Maio já está no final.

É triste perceber que sem querer dei ao post um título que também faz parte de uma letra do Kid Abelha, mas maio passou voando e já está acabando. Mal pude perder um tempinho aqui, escrevendo sobre tudo aquilo que pode ou não ser relevante pra vocês, mas que eu quis e quero deixar registrado enquanto posso.

Hoje, 21 de maio, percebo que faltam apenas 2 meses para os tais 25 anos. Credo. Não porque estou ficando velha ou por qualquer outro motivo relacionado, mas é que o último ano passou rápido demais. Ainda nem me acostumei que sim, já tenho 24 anos e isso já estou chegando no tão falado 1/4 de século. E ainda me pedem o RG no bar, no mercado, na balada…

Interessantemente no último ano dediquei-me ao ato de sentir saudades. Sim, acredito que nunca senti tanta saudade como tenho sentido agora. De colegas da escola, dos colegas da faculdade, de amigos dessa mesma época e de amigos de todas as épocas. Tenho sentido muita falta de bastante gente e é interessante perceber que em alguns casos não há nada que se possa fazer. Às vezes a distância é física, às vezes não. Acho que minha maior conquista nestes anos todos foram as pessoas e agora percebo que perdê-las (para a morte ou algo menos definitivo) é tão doloroso quanto conquistá-las é prazeroso.

E as coisas lentamente vão se adaptando, se arranjando, se ajeitando e eu vou tentando acompanhar. Felizmente, até agora, tudo dentro do planejado. Tá tudo dando certo, tá tudo bem.

 

As gatinhas precisam de um novo lar… TEMPORÁRIO!

Amigos lindos que estão me ajudando na divulgação das filhotes lindas que tenho aqui em casa, preciso mais uma vez de ajuda!
As filhotes estão crescendo rapidamente e nós não temos condições de mantê-las por  mais muito tempo  em casa. Isso quer dizer que tenho até o fim dessa semana para encontrar um lar definitivo para cada uma delas, ou lares temporários! O que acontecer primeiro!
Infelizmente, ONGs grandes daqui da capital não estão aceitando animais resgatados em seus abrigos. Na UIPA, inclusive, fui bem mal atendida pelo telefone e o que consegui como resposta quando perguntei se eles conheciam algum lar temporário foi um belo de um “não sei” seguido de um silencio desconcertante. A moça ficou na linha esperando eu desligar, terrível!
Eu estou bastante preocupada, porque por mais que as pessoas lá em casa sejam compreensívas, o espaço é pequeno, não é ideal e como as pessoas que demonstram interesse em adotá-los somem, estamos começando a pensar no futuro das filhotes. Não podemos mantê-las em casa até podermos mandá-las castrar ou até conseguirmos que todas sejam adotadas se isso for demorar muito tempo. Estão considerando soltá-las no cemitério perto de casa, assim, com cerca de 2 meses de vida e sem estarem castradas! Eu acho isso simplesmente terrível, mas como não moro sozinha não tenho muita escolha e também não tenho poder de veto!
Então por favor, se vocês conhecem algum amante de gato que puder abrigá-las enquanto não temos um lar definitivo, por favor! Ajudem! Divulguem! Espalhem essa notícia!

Pretinha/grisalha:

Frajolinha:

 

Clarinha:

As 3 juntinhas:

Por favor, divulguem!

Mais um sobre as gatinhas.

Gente, ainda estou com 3 gatinhas, filhotes, para doação aqui em casa.

Elas são lindas, espertas, ativas e carinhosas. Elas também estão vermifugadas e se alimentam muito bem.

Agora elas estão já bem maiores do que quando meu irmão as resgatou, e devem estar com cerca de 2 meses.

Gostaria de verdade, de lembrá-los que meu irmão resgatou 6 filhotes em março, que foram abandonados na praça em frente a nossa casa. Infelizmente o menor deles acabou morrendo na primeira noite pois ele tinha menos da metade do tamanho dos irmãos, mas os outros que eram maiores, cresceram para se tornar gatinhos simplesmente adoráveis. Desde então estamos procurando um lar para cada um deles. Felizmente já apareceram alguns interessados e 2 deles já foram adotados. As filhotes que ficaram em casa merecem um lar tanto quanto os outros que já conseguiram e são tão adoráveis que se eu pudesse, ficaria com todas.

Infelizmente não posso mantê-las por muito mais tempo, então peço, mais uma vez, a ajuda de vocês que são tão bons em divulgar as coisas boas. Vamos ajudar estas fofuras conseguirem uma casa com bastante espaço e carinho!

