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Cambé, saudades, etc. 26 26UTC janeiro 26UTC 2012

Posted by Larissa Menon in bacana, dia-a-dia, sentimentalismo.
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Estou prestes a fazer uma viagem que estou morta de vontade de fazer já há algum tempo.

E é interessante pensar nos motivos que há tanto me separam desse destino. Primeiro veio a faculdade e os compromissos inadiáveis, depois veio o trabalho e a responsabilidade intransferível. Pode parecer pouco, mas o tempo está contra a gente e um dia passa voando, semanas vão embora sem serem vistas e os anos correm e passam por nós em direção ao passado.

Como fiquei tantos anos sem retornar eu não sei, mas agora a empolgação é tanta que não consigo acreditar: estou indo pra Cambé!

Cambé? Sim! Interior do Paraná, pedacinho de terra vermelha, cidade coladinha em Londrina. Não é pólo turístico? Acredito que não, acho que nunca nem fiz turismo lá. Conheço os parques, a praça central, a Igreja matriz e o centro cultural.

É uma cidade de interior daquelas de dar água na boca. E tinha um sorvete muito bom que lembrei agora, falando de água na boca hahaha.

Estou indo visitar uma parte da minha vida, uma parte da minha família. É a formatura da minha amiga Tamires, mas eu digo que é da minha prima. Estou indo rever todos, a família inteira! Pra mim são todos meus parentes, a tia Vânia é minha tia sem ser irmã de nenhum dos meus pais!

E depois de tanto tempo, não vejo a hora de dar um abraço longo nela. De apertar a Tamires, a Jéssica, o Max, o tio Zézinho (!!!). Estou ansiosa pra sentar na sala deles e ver televisão. Posso ser sincera? Eu adoro o feijão daquela casa!

É ao mesmo tempo estranho perceber que já não me lembro mais também quando foi a última vez que estive lá. 5 anos? 6? Que terrível permitir que a saudade cresça tanto!

Mas estou chegando, quem me conhece sabe, já estou planejando a mala! Contando os dias e pouco ansiosa que sou já estava achando que iria pra lá hoje, mas não, ainda tenho que esperar uma semana. – que tem a mesma medida de tempo que todas as outras e passará voando.

O que é bom, porque em fevereiro poderei matar outra saudade absurda de outra pessoa absurdamente importante na minha vida.

Oba!

2 ponto 0 23 23UTC janeiro 23UTC 2012

Posted by Larissa Menon in bacana, interweb.
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Na rabeira das mídias sociais, o coloquei o blog no facebook.

Nada demais, a página do aceite esta manga no cara-livro servirá mais como uma ponte, levando posts fresquinhos pra cuca daqueles que gostam do blog (ou de mim, ou não), mas nem sempre se lembram de acessar. Totalmente compreensível, visto que o blog foi atualizado apenas 5 vezes no ano passado (novo recorde?). Nem eu me lembrava de checar o blog de vez em quando (e também não é preciso dizer que me esqueci de atualizá-lo uma dezena de vezes).

A desatualização é água passada, a novidade agora é que você, leitor (e você, pessoa perdida que não sabe como veio parar aqui), poderá aceitar mangas passivamente diretamente no facebook apenas curtindo aqui ao lado.

Dedões para cima e web 2.0. Não acredito que a página super bombará com a participação de todo o público do site (alô, alguém aí?), mas taí a ferramenta.

Um beijo.

 

Sobre não contar pros outros. 19 19UTC janeiro 19UTC 2012

Posted by Larissa Menon in Uncategorized.
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Interessantemente, enquanto decido por de volta o blog à ativa, sei que também não quero sair contando tudo por aí.

Prefiro que o veneno escorra pelo desconhecido e não pelo o que é sabido demais.

