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Sem estrelas, a grama estava molhada. Dezembro 26, 2008

Posted by Larissa Menon in Ele, sentimentalismo.
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Ele deitou. Cansado, deitou.

Fechou os olhos, respirou fundo e mentalizou um lindo e sonoro “foda-se”. Abriu os olhos e encarou o céu sem estrelas, enquanto via as nuvens carregadas, reparava que a grama estava encharcada o suficiente para molhar seu casaco e sua camiseta. E lá veio outra fechada de olhos, outra respiração funda e outra mentalização do tão freqüente “foda-se”.

E daí que ele estava a alguns metros da casa e todo mundo poderia vê-lo da varanda? Não era como se ele se importasse, não era como se eles se importassem também.

Ele focou o céu, procurou uma nuvem e deixou seus pensamentos irem para onde quisessem, o foco se foi. Achou melhor manter os olhos fechados e prestar atenção naquilo que acontecia em sua cabeça.

Ele conhecia sua confusão, ela estava ali há algum tempo já. Tempo não o suficiente para encontrar alguma solução… Ele deixava o tempo passar, mas o tempo não estava resolvendo as coisas por si só, ele teria que agir e não sabia pra qual lado correr.

O lado que mais o interessava não gritava por seu nome, ele queria ouvir um chamado, o sinal de que essa escolha era aposta garantida, aposta ganha, sucesso. Ele queria tanto escolher aquele lado do jeito que estava, de olhos fechados e sem medo. Mas o sinal não vinha. Ele queria desistir, mas esperou tanto pelo tal sinal que não sabia se simplesmente valeria a pena virar as costas e escolher o outro lado. “Porque, afinal, e se o sinal estivesse por vir, ali: quase vindo e só não veio porque me precipitei?”.

Ele desistiu. Desistiu de pensar naquilo naquela hora. Suas costas estavam molhadas o suficiente para começar a sentir frio. E no fundo (e praticamente na superfície) ele sabia que não desistiria de esperar por ouvir seu nome, vindo de onde ele queria que viesse. Abriu os olhos, suspirou, levantou e sorriu. Sem “foda-se”s, afinal… ele se importava. E muito.

“Últimas novidades” Dezembro 12, 2008

Posted by Larissa Menon in Ele, sentimentalismo.
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“As pessoas são mesmo substituíveis” – Ele pensou após re-analisar e reavaliar toda a situação pela talvez oitava vez.
O sufoco se foi, a agonia também, mas a confusão mental que se traduz em embrulhos no estômago ainda está presente. Quando ele descobriu as “últimas novidades” ele perdeu o fôlego e não sabia que tal reação ainda fosse possível. Ele acreditava que as escolhas que tinha feito foram feitas porque ele queria… Agora ele já não tinha tanta certeza.
O que ele também não entendia era o porquê dessa substituição. Por que ela foi procurar em outra pessoa tudo aquilo que ele poderia oferecer a ela? Ele estava ali, pronto para ela, e ele estava ali há tanto tempo…
Ele re-analisou e reavaliou toda a situação por mais algumas infinitas vezes durante aquele dia e ele sempre concluía que ele era substituível, mas o que ele queria mesmo entender era o porquê d’ele ser substituível. As horas passaram sem que ele visse enquanto seu foco era ela.
No fim da noite ele ainda questionou se deixou de dizer ou fazer algo que a fizesse ir procurar em outros braços todo o amor que ele queria dar a ela. E então dormiu. Dormiu longas nove horas… Sem sonhos. O descanso era merecido.
No outro dia ele sequer se lembrou dela, e não foi como se ele estivesse muito ocupado para pensar nisso. Ele simplesmente não o fez.
Quando ela soube que uma amiga havia contado a ele sobre suas “últimas novidades”, ela sentiu um incomodo por ele não tê-la procurado… pra nada. “As pessoas são mesmo substituíveis” ela concluiu rapidamente.
E no fim de outra noite ele deitou a cabeça em seu travesseiro e teve a certeza que as escolhas que ele fez foram feitas porque ele queria.

