As gatinhas precisam de um novo lar… TEMPORÁRIO!

Amigos lindos que estão me ajudando na divulgação das filhotes lindas que tenho aqui em casa, preciso mais uma vez de ajuda!
As filhotes estão crescendo rapidamente e nós não temos condições de mantê-las por  mais muito tempo  em casa. Isso quer dizer que tenho até o fim dessa semana para encontrar um lar definitivo para cada uma delas, ou lares temporários! O que acontecer primeiro!
Infelizmente, ONGs grandes daqui da capital não estão aceitando animais resgatados em seus abrigos. Na UIPA, inclusive, fui bem mal atendida pelo telefone e o que consegui como resposta quando perguntei se eles conheciam algum lar temporário foi um belo de um “não sei” seguido de um silencio desconcertante. A moça ficou na linha esperando eu desligar, terrível!
Eu estou bastante preocupada, porque por mais que as pessoas lá em casa sejam compreensívas, o espaço é pequeno, não é ideal e como as pessoas que demonstram interesse em adotá-los somem, estamos começando a pensar no futuro das filhotes. Não podemos mantê-las em casa até podermos mandá-las castrar ou até conseguirmos que todas sejam adotadas se isso for demorar muito tempo. Estão considerando soltá-las no cemitério perto de casa, assim, com cerca de 2 meses de vida e sem estarem castradas! Eu acho isso simplesmente terrível, mas como não moro sozinha não tenho muita escolha e também não tenho poder de veto!
Então por favor, se vocês conhecem algum amante de gato que puder abrigá-las enquanto não temos um lar definitivo, por favor! Ajudem! Divulguem! Espalhem essa notícia!

Pretinha/grisalha:

Frajolinha:

 

Clarinha:

As 3 juntinhas:

Por favor, divulguem!

Ignorância

Um dos meus maiores medos é falar daquilo que não sei. Acho que alguns de vocês (ou todos) já perceberam isso. É por isso que relutei tanto para começar a falar das minhas viagens, por exemplo, porque não queria soar de um jeito que me faz parecer alguém que entende tudo do assunto ao dar as dicas, quando claramente não entendo. E qualquer um que entende vai pensar “que otária”, porque é assim que me sinto quando leio alguns outros blogs sobre alguns outros temas.

É um troço estranho, mas me incomoda muito ver pessoas que não fazem a mínima idéia do que estão falando publicando coisas por aí, seja no facebook, seja no twitter, seja em seus blogs.

Eu não sei exatamente o que leva as pessoas a falarem as groselhas que falam, mas acho que elas realmente acreditam que sabem do que estão falando. E o pior, o resto das pessoas está tão sem referência que elas também acreditam! E daí, o horror! Ah o horror! De abrir um blog e ler tanta superficialidade e ver que outras 103 pessoas gostaram e comentaram que aquilo tudo é muito boa informação e que a partir de agora vão tentar copiar o autor do post.

Pára! Tá tudo errado, gente! Parem de se importar tanto com as tendências! Parem de se copiar! Parem de ficar na moda, de manjar o hype, bla bla bla bla. Trendsetter meu cú.

Queria fazer parte de uma época onde ainda existiam pessoas com traços fixos em suas personalidades e em seus gostos. E não me entendam mal, eu acredito em pessoas que mudam de bandas preferidas, que descobrem coisas novas e as preferem ao que já existia em seus repertórios, o problema não é esse. É que se você olhar em volta, vai ver gente que a cada 6 meses é especialista em algo novo que se já não está, logo estará na crista da onda. Gente, a crista da onda é tão chata.

E mais: estamos realmente num mundo onde é preciso admirar tanto alguém que saiba só um pouco a mais do que você? A discussão nunca é justa. Sempre fico com aquela impressão de os textos nos blogs são “chorai, leitores despreparados, hoje falarei de algo que está bombando no momento. Se vocês ainda não usam, logo estarão e a novidade se chama comer cocô” e então os comentários são “nossa, não acredito que até agora vivi sem isso, muito legal você ter me mostrado, vou tentar usar e comento aqui de novo pra dizer como foi”.