Fazer planos todo mundo faz. Alguns maiores, outros menores, todos planos, todos sonhos, todo mundo quer realizar. Conversando com a Galassi outro dia, chegamos nessa idéia de que às vezes perdemos o interesse em coisas que gostamos muito por que colocamos a coisa da qual gostamos sob a ótica de outra pessoa.

É ótimo ver o mundo sob outras perspectivas, mas as vezes, falando demais, acabamos vendo as coisas sob a perspectiva de alguém que não deveria interferir nos seus planos. Sad but true.

Conheço gente que não conta nada pra ninguém pra evitar olho gordo. Não sou supersticiosa, não acredito que se contar para os outros vai estragar.

Não quero dar detalhes de nada porque quanto mais a gente fala num assunto, mais a preciosidade daquilo diminui; Aquilo deixa de ser seu.

Deve ser besteira absoluta, mas prefiro seguir fazendo os planos e os implementando em silencio e quando for a hora chegar aqui, ou na conversa de roda com os amigos, ou num email singelo, ou numa dm danada… enfim… e contar. Quando for a hora, porque eu sei que aquele plano precioso agora existe, é real, eu posso tocá-lo e vocês podem vê-lo.

Haters gonna hate. 17 17UTC janeiro 17UTC 2012

Posted by Larissa Menon in Uncategorized.
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2011 foi um ano onde tudo saiu de acordo com o planejado.

Viajei, passeei, namorei, descansei… fato: não poderia ter sido melhor.

Quer dizer, claro que poderia ter sido melhor, mas as coisas foram tão na medida que estou satisfeita. A lembrança deixa um gosto ótimo na minha boca.

Pra 2012 quero mais do mesmo, quero mais trabalho, mais amigos, mais namorado, mais realizações. Problema é que em algum momento do boom das redes sociais, eu perdi a habilidade de escrever. São tantas opiniões todo o tempo que eu desaprendi, ou melhor, eu perdi o interesse em parecer interessante.

Meu conteúdo é conhecido, quem quiser mais que se aproxime.

Mesmo assim, para 2012 eu espero escrever mais, me propor mais a exercitar minhas habilidades tanto de escrita quanto de argumento. Quero não só opinar, quero compartilhar. Porém não quero clicar apenas em botões de reprodução, cansei do reblog, cansei do curtir e compartilhar. Quero criar no meu mundo, quero que meu mundo seja na medida certa e quero trazê-lo novamente pra cá.

Tenho muitos planos para este ano que está apenas começando e conheço os poderes de um blog. Sei que colocar no papel, mesmo que no virtual, nos ajuda a manter o foco e é isso o que eu quero. Eu quero que 2012 aconteça e quero fazer acontecer.

No mais, tudo continua igual. Lê quem quer, participa quem quer, curte quem quer e compartilha quem quer. Interessados ou não, estou aqui.

Haters gonna hate.

SANGUE, SUOR E VINIL: DIY NO SÉCULO 21 6 06UTC setembro 06UTC 2011

Posted by Larissa Menon in bandas legais, cinema, música.
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Faz sei lá um mês e vi este trailer:

Da primeira vez que eu o vi ainda não tinha aquele selo da seleção oficial pra ser exibido no indie festival agora em setembro, mas eu já estava atenta para assim que surgisse a oportunidade, assistí-lo naquele esquema #naocomprebaixe.

E vocês precisam entender que o Sangue, Suor e Vinil traz algumas das bandas pelas quais eu fico babando direto por aqui: Neurosis, Isis, DoMakeSayThink, GodSpeed you! Black Emperor e muitas outras que completam meu gosto. Então vê-las na telona é algo imperdível para fãs das bandas e para fãs de música em geral.

