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Pelo Cinezine, no Rodaviva com Wagner Moura. Setembro 30, 2008

Posted by Larissa Menon in bacana, cinema, exposição, interweb, televisão.
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Wagner Moura e eu ali, estragando a foto bacana.

Fui indicada, pelo Tiago Machado para participar do programa Roda Viva da TV Cultura. O convidado seria o Olavo, digo, o Wagner Moura e minha função seria apenas atualizar o twitter do site Cinezine.

Voltei pra casa ontem no fim da tarde, tive tempo para escolher a roupa que usaria e deixar meu cabelo bonito. As 20:30 – pontualmente – o carro da emissora estava em minha porta (acho tão chique quando carros de produções me buscam em casa hahaha). Pegamos a Salim (vocês não andam um quilometro em são paulo sem passar por uma rua ou avenida que nao tenha o dedo do maluf – RISOS) e a Marginal sem transito algum e umas novê-pouco já estava lá.

Aproveito este pequeno parágrafo apenas para dizer que a Fundação Padre José Anchieta humilha a minha Fundação Cásper Líbero. O lugar é enorme, cheio de árvores e lixeiras de coleta seletiva. Nada como o nosso prédio de esqueleto externo que tem 4 vasos de plantas. Muito verde na Cultura e ali na Cásper tudo é num cinza muito sem graça.

Cheguei e fiquei na minha, vocês sabem como eu sou tímida. Então o Fugita (que já tava atualizando o twitter dele loucamente) veio e se apresentou. Logo depois identificamos a Veronica e fomos chamados para a maquiagem.  Quando voltamos Wagner Moura já estava lá, rodeado de pessoas que falavam muito e ele apenas concordava.

@vmambrini, @fugita e @cinezine

@vmambrini, @fugita e @cinezine

Fomos levados para o estúdio e lá ligamos os computadores, nos acomodamos nas cadeiras e checamos nossa conecção. Todo mundo pronto: o programa ia entrar no ar. Na verdade, o programa entraria no ar mesmo que nao estivessemos prontos, né huahua.

Pra mim, que passo praticamente o dia inteiro online e no meu twitter, atualizar dali do programa foi uma experiência completamente nova. Estar ali ao vivo dando minhas impressões sobre o que as pessoas também estavam vendo, só que de casa, e lendo o retorno delas faz a ferramenta ficar ainda mais interativa. Acho até que assistir o programa assim, acompanhando pelo twitter de quem está lá ao vivo é também uma experiência bem diferente do que assistir passivamente.

Wagner Moura na arena

Dali de cima é possivel ver tudo. Os três câmeras, todos os jornalistas e toda a produção do lado de fora do cenário, que é maior do que eu imaginava. Era muito bom ver o Capitão Nascimento, digo, Wagner Moura girando de uma lado pro outro pra olhar a pessoa que perguntava. Se bem que é interessante e preciso apontar que a Mônica Bergamo era praticamente a única que perguntava, não porque os outros não tinham o que perguntar, mas sim porque ela não conseguia se controlar.  Ainda nesse tema, era delicioso ver a cara da Nina Lemos ouvindo o que o ator tinha pra dizer, às vezes ela inclinava a cabeça pra direita e abria a boca de um jeito eu poderia jurar que ela não tava compreendendo porra nenhuma, mas tentando entender do que é que aquele homem estava falando. E então ela baixava a cabeça escrevia alguma coisa, rabiscava outra e então partia para a batalha que era tentar fazer uma pergunta antes que a Mônica Bergamo fizesse outra.

Quando a Lilian Witte Fibe falou meu nome pela primeira vez eu quase morri no ar. Eu tinha certeza que eu seria a última a ser anunciada e estava tranquila e então a ouvi dizendo meu nome e olhei para uma das televisões que existem no estúdio e vi a minha cara ali na tela e então pronto: Morri de vergonha. Eu também estava online no msn e meu irmão vinha a cada intervalo dar as impressões que minha família estava tendo enquanto acompanhava o programa. “O pai tá falando pra você tirar a mão do queixo”. Passei o resto do programa tentando evitar a minha tão costumeira mão no queixo de quando estou no computador.

Depois de uma hora e meia praticamente o programa chegou ao fim. Juro pra vocês que não vi a hora passar, foram 64 atualizações pelo @cinezine e mais algumas pelo @lariica. Foi muito gostoso meeesmo atualizar o twitter de lá, até porque o @tiagomx, a @jussaraleite e a @marianacosta acompanharam firmes e fortes toda a corbertura, do início ao fim.

Fica aqui então meu agradecimento ao Tiago, que me colocou pra dentro desse esquema bacana, à Isabel lá da Cultura que foi super atenciosa o tempo todo, mas que eu quase não vi lá. Ao Fugita e à Veronica que estavam lá ao vivo fazendo o mesmo que eu. E claro, ao Wagner Moura por ser esse bom ator que é, além de ator bom, apesar de um pouco magrinho agora. hahahaha.