Se alguém se interessar, conhecer alguém que se interessa e está querendo ter um gatinho cheio de vida, compartilha, mostra pras tia solteiras, pros amigos de confiança e pra vizinha bacana. Nós estamos em São Paulo, capital, próximo à São Caetano, Ipiranga, Mooca e Vila Prudente. Para entrar em contato comigo é só comentar aqui no blog, ou no facebook, ou mandar um email para menon.larissa@gmail.com

Pra ver como elas estavam quando chegaram aqui, é só clicar aqui. Para ver as 3 bonitinhas menorzinhas há cerca de um mês, você clica aqui.

Eu vou aproveitar que elas estão maiores e que agora as conheço melhor, para contar mais um pouco sobre cada uma delas.

A malhadinha, preto e branco, frajolinha é comunicativa. E por comunicativa eu quero dizer que ela mia bastante quando está por perto de alguém e ela gosta bastante de ficar no colo. Ronrona feito um motorzinho (na verdade todas elas são motorzinhos!) e cheira bastante, curiosa, coloca o fucinho toda bonita e descobre as coisas.

A clarinha, é muito engraçada, ela pula e corre bastante e quando você coloca o braço pra pegar os potinhos de água e comida ela pula nele e abraça! Assim fica impossível de não abraçá-la e aninhá-la no colo! Ela também é bastante curiosa e das três é a mais miúdinha e tem a cor mais linda! Sei que não devo ser parcial, mas essa combinação caramelo, branco e preto fica simplesmente linda, ainda mais com esses olhos cor de caramelo também.

A pretinha não é mais pretinha! Há umas duas semanas ela começou a ficar “grisalha” e agora tá toda pintadinha, com pelos pretos, brancos e cinzas. Na verdade, ela tá num quase cinza escuro. E das três é a maior. Ela é bem encorpada e come bem! Ela é a mais quietinha, quando vou brincar com elas, ela demonstra o mesmo interesse que as outras, mas é mais discreta, digamos, e não fica pulando tanto pela sua atenção, mas quando você a pega no colo, ela fica bem aninhada, ronronando toda bonita e quando junto das irmãs pula e brinca bem feliz.

Segurar 3 filhotes ativas e brincalhonas no colo não é fácil. E as fotos foram tiradas pela webcam, por isso a qualidade não está tão bacana. Mas acho que nas outras fotos, dos outros posts dá pra ter uma ótima idéia. Mais uma vez eu peço a ajuda de vocês, para que divulguem, mesmo que vocês não possam ficar elas e não ajudem só a mim, mas ajudem a elas, as filhotinhas!

O Desafio Musical De 250 Dias.

Lá no facebook sempre rola uns joguinhos que sei lá, não sei direito para o que servem e provavelmente não sirvam pra nada mesmo, então nem me preocupo.

Há algum tempo eu vi que estava rolando um chamado “O desafio musical de 30 dias” e eu achei bacana, mas fiquei com preguiça. Faltou emoção, lol. Mas há pouco mais de 1 semana vi um joguinho de músicas realmente desafiado: o desafio musical de 250 dias. Basicamente, a cada dia você deve compartilhar 1 música seguindo a ordem que o desafio te dá e você não necessariamente é obrigado a postar todo santo dia. Então quando dá muito trabalho chegar numa música, você pode levar o tempo que precisar :)

Eu tou fazendo o desafio lá na página do blog no facebook e hoje postei a música do sexto dia:

6 – Uma música da sua banda preferida

5 – A música com um dos seus solos preferidos

4 – Uma música que você saiba a letra toda

3 – Uma música que te faça dançar

2 – Uma música que você ache engraçada

1 – Uma música que te lembre a sua infância

Se quiserem acompanhar é só curtir a página do blog aqui do lado (se ainda não curtiu) e pronto! Ainda faltam 244 dias ou 244 música e muita coisa pode acontecer, haha!

Spoken World: Dutch

Uma das incríveis vantagens de ter um namorado foda é que ele sabe dar os melhores presentes. Sempre.

Não foi excessão quando no fim de 2009 eu recebi uma encomenda que eu não havia pedido. Ele comprou online no site da livraria Cultura e mandou entregar aqui em casa: meu curso de holandês.

Sim, foi em 2009 que eu comecei a engatinhar na arte que é tentar falar esse idioma. Holandês se encaixa naquela categoria “desafio” na hora de aprendê-lo. Mas que é difícil todo mundo imaginava, né? Então resolvi contar pra vocês como é o livro e se vale a pena ou não dar uma inve$tida num curso como esse, se você está querendo saber pelo menos o básico do idioma.

