Pina

Numa sexta-feira que poderia ser como qualquer outra recebi um convite: ir assistir ao novo documentário do Wim Wenders (do Buena Vista Social Club), que não somente é sobre a mulher que esteve à frente de uma mais emblemáticas companhias de dança dos séculos XX e XXI, mas que também é em 3D.

Contar uma história é fácil quando se usam as palavras, isso é sabido, mas Pina se destacou por conseguir contar histórias ricas e intensas através da dança e o documentário não faz diferente. A história da dançaria e coreógrafa é contada por suas criações e a ferramenta que o diretor usou não foi outra senão suas próprias ferramentas, seus utensílios, seus dançarinos.

O que se vê então é um espetáculo. Dança contemporânea, forte, intensa. Tudo o que é dito é apenas aquilo que não pode faltar ao espectador, é aquilo que marcou a história de Pina e que marca a vida de seus dançarinos. Dançarinos estes, de todas as partes do mundo: Argetina, Alemanha, Japão e por que não, Brasil também… além de muitos outros lugares.

E se em sua obra Pina explorou bem os elementos, Wenders não deixou por menos. Além de bem retratar o uso da terra e da água durante as peças dentro de locações internas e instalações, o diretor capturou diversas danças em locações externas que simplesmente enchem os olhos de quem sentou naquela poltrona e colocou o óculos 3D. Repito: gente, que locações são aquelas? É tudo tão bem fotografado que se fosse apenas “cinema” já seria um prato cheio, mas a terceira dimensão completa, enriquece, transforma o HD em algo real, palpável, humano.

Se vale a pena? Vale e muito! Conhecendo ou não a obra da Pina, conhecendo ou não a obra do Wim Wenders, clica aqui, descobre onde tá passando e corre pra ver!

E se faltou imagens, o trailer:

Kamchatka

Kamchatka é uma península lá na Rússia oriental, já ali, no mar de Bering, sabe? Aquele mar onde fica o Estreito? Então!

O english russia, site genial que eu adoro (e que se você não lê, deveria) postou ontem algumas fotos que foram tiradas ao longo de um mês lá na península. Se você quiser ver todas as fotos, é só clicar aqui, mas eu vou reproduzir algumas logo abaixo.

Eu achei lindo demais o efeito que a água corrente faz no gelo que continua ali. Quer dizer, as temperaturas estão subindo, o rio está degelando e a água que volta a correr faz um desenho que eu achei simplesmente belo no gelo que ainda não derreteu:

Lindo demais!

A weedy.

Resolvi escrever sobre a mala sem alça que divide a cama comigo.

Quer dizer, resolvi escrever sobre minha gata, a Weedy.

É estranho de pensar que estou com ela há tanto tempo. Em janeiro ela completou 7 anos, se não me engano. Ela está comigo desde o começo de 2005 e eu resolvi que ela nasceu dia 21 de janeiro daquele ano, porque quando ela chegou aqui ela tinha cerca de 1 mês.

É uma pena que não tenho muitas fotos dela novinha, mas garanto que ela era uma fofura sem tamanho! Ela chegou no momento exato, e eu digo chegou porque ela apareceu pouco mais de 3 meses depois que minha primeira gata, a Mú, havia sido morta por pessoas más. Enfim! Numa tarde tranquila tocaram minha campainha para avisar que havia um filhotinho de gato debaixo do carro estacionado aqui na garagem de casa. Desde então somos melhores amigas!

Mentira!

A weedy cresceu, castrou, fez xixi em mim dopada, engordou e nunca gostou de colo. Isso não é tão ruim pra mim, porque também não sou muito pegajosa, mas acontece que eu não resisto à sua gordice e às vezes acabo encarnando a Felicia e daí já era. Gritos, arranhões e muito drama – da parte dela, é claro, eu já estou acostumada às unhadas.

O que eu acho mais fofo nela, no entanto é o jeitinho como ela fica entendiada facilmente, e também como ela tem pequenos ataques de loucura e quica no sofá. Acho que todo mundo que tem gatos pensa assim, mas a gorducha é apaixonante. Não importa se estou no quarto dos meus pais, na sala ou no meu quarto, passa alguns minutos e lá está ela, parada olhando pra mim. E se eu ignorá-la (ou fingir ignorá-la) o suficiente ela vem, e deita do meu lado.

