Lá se foi outro post…

Passei algum tempo escrevendo sobre distâncias, sobre como moro longe do meu emprego, sobre como passo por 3 linhas da CPTM para chegar em casa. Desisti.

Antes pensava em escrever sobre uma série de televisão engraçadíssima, mas não consegui me dedicar.

A questão é que às vezes não importa o quanto a gente evita um assunto, algumas coisas precisam ser ditas e outras tantas virão para completar.

Tudo isso aqui é pra dizer que logo volto com o que preciso escrever e que o restante vem quando isso sair da frente.

Até lá, deixo uma foto querida, de um lugar que morro de saudade.

Dalí e Van Gogh na margem do Spree em Berlim

Reclame

Eu ia fazer um post simples no twitter, mas claro, não coube, então vim aqui, tirar a poeira que acumulou e me expressar um pouquinho mais extensamente:

Eu não sou uma leitora de blogs, e sim, eu sei, eu tenho um blog (um canto obscuro da inter-nets), mas pra mim blogs ainda precisam ser pessoais… por mais que só falem de atualidades, design, comportamento ou qualquer outra coisa, blogs existem para que o autor se expresse. Tem muito blog que vive a base de pesquisa de mercado. “O que atrairia leitores?” e não o contrário.

Mas eu leio sim alguns blogs, a maioria de pessoas que eu conheço – e a outra parte de pessoas que passei a conhecer através exatamente de seus blogs.

Certo, não quero viajar muito, até porque nesse assunto de blog-internet-vida pessoal eu tenho um outro assunto no gatilho, que até cabe aqui, mas vou deixar de fora por enquanto.

Existe um certo blog que quando eu comecei a ler eu achei bacana, a autora escrevia coisas que normalmente as pessoas não dizem. E meses se passaram, vários meses e alguma coisa começou a mudar. Acho que a autora estava finalmente se firmando, eu já conhecia o estilo dela e aquelas coisas que ninguém mais dizia começaram a se mostrar como arrogância.

Parei de ler, também, o blog com tanta frequência, agora deixo o reader acumular um pouco antes de clicar nele. E conversando com um amiga e algumas outras pessoas um dia desses surgiu um comentário sobre exatamente esse blog e foi comentando o mesmo que eu estava sentindo: como essa pessoa estava se tornando… hm… desinteressante. Aparentemente eu não estou sozinha.

Mas sempre que eu o abro no reader e leio a autora falando de férias, procura de emprego, tardes ao som de sei lá, Caetano Veloso tudo me parece estranho. É exatamente por já conhecer a autora que eu acabo sentindo preguiça. Eu leio que dezenas de pessoas curtiram aqueles textos e eu só consigo pensar “meu deus, mas quanta groselha!”.

São idéias diferentes das minhas, mas tão diferentes, que me inspiram a escrever também. A não dizer nada com nada, tem sido difícil articular uma única idéia por aqui, mas registrar que também tenho direito as minhas groselhas, sejam elas curtidas só por mim ou também mais alguns gatos pingados.

E eu também comecei a sentir que essas coisas que ninguém mais diz acabaram se tornando artificiais, vazias, escritas sob a premissa de “o que deixaria todo mundo chocado e me faria parecer alguém irreverente”, não sendo realmente – a autora – chocante ou irreverente.

Aparentar, em textos, ainda que nessa era digital, continua sendo muito diferente de ser, em carne e osso. E então me leva a pensar também que eu não preciso escrever minhas groselhas sempre que elas passam pela minha cabeça, eu não preciso dar minha opinião online sobre tudo. Ninguém precisa. Então ok. Estou tranquila.

Da arte de procrastinar.

Você adia um post, e daí adia outra vez… e aí vão aparecendo outras histórias que você também quer contar, e você dá uma adiadinha, só pra poder contar aquela outra história antes. E termina que você não contou nem uma, nem outra, nem nenhuma.

E então você fica sem jeito de contar a história tão atrasada, já fora de contexto e a elimina da sua listinha mental de “coisas que quero contar” e daí as histórias vão se atropelando e vão todas sendo eliminadas e então você não contou nenhuma história e ficou sem histórias para contar.