O curso: Spoken World Dutch, da Living Language

O curso Spoken World Dutch vai partir do princípio de que você tem boas habilidades autodidatas e eu recomendo que você tenha mesmo. Além disso é necessário que você tenha algum tipo de fluência em inglês, pois o curso é inglês-holandês. E eu digo isso porque realmente será preciso que você tenha alguma (ou muita) noção da gramática inglesa e não apenas um bom vocabulário.

O curso vem em case com um livro de 17.5 x 4 x 24 (o que quer dizer que dá pra levar na bolsa tranquilamente) e 6 CDs de áudio. Nos CDs você tem todo o conteúdo do livro + exercícios de pronuncia e conversação.

CDs de áudio, conteúdo dos livros e exercícios

Eu fiz uma gambiarra, copiei o conteúdo dos CDs para mp3 e depois passei pro ipod, bem mais prático. Assim não preciso escutá-los só em casa, porque né? Discman em 2012 tá meio difícil.

O livro é bem bacana, leve, pequeno e dividido em 15 lições que se propõem a reproduzir situações do dia-a-dia como conhecer alguém, ir à escola, usar a internet e organizar uma rotina. É através delas que o livro vai te acrescentando os verbos, uso dos artigos, vocabulário, notas culturais…

Na verdade, cada lição conta com os seguintes itens: vocabulary warm-up, dialogue, vocabulary, key phrases, culture notes, grammar, reading, exercises independent challenge.

Conforme as situações do dia-a-dia vão ficando mais complexas, as lições vão ficando também maiores, principalmente a parte do vocabulário e da gramática. As notas culturais são bem úteis e servem para trazer uma compreensão maior do contexto do que estamos aprendendo.

O vocabulary warm-up serve para você já ficar atento ao que virá no diálogo, que de maneira leve apresenta a situação onde o tema da lição está inserido. Cabe então ao vocabulário listas todas as (novas) palavras que a situação trouxe. Ele é apresentado em forma de lista no livro e o CD de áudio a segue te dando tempo para que cada uma das palavras seja repetida. As key phrases seguem esse mesmo padrão.

Os exercícios são planejados de maneira que todas o conteúdo anterior seja resgatado e sirva de apoio para a prática do que está sendo aprendido agora. São exercícios como completar lacunas, escolher palavras e traduzir frases, mas posso adiantar que como se trata do holandês, é sempre um desafio.

O desafio vem depois de tudo isso, é a última coisa que a lição te propõe: ele serve como um guia para que você aplique o conteúdo acumulado em situações do seu dia-a-dia. Ou seja, é nessa parte onde você faz um registro (provavelmente) escrito, uma redação em holandês sobre algum fato da sua vida que relacione o que você está aprendendo. É bem legal e pode ser mesmo uma boa opção para um diário secreto. hahahah

Além das 15 lições, o livro ainda possui nas últimas páginas um glossário inglês-holandês, um glossário holandês-inglês e também um apêndice com alguns dos verbos irregulares e suas conjugações.

Glossário inglês-holandês

Glossário holandês-inglês

Verbos!

Se você achou pouco, não chore! Antes de todas essas lições começarem, o livro traz um longo guia de pronúncia. Sim, porque para aprender uma língua que tem palavras como groentesoepje hoofdgerecht é preciso algum tipo de guia de pronúncia. São diversas combinações de vogais que geram os mais variados sons, e claro, as combinações consonantais são ainda mais vastas e os sons ainda mais complicados. O livro ensina que para poder saber como se vai pronunciar cada palavra é necessário saber separar suas sílabas, mas eu não vou me estender nesse assunto porque pode ser bem chato, ainda mais porque eu não saberia explicar direitinho haha.

Mas aqui vai uma dica boa: Nem mesmo os holandeses conseguem pronunciar muitas das palavras existentes nos idioma e o segredo para falar é quebrar as palavras. Sim! Normalmente essas palavras longas são combinações de outras palavras menores. Por exemplo, groentesoepie quer dizer sopa de legumes!