Longe de mim ser uma biblioteca/enciclopédia/especialista musical – bem longe mesmo – mas eu acredito que as vezes a gente se perde numa superfície muito fina, estreita e tediosa daquilo que é um dos maiores prazeres humanos (sei lá pelo menos é um dos meus maiores e eu acredito que muita gente compartilha isso comigo): a música. E também não quero soar como aqueles extreminhos que querem catequisar todos ao redor naquilo que acredita ser melhor, até porque eu acredito que quando mais a gente consegue abrir nosso leque, melhor a gente tem certeza sobre nossos gostos. Acho que é importante saber que existe mais do que Metallica, mais do que The Clash, Lady Gaga, Adele ou até mesmo sei lá, Pink Floyd. Em todo canto do mundo tem uma cena acontecendo – e às vezes ela é horrível mesmo, viu happy rock brasileiro? – E algumas valem a pena serem conhecidas. Esta é uma delas.

Então fica a dica pros amiguinhos: Dia 25/09 as 17:00 no Cine Olido.

[Parágrafo opcional: O indie festival já trouxe há alguns anos o american hardcore outro excelente documentário sobre outra ótima cena (vi aqui que foi em 2007 - achava que foi 2009 - e de repente me sinto velha).]

Rolling in the Deep: 29 29UTC agosto 29UTC 2011

Posted by Larissa Menon in clipes, música.
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Precisei entrar no petiscos pra ver que o vídeo de Rolling in the Deep ganhou 4 prêmios técnicos (direção, direção de arte, edição e fotografia) no VMA. Mesmo assim, o vencedor da noite foi o fraco Firework (reconheço o poder pop da música, mas o clipe é fraco ok) porque levou o prêmio de vídeo do ano. Yadda, yadda, yadda, precisei que o vídeo ganhasse 4 prêmios da MTV pra que eu fosse até o AdeleVEVO (hahaha) e desse aquela conferida. Tudo isso vem na maré de eu só ter ouvido falar dela este ano e só ter ouvido a música do vídeo já quase em Junho.

Vale dizer, a música é boa. Ganhou dezenas de remix horrendos e aterrorizantes que ouvi com muita paciência em todas as lojas de departamente, supermercados, farmácias e comerciais pelos quais passei e assisti em Berlim. Voltei pro Brasil completamente vítima – tinha o disco no menu do avião ouvi inteirinho hahahaha – e depois, claro, esqueci.

Daí a MTV foi lá e deus os 4 prêmios. Merecidos? Não sei, em comparação aos outros, é bem provável que sim já a galera tem perdido a mão e errado feio na hora de fazer clipes legais. Rolling in the Deep me pareceu suave, mas manteve a “força” da música. Bem montadinho, bonitinho, conceitualzinho e artístico pra manter a cantora com aquela aura indie-alternativa-quem-mais-tá-fazendo-isso-na-música-atual? que seus discos e a ela mesma já possuem.

Vídeo de televisão no rádio. 23 23UTC março 23UTC 2011

Posted by Larissa Menon in bandas legais, clipes.
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Tv on the Radio tá de vídeo novo e aproveitando a deixa, relembremos outro ótimo video, música idem, deles:

Notícia velha. 2 02UTC março 02UTC 2011

Posted by Larissa Menon in bandas legais, clipes, música.
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Daí que o Dave Grohl foi eleito o novo gênio da música pelo NME, ok. Isso foi semana passada.

Daí que ele agradeceu dizendo que eles estavam dando o prêmio a um baterista e depois o ofereceu ao falecido lá, ao Kurt Cobain.

Tá, tudo bem, foi Kurt e seu gênio que fez o mundo se virar praquele cantinho chuvoso dos EUA e dar toda a atenção (e o título de salvação do rock) pro Nirvana há o que? Cerca de 20 anos?

Fato é que nós, em geral, os cerumanos, potencializamos nos outros o nosso desejo de viver plenamente, dores e alegrias e concluímos que aqueles, que alcançam a grandeza pra daí cair magistralmente e morrer de alguma forma dolorosa ou bem trágica… estes serão os nossos heróis, estes são os nossos ídolos, eles são os gênios.