E é nesse estado de espírito e sem histórias que me encontro agora, apesar de estar cheia delas.

Um beijo,

L

Atualização – O Retorno.

O que eu poderia estar fazendo nos últimos dois meses de tão importante que me impediu de postar por aqui? Essa não é a pergunta que não quer calar, mas responderei mesmo assim.

Nos últimos dois meses, muito daquilo que eu esperava aconteceu, e agora eu voltei a esperar. Engraçadinho né? As vezes é assim que funciona mesmo, doses homeopáticas até o tratamento intensivo, é um processo, uma estrada… feita para ser desfrutada a dois.

A faculdade tem consumido todo o meu tempo útil, sim. Isso é um fato, notem. Além das matérias, claro, e do óbvio TCC (que está indo muito bem, obrigada), estou correndo contra o tempo na saga das comissões. Esse fim de semana é o nosso primeiro churrasco dos formandos e falta menos de um mês para a 3ª Semana do Audiovisual lá da Cásper Líbero. Estou exausta, mas curto muito enviar e-mails explicativos, explicadinhos, grandes e detalhados. Adoro! Escrevo, falo, desabafo, organizo todas as idéias e clico no send.

E na Internet? Como assim?! Ah sim, claro. Amigos, o Facebook, mais do que nunca se consolidou na realidade virtual brasileira. Eu, claro, vanguardista que sou, estou lá há tempos… porém, tem cerca de um mês apenas que eu descobri a maior maravilha dessa rede social: O MAFIA WARS. Sim! Merece até ficar completamente em caixa-alta. Estou apaixonada e é recíproco. Se você ainda não tem um facebook, vá lá e faça seu trabalho. E claro, entre pra minha máfia.

i <3 it

Criei finalmente um perfil no vimeo.

Finalmente comecei a usar o google reader e minha vida melhorou 356%. Obrigada.

issae

Tranquei meu perfil do orkut e você só poderá desfrutar do nada que eu tenho ali se for meu amigo. Tranquei meus updates do twitter e agora vão pensar que sou importante demais. Mas é que rolou uma bad vibe por aí e sabecomoé, né?
Falando em twitter e aproveitando que ja falei do facebook, comecei a usar o TweetDeck, ele é ótimo, e super recomendo. Ele atualiza sozinho os updates dos seus amigos, suas replies, suas directs, os updates dos seus amigos no facebook, comprime endereço, atualiza o TwitPic e muito mais!

Capa da ultima Missbehave

Agora vou dizer, aqui do lado, tenho nos links relacionados, blogroll sei lá o que, o link da Missbehave. CLIQUEM (sim, também merece a caixa-alta)!!! Essa revista, baseada em NYC tem o meu senso de humor, é maravilhosa, é tudo de bom, é meu sonho de consumo literário e no caso, trimestral. Ou era. Acontece-que a revista parou de ser publicada e começou a ser somente online. Eles já publicavam o conteúdo dela online, mas agora é só online e fimdepapo. Como eu descobri a belezoura? Numa banca de jornal gigantes na hauptbahnhof de Frankfurt enquanto eu e a Fe esperávamos nosso trem pra Salzburg. Com a Chloe na capa. Comprei. Me apaixonei, jurei amor eterno e esqueci ou no hotel em Salzburg, ou no trem pra Veneza. Depressão, claro. O site veio pra suprir, com o nome dele ali no reader ficando em negrito toda hora. Ai delicia!

Sobre o modo que nos vemos.

Após longas conversas com os mais variados amigos, cheguei à conclusão de que existem pessoas que se negam a reavaliar a imagem que passam para os outros. Mais do que isso, existem pessoas que se negam a assumir que podem sim estar errados em alguns ou vários momentos… e bom, oportunidades de assumir um erro nunca faltam, afinal, sempre tem alguém que se delicia em apontar o erro alheio (e não raras as oportunidades em que aquele que aponta o erro alheio é exatamente quem se nega a assumir o próprio).

