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Cesare, Augustus Fevereiro 24, 2009

Posted by Larissa Menon in dia-a-dia, exposição, sentimentalismo.
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A gente nunca sabe se o que a gente deseja vai se realizar, a gente nunca sabe se o que a gente deseja é real ou não. A gente não sabe se o que a gente sente é de verdade até sentir de verdade.
A gente cria expectativas, faz promessas, tem sonhos, deseja sem a garantia da realização. A gente diz que gosta, a gente sente que ama, a gente sente falta.
A gente faz planos e não conta para o outro, a gente precisa contar para o outro cada minutinho do que aconteceu com a gente. A gente fecha os olhos e lembra de um sorriso, do jeito do outro de andar, de um fato engraçado e de momentos aconchegantes.
A gente às vezes se arrepende do que não fez, torce por outra oportunidade e cuida para que ela venha.
Mas a gente não manda no tempo e ele passa sem que se note.
Mas também a gente nota, a gente deita a cabeça no travesseiro com o pensamento longe e se perguntando se chegará o dia em que o outro estará com a cabeça no travesseiro ao lado. Ou com os pés na cabeceira e a cabeça lá nos pés. Às vezes o outro é assim, todo cheio de detalhes. Detalhes que a gente ama e que faz a gente amar.
E tem dias como hoje, em que o beijo vai ter que esperar, o abraço apertado fica para depois e o presente permanece guardado.
E a gente sabe que esperar faz bem, o desejo tá feito e o sentimento guardado no peito.
E então só se pode escrever por aí “feliz 23. Há mais a ser dito, mas não são por palavras escritas que eu devo dizer”.

Te amo.

Top 2 clipes com a mesma técnica. Fevereiro 19, 2009

Posted by Larissa Menon in bandas legais, clipes, interweb, listas, música.
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Em pós, finalização, whatever.

Sejamos diretos:

KANYE WEST – Welcome To Heartbreak

KANYE WEST “Welcome To Heartbreak” Directed by Nabil from nabil elderkin on Vimeo.

O clipe saiu há dois dias lá no Vimeo e foi postado pelo próprio diretor do clipe, o Nabil Elderkin (links pro vímeo e pro perfil do diretor, além do próprio link para o clipe na página original vocês encontram ali abaixo do vídeo daqui). A montagem foi feita pelo Ryan Bartley e a pós pelo Ghost Town Media. Segundo o site da revista Spin o vídeo saiu no site do cantor com a seguinte aspas: “This is the video we’ve been working on for the last month. We know there is another video out there using the same technique so we were forced to drop it now.”

O outro vídeo é esse aqui:

Chairlift – Evident Utensil

Dirigido por Ray Tintori, o  clipe do Chairlift caiu na rede pelo menos duas semanas antes do Welcome to Heartbreak. Claro que o lançamento do segundo logo depois desse aqui (e não adianta ter “segurado” o clipe por algum tempo) causou um certo bafafá, afinal… Técnicas de pós que não faltam nos dias de hoje, certo? Se colocarmos no google veremos que o assunto rendeu mesmo.

As músicas são completamente diferentes, assim como a temática dos vídeos, apesar do mesmo efeito. E sei lá, vídeo-clipe é uma soma de tudo o que é colocado ali junto e que definem se o resultado final deu ou não certo. Então, diferentemente dos outros blogs e sites e tananãs que tão aparecendo por aí dizendo “qual é melhor?” eu não vou comparar um com outro. Nã-na-ni-na-nocas. Vou apenas pagar um pau, porque achei ambos bacanas e legais, exatamente pela pós.

Top 3 clipes das ultimas horas. Fevereiro 10, 2009

Posted by Larissa Menon in bacana, clipes, interweb, listas, música.
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Terça feira de manhã. Acordei tarde depois de passar o dia anterior no trote da faculdade. Porque não me atualizar nos vídeos lançados enquanto eu aproveitava minhas férias? Foi o que eu fiz e agora trago pra vocês uma seleção de três clipes que me deixaram satisfeita.

As fotografias que montam esse vídeo em stopmotion foram tiradas no Nepal, pelo Bruno Levy.

The Walkman é de Nova Iorque (adoro escrever o nome da cidade assim). E eu não sei dizer muito sobre a banda, se você conferir o myspace deles talvez descubra mais do que eu posso dizer aqui.