Não devemos nos culpar, afinal, isso é feito desde sempre. A literatura tá cheia de exemplos, a música clássica também e o rock’n'roll, esse nem se fala. Em menos de um século já gerou heróis para todos os gostos.

Eu, ao contrário de muitos, gosto de apreciar o conjunto da obra. E eu acho que é aí que diferenciamos Dave Grohl de Kurt Cobain. Dave não deu simplesmente a sorte de não ter morrido tragicamente aos 27 anos, ele passou de baterista a frontman  com uma sutilidade e maestria que, olha, não sei você, mas eu admiro.

E se você ainda quer mimimizar, pega uma cadeira e acompanha comigo:

 

breve update: youtube me pegou por trás agora, mas eu sei que vocês clicarão nos videos pra ver no youtube e concordarem comigo ˆˆ

Os números de 2010 5 05UTC janeiro 05UTC 2011

Posted by Larissa Menon in Uncategorized.
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Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

Featured image

Um duende das estatísticas pintou esta imagem abstracta, com base nos seus dados.

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 9,100 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 22 747s cheios.

In 2010, there were 44 new posts, growing the total archive of this blog to 184 posts. Fez upload de 1 imagem, ocupando um total de 257kb.

The busiest day of the year was 30 de junho with 98 views. The most popular post that day was Peito pra quem-te-quer.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, fake-doll.com, facebook.com, google.com.br e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por tetudas, peitos, saturno, harmony korine e wagner moura

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Peito pra quem-te-quer abril, 2009
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2

Saturno devorando seu filho. setembro, 2009

3

A pintura realista de Diego Gravinese agosto, 2009
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4

A cabeça doente de Korine, ou comparando e relacionando: De Gummo à Ken Park. setembro, 2008
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5

Beth Ditto Divine julho, 2009
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O tal ano de 2010. 28 28UTC dezembro 28UTC 2010

Posted by Larissa Menon in bacana, exposição, sentimentalismo.
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Ok, são 09:05 horas do dia 28 de dezembro do ano de 2010. Falemos dele.

Antes de mais nada, 2010 foi um ano pacato. Sim, é assim que eu defino este ano que está para terminar. Claro, passei momentos de puro estresse, claro vivi momentos de enorme alegria, mas em suma, 2010 foi um ano calmo. Eu diria mais: foi um ano na medida certa.

Janeiro começou ótimo em Bauru. Gosto quando o ano começa com roadtrips tranquilas, livre de congestionamentos. Além disso 2009 fi-nal-men-te tinha acabado. Alívio e gostinho de felicidade. Tem como não gostar? Só faltava a formatura e pronto: tchau Cásper, valeu pelos momentos incríveis.

Fevereiro pra mim = Carnaval, então não me importo se o Carnaval deste ano não foi nesse mês e eu não vou checar. Fevereiro teve carnaval tranquilo, gostoso e quente em Boituva. Teve também as solenidades que pra quem viu, sim, eu me formei. Ufa! Era a chave de ouro que eu precisava pra fechar o baú as lembranças do último ano.

De março pouco me lembro. Acho que isso só serve pra demonstrar a calmaria deste ano. Abril, Aiupa. Olé. Fui ver o Matisyahu ao vivo e não preciso falar muito mais. Delícia de mês esse abril.

Em maio, se bem me lembro, peguei um avião sentido Vitória. A capital do Espírito Santo mesmo e não a da Conquita, na Bahia. Dizem que é bonita, preferi Vila Velha, com ondas malucas, prédios na praia e moqueca com o Muqui. Camila e Luísa, ao que me consta, também aprovam.

Foi em Vitória, durante o Intercom, que tive uma das horas mais chatas do ano. Pedantismo acadêmico, ninguém gosta. Ninguém. Acredito até que aquelas pessoas ali mesmo, todas e cada uma delas, elas se odiavam e odiavam a si mesmas.