Reparei (e reparamos) que existem pessoas que vivem apoiadas numa certa “sindrome de perseguição” onde o mundo sempre está contra elas e que as pessoas se recusam a entendê-las desde visões gerais sobre temas gerais até detalhes de sua vida particular. São polêmicas e mais polêmicas, confusões, mal entendidos e às vezes um “opa, me expressei mal aí”.

Acontece que o buraco é muito mais embaixo, a questão é que, alo? Será que as pessoas não te perseguem tanto assim e na verdade elas só estão apresentando a realidade pra você… e na realidade você tá errado?! As pessoas são como são, claro, o mundo não quer que você mude. Não! O que o mundo quer é que as pessoas que agem dessa maneira entendam que maturidade não só é um número que representa sua idade, não é só sair sem dar explicação, não é só ganhar dinheiro, não é só dirigir, beber, assistir pornografia, poder dizer pra suas tias e avós e mãe que elas tão erradas, não é só ter relacionamentos adultos (principalmente quando a parte “adulta” fica só no nome).

Maturidade é tudo isso e é também não agir inconsequentemente e conhecer os caminhos que esse tipo de atitude leva, dominar a capacidade de entender e debater, respeitar a opinião alheia, saber que é primordial sempre se expressar da maneira mais clara possível porque tudo é passível de duplas ou triplas ou sei lá quantas possíveis interpretações e (entre outros não citados) finalmente, ser maduro/ter maturidade é ser capaz de conseguir assumir seus erros e mais: ser capaz de perceber que às vezes é necessário mudar de conduta.

Sejamos objetivos: não é nem uma questão de maturidade, não chega à isso, acaba antes. As pessoas precisam perceber que o mundo nos vê como passamos nossa imagem e a melhor maneira de manter nossa imagem num nível seguro é nos preservando. Não é lógico? Pra mim é tão lógico!

Lógico ou não, já foi dito. Auto-preservação é a palavra chave… em todos os sentidos. Quer você tenha feito algo incrívelmente bom ou esteja passando pela pior fase da sua vida, preserve-se. Guarde pra você, porque quem precisa saber do que se passa em sua vida, saberá. Quem te conhece entende o que você quer dizer até mesmo quando você se expressa mal, então não, não tente fazer o mundo comprar suas idéias porque elas podem não ser tão boas assim, como o orkut diz. E mais: o mundo à sua volta aprendeu a ser sutil enquanto você focava em si mesmo, então pare e perceba, existem pessoas tentando te fazer enxergar seus erros em todos os lugares e assim que você enxergá-los o modo como você se vê muda e o modo como o mundo o faz, também.

A Obrigação.

Sábado a noite e eu lendo textos de ciência política.

Por que tudo na vida assume uma carga negativa quando é obrigatório? Pois eu sinto que eu adoraria ler sobre marketing político se não fosse para responder aquelas perguntas no final para a próxima quinta. Sinto também que estaria me deliciando clicando em links sobre o cinema da retomada e o cinema novo, além das chanchadas se não fosse para o trabalho de cultura brasileira.

E é sempre assim, ficou obrigado: ficou chato. Na verdade, pensando agora eu acho que não é que a coisa ficou chata porque é obrigatória, mas essa falta de vontade e interesse da nossa parte surge por insegurança. “E se eu fizer tudo isso e no final ficar horrivel?”, “vou muito tirar 3 nessa porcaria”. Essas aspas são meramente ilustrativas, mas é verdade!

Lembro que ano passado eu precisava fazer uma resenha comparando o texto do O que é Isso Companheiro com o filme. Eu, claro, enrolei até o último minuto para assistir ao filme. Depois disso feito, enrolei até o último minuto para escrever a tal resenha. Escrevi, claro… e só na metade é que comecei a apreciar a escrita, percebi que tinha conhecimento suficiente para escrever sobre aquilo e daí então foi muito gostoso.