Mãozinha na cintura.

Mãozinha na cintura.

O fim está próximo. Setembro 28, 2008

Posted by Larissa Menon in aparelho, dia-a-dia.
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Depois de dores, sangramentos, puxões, repuxões, espetadas, elásticos estourando na minha boca, engasgadas com os mesmos elásticos, dentes moles, broncas, bochecha rasgada e braquetis quebrados; vou tirar o aparelho.

Quando recebi, deitada na cadeira, a notícia de que falta pouco para que ele deixe de ocupar minha boca, eu fiquei triste e levei uma bronca porquê eu deveria era ficar feliz de me livrar desse monte de ferro. Rebati dizendo que já me apeguei a ele, ué… Isso pode, não pode? Claro que pode!

Desde que errei ao colocar uns elásticos azuis nele no começo do ano eu decidi usar apenas lilás, que é uma cor discreta e feminina. Quando fui colocar os últimos e derradeiros elásticos ela falou pra eu ousar mas ah… não quero errar e isso sempre acontece quando eu tento ousar.

O fim está tão próximo que na parte de baixo eu já estou sem o arco (e agora sem um braqueti que eu quebrei ontem no onibus sem perceber que estava super tensa, fazendo força com a mandíbula). Dia 06 eu vou moldar e o próximo passo será tirar tudo. Tudo. Sim, tudo.

O aparelho fixo deixou meus (minúsculos) lábios mais carnudinhos. Digam adeus a isso. Depois de 11 meses ele está indo embora. Mas podem dizer olá para um sorriso mais bonitinho da parte dessa que vos escreve. A Dra. Olga tá super feliz.

A Obrigação. Setembro 20, 2008

Posted by Larissa Menon in cansaço, cinema, dia-a-dia, faculdade.
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Sábado a noite e eu lendo textos de ciência política.

Por que tudo na vida assume uma carga negativa quando é obrigatório? Pois eu sinto que eu adoraria ler sobre marketing político se não fosse para responder aquelas perguntas no final para a próxima quinta. Sinto também que estaria me deliciando clicando em links sobre o cinema da retomada e o cinema novo, além das chanchadas se não fosse para o trabalho de cultura brasileira.

E é sempre assim, ficou obrigado: ficou chato. Na verdade, pensando agora eu acho que não é que a coisa ficou chata porque é obrigatória, mas essa falta de vontade e interesse da nossa parte surge por insegurança. “E se eu fizer tudo isso e no final ficar horrivel?”, “vou muito tirar 3 nessa porcaria”. Essas aspas são meramente ilustrativas, mas é verdade!

Lembro que ano passado eu precisava fazer uma resenha comparando o texto do O que é Isso Companheiro com o filme. Eu, claro, enrolei até o último minuto para assistir ao filme. Depois disso feito, enrolei até o último minuto para escrever a tal resenha. Escrevi, claro… e só na metade é que comecei a apreciar a escrita, percebi que tinha conhecimento suficiente para escrever sobre aquilo e daí então foi muito gostoso.

Acho que cheguei a postar sobre o ocorrido desse trabalho. Estava terminando de transcrevê-lo para o computador lá na faculdade, uma hora antes da entrega e uma amiga minha o deletou sem querer. Depois do drama escrevi mais uma vez e dessa vez melhor ainda. Afinal, eu já sabia o que ia escrever então pude fazer isso com muito mais habilidade.

Ciência Política e Cultura Brasileira ainda estão “chatas” porque ainda não sei se vou dar conta de cumprir a altura com meus deveres. No fim a gente sempre entrega o trabalho, mas o durante é sempre esse desgosto. Talvez daqui umas duas semanas eu possa contar a vocês se me dei bem ou não. Ou não.

Eu preciso é de um laço. Setembro 17, 2008

Posted by Larissa Menon in Ele, sentimentalismo.
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Eu não preciso de um empurrão. Não, eu preciso é de alguém que esteja do meu lado e me estenda a mão. Não para me puxar, eu nao preciso ser puxado. Eu queria alguém para caminhar ao meu lado laçado comigo.
Ela me olha e diz que está tudo bem. Está mesmo? Ela ainda sorri pelos dias que passaram, pelos momentos felizes que tivemos. Eu olho pra ela, eu sorrio de volta, eu fumo meu cigarro. Ela me acha tão legal.
Somos tão modernos. Jovens, bem empregados. Ela me dá um beijo e comenta sobre um cliente. Eu olho pra ela, eu a vejo sorrir, eu penso nisso tudo.
Ela segura minha mão. Ela caminha ao meu lado, laçada comigo? Não. Eu não consigo entender, não consigo encontrar o porquê disso tudo. Que porra é essa afinal?
Eu a tenho dentro de mim, eu a tenho fora de mim. Há momentos em que me sinto satisfeito. Mas eu não quero mais pensar nisso tudo, analisar e ver o quanto eu tenho.
Se fosse bom de verdade eu já saberia disso por si só, apenas por viver, apenas por ter, sem pensar. Não é?
Eu seguro a mão dela, eu apago o cigarro. Eu a beijo. Ela me olha e sorri. Ela encosta a cabeça em meu peito e me diz que tudo ficará bem. Ela tem planos, eu tenho planos. Seriam eles os mesmos?
Eu não preciso de um empurrão, não. Eu preciso é de alguém que esteja do meu lado e me estenda a mão. Não para me puxar, eu nao preciso ser puxado. Eu queria alguém para caminhar ao meu lado laçado comigo.

