jump to navigation

O novo vídeo do Linkin Park (e o datamoshing) Junho 26, 2009

Posted by Larissa Menon in bacana, bandas legais, clipes, interweb, música.
Tags: , , , , ,
1 comment so far

Saiu há uns 10 dias o novo vídeo-clipe do Linkin Park. A música está na trilha do Transformers 2 e então o clipe ficou naquele esquema “banda no clima do filme + cenas do filme”. Essa é uma formula que incrívelmente sempre dá certo. (E que vale outro post só pra ela).

Se a formula já é velha conhecida dos vídeos de música de trilha de filme, a banda e o direitor do clipe Joe Hahn inovaram na finalização. Eu já fiz um post aqui sobre essa técnica que eu continuo achando genial.

Vamos ao clipe:

Repararam? A técnica, vale dizer, chama-se datamoshing e caracteriza-se no seguinte: quando eu comprimo um arquivo de vídeo os dados se dividem em keyframes e deltaframes. Enquanto os primeiros guardam informações como cor e espaço, os segundos determinam o movimento dos primeiros. Daí se eu apagar uns e mexer noutros, o resultado é o que vemos aí!

Agora voltando ao clipe do Linkin Park, eu achei a idéia de usar o datamoshing nele ge-ni-al, porque a música tem energia, tem um certo peso e o clipe, exatamente por conter cenas também cheias de energia do filme conseguem aplicar um teor de “quebra” quando usada a técnica. Me fiz clara?

Eu estou querendo dizer que eu acho que usar essa técnica em imagens intensas acompanhadas de uma música “pesada” cria uma atmosfera quase perfeita, tem liga, ritmo e o resultado fica ótimo!

Mas tenho uma crítica: eles além do datamoshing usaram vários outros efeitos na parte da banda e isso acabou carregando um pouco o clima do vídeo. A fórmula quase perfeita deu praticamente errado por causa do que adicionaram a ela. Uma pena.

Antes d’eu terminar, deixa eu falar que até o Radiohead está usando essa técnica em seus webcasts e o MGMT também a usaram numa versão não-lançada de Eletric Feel. Se você, como eu, adorou a técnica, clica aqui que dá pra aprender como fazer via youtube! Não é incrível?

Michael Jackson Eterno! Junho 25, 2009

Posted by Larissa Menon in clipes, dia-a-dia, interweb, música, sentimentalismo, televisão.
5 comments

2594572415_c686b285ea_b Eu costumava dizer, quando era criança, que uma das primas da minha mãe era igualzinha ao Michael Jackson. Era uma coisa tola (e maldosa) de se dizer e por isso mesmo, mantinha esse venenozinho apenas entre meus irmãos e primos.

Hoje o mundo está em luto (duplo, afinal RIP Farrah Fawcett) porque o Rei do Pop morreu. Aos 50 anos, MJ sofreu uma parada cardiorrespiratória e partiu dessa, definitivamente, pra uma melhor.

O cantor não emplacava uma música em primeiro lugar desde 1997, se não me engano, e desde então o que atraiu a atenção da mídia e dos pretensos fãs foi aquela obcessão mórbida que nós, seres humanos, temos pela desgraça alheia. O mesmo sentimento que nos faz diminuir a velocidade ao passarmos por um acidente de transito é o que nos fez olhar pra ele com escárnio e prazer nos últimos 10 anos (pra não dizer mais), apenas pra saber se ele realmente apanhou do pai quando era criança e por isso ele operou o nariz tantas vezes a ponto de chegarem a dizer que o mesmo CAIU de sua face durante um de seus depoimentos sobre ele ter ou não assediado uma criança. Claro que o motivo do assédio (teórica e especulativamente) também tem parte com a sua infância turbulenta.

Esse sentimento é o mesmo agora. É essa sede por detalhes que faz todos olharmos atenciosamente para a CNN español dando o furo ao vivo e sendo reproduzida via Record. Morreu, não morreu? Foi parada cardiorrespiratória? O que a causou? Queremos saciar nosso gosto pela notícia ruim.

Luto, claro. As músicas anteriores ao seu último hit são ícones de toda uma cultura, sim! Ele foi e sempre será o Rei do Pop. Logo agora que ele finalmente voltaria aos palcos, estava dando a volta por cima, estava novamente despertando nosso interesse nele enquanto artista e não apenas celebridade bizonha.

O luto para os fãs, que não chegaram a ve-lo novamente nos palcos é facilmente confortado. Entre uma twittada e outra é fácil de ir ao blip.fm e por uma música dele pra tocar, assistir algum vídeo no youtube e pronto, ele será eterno. O mundo se comove com a perda de um ícone, já eternizado e que últimamente não atingia seu público por meio daquilo que ele será lembrado: seu trabalho.


update: o post deveria ter o clipe de Can’t stop ’til you get enough, mas o wp não quer deixar um subir nenhum video do videolog ou do dailymotion e o youtube não me deixa colocar os vídeos aqui também, então coloquei esse do youtube mesmo só pra fazer charminho e ficar do jeito que eu queria.