Acho que cheguei a postar sobre o ocorrido desse trabalho. Estava terminando de transcrevê-lo para o computador lá na faculdade, uma hora antes da entrega e uma amiga minha o deletou sem querer. Depois do drama escrevi mais uma vez e dessa vez melhor ainda. Afinal, eu já sabia o que ia escrever então pude fazer isso com muito mais habilidade.

Ciência Política e Cultura Brasileira ainda estão “chatas” porque ainda não sei se vou dar conta de cumprir a altura com meus deveres. No fim a gente sempre entrega o trabalho, mas o durante é sempre esse desgosto. Talvez daqui umas duas semanas eu possa contar a vocês se me dei bem ou não. Ou não.

Eu nem sei em qual dia da semana nós estamos…

Quem dirá do mês. Mas a OFFLINE desse mês chegou me dizendo que o dia dos namorados tá aí (so what?) e me deu várias dicas de como gastar meu dinheiro em coisas caras pro amoreco que eu não tenho.
As últimas semanas foram corridas, teve JUCA, teve volta de conversa com contatos, teve uma Larissa entrando em parafusos sentindo falta das pessoas, teve muita música boa por aqui também (ainda bem!) e sei lá…
Meus piripaques de abstinencia de certa pessoa aparentemente se foram, pensei muito muito, muito mesmo e talvez (como sempre) eu posso ter exagerado só um pouquinho, talvez porque eu seja mesmo rancorosa como um amigo me disse outro dia. Que seja, tô mais conformada.
Menos de um mês pras férias, pouco mais de um mês pros meus 21 anos (eu vivo contando o tempo) e eu a-ca-bei de lembrar que esqueci de colocar um cronograma no projeto do meu curta. Beleza!
Quero jogar poquer… e esse post parece um twitter expandido… bla bla bla.

Untitled

To numa vibe de vocal feminino… Regininha Spektor, Katiazinha Nash, vocês sabem. Mas Joanninha Newsom chuta a bunda das bonitinhas ali. Acho que o que a poe na frente delas é que Joanna É diferente, sabe? A voz dela lembra a da Bjork, mas com algum tipo de retardamento mental, os gritinhos dela cabem nas musicas, casam com a harpa… e aaah ELA TEM UMA HARPA! É muito bonito tudo junto e ela faz musicas longas… e eu adoro musicas longas!
Penultimo feriado prolongavel do ano tá indo embora, no proximo: JUCA, sem rugby feminino.
Tornozelo ainda zuado, academia bombando, aparelho doendo, consciencia pesando e coração batendo… volto depois.

Just checkin’

Estou viciada no poker, com o aprendizado de holandes parado e uma vontade momentanea porém tremanda de vomitar. Não foi nada que eu comi (apesar de só ter comido besteira hoje), ou coisa do tipo… Essa vontade foi causada por aqueles sentimentos bons como a inveja e a raiva, que pessoa de bom coração não cultiva tais sentimentos?
Tá tudo tão bom que é quase necessario querer que melhore e como não melhora a gente reclama, eu reclamo! Eu reclamo, vocês sabem… Não reclamo porque tá ruim, mas sim porque podia estar melhor.
Amanhã é dia de trote, mas resolvi dar um pelé e mandar tudo pra puta-que-pariu. Semana que vem tenho que cumprir o calendário do C.A.V.H. (preciso olha-lo novamente) e voltar à minha rotina de dormir as 9pm. Ah como é bom! Tô curiosa.
O bom é que vou voltar a ver todo-santo-dia pessoas que eu não vejo desde novembro ou dezembro do ano passado (ai, to com tontura)… pessoas que vi durante as férias mas sinto igual saudade, talvez maior, talvez pelo grau de intimidade e importancia. Pena que tem gente que é quase impossivel matar a saudade de um abraço, da voz reclamona de uma pessoa.
Continuo evitando que tudo-o-que-há-de-bom no mundo, e que não faz parte da minha dose diária, não vire uma gastrite enquanto ajusto com a mão o braqueti que descolou justamente num dente da frente e me lembro de não mexer muito pra direita o meu pé direito.