Não quero parecer muito amarga e, sei lá, acho que é legal dar uma mastigada em algo que você acha muito legal e contar pros seus leitores, ainda mais se seu blog, ou seu twitter tem um alcance bacana. Tá certo, quando a gente curte algo a gente quer mostrar pros outros. É como na escola, no dia do brinquedo a gente levava o brinquedo preferido e queria mostrar pra todos como nosso brinquedo era legal. Mas nem tudo é tão bacana, nem tudo vai mudar nossas vidas e a gente nem sempre sabe tudo sobre aquilo. E eu acho que, pra mim, é aí onde mora o problema.

Realmente fico irritada quando vejo pessoas que não entendem de um determinado tema falando sobre aquilo como se fosse a coisa mais genial do mundo! Ou falando como se fosse a coisa mais estúpida do mundo. De duas, uma: ou você descobre mais sobre o negócio e daí conta, ou você vai continuar fazendo papel de besta para aqueles que sabem mais sobre o negócio.

E eu tou falando de coisas superficiais como música, balada, moda e qualquer outra coisa moderninha e que importam aos jovens antenados.

Dói muito a alma ler tanta groselha e fico triste de verdade ao ver que tem tanta gente por aí que realmente compra essas groselhas como informação de qualidade.

Sei lá, isso me irrita tanto que nem consigo ser racional direito e me expressar de um modo que faça sentido.

 

Reclame

Eu ia fazer um post simples no twitter, mas claro, não coube, então vim aqui, tirar a poeira que acumulou e me expressar um pouquinho mais extensamente:

Eu não sou uma leitora de blogs, e sim, eu sei, eu tenho um blog (um canto obscuro da inter-nets), mas pra mim blogs ainda precisam ser pessoais… por mais que só falem de atualidades, design, comportamento ou qualquer outra coisa, blogs existem para que o autor se expresse. Tem muito blog que vive a base de pesquisa de mercado. “O que atrairia leitores?” e não o contrário.

Mas eu leio sim alguns blogs, a maioria de pessoas que eu conheço – e a outra parte de pessoas que passei a conhecer através exatamente de seus blogs.

Certo, não quero viajar muito, até porque nesse assunto de blog-internet-vida pessoal eu tenho um outro assunto no gatilho, que até cabe aqui, mas vou deixar de fora por enquanto.

Existe um certo blog que quando eu comecei a ler eu achei bacana, a autora escrevia coisas que normalmente as pessoas não dizem. E meses se passaram, vários meses e alguma coisa começou a mudar. Acho que a autora estava finalmente se firmando, eu já conhecia o estilo dela e aquelas coisas que ninguém mais dizia começaram a se mostrar como arrogância.

Parei de ler, também, o blog com tanta frequência, agora deixo o reader acumular um pouco antes de clicar nele. E conversando com um amiga e algumas outras pessoas um dia desses surgiu um comentário sobre exatamente esse blog e foi comentando o mesmo que eu estava sentindo: como essa pessoa estava se tornando… hm… desinteressante. Aparentemente eu não estou sozinha.

Mas sempre que eu o abro no reader e leio a autora falando de férias, procura de emprego, tardes ao som de sei lá, Caetano Veloso tudo me parece estranho. É exatamente por já conhecer a autora que eu acabo sentindo preguiça. Eu leio que dezenas de pessoas curtiram aqueles textos e eu só consigo pensar “meu deus, mas quanta groselha!”.

São idéias diferentes das minhas, mas tão diferentes, que me inspiram a escrever também. A não dizer nada com nada, tem sido difícil articular uma única idéia por aqui, mas registrar que também tenho direito as minhas groselhas, sejam elas curtidas só por mim ou também mais alguns gatos pingados.

E eu também comecei a sentir que essas coisas que ninguém mais diz acabaram se tornando artificiais, vazias, escritas sob a premissa de “o que deixaria todo mundo chocado e me faria parecer alguém irreverente”, não sendo realmente – a autora – chocante ou irreverente.

Aparentar, em textos, ainda que nessa era digital, continua sendo muito diferente de ser, em carne e osso. E então me leva a pensar também que eu não preciso escrever minhas groselhas sempre que elas passam pela minha cabeça, eu não preciso dar minha opinião online sobre tudo. Ninguém precisa. Então ok. Estou tranquila.