O curso Spoken World Dutch da Living Language é bem completo e vai abordar todo o conteúdo realmente básico do idioma. Mas repito: você precisa ter uma pré disposição para aprender sozinho. O livro tenta ser leve, mas ainda assim é um livro didático de idioma, então as coisas podem ficar chatas. Eu estou com o livro há 2 anos e meio e ainda não terminei. Não que seja tão difícil assim, mas não vou negar também que eu já o deixei bastante de lado. E eu sei também que quando terminá-lo não vou sair falando um super holandês com qualquer nativo que encontrar por aí. O curso serve para abrir portas que te levarão à pratica real do idioma. Então junto com o livro e os CDs, é sempre legal participar de comunidades online como o livemocha, que te permite conversar com nativos e receber um feedback por isso, e também procurar livros virtuais, ler sites, ouvir músicas em holandês, para que a língua seja cada vez mais familiar aos seus ouvidos.

 

A Weedy adorou posar para as fotos!

A tal da Lisboa…

Eu já escrevi sobre Lisboa aqui, numa narrativa cheia de detalhes e que vale a pena ler, porque como o texto é de 2009, minha memória tinha muito mais detalhes do que posso oferecer agora.

Mas o que posso contar agora é o seguinte: o voo que atrasou no Brasil, devido a neve da França atrapalhou nossa chegada à Portugal. Passamos de praticamente 2 dias em Lisboa, que é quase tempo nenhum, para pouco mais de 1 dia, que é o tempo necessário para se ver muito pouco. Sim, tivemos que enxugar nossa programação para a cidade e olhando de fora parecia que não faria tanta diferença assim, mas é claro que fez.

O voo de Paris para Lisboa foi tranquilo e apesar de o avião ser bem pequeno, ainda assim ele estava vazio. Aproveitamos que a viagem era curta para descansarmos da viagem anterior, que foi longa, e também do chá de cadeira que levamos enquanto aguardávamos para embarcar novamente.

Lisboa vista de dentro do avião

Quando chegamos o sol já estava se pondo, e até sairmos do aeroporto era oficial: já era noite. Pelo caminho até o hotel a cidade vibrava! Não sei se era a empolgação pelo fato de eu finalmente ter chegado à Europa e ter sobrevivido aos dois voos, mas a Lisboa simplesmente saltava aos olhos. Praticamente tudo ali era familiar. É difícil de explicar e eu posso muito bem ter pirado e não ser nada disso, mas vi muito de São Paulo naqueles prédios, naquelas avenidas, naquela gente. Bem, se for o caso, é tudo exatamente ao contrário. Tem muito daqueles prédios, avenidas e daquela gente na minha São Paulo e por isso eu me senti muito bem ali.

Nossa noite foi um misto de curiosidade e cansaço puro. Não existia jet lag, mas se não tivéssemos passado praticamente as últimas 24 horas dedicadas à viagem e logística, estaríamos num melhor ânimo. Apesar de termos saído para comer e dar uma olhada nos arredores, meu foco estava mesmo em descansar, dormir na horizontal, tomar banho quente e afins.

No nosso finalmente dia em Lisboa tinhamos muito a fazer: além de desbravar ao máximo tudo o que conseguíssemos precisávamos também comprar casacos mais quentes do que os que nós levamos. Como corríamos o risco de levar muitos casacos daqui que poderiam ser ineficientes para um inverno mais rígido que o paulistano (e que também não seriam práticos porque muitas camadas = muito trabalho ao entrar e sair de lugares), resolvemos levar algo intermediário e lá comprar algo melhor. A parte boa é que em janeiro praticamente todo o continente se encontra em liquidação. Sim, são saldas, soldos, sales, rebajas… então dá pra ficar mais tranquilo na hora de contar seus ricos eurinhos pra comprar o tal casaco. E eu tou escrevendo isso olhando pro casaco que comprei lá, há 3 anos e que ainda tá inteirinho. Super valeu a pena! O problema é claro foi o tempo.

É meio tenso não querer passar frio e querer conhecer uma cidade em pouco mais de 8 horas. Descemos do Largo do Rato, onde ficava nosso hotel, até o Tejo, depois fomos paralelamente a ele até a Praça do Comércio e então seguimos pela rua Augusta de lá. Foi ali onde fizemos nossa refeição: um almoço meio basicão numa das muitas opções disponíveis na rua. A comida era boa, o garçom brasileiro e as pombas subiam nas mesas. Foi também ali onde encontramos nossos casacos. Foi uma das garimpadas mais eficientes que já fiz, acho. Encontrei um casaco quente, lindo, na cor que eu adoro e paguei baratinho. Tudo isso em cerca de 30 minutos. Sucesso!

