acordarei às 6 am, estarei do outro lado da cidade às 7 e treinarei com gosto, pra daí dia 23 chegar em Jundiaí preparada e treinada pra jogar com meu amado time e ajudá-lo fazer melhor dessa vez.