Atitude. Junho 19, 2009

Posted by Larissa Menon in Ele, sentimentalismo.
add a comment

Pensou sobre aquilo umas 327 vezes apenas na última hora e, claro, estava incerto.

“Cale-se”, disse para si mesmo. No ímpeto agarrou o telefone e discou, mas sequer deixou chamar. Olhou à sua volta…. ninguém (e como poderia ter? Ele estava trancado em seu quarto há horas)!

Discou novamente e dessa vez deixou que tocasse por três vezes. Ouviu um barulho e desligou apressado. Só então ele pensou no quanto seria rude desligar na cara dela. Discou novamente.

Dessa vez ele deixou tocar e tocar e tocar… o suficiente para que a ligação caísse e não, ninguém atendeu do outro lado. Foram dois suspiros. O primeiro de alívio e após uma breve pausa o segundo veio cheio de chateação.

Fitou sua cama com decisão e deitou, ligou o som bem alto e cobriu a cabeça com o travesseiro. Tanto tempo para tomar uma atitude para não ter nem resposta! Tudo tinha que dar errado, incrível!

E então, claro, pegou no sono e esgotado, só acordou tarde da noite. Às onze e quarenta e sete resolveu checar o celular, pensando que já era manhã e que provavelmente havia perdido a hora. No visor aparecia: uma nova mensagem.

“Esperei você ligar, mas nada. Se ainda quiser, cinema amanha?”

Mais uma vez dois suspiros. O primeiro de alívio e o segundo veio carregado de satisfação.

É pra rasgar? Junho 18, 2009

Posted by Larissa Menon in cavh, faculdade.
3 comments

Com a notícia da enfim-decisão pela não obrigatoriedade do diploma de jornalismo deu-se inicio novamente a toda uma discussão de como quem tem o diploma fará agora.

É claro que no grupo de emails do Centro Academico Vladmir Herzog lá da Cásper Líbero a discussão também foi reacesa, e eu que já fiz parte do nosso querido CAVH ainda acompanho tudo de perto, apesar de não me envolver diretamente com mais nada.

A pergunta que nos foi lançada foi a seguinte: É pra rasgar?

A seguir a minha humilde opinião:

 

from: Larissa Menon <laricatota@gmail.com>
to: ca_vh@yahoogrupos.com.br

date: Thu, Jun 18, 2009 at 3:58 PM
subject: Re: [ca_vh] É pra rasgar?
mailed-by: gmail.com

Gente, eu como estudante de comunicação social, porém nao-futura-jornalista e sim radialista, acompanhei parte da discução que deu no GET de Qualidade de Formação da ENECOS e vejo que a não obrigatoriedade do diploma pro exercício gerou uma discussão um tanto quanto vazia…
 
Dezenas de um lado repetindo o que um já havia dito e dezenas do outro lado repetindo o que era dito daquele lado sem ouvir o que o primeiro lado dizia, e isso se fechou numa bela cadeia onde todos falavam sozinhos.
 
De qualquer maneira, é óbvio que não é pra rasgar.
Teu diploma de jornalismo te poe numa vantagem tecnica, te dá maior poder de oratória, maior conhecimento da escrita, da redação, teu diploma de jornalismo atesta que você aprendeu a falar com a massa, dominar as mídias pelo qual a informação se propaga, enfim.
 
Da mesma maneira que muito jornalista recebe diploma e o usa da pior maneira possivel, porque nao soube aproveitar o investimento de anos, há aqueles que justificam cada grama do papel e da tinta empregados naquele diploma.
 
Quantos macacos velhos do jornalismo não são formados na realidade em economia, sociais, radialismo, etc e no exercício da profissão aprenderam a dominar toda a linguagem que voces, jovens e futuros jornalistas aprenderam também atravez de cursos e aprimoraram através de estágios?
 
Errado seria acreditar que o jornalista diplomado tem mais capacidade de tratar de assuntos como políticas publicas ou economia apenas por ter um dominio maior de linguagem quando nunca procurou se envolver com o meio que abordará. Errado é ignorar que deve existir uma ponte, uma especialização daqueles que conhecem as mídias sobre os conteúdos tratados e daqueles que conhecem o conteúdo e precisam dominar melhor as midias.
 
De todo modo, olhem à volta, ninguém vai colocar um açogueiro para escrever sobre cultura num jornal de grande porte, ninguém vai colocar uma manicure para falar das possiveis soluções para o transito das metropolis brasileiras.
 
Errado é olhar o proprio umbigo e não perceber que quem dá valor ao diploma é o profissional e não o contrário.