Sobre o modo que nos vemos. Dezembro 6, 2008

Posted by Larissa Menon in cansaço, dia-a-dia, exposição, sentimentalismo.
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Após longas conversas com os mais variados amigos, cheguei à conclusão de que existem pessoas que se negam a reavaliar a imagem que passam para os outros. Mais do que isso, existem pessoas que se negam a assumir que podem sim estar errados em alguns ou vários momentos… e bom, oportunidades de assumir um erro nunca faltam, afinal, sempre tem alguém que se delicia em apontar o erro alheio (e não raras as oportunidades em que aquele que aponta o erro alheio é exatamente quem se nega a assumir o próprio).

Reparei (e reparamos) que existem pessoas que vivem apoiadas numa certa “sindrome de perseguição” onde o mundo sempre está contra elas e que as pessoas se recusam a entendê-las desde visões gerais sobre temas gerais até detalhes de sua vida particular. São polêmicas e mais polêmicas, confusões, mal entendidos e às vezes um “opa, me expressei mal aí”.

Acontece que o buraco é muito mais embaixo, a questão é que, alo? Será que as pessoas não te perseguem tanto assim e na verdade elas só estão apresentando a realidade pra você… e na realidade você tá errado?! As pessoas são como são, claro, o mundo não quer que você mude. Não! O que o mundo quer é que as pessoas que agem dessa maneira entendam que maturidade não só é um número que representa sua idade, não é só sair sem dar explicação, não é só ganhar dinheiro, não é só dirigir, beber, assistir pornografia, poder dizer pra suas tias e avós e mãe que elas tão erradas, não é só ter relacionamentos adultos (principalmente quando a parte “adulta” fica só no nome).

Maturidade é tudo isso e é também não agir inconsequentemente e conhecer os caminhos que esse tipo de atitude leva, dominar a capacidade de entender e debater, respeitar a opinião alheia, saber que é primordial sempre se expressar da maneira mais clara possível porque tudo é passível de duplas ou triplas ou sei lá quantas possíveis interpretações e (entre outros não citados) finalmente, ser maduro/ter maturidade é ser capaz de conseguir assumir seus erros e mais: ser capaz de perceber que às vezes é necessário mudar de conduta.

Sejamos objetivos: não é nem uma questão de maturidade, não chega à isso, acaba antes. As pessoas precisam perceber que o mundo nos vê como passamos nossa imagem e a melhor maneira de manter nossa imagem num nível seguro é nos preservando. Não é lógico? Pra mim é tão lógico!

Lógico ou não, já foi dito. Auto-preservação é a palavra chave… em todos os sentidos. Quer você tenha feito algo incrívelmente bom ou esteja passando pela pior fase da sua vida, preserve-se. Guarde pra você, porque quem precisa saber do que se passa em sua vida, saberá. Quem te conhece entende o que você quer dizer até mesmo quando você se expressa mal, então não, não tente fazer o mundo comprar suas idéias porque elas podem não ser tão boas assim, como o orkut diz. E mais: o mundo à sua volta aprendeu a ser sutil enquanto você focava em si mesmo, então pare e perceba, existem pessoas tentando te fazer enxergar seus erros em todos os lugares e assim que você enxergá-los o modo como você se vê muda e o modo como o mundo o faz, também.

Objects Of My Affection Dezembro 2, 2008

Posted by Larissa Menon in Uncategorized.
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I remember when, when i first moved here,
a long time ago,
´cause i heard some song i used to hear back then,
a lone time ago.
i remember when, even further back,
in another town,
´cause i saw something written i used to say back then,
hard to comprehend

and the question is, was i more alive
then than i am now?
i happily have to disagree;
i laugh more often now, i cry more often now,
i am more me.

but of cause some days, i just lie around
and hardly exist,
and can´t tell apart what i´m eating
from my hand or my wrist.
´cause flesh is flesh, flesh as flesh as flesh,
the difference is thin.
but life has a certian ability or breating new
life into me,
so i breathe it in.
it says here we are, and we all are here,
and you still can make sense,
if you just show up and present an honest face,
instead of that grin.

and the other day, this new friend of mine
said something to me
“just because something starts differently,
doesn´t mean it´s worth less.”
and i soaked it in, how i soaked it in,
how i soaked it in
and just as to prove how right he was,
then you came.
so i´m gonna give, yes i´m gonna give,
i´m gonna give you a try,
so i´m gonna give, yes i´m gonna give,
i´m gonna give you a try

Não fiquei pro show deles aqui no invasão sueca por estar pendurada de faltas de quinta-feira. Mandei bem heim? hahahaha, mas aproveito assim mesmo via youtube, sabe como é.