Junho, JUCA.  Meio de mês terrível, fim de mês com surpresa boa. À parte, Copa do Mundo. Chorei com os tsá mina mina’s da Shakira porque sou besta e aparentemente só me emociono com coisas ridículas. Torci pro Brazil, discordei do Cruyff (mas no final acho que ele manja um pouco mais do que eu), torci pro Raul Meireles e pro Deco, torci pros laranjas. A Fúria venceu a final e eu recortei a capa do jornal pra colar no meu mural.

Junho se misturou com julho. 23 anos pra Lari é coisa demais e ao mesmo tempo não se sente. Todo dia 21 de julho pede, clama, acompanha um colapso nervoso, mas juro que não é por causa do meu aniversário. Ou talvez seja.

Agosto começou com mais Boituva. Sol, amigos e paz. E então as pessoas começaram a usar tamancos e eu, que agrido a moda constante, mas não diariamente, não pude admitir. Bato na mesa em sinal de intolerância. Revi o Nekro e seu Boom Boom Kid junto do Eu serei a Hiena no bom e velho Hangar 110, que só me serve para visitas como essa, numa tarde gélida de algum domingo do mês.

Fui com a Jack ao Rio, numa viagem desorganizada e proveitosa. Deu tudo certo. Corremos pelo calçadão (not), pegamos onibus, usamos longo e vimos velhos amigos (acho bacana falar que tenho velhos amigos sendo que ainda sou jovem, ha-ha) dizer “sim”. Esse tipo de rolê sempre vale a pena.

Em setembro fechei os olhos ao som de Anna Von Hausswolff, pra mim já é o suficiente.

Outubro veio e trouxe minha quarta dose de O Augusto do ano. E venhamos e convenhamos, too much of his love is never enough. Foi ao lado dele que presenciei o conjunto musical Queens of the Stone Age num noite muito horrivelmente gelada de Itu. Galera falou mal, xingou e mandou o SWU tomar no cu, mas quem se importa… era o QOTSA ali na minha frente, ao vivo e eu não reparei em nenhum chiado constante.

Novembro foi o mês passado e eu já não me lembro. Julian esteve aqui, comemos um montão e fomos juntos conhecer a Gambiarra. Eu não pretendo voltar, ele, que é gringo, foi de novo. Eu heim. Foi em novembro que eu reparei que 2010 tinha passado muito rápido, porque foi em março que a Raquel tinha dito que no fim do ano voltaria – de vez – pra Alemanha, e quando me vi, estava ali, já, me despedindo dela em formato festa.

Dezembro chegou e Raquel se foi. A tempo de evitar o caos aéreo (gosto de como o caos assombra o fim de ano: coas aéreo, caos das compras, caos nas estradas e também na modalidade caos temporais de verão). E então consolidou-se o sem ter nada Corinthiano, mas eu realmente não entro neste mérito com quem gosta de enumerar coisas. E não é porque sou corinthiana, mas sim porque eu sou assim e tenho preguiça desses discursos e debates.

Daí chega o dia 15 do mês e só se fala em natal e aí chega o dia 20 do mês e só se fala no combo natal + ano novo e agora aos 28 de dezembro todo mundo – mais do que nunca – só consegue olhar pra trás e fazer listas sobre o que foi bom e sobre o que foi ruim e então lançar suas previsões pros próximos meses, ou mesmo pras próximas listas que serão feitas.

Eu, por minha vez, não posso fazer listas dos melhores shows do ano porque só vi umas 10 bandas ao vivo este ano. Não posso listar os 10 melhores discos do ano, porque acho que só ouvi mesmo o novo do Arcade Fire e o do Swans. Não listarei os melhores esportistas porque sou simples espectadora, mais incapaz de emitir opinião fundamentada sobre isso do que sobre qualquer outra coisa.

Só adiciono aqui que em 2010 foram ditos “adeus” demais, por mim e por pessoas próximas a mim e isso machuca.

No mais, 2010 foi um bom ano.

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