Oren Lavie -Her Morning Elegance

O clipe em stopmotion mostra uma moça que sem sair da cama vive inúmeras coisas e passa por diversos lugares. Bem legal (mesmo).

Segundo o myspace do próprio Oren Lavie “is a songwriter of curly brown hair, whisperish voice, green eyes and suspiciously cold feet. He was born in 1976, two minutes behind schedule, and has been trying to catch up ever since“. O disco de onde esse clipe saiu foi lançado fisicamente na europa em 2007 e virtualmente nos EUA em 2008. Vale a pena conferir e descobrir mais. Eu sei que eu vou.

O clipe mostra um mundo mágico de bonecos de madeira, dentro de uma caixa.

A banda, Tally Hall, mantém o myspace bem atualizado e completo, dá uma olhadinha lá.

Diferente de outros posts de listas que já fiz aqui, esse tem sim uma ordem de importancia. Vale dizer que em todos os casos também, as músicas que acompanham as imagens tiveram um grande papel para que eu gostasse dos clipes. Enfim, é isso.

Voltei viva. Fevereiro 3, 2009

Posted by Larissa Menon in bacana, dia-a-dia, viagem.
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Tenho tentando (desde que cheguei em casa) escrever sobre a viagem.

paris

Foram 23 dias sem descanso andando e carregando e depois puxando malas por um belo percurso em território europeu. Saiu melhor do que planejado. Visitei lugares onde pensei que não visitaria e deixei de visitar lugares também que queria muito visitar. Toda viagem tem espaço pra isso e a minha certamente teve.

O avião me causou medinhos tranquilos, cinto afivelado, 12 horas sentada, uma janela, filmes, comidas boas. A luz acende e você balança. Eu não morri. Avisem ao mundo, é isso mesmo, eu não morri.

Cada cidade surpreende à sua maneira, cada cidade é de um jeito, um espaço tão pequeno e tanta cultura, tanta diferença cultural. Era delicioso de se ver e de se viver. Caminhar por aí com coisas escritas e indicações em linguas que eu mal me lembro agora como se diz bom dia ou se agradece. Eu sorria e fingia entender tudo, qualquer coisa o inglês tava ali pra salvar. Ter pesquisado nomes de ruas, mapas de metro e todos esses detalhezinhos foi muito bom, e é algo que não quer dizer que não nos perdemos nem tivemos supresas. Mestre não fica em Veneza? Então tudo bem.

Nos perdemos um cidades grandes e radiais (valeu París), nos perdemos em cidades pequenas e sem problemas nenhum de navegação (valeu Salzburg). Caminhamos, descemos a linda Lisboa até o Tejo, atravessamos o Sena pra lá e pra cá, vimos o rio Tibre (e não tigre!), atravessamos mil canais em Amsterdã e em Veneza e vimos o rio bonito e sua linda skyline de Frankfurt. Madri tem rio? Salzburg eu sei que tem. Berlim tem também? Aquario eu sei que tem, e zoologico então? Ah! Como eu sei que tem.

Abraços, high fives, comprimentos em inúmeras línguas e muitos danks, mercis, grazies e gracias. Fomos turistas divertidas e educadas. Fomos turistas. Encontramos mil brasileiros, mil estranjeiros, 14 milhões de asiáticos (onde podemos contar os turistas de olhos puxados e os trabalhadores vindos da índia e paquistão). Tiramos fotos, olhamos mapas, visitamos museus, odiamos os “japoneses” e suas cameras enormes, que não respeitam o espaço cultural e muito menos os outros turistas.

Subimos no Elevador da Glória (santa quem?), na Torre Eiffel, no moinho de vento, na fortaleza/castelo, na Basílica de São Pedro. Pegamos trens gostosos, confortaveis e rápidos. Andamos em todos os metros que tivemos direito. Abrimos as portas nos sentindo malandras, burlamos o sistema de Berlim e não percebemos nossa malandragem. Pegamos trans, autobusses, biketaxi, boattaxi e boatbus…

É tanto pra contar, mas tanto! Foram 23 dias sem parar. Deixem-me respirar e eu conto algum causo. Voltei viva e cheia de histórias. (e de bagagem)