Acontece que se você tentar ativamente acariciá-la ou falar com ela, ela ou vai embora, ou grita com você. É preciso respeitar o espaço dela, para que ela se sinta confortável para uma troca gostosa de carinho. nhonho!

E eu não preciso de festa, nem de lambidas malucas, só a companhia dela ou então o peso dela nos meus pés enquanto durmo, só isso já me faz muito bem.

Desde que a Weedy chegou, vários gatos já passaram por aqui. O Bartolomeu, a Milka, os quatro filhotes da Milka… e ela continua aqui, firme e forte. Ela ainda está aqui, gordinha, mal humorada e companheira.

Um beijo pra você Weedy, você é muito fofa!

Posso compartilhar só mais algumas fotos dela? Posso, ok, obrigada!

Lá se foi outro post…

Passei algum tempo escrevendo sobre distâncias, sobre como moro longe do meu emprego, sobre como passo por 3 linhas da CPTM para chegar em casa. Desisti.

Antes pensava em escrever sobre uma série de televisão engraçadíssima, mas não consegui me dedicar.

A questão é que às vezes não importa o quanto a gente evita um assunto, algumas coisas precisam ser ditas e outras tantas virão para completar.

Tudo isso aqui é pra dizer que logo volto com o que preciso escrever e que o restante vem quando isso sair da frente.

Até lá, deixo uma foto querida, de um lugar que morro de saudade.

Dalí e Van Gogh na margem do Spree em Berlim

Meus pais, os incríveis.

Não exatamente os meus pais, na verdade… eu acho que não tenho foto do Seu Luis Carlos e da Dona Margarete, mas tem um monte de gente por aí que acha que seus pais foram incríveis.

No myparentswereawesome todo mundo pode colocar uma fotinho do papai e da mamãe jovens e descolados. Aparentemente, tudo o que seus pais precisam para serem awesome é de uma fotografia vintage e um filho que saiba usar o scanner.

Vivian and Rick Submitted by Anjelica 

Pat and Debi Submitted by Bree

Margie and Aaron Submitted by Morgan

Mas nem sempre a fórmula funciona…

Carl and Marge Submitted by Jessica

Zelfportret

Zelfportret, selbstporträt, autoportrait, autoritratto, autorretrato ou auto-retrato. Holanda, Alemanhã, França, Italia, Espanha, Portugal; respectivamente.

Eu, idiota que sou – ou não -, estava revendo as fotos lá do mochilão. Aproveitando que o Augusto tá lá no velho continente, aproveitei pra dar uma olhada no que eu já aproveitei… Me vi diante de vários auto-retratos.

Eis-los

Rossio – Lisboa

Plaza del Oriente – Madri

Pont d’Iéna – Paris

Rue Geoffroy Marie x Rue du Faubourg Montmartre – Paris

Na Torre Eiffel, Invalides ao fundo – Paris

Versailles

Molen De Poelenburg – Zaandam (Holanda)

Eiserner Steg – Frankfurt am Main

Coliseo – Roma

Amsterdam

Ok então.

Documentando casamentos.

Quando a gente é jovem, mais jovem do que é hoje, é normal acharmos casamentos uma coisa chata, tediosa e incrivelmente brega. Quando a gente é jovem, tão jovem quanto é hoje, casamentos passam a ser um assunto um tanto quanto assustador. Exatamente porque as cerimônias chatas, tediosas e bregas passam a ser as cerimonias dos seus amigos.

Mas um casamento não precisa ser nada disso. Casamentos podem ser cerimônias leves, sublimes, intimistas, descontraídas e porque não, descoladas?

Foi isso o que Matt Odom e Jon Brown fizeram nas cerimônias de seus amigos. Eles fizeram pequenos registros que afastam qualquer sobra de breguice tanto da cerimônia quanto das festas nos casamentos de seus amigos.

Lauren + JP

Andrew + Morgan

Quem faz um trabalho parecido, mas em fotografia é a Kat Williams do genial Rock ‘n Roll Bride.

Espero que quando eu casar, algum dos meus amigos do audiovisual queira fazer um registro desses da minha festa. (Viu galere, fikdik)