Até o fim do dia ainda nos perdemos em algum tipo de transporte fluvial que eu não tenho muita certeza do que aconteceu, turistamos um pouco mais, fomos atacadas por patos ou alguma espécie similar, jantamos correndo e voamos até o hotel. Ainda precisávamos desbravar a malha metroviária de Lisboa para chegarmos na estação de trem sem nos preocuparmos se perderíamos ou não o trem que nos levaria até Madri. A parte boa é que o metrô da capital portuguesa não é muito complexo, a parte ruim é que eu estava partindo para outra cidade sabendo que ainda existia muito para conhecer por ali e que eu simplesmente não tive tempo.

Top 3 clipes de músicas com assobio

Vez ou outra, mas com bastante frequencia até, surge uma música que gruda no ouvido da galera e fica difícil se livrar.

Agora mesmo, estamos sob o efeito da turminha do Foster the People que veio pro Brasil e no Lollapalooza (nem fui) conseguiu hipnotizar todo mundo presente com os assobios de Pumped Up Kicks e deixou geral em estado de êxtase logo antes de deixar o palco.

Pela atualidade, #1: Foster the People – Pumped Up Kicks

Há quem não saiba, mas ano passado a colorida francesa, também cantora e fofa Yelle veio pro Brasil e diz-se que foi lindo. Não a vi aqui, mas a vi no Sónar Barcelona (ano passado também) e tirando gringas loucas que precisavam de muito espaço pra dançar, o show foi bem bom. Ela tem uma ótima presença de palco e eu ali, na primeira fila, não queria nem piscar. Além disso, claro, a bonitinha entende de batidas e hit-chiclete, por isso mesmo não é difícil concluir que uma das suas músicas mais gostosinhas de se ouvir tenha assobios.

Pela fofura e pelas cores, #2: Ce Jeu – Yelle

Em 2008 teve uma invasão sueca linda e numa noite de semana pude ver no StudioSP Shout Out Louds e Peter Bjorn and John. A segunda banda lançou, em 2006, um disco que é daqueles para se dar o play e deixar tocar de cabo-a-rabo. Não diferente do Foster the People e da Yelle, eles fizeram uma música seguindo a fórmula que parece mágica: uma melodia gostosa com assobios já na música, só pra incentivar o óbvio, a gente tem que assobiar junto. Na minha família mesmo, gravei um CD com músicas deles pro carro do meu pai e juro, sempre que tocava, todos no carro acompanhavam!

Pelo alcance familiar, #3: Young Folks – Peter Bjorn and John

Vou contar aqui que tem uma música que inferniza minha vida. Enquanto outras músicas com assobios vem e vão, existe esta que mesmo que não esteja no meu consciente, ela vem, sempre, quando eu assobio (às vezes faço isso, é melhor do que bufar) ela vem como uma continuação. Quando eu vejo, já era, eu estou assobiando PATIENCE do GUNS AND ROSES.

Pela presença constante mesmo que subconsciente na minha cabeça, faixa bônus: Patience – Guns & Roses

Destino de desejo: Bergen

 Dizem que a Noruega é um daqueles lugares onde chegar pode ser complicado, princípalmente por causa do clima e do alto custo, mas que quando você está lá, é tudo tão bonito, tudo tão impressionante que a única coisa da qual você se arrepende é de não ter ido antes.

Vista do Monte Fløyen

Bergen, na foto, é a segunda maior cidade do país, atrás apenas da capital. E enquanto Oslo fica no meio da península Escandinava, pertinho da Suécia, Bergen fica no litoral, em meio a fiórdes e com vista para o Mar do Norte. Dizem também que a viagem de trem entre as duas cidades é um passeio à parte e fazê-lo compensa bastante. Seus cerca de 250 mil habitantes têm uma localização privilegiada, como a cidade está entre 7 montanhas, ela é também a cidade mais chuvosa da Europa. Ó que legal!

Em dias de chuva dá pra visitar a Galeria de Arte de Bergen, com vários trabalhos de Munch, ela é um dos maiores museus de arte dos países nórdicos, então deve valer a pena. Tem também os Museus de Bergen, que pertencem à universidade da cidade e são dois: O de história cultural e o de história natural, ou seja, tem bastante opção.

Em dias secos (não necessáriamente de céu aberto) dá pra ir no Aquário da cidade, com uma boa documentação da vida marinha da Noruega, com focas e afins, e também uma boa variedade de peixes tropicais. Pra quem gosta desse tipo de passeio – eu adoro, parece ser bem legal!