A cabeça doente de Korine, ou comparando e relacionando: De Gummo à Ken Park. Setembro 2, 2008

Posted by Larissa Menon in bacana, cinema.
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O texto de hoje é sobre esse cara aqui:


O Harmony Korine.
A foto está um pouco desatualizada, mas vamos lá. Vamos falar do Harmony Korine.
Korine é um jovem cineasta norte-americano, com seus apenas 35 anos de idade tem no currículo filmes que sempre, e eu digo sempre, vão dar o que falar. Aos 19 anos ele escreveu Kids, que foi rodado em 1995 e marcou minha infância. Até hoje me lembro de como o filme acaba e de como fiquei incrédula. Sua estréia como diretor veio em Gummo de 1997, que eu só vi semana passada. Ele ainda participou do Dogma95 com o Julien Donkey Boy de 1999, também conhecido como Dogma#6. Esse eu não pude ver porquê não foi lançado no Brasil (mas que por aí tiver ou souber onde achar e quiser me mandar eu super aceito!). Como roteirista ele ainda escreveu Ken Park, de 2002 e que eu vi ano passado ou em 2006. Ken Park tem uma linguagem bem diferente de filmes que vemos por aí.
E é disso que eu quero falar, especificamente: de linguagem. Da linguagem do Korine, da narrativa desse jovem roteirista.
Quando eu assisti Ken Park foi quase como um baque. As personagens eram como eu nunca tinha visto antes. Plácidas e cheias de problemas… eram problemas que vivenciamos ou presenciamos quase que diariamente, mas de forma caricaturada. Eram meus pequenos problemas e minhas pequenas vivencias potencializados mil vezes. É o típico filme da vida real que você assiste e diz no final “ah, isso não acontece”. Mas acontece.
A história desse filme se desenrola a partir de um acontecimento que faz parte da vida das personagens, mas que passa. Esse acontecimento marcante se apaga na vida delas. E como se isso nunca tivesse acontecido elas são apresentadas a nós por um narrador. O narrador não é o mesmo a história inteira, ele é revesado entre as próprias personagens que vão se apresentando entre si. As vivências das personagens seguem uma ordem cronológica, mas não é possível dizer quanto tempo se passa naquele mundo. A gente não é capaz de dizer por quanto tempo acompanha aquelas pessoas. A história beira o tédio e beira o inesperado, o filme beira o incômodo. Quem são aquelas pessoas? Que histórias são essas? Por quê eu to assistindo esse filme, afinal?
E então o filme acaba.
Semana passada eu consegui assistir ao Gummo e a história foi incômoda. Me cansei na metade, quis desistir, não sabia o que ia acontecer, não sabia se iria aguentar até o final, não sabia mais porquê estava vendo tudo aquilo. Quem eram aquelas personagens? O que se passa em Xênia, Ohio? Quem era aquele narrador? Era o mesmo narrador? Aquilo não acontece na vida real, ninguém é assim…
E então eu reparei que tinha muito de Ken Park em Gummo. Não, Péra! Tem muito de Gummo em Ken Park.
O surrealismo de Gummo se tornou uma idéia muito bem trabalhada em Ken Park. Eu entendo e aceito quem não gosta de Ken Park, não é isso que estou discutindo aqui. Não estamos falando de gostos e sim da evolução da linguagem que o Harmony Korine usa nesses dois roteiros. Ele conseguiu aproximar essa desconstrução de imagens da realidade, tornando todas as suas personagens caricaturais em algo palpável, com rítmo e alma.
Talvez Gummo seja para ficar distante do espectador mesmo, afinal… onde é Xênia, Ohio?
Isso eu não posso responder, mas posso apontar que é impossível assistir a esses dois filmes desse talentoso roteirista (e não tem essa de gostar ou não dos roteiros dele, o cara é bom mesmo), e não estabelecer a clara relação. A estrutura é a mesma e tá ali para qualquer um ver. Ver e apreciar.
É gostoso reparar em coisas pequenas como essa, consumir filmes com atenção e conseguir fazer ligação de uma obra à outra de algum roteirista ou diretor. Recomendo ambos filmes, não para deleite pessoal, mas sim pra bagagem cultural porque vale a pena. Mesmo.