Dá também pra pegar dois funiculares: o Fløibanen te leva pro topo do Monte Fløyen que te permite uma vista incrível e mais completa da cidade por estar numa posição mais central, e o Ulriksbanen que sobe até o topo do Monte Ulriken, a montanha mais alta da região, e chegando lá tem um restaurante onde você pode aproveitar a vista.

Tem também parques, o porto, dezenas de igrejas e também a região do Bryggen, patrimiônio mundial da UNESCO, que foi amplamente utilizada pela Liga Hanseática (alô aula de história!). Esse pedaço da cidade é cheio de atrações relacionadas ao tema.

Eu tentei encontrar vídeos legais da cidade, mas a produção amadora parece ser bem pobrinha por lá porque foi difícil encontrar alguma coisa bacana, então vai esse clipe mesmo do Kings of Convenience (o duo é da cidade), onde eles tocam num telhado da cidade e a vista é linda!

Ignorância

Um dos meus maiores medos é falar daquilo que não sei. Acho que alguns de vocês (ou todos) já perceberam isso. É por isso que relutei tanto para começar a falar das minhas viagens, por exemplo, porque não queria soar de um jeito que me faz parecer alguém que entende tudo do assunto ao dar as dicas, quando claramente não entendo. E qualquer um que entende vai pensar “que otária”, porque é assim que me sinto quando leio alguns outros blogs sobre alguns outros temas.

É um troço estranho, mas me incomoda muito ver pessoas que não fazem a mínima idéia do que estão falando publicando coisas por aí, seja no facebook, seja no twitter, seja em seus blogs.

Eu não sei exatamente o que leva as pessoas a falarem as groselhas que falam, mas acho que elas realmente acreditam que sabem do que estão falando. E o pior, o resto das pessoas está tão sem referência que elas também acreditam! E daí, o horror! Ah o horror! De abrir um blog e ler tanta superficialidade e ver que outras 103 pessoas gostaram e comentaram que aquilo tudo é muito boa informação e que a partir de agora vão tentar copiar o autor do post.

Pára! Tá tudo errado, gente! Parem de se importar tanto com as tendências! Parem de se copiar! Parem de ficar na moda, de manjar o hype, bla bla bla bla. Trendsetter meu cú.

Queria fazer parte de uma época onde ainda existiam pessoas com traços fixos em suas personalidades e em seus gostos. E não me entendam mal, eu acredito em pessoas que mudam de bandas preferidas, que descobrem coisas novas e as preferem ao que já existia em seus repertórios, o problema não é esse. É que se você olhar em volta, vai ver gente que a cada 6 meses é especialista em algo novo que se já não está, logo estará na crista da onda. Gente, a crista da onda é tão chata.

E mais: estamos realmente num mundo onde é preciso admirar tanto alguém que saiba só um pouco a mais do que você? A discussão nunca é justa. Sempre fico com aquela impressão de os textos nos blogs são “chorai, leitores despreparados, hoje falarei de algo que está bombando no momento. Se vocês ainda não usam, logo estarão e a novidade se chama comer cocô” e então os comentários são “nossa, não acredito que até agora vivi sem isso, muito legal você ter me mostrado, vou tentar usar e comento aqui de novo pra dizer como foi”.

Não quero parecer muito amarga e, sei lá, acho que é legal dar uma mastigada em algo que você acha muito legal e contar pros seus leitores, ainda mais se seu blog, ou seu twitter tem um alcance bacana. Tá certo, quando a gente curte algo a gente quer mostrar pros outros. É como na escola, no dia do brinquedo a gente levava o brinquedo preferido e queria mostrar pra todos como nosso brinquedo era legal. Mas nem tudo é tão bacana, nem tudo vai mudar nossas vidas e a gente nem sempre sabe tudo sobre aquilo. E eu acho que, pra mim, é aí onde mora o problema.

Realmente fico irritada quando vejo pessoas que não entendem de um determinado tema falando sobre aquilo como se fosse a coisa mais genial do mundo! Ou falando como se fosse a coisa mais estúpida do mundo. De duas, uma: ou você descobre mais sobre o negócio e daí conta, ou você vai continuar fazendo papel de besta para aqueles que sabem mais sobre o negócio.

E eu tou falando de coisas superficiais como música, balada, moda e qualquer outra coisa moderninha e que importam aos jovens antenados.

Dói muito a alma ler tanta groselha e fico triste de verdade ao ver que tem tanta gente por aí que realmente compra essas groselhas como informação de qualidade.

Sei lá, isso me irrita tanto que nem consigo ser racional direito e me expressar de um modo que faça sentido.